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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Curadoria primorosa em Belo Horizonte. 📚\n",
    "dateiso": "2026-06-24 10:37:00 -0300",
    "date": "10:37 p.m. on Jun 24, 2026",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2026/06/24/curadoria-primorosa-em-belo-horizonte.html",
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    "type": "post",
    "title": "Intruso na demografia e a lembrança de uma amizade fortuita",
    "text": "Ontem assisti como intruso à aula inaugural do Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN. A conferência foi ministrada pela professora Rosana Baeninger (UNICAMP) e o tema foi “Brasil na Geopolítica das migrações internacionais”. Como o número de estudantes migrantes e/ou refugiados nas escolas municipais de Natal tem aumentado nos últimos anos, eu e outras duas colegas assessoras pedagógicas das Ciências Humanas da SME/Natal entendemos que a discussão poderia fundamentar melhor a nossa rede de ensino no acolhimento a essas crianças e adolescentes.\nDentre os pontos abordados pela professora Rosana, chamou minha atenção o fato de o Brasil estar se caracterizando como um país de trânsito para os migrantes estrangeiros. A recente maior rigidez dos Estados Unidos e da maior parte da Europa em fechar as suas fronteiras para a imigração vinda do Sul Global fez do Brasil um país possível para essas populações em deslocamento. Rosana também destacou que contribuiu para isso o fato de o Brasil ter avançado numa legislação que desburocratizou a emissão de vistos que legalizam a estada desses migrantes, garantindo a eles o acesso aos serviços públicos de educação, saúde, bem como ao mercado de trabalho de maneira mais formal.\nEntre os demógrafos há a ideia do Brasil não como um país desejado para os migrantes internacionais, mas como um destino possível e temporário, até que as condições nos seus países de origem estejam mais propícias para um retorno, ou que as condições de migração para o Norte Global estejam mais favoráveis.\nPara exemplificar esse cenário, Baeninger relatou estudos que apontam que muitos sírios que vieram ao Brasil como refugiados de guerra já retornaram ao seu país. Também enfatizou o caso de haitianos que migraram para cá após o terremoto de 2010 - num fluxo que de certa forma continua até hoje - mas que em sua grande parte enxergam o Brasil como esse refúgio temporário. A professora Rosana destacou que muitos desses migrantes haitianos que passaram pelo Brasil tiveram como destino seguinte o Chile.\n 24 de janeiro de 2016, dia ensolarado em Santiago. Eu estava na capital chilena havia 6 dias e a programação para aquele domingo seria explorar alguns pontos da cidade com Márcia e Nina até o almoço, e depois rumar ao Estádio Nacional, aonde eu assistiria a um jogo da La U. As garotas seguiriam outra programação.\nEstudei as rotas entre o Centro - onde estava hospedado - e o estádio, e optei por me deslocar de ônibus. O Google Maps informava que a parada não era exatamente próxima ao meu destino e que eu precisaria caminhar um pouco até a cancha. Num espanhol improvisado, combinei com o motorista para que me avisasse em que ponto eu deveria descer. Chegada a hora, o condutor sinalizou que a minha estação havia chegado e tentou explicar que caminho eu deveria seguir a pés a partir dali.\nEis que tentando destravar a comunicação entre mim e o motorista, um jovem adulto que vestia uma espécie de paletó escolar e trazia um bag de guitarra nas costas entrou na conversa e por fim disse que desceria no mesmo ponto que eu e me mostraria a rota certa até o Estádio Nacional.\nEle se apresentou como Emmanuel e, de alguma forma, reconheceu a minha brasilidade enquanto eu conversava com o motorista do ônibus e, a despeito de possivelmente ser genuinamente solidário e prestativo, creio que foi a minha nacionalidade que motivou a sua intervenção em prol da minha chegada ao Estádio Nacional. Tão logo descemos do ônibus e após confirmar o meu país de origem, o novo interlocutor e emendou a pergunta:\n Você gosta de futebol?\n Após o meu “sim”, Emmanuel passou a enumerar uma série de informações sobre o ludopédio brasileiro, passando pela escalação de alguns times da Seleção e indo até os clubes em que jogadores como Kaká e Robinho jogavam. Até para alguém atento e interessado por futebol como eu, o nível de conhecimento que aquele eventual companheiro de caminhada demonstrava era de impressionar. Conversávamos em espanhol e no parco francês que me restava na memória após 14 anos do curso que fiz no então CEFET de Natal.\nÀ medida que nos aproximávamos do Estádio Nacional, foi ficando claro para mim que a estação em que havíamos descido não era tão próxima ao destino de Emmanuel. Aos poucos, também, fomos mudando o assunto da conversa e ele foi revelando informações mais pessoais.\nO uniforme que vestia era na verdade a indumentária da banda da igreja que frequentava, o que explicava a guitarra que carregava às costas. Falou, também, que havia chegado ao Chile há pouco mais de 5 anos, como refugiado após a sua cidade natal, Porto-Príncipe, ter sido um dos epicentros do terremoto que devastou o Haiti em 2010.\nA maior concentração de torcedores vestindo a camisa azul da La U denunciava que estávamos próximos ao Estádio Nacional. Emmanuel e eu trocamos e-mails, nos despedimos e combinamos de entrar em contato caso algum dia eu voltasse a Santiago ou ele viesse ao Brasil.\nOntem, enquanto eu assistia a conferência mencionada no início deste texto, me lembrava do contato fortuito com aquele amigo haitiano e constatava que, para Emmanuel, certamente o Brasil não seria apenas o espaço de transição ou o destino possível de que falavam os demógrafos que ouvi, mas o destino desejado.\nTestemunhando os 8 x 1 da La U com ajuda de Emmanuel\n",
    "dateiso": "2026-05-01 13:31:56 -0300",
    "date": "1:31 p.m. on May 1, 2026",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2026/05/01/instruso-na-demografia-e-a.html",
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    "title": "",
    "text": "Comecei a jogar: Persona 5 Royal 🎮\n",
    "dateiso": "2026-04-21 20:43:00 -0300",
    "date": "8:43 p.m. on Apr 21, 2026",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Barões do Café ☕\n",
    "dateiso": "2026-04-21 16:06:00 -0300",
    "date": "4:06 p.m. on Apr 21, 2026",
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    "title": "",
    "text": "Pausa para o almoço. Testando o Dazz Câmera.\n",
    "dateiso": "2026-04-15 13:48:03 -0300",
    "date": "1:48 p.m. on Apr 15, 2026",
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    "title": "",
    "text": "Em setembro de 2022 eu lamentava a falta de informações técnicas nos streamings. Acabei de ficar sabendo que o Spotify lançou a exata função que eu Procurava. Aguardando ansioso que o Apple Music implemente essa funcionalidade.\n",
    "dateiso": "2026-03-30 11:17:59 -0300",
    "date": "11:17 p.m. on Mar 30, 2026",
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    "title": "",
    "text": " Inverno D'Itália ☕  ",
    "dateiso": "2026-03-14 15:15:00 -0300",
    "date": "3:15 p.m. on Mar 14, 2026",
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    "type": "post",
    "title": "Coisas viram outras coisas",
    "text": "Os caminhos da web aberta têm me levado a ótimas surpresas que recheiam o meu agregador de feeds RSS, e me possibilitam um relação mais deliberada com a Internet nesse mundo curado pelos algoritmos.\nNão lembro exatamente como cheguei a Craig Mod, mas certamente foi através dos buracos de minhoca de links compartilhados por outros escritores que acompanho online.\nCraig é um escritor e fotógrafo estadunidense aposentado que mora no Japão há mais de 25 anos, costuma fazer longas caminhadas e escrever sobre as suas experiências e encontros pelos lugares que percorre. A sua escrita é arrebatadora e eu espero ansioso a cada semana por um novo texto.\nUm das recompensas que vêm ao seguir um projeto como esse por algum tempo é poder ver as obras sendo idealizadas e se concretizando. É o caso de Things Become Other Things: a walking memoir, livro que acabou de chegar para mim e sobre o qual Craig escreveu em seu site desde quando era apenas ideia. A cada semana ou mês pude acompanhar em que estágio de produção a obra estava, passando inclusive pelas provas de impressão e outros pormenores técnicos.\nAlém das ideias contidas nos escritos, uma das coisas que aprecio no trabalho de Craig Mod foi a solução que ele encontrou para viabilizar o seu objetivo principal: publicar livros. Os textos mais corriqueiros que ele publica, seja nas newsletters ou no seu site são peças autocontidas e suficientemente bem escritas, mas como ele mesmo diz, são na verdade meios para que possa publicar novos livros.\n As usual: books — that’s the focus, and will continue to be the focus. Writing the next book, and then the next, as catalyzed / driven / permissionized by the membership program.\n Eu não devia botar mais um livro no sarapatéu de leituras não terminadas em que me encontro, mas Things Become Other Things vai furar a fila por aqui. Abaixo segue o primeiro parágrafo do release de divulgação da obra, extraído do site do próprio autor.\n Uma caminhada transformadora de 300 milhas ao longo das antigas rotas de peregrinação do Japão e através de aldeias despovoadas inspira uma memória de partir o coração de um amigo perdido há muito tempo, documentada ao lado de fotografias notáveis.\n ",
    "dateiso": "2026-02-24 15:28:44 -0300",
    "date": "3:28 p.m. on Feb 24, 2026",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2026/02/24/coisas-viram-outras-coisas.html",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Ainda sobre The Windmills of Your Mind, encontrei essa versão inusitada do Libertines para a música.\n  ",
    "dateiso": "2026-02-23 14:00:00 -0300",
    "date": "2:00 p.m. on Feb 23, 2026",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2026/02/23/ainda-sobre-the-windmills-of.html",
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    "title": "Os moinhos da sua mente",
    "text": "Em 2002 ou 2003, fiquei obcecado por Les Parapluies De Cherbourg, de Michel Legrand. Àquela época eu estudava francês no CEFET-RN. Numa determinada aula, o saudoso professor Antônio trabalhou o filme Os Guarda Chuvas do Amor, de Jacques Demy, e de cuja trilha a canção mencionada faz parte.\nHá cerca de um ano atrás, assistindo ao último espódio da 2ª temporada de Ruptura, me vi mais uma vez fortemente ligado a uma canção de Legrand. Trata-se de The Windmills of Your Mind, que foi usada na última cena daquele episódio. Essa música tem me perseguindo desde então e vem cada vez mais crescendo em mim a vontade de fazer algo artístico com ela.\nCheguei, sem sucesso, a sugeri-la para o repertório da Banda Café. Também pensei em criar um arranjo para que entre no show do SeuZé. Mais recentemente, tenho girado em torno da ideia de fazer uma versão em português para a letra e ver o que surge a partir daí. Na pior das hipóteses, vai funcionar como um exercício de composição, já que esta seria a minha primeira empreitada na criação de versões lusófonas para canções em língua estrangeira.\nEntre hoje e o dia 09/03 de março estarei de férias e espero trazer novidades sobre esse exercício .\n",
    "dateiso": "2026-02-21 09:46:13 -0300",
    "date": "9:46 p.m. on Feb 21, 2026",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2026/02/21/os-moinhos-da-sua-mente.html",
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    "title": "",
    "text": "Voltando ao The New Abnormal, dos Strokes. Que disco!\n ",
    "dateiso": "2026-02-14 09:29:48 -0300",
    "date": "9:29 p.m. on Feb 14, 2026",
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    "title": "",
    "text": " Choupana Café ☕  ",
    "dateiso": "2026-01-22 19:10:57 -0300",
    "date": "7:10 p.m. on Jan 22, 2026",
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    "text": "@[100001729234379:2048:Foca] apontando o caminho.\n\u0026lt;iframe src=“https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fweb.facebook.com%2Ftavareslfelipe%2Fposts%2Fpfbid0DSVSZYDsuMBaiTTLkhr82vj43qmcwg9tAuDNsVfJcCsMDeMFXHjkR1mFxWGUZRhSl\u0026amp;show_text=true\u0026amp;width=500” width=“500” height=“315” style=“border:none;overflow:hidden” scrolling=“no” frameborder=“0” allowfullscreen=“true” allow=“autoplay; clipboard-write; encrypted-media; picture-in-picture; web-share”\u0026gt;\u0026lt;/iframe\u0026gt;\n",
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    "title": "Filmes vistos em 2025",
