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    <title>Museus on Música em Versão Beta</title>
    <link>https://felipetavares.me/categories/museus/</link>
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    <language>pt</language>
    
    <lastBuildDate>Mon, 13 Mar 2023 13:51:48 -0300</lastBuildDate>
    
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      <title>Primeiras impressões sobre o Museu da Rampa</title>
      <link>https://felipetavares.me/2023/03/13/primeiras-impresses-sobre.html</link>
      <pubDate>Mon, 13 Mar 2023 13:51:48 -0300</pubDate>
      
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      <description>&lt;p&gt;Meio por acaso, no último domingo fui pela primeira vez ao recém inaugurado &lt;a href=&#34;https://www.instagram.com/rampa.cultura&#34;&gt;Museu da Rampa&lt;/a&gt;. Após um brunch com Nina e Márcia no Pé de Cajú, íamos à Pinacoteca para ver as exposições atuais, mas lembrei da possibilidade de ir ao novo museu localizado nas Rocas e assim acabamos lá.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/64953/2024/img-8465.jpg&#34; alt=&#34;&#34;&gt;&lt;br&gt;
&lt;em&gt;Área externa do Complexo Cultural Rampa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em função do meu trabalho da formação continuada de professores de História da rede municipal de ensino, eu já estava querendo fazer uma visita ao equipamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A impressão geral foi positiva, mas destaco dois aspectos que me chamaram a atenção.&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Primeiro, nas salas alusivas à participação de Natal na Segunda Guerra Mundial senti muita falta de mais particularidades do impacto da guerra no cotidiano da cidade. Com exceção de uma &amp;ldquo;sala do blackout&amp;rdquo;, que tenta recriar a experiência dos cortes de eletricidade como estratégia de defesa, que ocorriam em Natal à época do conflito, não há nada mais significativo a respeito dos desdobramentos para os natalenses da presença americana na cidade, durante a guerra. Além disso, há um foco muito grande nos intinerários de Roosevelt, da saída da sua comitiva dos EUA, até a chegada em Natal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O segundo ponto diz respeito ao acervo, que se resume a dois uniformes militares e alguns poucos documentos escritos como jornais e livretos publicados na Itália à época da presença da FEB naquele país.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também saí com a impressão de que o espaço físico do museu está superdimensionado em relação ao acervo disponível. Exemplo disso é uma sala intermediária em que está esposta uma exposição bastante genérica com a temática da paz, que se resume a cartazes com citações que passam por Bob Marley e John Lennon e chegam à Madre Tereza de Calcutá.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Espero que na permanência de um acervo limitado no museu, essa sala seja utilizada para exposições temporárias mais relevantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/64953/2024/img-8472.jpg&#34; alt=&#34;&#34;&gt;
&lt;em&gt;Exposição no hall de entrada&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/64953/2024/img-8466.jpg&#34; alt=&#34;&#34;&gt;&lt;br&gt;
&lt;em&gt;Área externa do Complexo Cultural Rampa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
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      <title>Newton Navarro é universal</title>
      <link>https://felipetavares.me/2022/07/29/newton-navarro-universal.html</link>
      <pubDate>Fri, 29 Jul 2022 12:53:31 -0300</pubDate>
      