    "text": " Montagem automática gerada pelo Letterboxd com os pôsteres de todos os filmes que assisti em 2025   Em 2016 passei a registrar os filmes que assisto. Foi quando comecei a utilizar o Letterboxd, uma rede social/plataforma voltada para cinema. Além do fator social, de poder acompanhar o que as pessoas que você segue têm assistido e que impressões têm postado, o Letterboxd tem um sistema de estatísticas fantástico que gera dados a partir das películas que você registra por lá.\n2025 foi um ano em que vi pouquíssimos filmes. O meu year in review de 2025 marca 26. Menos de uma película a cada duas semanas.\nSeguem abaixo algumas estatísticas geradas pelo Letterboxd para os filmes que assisti ao longo do ano.\n Resumo 2025   Distribuição anual e semanal de filmes assistidos   Primeiro e último filmes assistidos em 2025   Filmes assistidos por país   Gêneros, países e idiomas   Diretores mais assistidos em 2025   Atores e artrizes mais assistidos em 2025   Desde 2016 venho reunindo aqui no blog as estatísticas que o Letterboxd gera a cada ano. Veja como foi nos anos anteriores: 2024, 2023, 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2026-01-11 09:05:23 -0300",
    "date": "9:05 p.m. on Jan 11, 2026",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2026/01/11/filmes-vistos-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2026%2F01%2F11%2Ffilmes-vistos-em.html"
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    "id": 16,
    "type": "post",
    "title": "Livros Lidos em 2025",
    "text": "Mantendo a tradição, segue a lista de livros lidos no ano passado:\nA Mais Recôndita Memória dos Homens\nMohamed Mbougar Sarr\nO Método Bullet Journal\nRyder Carroll\nLeite Derramado\nChico Buarque\nO Deus das Avencas\nDaniel Galera\nO Caderno\nJosé Saramago\nO Avesso da Pele\nJeferson Tenório\nO Lugar\nAnnie Ernaux\nO Fim de Eddy\nÉdouard Louis\nUm Ocidente Sequestrado\nMilan Kundera\nA Velocidade da Luz\nJavier Cercas\nIntermezzo\nSally Rooney\nAngústia\nGraciliano Ramos\nHistória da Violência\nÉdouard Louis\nO Ato Criativo: Uma Forma de Ser\nRick Rubin\nA Morte de Ivan Ilitch\nLev Tolstói\nA Louca da Casa\nRosa Montero\nIgualzinho a Você\nNick Hornby\nA Bibliotecária dos Livros Queimados\nBrianna Labuskes\nNoites Brancas\nFiódor Dostoiévski\nO Cupom Falso\nLev Tolstói\n Desde 2016 venho listando as minhas leituras anuais. Veja que livros foram lidos por aqui em anos anteriores: 2024, 2023, 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2026-01-10 09:43:00 -0300",
    "date": "9:43 p.m. on Jan 10, 2026",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2026/01/10/livros-lidos-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2026%2F01%2F10%2Flivros-lidos-em.html"
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    "id": 17,
    "type": "post",
    "title": "Mais ouvidas em 2025",
    "text": " Estatísticas geradas pelo [rewind.musicorumapp.com](http://rewind.musicorumapp.com) a partir de dados do [Last.fm](https://last.fm)  Estatísticas geradas pelo rewind.musicorumapp.com a partir de dados do Last.fm\nMais um ano em que continei girando em torno dos mesmos discos e artistas. O destaque foi o Pique, de Dora Morelembaun, que junto das escolhas de Nina, monopolizou o som do carro nos trajetos da família, no dia a dia. Também voltei bastante ao The Best of Chet Baker Sings e ao Another One, de Mac DeMarco. Entre as descobertas do ano está Dr. Dog, cujo Shame, Shame esteve no repeat por algum tempo.\nSegue o já tradicional resumo do que ouvi no ano passado:\n Colagem com a capa dos 100 discos mais ouvidos em 2025   Desde 2016 venho listando aqui no blog as minhas estatísticas de músicas e discos ouvidos. Os anos anteriores ficaram assim: 2024, 2023, 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016\nTodos as estatísticas anuais estão reunidas aqui\n",
    "dateiso": "2026-01-09 10:29:00 -0300",
    "date": "10:29 p.m. on Jan 9, 2026",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2026/01/09/mais-ouvidas-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2026%2F01%2F09%2Fmais-ouvidas-em.html"
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    "id": 18,
    "type": "post",
    "title": "29 coisas que fizeram o meu ano (2025)",
    "text": "Inspirado em Austin Kleon, segue a minha versão de algumas coisas que fizeram 2025 valer a pena. A ordem aqui não importa tanto.\n Ter participado da organização de mais uma JENAT. Finalmente conhecendo Galinhos. Fim de semana com a família. Voltar a Baía Formosa com Márcia, Catinha e Karl e finalmente ter esticado até Sagi. Ter encontrado uma arte legal de Gustavo Rocha, e ter feito um tatuagem com ele. Almoços em dias de trabalho no Gaúcho’s Grill. Sobrado preservado no Centro da cidade e ponto de vista inesperado na Rua Princesa Isabel. Ver Natal receber exposições interessantes como a Armorial 50 anos, que chegou à Pinacoteca Potiguar. Ter optado, com Marcita, por celebrar o aniversário dela num almoço no irretocável Restaurante En. Poder ter pego um Nintendo Switch 2 no lançamento num preço acessível. Como tem sido legal jogar o Mario Kart World. Conhecer a cidade do Porto em família e contando com a curadoria de luxo de Rosinha. Ter inserido Sevilha na viagem de família. A despeito do calor frequente de mais de 40º, a cidade foi uma grata surpresa. Espero poder voltar no futuro em outra época do ano. Tomar o ônibus errado na mesma Sevilha, aceitar sem maiores frustrações e ganhar um city tour inesperado que nos levou a lugares que não chegaríamos de outra forma, como às imediações do Estádio Benito Villamarín, do Bétis. Estar na capital da Andaluzia no dia de Corpus Christi e ter testemunhado a imponência das procissões, bem como o seu impacto no cotidiano da cidade. Ainda nessa viagem, ter mantido a tradição de sair com Marcita explorando cidades por meio de bicicletas. Na estada em Lisboa, ter incluído uma visita à Casa dos Bicos - Fundação José Saramago. O mesmo vale para Sintra e o Palácio Nacional da Pena, que foram recomendados por diversos amigos que estiveram antes em terras lusitanas. Sem dúvidas, um dos pontos altos desta viagem. Ainda em Lisboa, ter reservado uma tarde para visitar o Museu Bansky. Os adultos e Nina saímos impactados do equipamento. Ter exagerado no consumo de pastel de belém nesses dias lisboetas. O sabor é incomparável ao dos que temos acesso em Natal. Ter conseguido conciliar os horários de todos os envolvidos e poder encontrar com João e Sílvio, amigos da pelada, que estão em Portugal já há alguns anos. Ótima noite. Após muito tempo, ter conseguido me encontrar com amigos da época do Colégio Salesiano. Dessa vez, Sérgio e Adriano. Acredito que não estive com os dois juntos pessoalmente desde os anos 1990. Mais uma vez fazer o Especial Beatles com a Banda Café. Dias de ansiedade inofensiva. Banda Café comemorando 20 anos de atividades num show especial no 294, bar que nos acolhe há mais de 10 anos. Voltar mais rápido do que imaginava ao futebol semanal que jogo toda segunda-feira. Vim convivendo com dores nos joelhos desde o início do segundo semestre do ano. O diagnóstico: condromalácia patelar. O Pilates, que comecei em setembro, certamente teve um papel importante na recuperação. Ter descoberto, após um ano e meio de investigação, que as dores abdominais que eu vinha sentindo não eram nada além de disbiose e intestino irritável. Assistir Agente Secreto no cinema, com Márcia. Junto de Alejandro Zambra, Murakami, Jorge Drexler e Sally Rooney, Kléber Mendonça é um artista que tem me feito ansiar por novos lançamentos seus. Ter voltado ao Playstation após a cagada da Microsoft na precificação do Gamepass. Há muito tempo eu não me envolvia com um jogo como tem acontecido com Horizon Zero Dawn. O melhor: eu já tinha o game desde a pandemia, quando a Sony deu na faixa. Fim de semana em João Pessoa com a família. Muito bom ter ido com Márcia, Nina, pais e irmãs prestigiar Malu, a ginasta da família, que participou de uma competição no Ronaldão. Descobrir as novelas russas de Tolstói e Dostoiévski editadas pela 34. Noites Brancas, A morte de Ivan Ilitch e Cupom Falso, estão entre as melhores leituras que fiz em 25. Fazer mais uma vez o show de fim de ano do SeuZé na Cervejaria Resistência. Já está virando uma tradição.  ",
    "dateiso": "2026-01-02 20:25:00 -0300",
    "date": "8:25 p.m. on Jan 2, 2026",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2026/01/02/coisas-que-fizeram-o-meu.html",
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  {
    "id": 19,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Kave Casa Café ☕\n",
    "dateiso": "2025-12-09 13:40:12 -0300",
    "date": "1:40 p.m. on Dec 9, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/12/09/kave-casa-caf.html",
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    "id": 20,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": " Muitas pessoas hoje em dia vivem numa série de ambientes internos - o lar, o carro, a academia, o escritório, lojas - e divorciados uns dos outros. A pé tudo permanece conectado, pois, andando-se, os espaços entre esses ambientes internos são ocupados da mesma maneira que eles mesmos. Vive-se no mundo inteiro, e não nos ambientes internos erigidos para deixá-lo de fora.\n Lendo: A história do caminhar  de Rebecca Solnit 📚\n",
    "dateiso": "2025-12-04 07:03:50 -0300",
    "date": "7:03 p.m. on Dec 4, 2025",
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    "id": 21,
    "type": "post",
    "title": "O escritor como criança ",
    "text": " E Sergio Pitol, de quem extraí a citação de Faulkner (a cultura é o palimpsesto e todos escrevemos sobre o que os outros já escreveram), acrescenta: Um romancista é um homem que ouve vozes, coisa que o assemelha a um demente.\u0026quot; (…) creio que na verdade essa imaginação desenfreada nos torna mais parecidos com as crianças que com os lunáticos. Acho que todos os seres humanos entram na existência sem saber distinguir direito entre o real e o que é sonhado; de fato, a vida infantil é em boa parte imaginária. O processo de socialização, o que chamamos de educar, ou amadurecer, ou crescer, consiste precisamente em podar as florescências fantasiosas, fechar as portas do delírio, amputar nossa capacidade de sonhar acordados; e ai de quem não souber selar essa fissura com o outro lado, porque provavelmente será considerado um pobre doido. Pois bem, o romancista tem o privilégio de continuar sendo criança, de poder ser um doido, de manter contato com o informe.\u0026ldquo;O escritor é um ser que nunca chega a ficar adulto\u0026rdquo;, , diz Martin Amis em seu belo livro autobiográfico Experiência, e ele deve saber disso muito bem, porque tem todo o aspecto de um Peter Pan um tanto murcho que se nega teimosamente a envelhecer.\n Lendo: A louca da casa de Rosa Montero 📚\n",
    "dateiso": "2025-10-31 10:22:34 -0300",
    "date": "10:22 p.m. on Oct 31, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/10/31/o-escritor-como-criana.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2025%2F10%2F31%2Fo-escritor-como-criana.html"
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  {
    "id": 22,
    "type": "post",
    "title": "Steam Deck e o paradoxo da escolha",
    "text": "Ontem comprei um Steam Deck.\nApós alguns meses de acompanhamento discreto do mercado de usados e de pesquisas sobre características e funcionalidades do portátil, dei o passo à frente após encontrar um que estava bem conservado e num preço atrativo.\nComo normalmente acontece quando compro um novo gadget, estou no modo hiperfoco. Já não consigo mensurar quantos vídeos, textos e discussões no Reddit eu já consumi entre ontem e hoje.\nA minha intenção com o Steam Deck é jogar muita coisa de PC que deixei passar ao longo desses anos, jogos de Playstation como Spiderman, Uncharted Lost Legacy, Last of Us 2, Days of Gone e God of War. Além de experimentar, num portátil, os jogos que tenho acesso como assinante do GamePass.\nOuvindo um episódio do Into The Aether, de setembro de 2022, em que Brendon Bigley e Stephen Hilger comentaram as suas primeiras impressões sobre o portátil da Valve, me senti representado quando Brendon afirmou que estava lutando contra a tentação de moddar imediatamente o novo console — o Steam Deck funciona muito bem como máquina de emulação, rodando desde jogos de consoles mais antigos como o Nintendo, Super Nintendo e Playstation, e até mais recentes como o Switch —, e que tinha feito uma promessa diante do espelho de, nas duas primeiras semanas, experimentar o SD exclusivamente com os jogos lançados oficialmente para ele.\nEsse é um dilema que tenho enfrentado, pois sou adepto da ideia de que fazer jogos funcionarem via emulação é tão divertido quanto jogá-los. Nos últimos anos passei por processos semelhantes, seja montando uma máquina de emulação num Raspberry Pi ou desbloqueando consoles como o Wii U e o 3DS. Ver tudo funcionando após seguir tutoriais por algumas horas traz alguma injeção de dopamina momentânea.\nMas o fato é que quanto mais consoles e jogos tenho à disposição, mais o paradoxo da escolha me afeta e menos coisas jogo.\nEnquanto tenho sérias dúvidas se resistirei à tentação de moddar o brinquedo novo, pretendo inaugurá-lo com Dave The Diver e The Stanley Parable: Ultra Deluxe, que já estavam no meu radar há algum tempo.\n",
    "dateiso": "2025-09-11 10:15:00 -0300",
    "date": "10:15 p.m. on Sep 11, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/09/11/steam-deck-e-o-paradoxo.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2025%2F09%2F11%2Fsteam-deck-e-o-paradoxo.html"
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    "id": 23,
    "type": "post",
    "title": "IAs, fascistas, cores e sinais de pontuação",
    "text": "Coincidência temática nos dois textos que apareceram agora no agregador de feeds RSS que uso.\nPrimeiro Manuel Moreale comentando uma postagem sobre uma das marcas de textos produzidos por IAs ser o uso exagerado de travessão e o receio da escritora de os seus textos serem confundidos como escritos por inteligência artificial.\n No you can’t have them. Yes, we can still use em dashes. And no, I’m not going to stop using them because fucking chatgpt is abusing them. What if they tweak the instructions next week and tell it to use more full stops or commas? What are we gonna do then? Stop using those as well? Hell no. I’ll keep writing however I want, and if someone decides to stop reading what I write because they suspect it’s AI-generated because I use too many em dashes, or parentheses, or any other punctuation or word or whatever, well, good riddance. I’m not gonna miss you.\n Na sequência, Marco Arment refletindo sobre a cor laranja do recém-anunciado novo modelo do iPhone Pro e a sua associação quase automática com Trump, a quem Tim Cook vem apoiando publicamente a exemplo de outros CEOs de big techs.\n I’ve seen this theory floated a few times — but no.\n  With the timescale of iPhone-production planning, these colors were probably selected before the 2024 US presidential election.\n  Trump would hate any association with orange. That’s something his haters say, not him or his fans. (Gold or red would appeal to him more.)\n  Don’t let him own this color association! Orange was cool long before these assholes were alive, and it’ll be cool long after they’re dead.\n   ",
    "dateiso": "2025-09-10 14:25:20 -0300",
    "date": "2:25 p.m. on Sep 10, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/09/10/ias-fascistas-cores-e-sinais.html",
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    "id": 24,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "De ontem. Show de 20 anos da Banda Café. Noite memorável.\n",
    "dateiso": "2025-09-07 09:26:00 -0300",
    "date": "9:26 p.m. on Sep 7, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/09/07/de-ontem-show-de-anos.html",
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    "id": 25,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Extasiado após visitar a Casa dos Bicos (Fundação José Saramago).\n",
    "dateiso": "2025-06-24 16:00:00 -0300",
    "date": "4:00 p.m. on Jun 24, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/06/24/extasiado-aps-visitar-a-casa.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2025%2F06%2F24%2Fextasiado-aps-visitar-a-casa.html"
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  {
    "id": 26,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Desde que chegamos a Sevilha e vimos o Sevici, eu e Márcia estávamos na espera de uma chance de explorar a cidade em bicicletas. Hoje conseguimos. Saímos de Macarena, bairro onde estamos hospedados, e fomos até Triana, no outro lado do Rio Guadalquivir.\n",
    "dateiso": "2025-06-20 19:36:00 -0300",
    "date": "7:36 p.m. on Jun 20, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/06/20/desde-que-chegamos-a-sevilha.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2025%2F06%2F20%2Fdesde-que-chegamos-a-sevilha.html"
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    "id": 27,
    "type": "post",
    "title": "Corpus Christi em Sevilha",
    "text": "   ",
    "dateiso": "2025-06-19 20:30:00 -0300",
    "date": "8:30 p.m. on Jun 19, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/06/19/corpus-christi-em-sevilha.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2025%2F06%2F19%2Fcorpus-christi-em-sevilha.html"
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  {
    "id": 28,
    "type": "post",
    "title": "Porto, Nintendo e futebol",
    "text": "Escrevo do Porto, em Portugal. Cheguei na tarde de hoje para uma viagem em família de duas semanas entre esta cidade, Lisboa e Sevilha.\nNão me orgulho do que vou admitir agora: a primeira coisa que fizemos na cidade após o checkin em nossa hospedagem foi uma ida a um shopping, mais especificamente o Alameda.\nO motivo desse impulso consumista é que, sabendo previamente da viagem, comprei um Nintendo Switch 2 na pré-venda da FNAC Portugal. Esta compra antecipada tem como particularidade o prazo de 30 dias para a retirada da encomenda. Após isso o produto volta para o estoque e é feito o ressarcimento. E era justamente hoje que esse prazo se encerraria. Sendo essa uma compra que eu faria de toda forma no Brasil, corri para não perder a isenção de impostos e o preço consideravelmente menor praticado deste lado do Atlântico.\nUma grata supresa desse deslocamento foi descobrir que o Estádio do Dragão, do Porto FC, se localiza na mesma avenida em que o shopping está. Quando em viagem, costumo me interessar por assistir alguma partida das equipes locais, conhecer estádios e outros espaços alusivos ao futebol. Com os times do ludopédio português em pré-temporada, poder ver o estádio, ainda que do lado de fora, já teve algum valor para mim. Desde que passamos a ter TV à cabo na casa dos meus pais, no fim dos anos 1990, fui público assíduo da exibição de campeonatos europeus como a Champions League, que eventualmente teve partidas acontecendo no estádio que vi hoje. Os pontos de vista que vêm das transmissões de TV de jogos realizados nessa cancha me deram a impressão de que ele ficava mais afastado da aglomeração urbana. Foi revelador perceber o quão imbricado na cidade o estádio está.\n   Na realidade o motivo desse texto é uma queixa no estilo white people problem.\nNa tentativa de configurar o videogame, me dei conta de como esse processo parece desnecessariamente complicado, sobretudo para quem já tinha o primeiro Switch, o meu caso.\nPara que eu tenha acesso à minha biblioteca de jogos digitais sem correr o risco de perder saves e outras configurações, seria necessário estar com o console antigo. Algo inadmissível em tempos de saves na nuvem e considerando como outras empresas lidam com essas configurações. Quando configurei o meu Xbox Series S, em outubro de 2023, bastou que eu fizesse login na minha conta da Microsoft e todos os meus jogos, saves e configurações já estavam prontos.\n Estou pensando em manter um diário de viagem ao longos desses dias aqui na Europa, nos moldes do que fiz durante a minha estada na Colômbia, no ano passado. Vamos ver como estará a disposição a cada dia.\n",
    "dateiso": "2025-06-14 23:30:00 -0300",
    "date": "11:30 p.m. on Jun 14, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/06/14/porto-nintendo-e-futebol.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2025%2F06%2F14%2Fporto-nintendo-e-futebol.html"
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  {
    "id": 29,
    "type": "post",
    "title": "Ansiedade inofensiva",
    "text": "Uma das coisas que me fazem falta diante da baixa frequência de apresentações do SeuZé é uma ansiedade controlada/sensação diferente que costumo sentir em dias de show, sobretudo em dias de sábado. A iminência do show traz uma percepção diferente sobre o dia. É um certo estado de suspensão/marasmo em que as coisas ao redor parecem mais leves e desimportantes, sendo meras coadjuvantes para o momento mais importante do dia, mais tarde, quando chega a hora de subir ao palco. Lembro de uma vez em que Anderson Foca se referiu aos dias de shows com as suas bandas como dias sagrados. Gosto dessa definição.\nEscrevo sobre isso porque justamente hoje tenho experimentado essas sensações, mas com a Banda Café. Daqui a uma hora e meia faremos o nosso Especial Beatles, no Agaricus, em Petrópolis. Desde que acordei venho pensando sobre o show que faremos mais tarde e projetando como será a noite. Acolhendo e tentando entender esse sentimento, penso que uma definição possível seria a de ansiedade inofensiva.\nEssas sensações não costumam vir nos dias de apresentações da Banda Café. Acredito que isso se explica pelo fato de termos nos apresentado semanalmente de maneira quase ininterrupta ao longo de 20 anos de carreira. Penso que essa recorrência de apresentações dá um caráter de ofício à música que fazemos. Aliado a isso, há também o fato de o tipo de apresentação que fazemos na maior parte das vezes se situar num limbo entre show e música ao vivo. Ainda que a apresentação de hoje vá acontecer num restaurante e tenhamos que tocar de uma forma que o público presente possa conversar enquanto tocamos, a participação da Banda Café foi divulgada mais como show. Também acho que pesa bastante o show ser o “Especial Beatles”, que fizemos poucas vezes como um momento específico, a despeito de termos várias músicas do quarteto mais famoso de Liverpool diluídas no repertório das nossas apresentações mais corriqueiras.\nPor mais dias de ansiedade inofensiva.\n",
    "dateiso": "2025-05-17 18:20:00 -0300",
    "date": "6:20 p.m. on May 17, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/05/17/ansiedade-inofensiva.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2025%2F05%2F17%2Fansiedade-inofensiva.html"
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  {
    "id": 30,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Indiana Jones e o Grande Círculo zerado. Pouco mais de 35h de gameplay.\n",
    "dateiso": "2025-05-10 10:26:33 -0300",
    "date": "10:26 p.m. on May 10, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/05/10/indiana-jones-e-o-grande.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2025%2F05%2F10%2Findiana-jones-e-o-grande.html"
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  {
    "id": 31,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Comemorando Marcita! ❤️\n",
    "dateiso": "2025-04-05 19:46:00 -0300",
    "date": "7:46 p.m. on Apr 5, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/04/05/comemorando-marcita.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2025%2F04%2F05%2Fcomemorando-marcita.html"
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  {
    "id": 32,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Para evitar ficar o dia inteiro do ambiente de trabalho, me permito algumas escapulidas na hora do almoço. Hoje encontrei esse piso lindo no Gaúcho\u0026rsquo;s Grill, no Centro.\n",
    "dateiso": "2025-01-29 12:43:00 -0300",
    "date": "12:43 p.m. on Jan 29, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/01/29/para-evitar-ficar-o-dia.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2025%2F01%2F29%2Fpara-evitar-ficar-o-dia.html"
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  {
    "id": 33,
    "type": "post",
    "title": "Filmes vistos em 2024",
    "text": "Montagem automática gerada pelo Letterboxd com os pôsteres de todos os filmes que assisti em 2024\nEm 2016 passei a registrar os filmes que assisto. Foi quando comecei a utilizar o Letterboxd, uma rede social/plataforma voltada para cinema. Além do fator social, de poder acompanhar o que as pessoas que você segue têm assistido e que impressões têm postado, o Letterboxd tem um sistema de estatísticas fantástico que gera dados a partir das películas que você registra por lá.\nNo meu year in review de 2024, a plataforma me avisa que assisti 49 filmes ao todo.\nFoi um ano em que me voltei à filmografia de Asghar Farhadi, de quem assisti a O Passado, O Herói e Todos Já Sabem.\nSeguem abaixo algumas estatísticas geradas pelo Letterboxd para os filmes que assisti ao longo do ano. Resumo 2024\nDistribuição anual e semanal de filmes assistidos\nPrimeiro e último filmes assistidos em 2024\nFilmes assistidos por país\nGêneros, países e idiomas\nDiretores mais assistidos em 2024\nAtores e artrizes mais assistidos em 2024\n Desde 2016 venho reunindo aqui no blog as estatísticas que o Letterboxd gera a cada ano. Veja como foi nos anos anteriores: 2023, 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2025-01-14 09:23:00 -0300",
    "date": "9:23 p.m. on Jan 14, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/01/14/filmes-vistos-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2025%2F01%2F14%2Ffilmes-vistos-em.html"
  },
  {
    "id": 34,
    "type": "post",
    "title": "Livros lidos em 2024",
    "text": "Livros lidos em 2024.\n2024 foi o ano em que comecei a preencher um vazio importante no meu repertório de leitor: Jorge Amado. Saí extasiado após “Os Velhos Marinheiros ou o Capitão-de-Longo-Curso”. Também voltei a Milan Kundera após uns bons anos e continuei explorando o universo de Sally Rooney com “Conversas Entre Amigos” e “Belo Mundo, Onde Você Está?\nMantendo a tradição, segue a relação de livros lidos ao longo do ano, essa vez sem outros comentários além dos que fiz à medida que os lia:\nCozinha Confidencial: Aventuras no Submundo da Restauração\nAnthony Bourdain\nOs Velhos Marinheiros ou o Capitão-de-longo-curso\nHaruki Murakami\nWoody Allen: a autobiografia\nWoody Allen\nPrimeira pessoa do singular\nHaruki Murakami\nAs Pequenas Virtudes\nNatalia Ginzburg\nPastotal Americana\nPhilip Roth\nA Festa da Insignificância\nMilan Kundera\nA Morte e a morte de Quincas Berro D’ Água\nJorge Amado\nConversas entre amigos Sally Rooney\nBelo mundo, onde você está\nSally Rooney\nPequena Coreografia do Adeus\nAline Bei\nAinda Estou Aqui\nMarcelo Rubens Paiva\nLiteratura infantil: Cartas ao filho\nAlejandro Zambra\nFeliz Ano Velho Marcelo Rubens Paiva\nO Velho e o Mar Ernest Hemingway\nViagem Graciliano Ramos\nCaderno de Faróis Jazmina Barrera\nCem Anos de Anos de Solidão\nGabriel García Márquez\n Desde 2016 venho listando as minhas leituras anuais. Veja que livros foram lidos por aqui em anos anteriores: 2023, 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2025-01-12 11:59:00 -0300",