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      <description>&lt;p&gt;&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/64953/2024/img-7102.jpg&#34; alt=&#34;&#34;&gt;&lt;br&gt;
&lt;em&gt;Parte da exposição de Azol, na Pinacoteca do Estado&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;!-- wp:paragraph --&gt;
&lt;p style=&#34;text-align: justify;&#34;&gt;Já há algum tempo eu tentava me organizar para ver a exposição &#34;O Sertão Virou Mar&#34;, de &lt;a href=&#34;https://www.instagram.com/azol.art/&#34; target=&#34;_blank&#34; rel=&#34;noreferrer noopener&#34;&gt;Azol&lt;/a&gt;, que estava na &lt;a href=&#34;https://www.instagram.com/pinacotecarn/&#34; target=&#34;_blank&#34; rel=&#34;noreferrer noopener&#34;&gt;Pinacoteca do Estado&lt;/a&gt; desde o final de maio. No último sábado, finalmente, aconteceu.&lt;/p&gt;
&lt;!-- /wp:paragraph --&gt;
&lt;!-- wp:paragraph --&gt;
&lt;p style=&#34;text-align: justify;&#34;&gt;Além da exposição que mencionei acima, queria aproveitar a ida ao centro da cidade para fazer um pequeno tour com Nina pelo corredor cultural, já que a pequena está estudando sobre a História de Natal, na escola.&lt;/p&gt;
&lt;!-- /wp:paragraph --&gt;
&lt;!-- wp:paragraph --&gt;
&lt;p style=&#34;text-align: justify;&#34;&gt;Algumas das obras que Azol estava expondo eram estritamente pintura e outras eram meio que fusões entre pintura e fotografia. No vídeo de apresentação da exposição, o artista explicava que os motivos e temas para as obras vieram de uma viagem que fez pelo interior do Rio Grande do Norte e de outros estados do Nordeste.&lt;/p&gt;
&lt;!-- /wp:paragraph --&gt;
&lt;!-- wp:paragraph --&gt;
&lt;p style=&#34;text-align: justify;&#34;&gt;Mas não foi exatamente &#34;O Sertão Virou Mar&#34; que me causou uma forte impressão nessa ida ao Palácio Potengi. Além dessa mostra temporária, a Pinacoteca dispunha de duas exposições permanentes, um das quais com pinturas e esculturas de artistas norte-rio-grandenses. Saí daquela sala profundamente impactado com a obra exposta de Newton Navarro, que eu já conhecia de idas à própria Pinacoteca há vários anos, mas que dessa vez adquiriram um significado novo e forte.&lt;/p&gt;
&lt;!-- /wp:paragraph --&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&#34;https://cdn.uploads.micro.blog/64953/2024/img-7107.jpg&#34; alt=&#34;&#34;&gt;
&lt;em&gt;Newton Navarro exposto na Pinacoteca do Estado&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;!-- wp:paragraph --&gt;
&lt;p style=&#34;text-align: justify;&#34;&gt;História da Arte, no Ensino Médio e na graduação em História foram, de maneira geral eurocêntricas demais e quando abordavam aspectos das artes plásticas brasileiras, não costumavam a ir muito além de breves apêndices sobre Tarsila do Amaral e Cândido Portinari, o que certamente contribuiu para a minha ignorância e/ou falta de curiosidade a respeito de outros artistas brasileiros e, também potiguares. Em relação à arte produzida no Rio Grande do Norte, além de me faltar repertório, eu tinha uma impressão ignorante e generalista de que o que se produzia por aqui não tinha qualidade suficiente para concorrer com o que era consagrado como nacional, fosse nas artes plásticas, música, teatro ou cinema.&lt;/p&gt;
&lt;!-- /wp:paragraph --&gt;
&lt;!-- wp:paragraph --&gt;
&lt;p style=&#34;text-align: justify;&#34;&gt;Desde que comecei a me envolver com composição e produção musical, sobretudo após o início do &lt;a href=&#34;http://www.instagram.com/bandaseuze&#34; target=&#34;_blank&#34; rel=&#34;noreferrer noopener&#34;&gt;SeuZé&lt;/a&gt;, em 2003, foi inevitável para mim pensar em como situar os projetos dos quais eu participava na discussão “artista nacional” x “artista local”. Esse era um debate bastante frequente na música naquele momento em que iniciativas como o Fora do Eixo e as dezenas de festivais independentes de música Brasil a fora, contribuíam para a descentralização dos olhares e ouvidos para o que estava sendo produzido no país.&lt;/p&gt;
&lt;!-- /wp:paragraph --&gt;
&lt;!-- wp:paragraph --&gt;
&lt;p style=&#34;text-align: justify;&#34;&gt;Mas foi somente após assistir mas assídua e atentamente as montagens de grupos teatrais natalenses, especialmente dos &lt;a href=&#34;https://www.clowns.com.br/o-grupo/&#34; target=&#34;_blank&#34; rel=&#34;noreferrer noopener&#34;&gt;Clowns de Shakespeare&lt;/a&gt;, que fui gradualmente me livrando desse complexo de viralata e construindo o entendimento de que não é necessário a validação de carimbo &#34;nacional&#34; para se atestar a qualidade de de expressões artísticas.&lt;/p&gt;
&lt;!-- /wp:paragraph --&gt;
&lt;!-- wp:paragraph --&gt;
&lt;p style=&#34;text-align: justify;&#34;&gt;Essa última ida à Pinacoteca e, sobretudo, a força e personalidade da obra de Newton Navarro, fortaleceram ainda mais essa noção em mim.&lt;/p&gt;
&lt;!-- /wp:paragraph --&gt;
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      <link>https://felipetavares.me/2013/06/25/ver-van-gogh-no-original.html</link>
      <pubDate>Tue, 25 Jun 2013 23:38:00 -0300</pubDate>
      
      <guid>http://felipetavares.micro.blog/2013/06/25/ver-van-gogh-no-original.html</guid>
      <description>&lt;p&gt;Ver Van Gogh “no original”: se não o fez, faça.&lt;/p&gt;
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