    "date": "11:59 p.m. on Jan 12, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/01/12/livros-lidos-em.html",
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  {
    "id": 35,
    "type": "post",
    "title": "Mais ouvidas em 2024",
    "text": "Estatísticas geradas pelo rewind.musicorumapp.com a partir de dados do Last.fm\nMais um ano em que Jorge Drexler e a trilha de The Eddy aparecem entre os mais ouvidos do ano. Entre as boas descobertas de 2024 estiveram o Mil Coisas Invisíveis, de Tim Bernardes, e o Pique, de Dora Morelenbaum, cujo show assisti no último dezembro, na excelente sala da Sede Cultural DoSol.\nFiquei surpreso com a ausência das escolhas de Nina, que incluíram Taylor Swift e Bruno Mars, por exemplo, e que em alguns casos eu apreciei de verdade. Provavelmente se diluíram pelo fato de as obsessões da filha ainda não estarem no nível das do pai.\nApesar de interagir pouco nas redes sociais, gosto de acompanhar em silêncio alguns virais que revelam alguns dos hábitos de pessoas que sigo e por quem me interesso. Exemplo disso são as retrospectivas musicais das plataformas de streaming, que acontecem anualmente, no final de novembro.\nSegue o já tradicional resumo do que ouvi no ano passado:\nColagem com a capa dos 100 discos mais ouvidos em 2024\n Desde 2016 venho listando aqui no blog as minhas estatísticas de músicas e discos ouvidos. Os anos anteriores ficaram assim: 2023, 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016\nTodos as estatísticas anuais estão reunidas aqui\n",
    "dateiso": "2025-01-10 11:11:00 -0300",
    "date": "11:11 p.m. on Jan 10, 2025",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2025/01/10/mais-ouvidas-em.html",
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  {
    "id": 36,
    "type": "post",
    "title": "Pílulas diárias de Saramago e Cortázar",
    "text": "Abro o meu Goodreads para marcar como lido um livro que acabei de terminar e me deparo com a lista currently reading. Vejo que lá estão alguns títulos cuja leitura iniciei há bastante tempo e com os quais não tenho contato há alguns bons meses. É o caso de O Caderno, de Saramago, e do primeiro volume da coletânea Todos os Contos, de Cortázar.\nO primeiro reúne textos que o autor português publicou entre 2008 e 2009, no blog que mantinha àquela época. O segundo tem um título autoexplicativo, mas com a particularidade de cada conto, com poucas exceções, se encerrar em duas ou três laudas. Algo que os dois títulos têm em comum é reunirem textos curtos, que demandam pouco fôlego para serem lidos individualmente. Penso que esse é exato o motivo de eles estarem tanto tempo como inacabados entre as minhas leituras.\nDe alguma forma, esse tipo de escrita mais curta, de ensaios e contos menores, ou mesmo de textos em pegada de diário, é algo que eu tenho consumido bastante na web, em vários blogs que acompanho. Além disso, é como os livros com textos que exigem maior fôlego estivessem engolindo aqueles com escritos mais contidos. Se passo alguns dias sem retornar aos escritos mais contidos, o texto mais longo da vez monopoliza o meu tempo e me vejo sem retornar àquelas leituras já iniciadas.\nDecidi ontem que vou adotar um método na tentativa de lidar melhor com esses textos de extensões distintas.\nA ideia é me auto impor o limite de ler somente um texto por dia de cada um desses livros - o de Saramago e o de Cortázar - aceitando a ideia de que passarei perto de um ano convivendo cotidianamente com cada uma das obras, mas também garantindo o espaço no meu dia-a-dia para as leituras que demandam maior compromisso diário. Vejo como uma forma, também, de trabalhar a autodisciplina, visto que como me ocorreu hoje mais, cedo, quando dei o pontapé neste experimento, certamente serão várias as situações em que me verei no ímpeto de querer ler um ou dois textos a mais.\n",
    "dateiso": "2024-12-20 10:09:11 -0300",
    "date": "10:09 p.m. on Dec 20, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/12/20/plulas-dirias-de.html",
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  {
    "id": 37,
    "type": "post",
    "title": "Entrevista para o \"Isso é História\"",
    "text": "Após mais de 14 anos após defender a minha dissertação, nessa semana tirei a poeira do trabalho. Recebi um convite do professor João Maria Fraga para uma entrevista sobre a minha pesquisa. Ele tem conduzido o Isso é História, programa em que conversa com historiadores sobre os seus trabalhos de mestrado e doutorado.\nFoi bom voltar a ter contato com o meu texto após tanto tempo.\nA entrevista está no YouTube. Compartilho abaixo.\n  ",
    "dateiso": "2024-11-23 12:30:00 -0300",
    "date": "12:30 p.m. on Nov 23, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/11/23/entrevista-para-o-isso-histria.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F11%2F23%2Fentrevista-para-o-isso-histria.html"
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  {
    "id": 38,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "A ansiedade esteve forte por aqui ao longo das últimas semanas e levou embora a concentração para leituras de maior fôlego. Mas é justo a literatura uma das principais ferramentas que me ajudam a estar mais tranquilo. Eis que voltei a Sally Rooney, que já tinha me feito um bem danado com \u0026ldquo;Pessoas Normais\u0026rdquo;. \u0026ldquo;Conversas entre amigos\u0026rdquo; tem a densidade ideal que consigo suportar nesses tempos de mente acelerada e dificuldade para estar no presente.\n",
    "dateiso": "2024-09-18 21:45:11 -0300",
    "date": "9:45 p.m. on Sep 18, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/09/18/a-ansiedade-esteve.html",
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    "id": 39,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Cheguei atrasado ao 5 a Seco. Vi o show no Coala Festival pela tevê e que banda!\n",
    "dateiso": "2024-09-10 14:00:46 -0300",
    "date": "2:00 p.m. on Sep 10, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/09/10/cheguei-atrasado-ao.html",
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    "id": 40,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Terminei de ler Pastoral americana, de Philip Roth 📚\n",
    "dateiso": "2024-07-01 08:26:17 -0300",
    "date": "8:26 p.m. on Jul 1, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/07/01/terminei-de-ler.html",
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    "id": 41,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Super Mario Wonder zerado. Pouco mais de 25h de gameplay.\n",
    "dateiso": "2024-06-15 18:07:59 -0300",
    "date": "6:07 p.m. on Jun 15, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/06/15/super-mario-wonder.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F06%2F15%2Fsuper-mario-wonder.html"
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  {
    "id": 42,
    "type": "post",
    "title": "Star Wars Jedi: Fallen Order - primeiras impressões",
    "text": "Nesse feriado de Dia do Trabalho comecei a jogar Star Wars Jedi: Fallen Order. Há muito tempo eu não adentrava a madrugada jogando videogames, mas esse jogo me fisgou.\nOs meus planos para o feriado incluíam continuar a campanha de Fallout 4 que iniciei após me empolgar com a série do Amazon Prime. Mas após Star Wars Jedi: Survivor entrar no catálogo do Game Pass decidi dar uma chance a Fallen Order.\nA minha relação com Star Wars é tardia. Assisti aos filmes da primeira trilogia nas reprises que a Globo fez ao longo dos anos 1990 e à época não dei muita importância. Quando as prequelas começaram a sair, no início dos anos 2000, voltei aos filmes clássicos e passei a me interessar mais, apesar de praticamente não ter tido contato com o universo expandido de animações, livros e videogames.\nMas a realidade é que, com exceção dos episódios IV, VIII e de Rogue One, o meu interesse sempre foi mais pelo entorno de Star Wars do que propriamente pelas histórias contadas em cada filme. Gosto especialmente da ambientação especial, da geografia e da diversidade de planetas e espécies de personagens.\nFoi com esses antecedentes que cheguei a Fallen Order.\nEm relação à jogabilidade, o jogo não esconde de onde parte nos seus principais aspectos: puzzles que remetem a Breath of The Wild; combate desafiador soulslike; exploração com muito parkour - no estilo de Uncharted - e com possibilidade de desbloqueio de aréas previamente inacessíveis, seguindo a cartilha metroidvania.\nEu tinha ouvido falar que o jogo podia intimidar a quem não tem fluência nos combates estilo Souls, e de fato me assustei um pouco com a dificuldade de alguns dos primeiros encontros. Contudo, à medida que novas habilidades vão sendo desbloqueadas, via pontos de experiência ou através do reencontro do personagem com a força, os embates vão se tornando mais acessíveis para jogadores não tão habilidosos quanto eu.\nAo todo, entre a madrugada de terça para quarta-feira e o fim da tarde do feriado de ontem, devo ter jogado cerca de seis horas. Isso foi suficiente para despertar em mim a vontade de passar mais tempo no universo Star Wars. Além de estar empolgado para seguir nesse Fallen Order e após isso jogar o Survivor, pensei em assistir aos primeiros filmes com Nina. Também estou considerando assistir a Clone Wars e Andor, sobre os quais já ouvi comentários positivos.\n Dia 2 do #WeblogPoMo2024\n ",
    "dateiso": "2024-05-02 14:00:49 -0300",
    "date": "2:00 p.m. on May 2, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/05/02/star-wars-jedi.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F05%2F02%2Fstar-wars-jedi.html"
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  {
    "id": 43,
    "type": "post",
    "title": "Weblog Posting Month, 2024",
    "text": "Através dessa postagem de Robb Knight fiquei sabendo do #WeblogPoMo2024, proposto por Anne Greens:\n What is it? Weblog Posting Month, 2024! If you use weblog.lol, or otherwise have a personal blog, you should absolutely participate in this month-long blog posting extravaganza!\n Encarei o desafio e me esforçarei para postar o máximo possível aqui no blog ao longo do mês de maio, de preferência diariamente.\nAcho que é um bom momento para registrar um pouco do meu processo de composição nos últimos tempos, que se intensificou um pouco com os singles que o SeuZé lançou em fevereiro e março e com o disco maior que pretendemos soltar ainda nesse ano.\n Dia 1 do #WeblogPoMo2024\n ",
    "dateiso": "2024-05-01 21:30:43 -0300",
    "date": "9:30 p.m. on May 1, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/05/01/weblog-posting-month.html",
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    "id": 44,
    "type": "post",
    "title": "Ouvindo música com Nina",
    "text": "Ao longo das últimas semanas tenho ouvido bastante música pop, sobretudo Kate Perry, Miles Cyrus, Lady Gaga e Taylor Swift. A despeito de eu gostar genuinamente de algumas músicas das artistas mencionadas - é o caso de Flowers - as escolhas têm sido de Nina, que cada vez mais tem desenvolvido um gosto por ouvir música deliberadamente.\nA maneira como ela pergunta, tão logo entra no carro, “posso colocar música?”, me remete automaticamente a quando eu começava a desenvolver o meu próprio gosto musical. Pelos idos de 1993 ou 1994 eu tinha um ritual matinal que contava com a boa vontade dos meus pais e consistia em 2 passos que se repetiram à exaustão ao longo de alguns bons meses.\n Enquanto me aprontava para ir à escola, dava play num VHS com o registro de um show do Asa de Águia que gravei a partir de uma transmissão da Band Natal. Já no carro, no caminho para o Salesiano, ouvia uma fita do Acústico Nirvana.  A cada vez que o cansaço pela repetição me deixa prestes a pedir para ela escolher outras músicas, lembro da maneira paciente com que a minhas obsessões da época foram acolhidas por painho e mainha.\nUm adendo: em alguns dias eu e Nina combinamos de cada um escolher uma música ou um disco e irmos nos revezando. Nessas, sem pressão e de maneira relativamente espontânea, ela acaba escolhendo um álbum que conheceu através do que eu botei para tocar. Foi o caso de Another One, de Mac Demarco.\n ",
    "dateiso": "2024-04-23 14:20:13 -0300",
    "date": "2:20 p.m. on Apr 23, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/04/23/ouvindo-msica-com.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F04%2F23%2Fouvindo-msica-com.html"
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    "id": 45,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Terminei de ler As pequenas virtudes, de Natalia Ginzburg. 📚\n",
    "dateiso": "2024-04-18 21:38:26 -0300",
    "date": "9:38 p.m. on Apr 18, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/04/18/terminei-de-ler.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F04%2F18%2Fterminei-de-ler.html"
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  {
    "id": 46,
    "type": "post",
    "title": "O caderninho de Natália Ginzburg",
    "text": " (\u0026hellip;) Mantinha um caderninho no qual escrevia certos detalhes que eu ia descobrindo ou pequenas comparações ou episódios que me prometia inserir nos contos. Por exemplo, escrevia assim no caderninho: \u0026ldquo;Ele saía do banheiro arrastando atrás de si a faixa do roupão como uma longa cauda\u0026rdquo;; \u0026ldquo;Como fede a latrina desta casa — lhe disse a menina. Quando vou ao banheiro, não respiro nunca — acrescentou tristemente\u0026rdquo;; \u0026ldquo;Seus caracóis como cachos de uva\u0026rdquo;; \u0026ldquo;Cobertas vermelhas e pretas sobre a cama desfeita\u0026rdquo;; \u0026ldquo;A face pálida como uma batata descascada\u0026rdquo;. Porém descobri que dificilmente essas frases me serviam quando escrevia um conto.\nO caderno se tornava uma espécie de museu de frases, todas cristalizadas e embalsamadas, muito dificilmente utilizáveis. Tentei infinitas vezes meter em algum conto as cobertas vermelhas e pretas ou os caracóis como cachos de uva, e jamais consegui. Portanto o caderninho não podia servir. Então compreendi que não existe poupança neste meu ofício. Se alguém pensa \u0026ldquo;este detalhe é bonito e não quero gastá-lo no conto que estou escrevendo agora, aqui já tem muita coisa bonita, vou poupá-lo para outro conto que escreverei\u0026rdquo;, então o detalhe se cristaliza dentro dele e perde toda serventia.\u0026gt;\nQuando alguém escreve um conto, deve pôr dentro dele o melhor que possuiu e que viu, o melhor que recolheu da vida. E os detalhes se consomem e estragam quando os levamos conosco sem usá-los por muito tempo. Não somente os detalhes, mas tudo, todos os achados e todas as ideias.\n Natália Ginzburg em \u0026ldquo;O meu ofício\u0026rdquo;, In: Pequenas virtudes.\n",
    "dateiso": "2024-03-20 15:48:00 -0300",
    "date": "3:48 p.m. on Mar 20, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/03/20/o-caderninho-de-natlia-ginzburg.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F03%2F20%2Fo-caderninho-de-natlia-ginzburg.html"
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  {
    "id": 47,
    "type": "post",
    "title": "Cantinho para leitura",
    "text": "Manton o responsável pelo Micro.blog, misto de rede social e serviço de hospedagem web, publicou recentemente uma breve postagem sobre o rearranjo que fez no seu espaço de leitura. Fiquei pensando em organizar algo semelhante para mim: um cantinho da casa com uma cadeira minimamente confortável, bem iluminado, arejado e, de preferência num cômodo mais silencioso do apartamento.\nQual não foi a minha surpresa ao saber que já disponho de um lugar com essas características, mas que eu ainda não associava a um espaço para leitura como o faço como a minha cama e o sofá da sala.\nCantinho para leitura que já me esperava aqui em casa.\n",
    "dateiso": "2024-03-20 11:13:36 -0300",
    "date": "11:13 p.m. on Mar 20, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/03/20/cantinho-para-leitura.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F03%2F20%2Fcantinho-para-leitura.html"
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  {
    "id": 48,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Comecei a ler Linha M, de Patti Smith. 📚\n",
    "dateiso": "2024-03-19 21:00:00 -0300",
    "date": "9:00 p.m. on Mar 19, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/03/19/comecei-a-ler.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F03%2F19%2Fcomecei-a-ler.html"
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  {
    "id": 49,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Empolgado para voltar a fazer parcerias em composições. Ontem recebi uma letra linda de Anderson Foca para musicar.\n",
    "dateiso": "2024-03-19 08:55:06 -0300",
    "date": "8:55 p.m. on Mar 19, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/03/19/empolgado-para-voltar.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F03%2F19%2Fempolgado-para-voltar.html"
  },
  {
    "id": 50,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Comecei a ler: As pequenas virtudes, de Natalia Ginzburg. 📚\n",
    "dateiso": "2024-03-14 08:16:20 -0300",
    "date": "8:16 p.m. on Mar 14, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/03/14/comecei-a-ler.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F03%2F14%2Fcomecei-a-ler.html"
  },
  {
    "id": 51,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Terminei agora de ler agora Primeira pessoa do singular, de Haruki Murakami. 📚\nLivro de contos em que o autor japonês se assume como narrador e levanta a dúvida sobre o quão autobiográficas são as tramas narradas. Alguns temas presentes em obras anteriores retornam aqui: referências à música ocidental - sobretudo música clássica - e animais antropomorfizados, por exemplo.\n",
    "dateiso": "2024-03-13 18:06:00 -0300",
    "date": "6:06 p.m. on Mar 13, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/03/13/terminei-agora-de.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F03%2F13%2Fterminei-agora-de.html"
  },
  {
    "id": 52,
    "type": "transcript",
    "title": "",
    "text": "Disseram pra mim que ia mudar E tudo entendeu, fui pular E o tempo passou, nem pude notar Se tudo entendeu, foi pular Era de manhã e nunca notei Que aquela ilusão era assim Eu que não sei amar Espero pra ser assim Pra dizer sozinho Eu que não sei amar Espero pra ser assim Pra viver sozinho Disseram pra mim que até de manhã Eu ia entender, fui E até de manhã eu nunca liguei Se o nosso refrão foi pular Eu que não sei amar Espero pra ser assim Pra viver sozinho Eu que não sei amar Espero pra ser assim Pra viver sozinho Eu que não sei amar Espero pra ser assim Pra viver sozinho Eu que não sei amar Espero pra ser assim Pra viver sozinho Eu que não sei amar Espero pra ser assim Pra viver sozinho\n",
    "dateiso": "2024-03-03 10:55:05 -0300",
    "date": "10:55 p.m. on Mar 3, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/transcripts/2024/03/03/948.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2Ftranscripts%2F2024%2F03%2F03%2F948.html"
  },
  {
    "id": 53,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Começando mais um Murakami: Primeira pessoa do singular 📚\n",
    "dateiso": "2024-02-27 17:42:02 -0300",
    "date": "5:42 p.m. on Feb 27, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/02/27/comeando-mais-um.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F02%2F27%2Fcomeando-mais-um.html"
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  {
    "id": 54,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Indo ao Domingo na Arena com Márcia e Nina para ver os cachorros para adoção.\n",
    "dateiso": "2024-02-25 15:41:00 -0300",
    "date": "3:41 p.m. on Feb 25, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/02/25/indo-ao-domingo.html",
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  {
    "id": 55,
    "type": "post",
    "title": "A morte em Jorge Amado e a perda de um tio",
    "text": " Não, não era a mesma coisa a presença da morte lá na cidade da Bahia, rápida e banal nas rodas de um automóvel, nos leitos dos hospitais, nas páginas de desastres e crimes dos jornais. Era leviana e secundária, por vezes não merecia mais de duas linhas nas gazetas, desaparecendo em meio a tanta vida a cercá-la, a tanto ruído e luta, não havia lugar para ela nos corações apressados, dissolvia-se sua sombra nas luzes, e os risos não deixavam ouvir seu murmúrio. Seu podre bafo, como iriam senti-lo as mulheres envoltas em perfume, em cálidas vagas de desejo? Passava a mote despercebida, apenas executava sua tarefa e já desaparecia, não havia tempo a perder com ela em meio a tanta ânsia e pressa de viver.\n\u0026ldquo;Fulano morreu\u0026rdquo;, anunciava-se, nos jornais, nos rádios, nas conversas, dizia-se \u0026ldquo;coitado!, pobre dele!, já foi tarde, era tão moço ainda\u0026hellip;\u0026rdquo;, e não se falava mais nisso, havia muito assunto a comentar, muito riso a rir, muita ambição a satisfazer, muita vida a viver.\nEm Periperi era diferente: não era vida feita de trabalho e luta, de ambição e dificuldades, de amor e ódio, de esperança e despero, a que ali viviam ou vegetavam. Ali o tempo se alongava, nada o apressava, os acontecimentos duravam acontecendo. E o mais longo de todos era a morte, jamais banal e rápida, sempre fulgurante e demorada, apagando, com sua chegada, todas aparências de vida do lugar.\nJorge Amado, em Os Velhos Marinheiros ou o Capitão de Longo Curso\n Escrevo de Tabatinga, onde estou desde ontem sem conseguir largar o Jorge Amado sobre o qual falei nos últimos posts.\nPouco após passar pelo trecho do livro citado acima, recebi a notícia de que o meu tio Cesar, irmão de mainha, faleceu. Ele já vinha bastante doente há mais de um ano e desde o fim de 2023 teve qualquer recuperação desacreditada pelos médicos.\nAinda que nós familiares não tenhamos dúvidas de que sua passagem foi um descanso dado o visível sofrimento físico que ele enfrentava cotidianamente, fica esse sentimento estranho de conformação com a ideia de que “ele já vinha sofrendo tanto”, como se morte dele não estivesse não estivesse acontecendo na Periperi que Jorge Amado representou em Os Velhos Marinheiros, mas na Salvador idealizada no livro.\nVai ver são apenas os vestígios ainda não expurgados da minha formação cristã, que lá do incosciente continuam cobrando de mim uma atitude expiatória diante da morte. De Tio César vão ficar as lembranças da maneira leve e inconsequente com que levava a vida, da convivência mais intensa nos anos de veraneio em Cotovelo, além de dois versos do hino do Fluminense, frase-síntese que entoava quando o pileque dava os primeiros sinais:\n Sou tricolor de coração sou do time tantas vezes campeão\n Descanse em paz, tio.\n",
    "dateiso": "2024-02-03 13:39:00 -0300",
    "date": "1:39 p.m. on Feb 3, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/02/03/a-morte-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F02%2F03%2Fa-morte-em.html"
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  {
    "id": 56,
    "type": "post",
    "title": "Jorge Amado a caminho",
    "text": "Após a tentativa frustrada de ontem de pegar emprestado um Jorge Amado na Biblioteca Câmara Cascudo, acabei de comprar Os velhos marinheiros, ou, O capitão-de-longo-curso. Com a previsão de chegada até sexta-feira, essa vai ser a minha leitura do fim de semana em Tabatinga.\nOs quase 50 livros publicados pelo autor baiano dificultaram a escolha do título em que vou debutar na sua obra, mas após descobrir que Os Velhos Marinheiros está na lista dos favoritos da vida de Tom Crithlow, um dos meus escritores favoritos na web aberta, fiz a minha escolha.\nO livro físico estava custando quase o dobro do ebook, o que por si só já justificaria a minha opção de leitura no Kindle, mas como Márcia manifestou o interesse em voltar à obra de Jorge Amado, peguei o impresso nessa edição da Companhia das Letras, para que compartilhemos com mais facilidade.\n",
    "dateiso": "2024-01-31 09:04:22 -0300",
    "date": "9:04 p.m. on Jan 31, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/31/jorge-amado-a.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F01%2F31%2Fjorge-amado-a.html"
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  {
    "id": 57,
    "type": "post",
    "title": "Primeiras impressões sobre a Biblioteca Câmara Cascudo",
    "text": "Parte do acervo disponível para empréstimo na Biblioteca Câmara Cascudo\nTodos temos lacunas em nossos repertórios de leitores, ouvintes de música ou amantes de filmes. Dentre as minhas, uma das que mais venho pensando em preencher é Jorge Amado, de quem até hoje nada li e cuja obra só tive acesso através das adaptações para telenovelas e cinema.\nHoje, no meu intervalo para almoço, saí decidido a começar o meu encontro com o escritor baiano.\nCostumo almoçar em self-services nas redondezas da Secretaria Municipal de Educação. Um deles é o Pitéu, que fica na Rua Potengi, exatamente em frente à Biblioteca Câmara Cascudo. Desde que o equipamento foi reinaururado após uma reforma quase interminável, eu vinha cogitando uma visita. Hoje, enquanto deglutia a honesta carne de sol da nata oferecida pelo restaurante e observava a fachada da biblioteca, decidi atravessar a rua após pagar a conta.\nFui à biblioteca com três objetivos principais: fazer o meu cadastro para poder pegar livros emprestados, explorar rapidamente o prédio e o acervo e encontrar alguma obra de Jorge Amado. Pelas minhas experiências recentes em visitas a equipamentos culturais reinaugurados nos últimos anos pelo governo estadual - mais especificamente a Fortaleza dos Reis Magos e o Complexo Cultural da Rampa - eu não tinha grandes espectativas, portanto não me surpreendi com a falta de estrutura da biblioteca. Resumo nos tópicos abaixo:\n Já se passaram mais de dois anos da reabertura e a Câmara Cascudo ainda não dispõe de um sistema digital para cadastro dos usuários e processamento dos empréstimos. A estrutura de ar-condicionado central do prédio não funciona, de maneira que apenas a sala com o acervo já catalogado é climatizada. O acervo disponível para empréstimo não foi renovado para a reabertura da biblioteca, além de não ter passado por nenhum procedimento de higienização. Sem exceção, todos os livros que manipulei estavam muito empoeirados, mesmo se considerando serem exemplarem revativamente antigos.  Explorei com mais atenção as seções de literatura nacional e informática. Nessa última, até pela pouca idade do tema, havia um acervo com livros mais bem conservados, ainda que mal higienizados. Cheguei a folhear e cogitei pegar emprestado um sobre web design, mas era uma edição do fim década de 1990 e as linguagens que o material parecia abordar não seriam úteis para a customização deste blog, a principal razão do meu interesse pela temática.\nNo corredor de literatura brasileira fui direto à letra A de Amado e no caminho até lá me deparei com a situação já mencionada: acervo desatualizado e, mais importante, mal higienizado. Antecipando-me aos que me acusarão de etarismo editorial, o meu incômodo não é exatamente com a data de publicação dos livros disponíveis. Por mais que eu tenha sentido falta de o acervo da biblioteca contemplar autores brasileiros e estrangeiros contemporâneos, a falta de higienização que tem insistido em destacar tem um manifestação tátil nessa biblioteca estadual. Uma rápida manueada em alguns livros aleatórios foi suficiente para deixar as minhas mãos bem empoeiradas e desencadear reações alérgicas.\nFui um frequentador assíduo da Biblioteca Central Zila Mamede durante a minha graduação e mestrado na UFRN e, tanto entre os livros relacionados nas ementas das disciplinas que cursei, quanto os de literatura e outras categorias que eu tomava emprestado sem obrigações acadêmicas, estavam exemplares com décadas de publicação e amarelados pela ação do tempo, mas ainda assim limpos sem a poeira que encontrei na Câmara Cascudo.\nÉ lamentável que essa situação aconteça naquela que, excetuando-se a BCZM, é considerada a maior biblioteca do Rio Grande do Norte, após anos fechada para requalificação, localizada numa cidade do tamanho de Natal, beirando os 800.000 habitantes e capital de uma das unidades da federação. Esse sentimento fica ainda mais forte após experiências em bibliotecas de outras cidades, como foi o caso da que tive em Medellin no começo desse mês.\nDessa forma, meu debute na obra de Jorge Amado vai ser adiado por mais alguns dias. Vou buscar em algum sebo da cidade ou recorrer ao único que pode garantir uma leitura sem poeira: o Kindle.\n",
    "dateiso": "2024-01-30 13:30:00 -0300",
    "date": "1:30 p.m. on Jan 30, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/30/primeiras-impresses-sobre.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F01%2F30%2Fprimeiras-impresses-sobre.html"
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  {
    "id": 58,
    "type": "post",
    "title": "Filmes vistos em 2023",
    "text": "Montagem automática gerada pelo Letterboxd com os pôsteres de todos os filmes que assisti em 2023\nEm 2016 passei a registrar os filmes que assisto. Foi quando comecei a utilizar o Letterboxd, uma rede social/plataforma voltada para cinema. Além do fator social, de poder acompanhar o que as pessoas que você segue têm assistido e que impressões têm postado, o Letterboxd tem um sistema de estatísticas fantástico que gera dados a partir das películas que você registra por lá.\nNo meu year in review de 2023, a plataforma me avisa que assisti 38 filmes ao todo.\nFoi um ano em que me dediquei à filmografia de Joachin Trier, do qual assisti a A Pior Pessoa do Mundo e Reprise. Também continuei a apresentar para Nina alguns clássicos que vi quando tinha uma idade próxima aos 10 anos que ela tem hoje. Vimos os dois primeiros Esqueceram de Mim e trilogia De Volta Para o Futuro.\nSeguem abaixo algumas estatísticas geradas pelo Letterboxd para os filmes que assisti ao longo do ano. Resumo 2023\nDistribuição anual e semanal de filmes assistidos\nPrimeiro e último filmes assistidos em 2023\nFilmes assistidos por país\nGêneros, países e idiomas\nDiretores mais assistidos em 2023\nAtores e artrizes mais assistidos em 2023\n Desde 2016 venho reunindo aqui no blog as estatísticas que o Letterboxd gera a cada ano. Veja como foi nos anos anteriores: 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2024-01-21 10:29:00 -0300",
    "date": "10:29 p.m. on Jan 21, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/21/filmes-vistos-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F01%2F21%2Ffilmes-vistos-em.html"
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  {
    "id": 59,
    "type": "post",
    "title": "Livros lidos em 2023",
    "text": "Livros lidos em 2023.\nMais uma vez Haruki Murakami esteve entre os mais lidos do ano. Dessa vez com um romance em dois volumes e um não-ficção. 2023 também foi o ano em que uma leitura foi levando a outras. Foi continuando a explorar a obra de Alejandro Zambra, sobretudo Poeta Chileno, que finalmente cheguei a Natalia Ginzburg. Partindo de Amanhã, Amanhã e Ainda Outro Amanhã, fui buscar outros títulos de Gabrielle Zevin e cheguei ao delicioso A Vida do Livreiro A. J. Fikry, que por sua vez me levou a Bem-vindos à Livraria Hyunam-dong.\nMantendo a tradição, segue a relação de livros lidos ao longo do ano, com alguns comentários sobre os títulos que mais me chamaram a atenção:\nCrônicas\nBob Dylan\nLivro de memórias do bardo judeu romântico de Minessota focado na profissionalização da sua carreira com a chegada a Nova Iorque, em 1961, e dali em diante. Além dos relatos esperados sobre os bastidores da cena musical novaiorquina daquela época, traz reflexões do cantautor sobre a sua intencionalidade no trato com o folk americano e sobre as dificuldades que enfrentou para lidar com a cobrança por, sem escolha, ter ser tornado o porta-voz de uma geração.\nO Assassinato do Comendador - Vol. 1\nHaruki Murakami\nContinuo na minha obsessão por Murakami. Nesse que foi um dos últimos títulos lançados no Brasil, o autor japonês mais uma vez desenvolve uma história repleta de referências à cultura ocidental, sobretudo à música de concerto europeia e ao jazz dos Estados Unidos, ambientada num contexto de realismo fantástico e gatos. Muitos gatos.\nO Assassinato do Comendador - Vol. 2\nHaruki Murakami\nContinuo na minha obsessão por Murakami. Nesse que foi o último título lançado no Brasil, o autor japonês mais uma vez traz uma desenvolve uma história repleta de referências à cultura ocidental, sobretudo à música de concerto europeia e ao jazz dos Estados Unidos, ambientada num contexto de realismo fantástico e gatos. Muitos gatos.\nAbandonar um Gato\nHaruki Murakami\nAqui Murakami mobiliza memórias de infância e reflete sobre algumas das suas relações familiares - especialmente com o pai - enquanto evidencia muitos traumas do povo japonês que experienciou a Segunda Guerra Mundial e os seus desdobramentos no país. É também nesse livro onde o autor revela o que provavelmente é a origem da sua obsessão por gatos e da presença recorrente dos bichanos na sua obra.\nPoeta Chileno\nAlejandro Zambra\nEm mais uma história ambientada em Santiago, me vi compreendendo uma série de referências a lugares, comidas e da capital do Chile, que pude experimentar nas duas vezes em que estive na cidade.\nDa mesma forma, as pequenas piscadelas que Zambra dá aos leitores da sua geração (sou de 82, ele de 75), sobretudo ao citar músicas, bandas, e videogames mais universais e caros a quem cresceu nos anos 1980 e 1990 e estava minimamente atento à cultura pop daquele período, criam um vínculo que me parece bem mais natural do que em outras obras que lançam mão de referências generacionais, como Jogador Nº 1, de Ernest Cline.\nAqui escrevi mais a respeito das minhas impressões sobre Poeta Chileno.\nMeus Documentos\nAlejandro Zambra\nLado C: a Trajetória Musical de Caetano Veloso Até a Reinvenção com a BandaCê\nLuiz Felipe Carneiro e Tito Guedes\nAmanhã, Amanhã, e Ainda Outro Amanhã\nGabrielle Zevin\nA Vida do Livreiro A. J. Fikry\nGabrielle Zevin\nBem-vindos à Livraria Hyunam-dong\nHwang Bo-reum\nLéxico Familiar\nNatália Ginzburg\nA Conspiração do Violino\nBrendan Slocumb\n Desde 2016 venho listando as minhas leituras anuais. Veja que livros foram lidos por aqui em anos anteriores: 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2024-01-20 13:55:00 -0300",
    "date": "1:55 p.m. on Jan 20, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/20/livros-lidos-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F01%2F20%2Flivros-lidos-em.html"
  },
  {
    "id": 60,
    "type": "post",
    "title": "Mais ouvidas em 2023",
    "text": "Estatísticas geradas pelo rewind.musicorumapp.com a partir de dados do Last.fm\nApesar de interagir pouco nas redes sociais, gosto de acompanhar em silêncio alguns virais que revelam alguns dos hábitos de pessoas que sigo e por quem me interesso. Exemplo disso são as retrospectivas musicais das plataformas de streaming, que acontecem anualmente, no final de novembro.\nA cada ano mais pessoas têm demonstrado uma postura reativa a essas interações sob o argumento de que esses recaps não são mais que uma estratégia de marketing dos serviços de streaming para atrair e fidelizar usuários. Nunca duvidei disso, mas as minhas maiores ressalvas em relação a essas retrospectivas, são os fatos de ignorarem o mês de dezembro e trazerem dados resumidos quando comparados ao que serviços como Last.fm fazem.\nEsperei pelo último play de 2023 e até voltar da viagem de férias para mais uma vez compartilhar o resumo do que ouvi no ano passado.\nColagem com a capa dos 100 discos mais ouvidos em 2023\n Desde 2016 venho listando aqui no blog as minhas estatísticas de músicas e discos ouvidos. Os anos anteriores ficaram assim: 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016\nTodos as estatísticas anuais estão reunidas aqui\n",
    "dateiso": "2024-01-19 08:42:00 -0300",
    "date": "8:42 p.m. on Jan 19, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/19/mais-ouvidas-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F01%2F19%2Fmais-ouvidas-em.html"
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  {
    "id": 61,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 17",
    "text": "Hoje começaremos a voltar para Natal. Pegaremos um vôo aqui de Bogotá para Belo Horizonte às 22h. De BH iremos a São Paulo e, por fim, de Garulhos a Natal, com chegada prevista para amanhã às 16h30.\nComo relatei anteriormente, ontem foi um dia de viagem atípico. Ficamos no hospital, com Nina, da 1h da madrugada até mais ou menos meio-dia. A internação resolveu o vômito insistente, apesar de ela ainda estar um pouco indisposta. Dessa forma, passamos a maior parte do dia no apartamento. Saí apenas para ir ao supermercado e ao para procurar um brinquedo que Nina viu num vendedor de rua. Não achei o que procurava e voltei com uma camisa com estampa de Nezuko, personagem de Demon Slayer, o anime que ela está acompanhando ultimamente.\nMais uma vez fiz esse deslocamento utilizando as bicicletas do Tembici. Dessa vez optei por uma elétrica. Excetuando-se um teste que fiz dentro de uma Decathlon, em Belo Horizonte, essa foi a minha primeira experiência mais demorada com uma bike elétrica e gostei demais. Ainda que o percurso entre o Chapinero - bairro onde estou hospedado - e o Centro, seja predominantemente plano, dá para sentir o potencial desse pedal assistido em caminhos mais inclinados. Quando o preço das elétricas baixar um pouco mais, vou tentar me organizar para pegar uma ou, pelo menos, adaptar a que já tenho.\n Algumas estatísticas do dia:  Temperatura mínima: 7º Temperatura máxima: 22º Passos dados: 8426 Distância percorrida caminhando: 5,7 km   Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 16, dia 15, dia 14, dia 13, dia 12, dia 11, dia 10, dia 09, dia 08, dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-17 07:52:00 -0300",
    "date": "7:52 p.m. on Jan 17, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/17/viagem-colmbia-dia.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F01%2F17%2Fviagem-colmbia-dia.html"
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  {
    "id": 62,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 16",
    "text": "Escrevo do Hospital Reina Sofía. Nina sentiu-se mal na noite anterior e após vomitar sem parar, acionamos o seguro-viagem e estamos aqui desde 1h30 da madrugada. O diagnóstico foi de uma virose genérica. Como a pequena perdeu muito líquido e o estômago não estava segurando nada, ela está no soro e só vai ter alta quando conseguir comer algo.\nBogotá vista de cima do Morro Monteserrate\nOntem fomos ao Monteserrate, um dos cerros de Bogotá, de onde se tem uma vista impressionante da cidade. O percurso entre a base e o topo do morro se faz por teleférico, ainda que seja possível ir a pés, o que fizemos na volta. Durante esse retorno, Ninoca já dava sinais de que não estava se sentindo muito bem, se queixando de incômodo na barriga.\nEsse foi um dos destinos em que encontramos mais turistas estrangeiros concentrados, incluindo brasileiros. Os viajantes do Brasil, porém, não são maioria por aqui, a contrário de outros destinos sulamericanos como Santiago e Buenos Aires.\nSaindo do Monteserrate, o nosso próximo destino era o Museu Botero, para aonde programamos ir de táxi ou ônibus. Decidimos caminhar um pouco para procurar um lugar para almoçar e acabamos chegando andando ao equipamento cultural.\nEm alguma rua do centro de Bogotá, no caminho para o Museu Botero\nO museu localizado nas imediações de La Candelária, onde fica o centro histórico da cidade, foi uma das melhores supresas da viagem até aqui. Cheguei lá sem poucas informações a respeito do acervo e me deleitei quando descobri que todas as obras expostas tiveram origem em doações feitas por Botero. Uma curadoria de luxo.\nO Louvre, sol poente, geada. Camille Pisarro, 1901.\nRenoir, Monet, Camille Pisarro e Salvador Dali estão entre os artistas representados no espaço, além de dezenas de obras do artista colombiano que dá nome ao museu. Grata surpresa. Foi muito gratificante ver Nina explorando as exposições por conta própria e emitando opiniões sobre as obras que mais chamavam a sua atenção, que costumavam ser as com conteúdo mais fotorrealista.\nBroadway Bus at Liberty Street. Richart Estes, 1996. O favorito de Nina no Museu Botero.\nAlgumas estatísticas do dia:  Temperatura mínima: 7º Temperatura máxima: 23º Passos dados: 15906 Distância percorrida caminhando: 11,7 km   Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 15, dia 14, dia 13, dia 12, dia 11, dia 10, dia 09, dia 08, dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-16 10:46:00 -0300",
    "date": "10:46 p.m. on Jan 16, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/16/viagem-colmbia-dia.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F01%2F16%2Fviagem-colmbia-dia.html"
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  {
    "id": 63,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 15",
    "text": "Desde que passei a me interessar mais ativamente por discussões sobre mobilidade urbana, eu já tinha uma breve noção do quanto os sistemas de ônibus e ciclovias de Bogotá eram referência.\nDesde que chegamos à capital da Colômbia, há quatro dias, a vontade de explorar a cidade em uma bicicleta só foi aumentando. Ontem deu certo.\nA nossa programação para ontem incluía conhecer o Mercado de Pulgas de Usaquén. Fizemos esse passeio pela manhã, mas Márcia acordou incomodada com com enjôos e dor de cabeça, o que nos fez voltar mais cedo para o apartamento em que estamos hospedados.\nNa verdade, o Mercado de Las Pulgas está mais para para uma feira de artesanato. Pude ver algumas coisas bem interessantes como umas peças em madeira representando umas janelas típicas colombianas e umas esculturas feitas a partir de discos de vinil, mas essa feira de rua se mostrou menos caótica e surpreendente do que a Feira de San Telmo, em Buenos Aires ou a Feira Hippie de Belo Horizonte.\nCom Márcia indisposta e Nina sem querer me acompanhar na exploração vespertina da cidade, estava aí a minha oportunidade de pedalar sem destino pelas ruas da capital da Colômbia.\nPor aqui há o Tembici, o sistema brasileiro de aluguel de bicicletas que está presente em cidades como São Paulo, Rio e Belo Horizonte e que é mais conhecido pela parceria com o Itaú e pelas bikes laranja que podem ser encontradas nos maiores centros urbanos do Brasil.\nEstação da TemBici em Bogotá\nA minha primeira experiência com esse estilo de locação de bicicletas se deu em dezembro de 2011, em Paris, quando pude me deslocar pela cidade com Márcia através do Velib, serviço que inspirou o própria Tembici, como Maurício Villar, fundador da empresa explicou nesse episódio do Tecnocast.\nÀquela época, o Velib estava em funcionamento há pouco mais de 4 anos e usava como base muitas ciclovias e faixas exclusivas, mas também dependia de faixas compartilhadas com ônibus, o que dava toda uma emoção aos deslocamentos, mas não me parecia o modelo mais adequado.\nÉ mais ou menos a ideia por trás das ciclofaixas implantadas em Natal ao longo dos últimos anos, onde há uma quantidade razoável de faixas exclusivas para as bicicletas em Petrópolis, Tirol e em algumas avenidas da Zona Norte como a Moema Tinôco e a Itapetinga, mas com a insistência em demarcar faixas compartilhadas com ônibus em vias movimentadas como a Salgado Filho/Hermes da Fonseca, Prudente de Morais e Engenheiro Roberto Freire.\nAqui em Bogotá a opção foi por priorizar faixas exclusivas em ruas e avenidas paralelas às principais em detrimento das faixas compartilhadas com ônibus em via de maior circulação. Em Natal seria o equivalente a abrir mão da faixa compartilhada da Avenida Engenheiro Roberto Freire e optar por demarcar ciclovias exclusivas nas ruas mais para dentro de Capim Macio, no sentido Ponta Negra.\nO resultado desse sistema adotado aqui na capital da Colômbia é que o modal bicicleta é largamente utilizado pelas pessoas como meio de transporte do dia a dia, além de estar bem integrado ao outro modal principal que são os ônibus ao estilo do BRT brasileiro. Em várias situações presenciei usuários do transporte público embarcando nos ônibus com as suas bicicletas, descendo mais à frente e seguindo o restante do seu trajeto no veículo de duas rodas. Por sinal, os ônibus são um tema a parte em se tratando de Bogotá. Utilizamos bastante nos nossos deslocamentos por aqui e pretendo escrever algo sobre essa experiência por aqui.\nNuma das ciclovias de Bogotá\nEssa minha primeira experiência de bike por aqui consistiu num deslocamento entre Chapinero, bairro onde estou hospedado, e as imediações do Centro da cidade, num deslocamento de mais ou menos 12 km, considerando a ida e a volta. Segui por uma avenida menos movimentada e que tem uma ciclovia exclusiva no meio do passeio público e não compartilhada com pedestres. Usei o TemBici (há uma estação na esquina oposta ao apartamento em que estou) e para o deslocamento em questão gastei algo em torno de R$ 10.\nNão vejo a hora de pegar outra bike para explorar a cidade mais uma vez nos três dias que me restam por aqui.\nAlgumas estatísticas do dia  Temperatura mínima: 9º Temperatura máxima: 21º Passos dados: 10989 Distância percorrida caminhando: 7,6 km   Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 14, dia 13, dia 12, dia 11, dia 10, dia 09, dia 08, dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-15 07:44:00 -0300",
    "date": "7:44 p.m. on Jan 15, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/15/viagem-colmbia-dia.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F01%2F15%2Fviagem-colmbia-dia.html"
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  {
    "id": 64,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 14",
    "text": "Ontem foi dia de conhecer o impressionante Parque Simón Bolívar, o maior da cidade e o Parque Ciudad de Los Niños, que ficam próximos e separados apenas por um rua.\nÀ noite fomos à Zona T, uma parte da cidade com muitas lojas de marcas caras e famosas, além de restaurantes metidos a besta. Bacana conhecer numa caminhada despretenciosa, mas trata-se de uma área super gentrificada que não me interessa muito e para a qual não faço questão de voltar.\nLago do Parque Simón Bolívar\nNinoca posando no mesmo parque\nParque Ciudad de Los Niños\nZona T\nAlgumas estatísticas do dia  Temperatura mínima: 11º Temperatura máxima: 21º Passos dados: 20675 Distância percorrida caminhando: 14,5 km   Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 13, dia 12, dia 11, dia 10, dia 09, dia 08, dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-14 07:26:00 -0300",
    "date": "7:26 p.m. on Jan 14, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/14/viagem-colmbia-dia.html",
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  {
    "id": 65,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 13",
    "text": "Museu do Ouro\nOntem foi o nosso primeiro dia completo aqui em Bogotá e eu, Nina e Márcia optamos por explorar o centro da cidade, com o objetivo principal de conhecer o Museu do Ouro.\nO equipamento cultural está no mesmo nível dos grandes museus de metrópoles europeias e norteamericana, mas com um acervo muito particular já antecipado pelo próprio nome da instituição e constituído de milhares de exemplares de objetos oriundos da ourivesaria e metalurgia da América pré-hispânica - sobretudo colombiana e/ou andina.\nEntorno do museu\nApós algumas horas no museu, já perto do fim da tarde, resolvemos caminhar pelo entorno e acabamos chegando num quarteirão do Centro da cidade que abriga dezenas de livrarias e sebos, muitos dos quais especializados em conteúdo jurídico.\nMuseu de Arte Moderna de Bogotá\nSeguimos andando a pés em direção ao apartamento onde estamos hospedados e acabamos chegando por acaso ao Parque de la Independência, que abriga o MAMBO, o Museu de Arte Moderna de Bogotá. Pelo avançar da hora, adicionamos adicionamos aquele equipamento cultural à lista de lugares a conhecer por aqui e tentaremos voltar nos próximos dias.\nPrimeiras impressões sobre o transporte em Bogotá A despeito de a população da capital colombiana beirar os 8 milhões de habitantes, a cidade não dispõe de metrô. O transporte coletivo bogotano é baseado num amplo sistema de ônibus e BRTs e ontem tivemos a primeira experiência.\nO apartamento onde estamos hospedados fica a cerca 200 m de uma estação de e usamos o sistema na ida e na volta do nosso deslocamento até o Centro. Pelo que deu para entender, as avenidas maiores funcionam como corredores para os BRTs. Outros ônibus de menor porte circulam por ruas menores. Todas as linhas e tempo de espera são acessíveis por um aplicativo específico da administração pública bem como através do Google Maps. Apesar disso foi um pouco complicado para nós descobrir sozinhos em que porta da estação cada ônibus parava, mas havia muitos funcionários com a informação na ponta da língua e muito solícitos.\nAinda sobre os BRTs, a área utilizada pelos veículos e aquela destinada às estações, deve ocupar pelo menos 3 faixas da via pública, o que denota o grau de prioridade que o sistema de transporte coletivo tem aqui em Bogotá. Lembro do burburinho que aconteceu em Natal quando, há uns 10 anos, começou a se implantar na cidade corredores exclusivos para ônibus em vias como a Salgado Filho, Prudente de Morais e Hermes da Fonseca.\nAlgumas estatísticas do dia:  Temperatura mínima: 10º Temperatura máxima: 21º Passos dados: 15809 Distância percorrida caminhando: 10,6 km   Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 12, dia 11, dia 10, dia 09, dia 08, dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-13 07:38:00 -0300",
    "date": "7:38 p.m. on Jan 13, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/13/viagem-colmbia-dia.html",
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  {
    "id": 66,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 12",
    "text": "Escrevo já de Bogotá. Ontem, nosso último dia em San Andrés, tínhamos apenas a manhã para aproveitar a ilha, visto que o vôo que nos traria à capital colombiana sairia às 17h30.\nPor já estarmos familiarizados com os tempos de deslocamento entre o albergue e a Praia Spratt Bigth, acabamos aproveitando os nossos últimos momentos no Caribe colombiano naquela praia próxima ao centro da ilha. Logo eu, que já escrevi uma canção meio autobiográfica sobre a minha falta de apreço por praias, vou sentir saudades dessa experiência nas praias de San Andrés. Tem sido realmente legal essa experiência de sentar protegido pela sombra de uns coqueiros, entrar no mar, beber uns drinques e continuar nesse movimento por algumas horas.\nAnteontem à noite, quando eu e Nina saímos para comer no Centro de San Andrés, tínhamos como plano voltar de ônibus, mas como ficou um pouco tarde e a condução demorava para passar, acabamos retornando de táxi. Chegando ao hostel, o taxista não tinha troco. Combinamos de ele ficar com o todo o dinheiro na condição de nos levar para o aeroporto quando fóssemos deixar a ilha no dia seguinte. Fiz esse combinado já considerando que ele podia não honrar a palavra, mas com um atraso de apenas 5 minutos, ele veio nos buscar e chegamos com bastante tranquilidade e antecedência para seguir viagem.\nO vôo que nos trouxe até Bogotá durou pouco mais de duas horas e comemoramos em silêncio quando o app do Uber indicava que o apartamento que ficaríamos hospedados estava a pouco mais de 20 minutos de carro do aeroporto. Nas duas primeiras pernas dessa viagem, em Belo Horizonte e Meddelin, precisamos passar cerca de 1h nos transportes entre os aeroportos e as hospedagens. Essas horas perdidas em deslocamentos são preciosas mesmo quando servem apenas como alguns momentos a mais para descanso.\nChegamos ao Airbnb perto das 21h e decidimos explorar a vizinhança. Além de uma estação de locação de bicicletas da Tembici, aqui pelas redondezas há alguns restaurantes, lanchonetes e um supermercado 24h bem grande e sortido. Hoje é dia de sair para explorar melhor o bairro em que estamos e o Centro de Bogotá, onde pretendemos visitar o Museu do Ouro.\nAlgumas estatísticas do dia  Temperatura mínima: 26º Temperatura máxima: 32º Passos dados: 7470 Distância percorrida caminhando: 5 km   Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 11, dia 10, dia 09, dia 08, dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-12 07:53:00 -0300",
    "date": "7:53 p.m. on Jan 12, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/12/viagem-colmbia-dia.html",
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  {
    "id": 67,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 11",
    "text": "Em um lugar relativamente pequeno como a Ilha de San Andrés, com uma quantidade bem limitada de lugares para visitar, passamos a reconhecer uma série de pessoas que tínhamos visto em dias anteriores, ainda que não tenhamos trocado uma palavra sequer. Ontem isso aconteceu bastante, quando finalmente conseguimos fazer o passeio de barco que levava a outras duas ilhas menores, Johnny Cay e Rose Cay.\nAs embarcações que fazem esse roteiro saem de um cais localizado no Centro da ilha principal e, no nosso caso, levava cerca de 20 passageiros. Não sei se pela maré cheia ou por pura iniciativa do capitão do barco, o deslocamento até Johnny Cay foi “com emoção”, tal qual a modalidade ofertada pelos bugueiros de Genipabu. Durante todo o deslocamento, mais uma vez fiquei impressionado com a cor da água. Não chegamos exatamente a estar em alto mar, cuja referência de cor - aquele azul marinho super escuro - eu passei a ter após participar, como observador, de uma atividade de pesquisa do Projetos Mamíferos Marinhos do Rio Grande do Norte, que monitora as baleias Jubarte no litoral potiguar. Entretanto a distância da terra firme já era suficiente para trazer à superfície os meus instintos mais medrosos.\n*Praia na Ilha de Johnny Cay. No horizonte, à esquerda, se vê a Ilha de San Andrés.\nAo chegar a esse primeiro destino do dia, teríamos duas horas horas para explorar. Toda a areia dessa e da outra ilha para a qual iríamos mais tarde era coberta por pedras e partes soltas dos corais próximos, de maneira que se recomendava ir com algum calçado para diminuir as chances de cortes nos pés. Nina e Márcia usaram as Melissas que já tinham e eu precisei comprar um tênis com um solado de borracha, que provavelmente nunca mais voltarei a usar, mas que pelo menos custou pouco - algo em torno de uns R$ 30.\nA dita praia principal, provavelmente por estar em maré alta, estava com águas bem agitadas, o que fez do banho uma brincadeira divertida com Nina. Impossível não pensar no imaginário sobre ilhas remotas e pequenas construído pela literatura e cinema desde pelo menos o Século XVIII, com Robinson Crusoe e passando pelo Naufrágo de Tom Hanks ou por Lagoa Azul, filme que marcou bastante a minha geração, seja pela premissa do roteiro ou pela presença magnética de Brooke Shields.\nTentamos explorar o restante de Johnny Cay, que deve ter cerca de 2 Km², com a maré alta uma parte da ilha estava inacessível pela praia.\nPerto do horário de saída para a continuação do passeio, decidimos almoçar por lá. A minha impressão geral sobre a comida na Colômbia até agora, é que os pratos, sobretudo as carnes, são muito pouco temperados para o meu paladar e sensibilidade brasileiros. Com exceção dos ceviches, que pelos próprios ingredientes utilizados trata-se de um prato com muitos condimentos e sabores, os preparos baseados e pescados ou frango têm sido bem sem graça por aqui.\nContinuamos no barco em direção ao Aquário Haynes Cay, que é mais ou menos como os parrachos do litoral do Rio Grande do Norte, e de onde se pode ir “caminhando” até a Ilha Rose Cay. O local serve principalmente à observação do bioma dos corais, peixes como arraias e enguias.\nNo intuito de fazer fotos e vídeos e, principalmente, para usar o pagamento com os cartões virtuais, já embarcamos pela manhã com uma daquelas capas plásticas protetoras que servem para usar telefones na água. A nossa deu conta do recado até essa última etapa do passeio, quando Márcia, empolgada ao ouvir que uma arraia nadava por perto de onde ela estava, mergulhou para observar o peixe. O movimento fez com que entrasse água na capa e, provavelmente pelos altofalantes, o telefone também tenha recebido líquido, o que fez a tela ficar manchada e a o funcinamento do touch ficar estranho. Por um momento fiquei preocupado, pois vinha usando o aparelho para mapas, como meio de pagamento e outras formas mais óbvias de comunicação, mas logo desencanei e me dediquei a aproveitar os últimos momentos do passeio.\nAmanhã será o nosso último dia aqui em San Andrés. As 17h voaremos rumo a Bogotá.\nAlgumas estatísticas do dia  Temperatura mínima: 25º Temperatura máxima: 31º Passos dados: 12679   Distância percorrida caminhando: 7,8 km     Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 10, dia 09, dia 08, dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-11 08:22:00 -0300",
    "date": "8:22 p.m. on Jan 11, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/11/viagem-colmbia-dia.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F01%2F11%2Fviagem-colmbia-dia.html"
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  {
    "id": 68,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 10",
    "text": "Ontem tínhamos como planos aqui em San Andres fazer um passeio até Johnny Cay, uma ilha menor que fica a cerca de 1,5 km da principal e aonde passaríamos o dia, mas com a maré alta, as idas de barco até lá estavam suspensas.\nAcabamos antecipando uma programação que faríamos em outro dia e fomos conhecer o vilarejo de San Luis, que fica na parte leste da ilha e tem praias menos movimentadas que as do Centro.\nDepois de anos veraneando em Tabatinga - durante a infância, na casa de tios; e desde 2007, na casa dos pais de Márcia - a praia do Litoral Sul potiguar é a minha régua quando preciso emitir opinão sobre outras. Coincidentemente, a praia em que passamos o dia ontem tem uma geografia que lembra bastante algumas enseadas de Tabatinga, mas com a cor do mar em diferentes tons de verde e azul, sobre a qual comentei ontem, e que é realmente uma coisa impressionante de se ver ao vivo.\nPraia em San Luís, num dos vilarejos de San Andrés\nDesde a nossa chegada no domingo à noite, a impressão que tenho é que ainda que seja um destino relativamente procurado por turistas estranjeiros, San Andrés é muito visitada por colombianos que vivem na parte continetal do país. Conversei com um senhor de Bogotá quando estive na praia Splat Bright e aqui no albergue há um grande movimento de famílias colombianas fazendo entrando e saindo desta hospedagem.\nSaímos de San Luís por volta das 16h, no intuito de voltar ao hostel, trocar de roupa e irmos a outra parte da ilha para ver o por do sol. Mas já bem perto do albergue havia um cachorro enorme solto no meio da única rua de acesso, o que nos fez dar meia volta e após três tentativas de enfrentar a fera, reunimos coragem para seguir caminho, com o detalhe de que assim que passamos por ele, o perro entrou em casa. Desse modo, perdemos a hora de ir ao por do sol no lugar em que havíamos planejado e acabamos vendo na rua principal, perto de onde estamos.\nPor do sol em Cabañas Altamar, bairro em que estamos hospedados em San Andrés\nÀ noite decidimos, cansados de mais um dia com surra de praia, fizemos um macarrão no hostel e decidimos ficar por aqui mesmo.\nHoje, mais tarde, tentaremos fazer o passeio à ilha Jonny Cay, que ontem estava inacessível.\nAlgumas estatísticas do dias  Temperatura mínima: 26º Temperatura máxima: 31º Passos dados: 8659 Distância percorrida caminhando: 5,1 km   Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 09, dia 08, dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-10 10:31:00 -0300",
    "date": "10:31 p.m. on Jan 10, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/10/viagem-colmbia-dia.html",
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  {
    "id": 69,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 09",
    "text": "Ontem foi o nosso primeiro dia inteiro aqui em San Andrés. A ilha fica a menos de 200 km da Nicarágua, mas pertence à Colômbia, de quem está a quase 800 km distância. Em relação ao tamanho, tem praticamente as mesmas dimensões de Fernando de Noronha, com 27 km2.\nNosso plano era conhecer a praia principal, da qual estamos a uns 2,5 km de distância, e passar o dia por lá. A ilha tem ônibus e táxis como principais meios de transporte. Também se alugam uns quadriciclos que lembram carrinhos de golfe, mas achamos caros (cerca de R$ 250 por diária) e estamos nos deslocando basicamente a pés e de busão.\nNo geral, as paisagens da ilha têm sido bastante familiares, com alguns dos seus trechos lembrando bastante praias do Litoral Sul do Rio Grande do Norte como Búzios.\nO caminho entre Cabañas Altamar - bairro onde fica o nosso hostel - e a Praia Splatt Bight, leva uns 25 minutos de caminhada. Mas o calor já estava intenso pouco após as 9 horas da manhã, de maneira que eu já fiquei bem incomodado no começo do passeio e me pus a pensar se o o clima por aqui seria sempre assim. Bastou chegarmos à praia e estendermos a canga numa faixa de areia sombreada por vários coqueiros para ficar tudo bem.\nPraia Splatt Bight, no centro de San Andrés. A ilha ao fundo é a Johhny Cay, aonde pretendemos ir nos próximos dias.\nApesar de aparentemente ser um destino menos conhecido que Cancún, Punta Cana e Aruba, a Ilha de San Andres também fica no Caribe e o mar por aqui realmente tem aquela paleta de cores em diferentes tons de verde e azul que passamos a associar às aguas caribenhas, seja através do cinema ou por meio das propagandas turísticas.\nAcabou que passamos boa parte do dia na Praia Splatt Bright, num tipo de programação que sempre quero fazer quando em Natal, mas raramente consigo: chegar relativamente cedo à praia, entrar no mar, voltar para a cadeira pra ficar contemplando a paisagem, ler um pouco (por aqui estou lendo Cozinha Confidencial, de Anthony Bourdain), pedir um petisco e uma bebida, entrar no mar novamente e continuar nesse movimento até o fim da tarde.\nUma coisa que me chamou a atenção foi a diversidade de vestimentas entre os que estavam na praia, incluindo uma família que permaneceu com calça jeans, tênis e camisa/blusas durante as 5 ou 6 horas em que estivemos por lá.\nPerto das 17h decidimos voltar para o hostel, mas antes passando em um supermercado para comprar algumas frutas e outros alimentos. Entretanto, quando chegamos ao que encontramos no Google Maps, o mesmo estava fechado. Também estranhamos o fato de o ônibus que esperávamos demorar mais que os 10 minutos em média que nos foram comunicados pelo nosso anfitrião, estarem demorando mais.\nMais tarde descobriríamos através de Dona Luz, proprietária do hostel e uma mulher gentil e agradabilíssima, que ontem, dia 08 de janeiro, a cidade estava comemorando o feriado de Reis, que acontecera no dia 06, sábado. Ela nos explicou que na Colômbia, quando os feriados caem em fins de semana, são empurrados para o próximo dia útil, para que possams ser efetivamente desfrutados.\nDepois de umas duas horas de descanso no albergue, à noite voltamos ao Centro da ilha para flanar um pouco e procurar um lugar para jantar.\nAlgumas estatísticas do dia  Temperatura mínima: 27º Temperatura máxima: 31º Passos dados: 20333 Distância percorrida caminhando: 12,5 km   Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 08, dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-09 08:41:00 -0300",
    "date": "8:41 p.m. on Jan 9, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/09/viagem-colmbia-dia.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F01%2F09%2Fviagem-colmbia-dia.html"
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  {
    "id": 70,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 08",
    "text": "Escrevo já de San Andrés, nosso segundo destino na Colômbia.\nOntem, nosso último dia em Medelín, tínhamos apenas a manhã para explorar a cidade, visto que precisávamos sair para o aeroporto por volta das 14h. Desse modo, optamos ficar caminhando a esmo por outra parte do bairro de Laurelles que ainda não havíamos explorado.\nAs impressões que tivemos logo na primeira noite por lá e foram se consolidando nos dias seguintes, mais uma vez se confirmaram. A paisagem baseada em prédios com fachada em tijolos de barro aparente aliada ao conforto térmico que as ruas arborizadas e o próprio clima da cidade proporcionam, fazem do caminhar sem rumo pelas ruas de Laurelles uma programação irresistível.\nAcabamos por fazer um brunch num café argentino ao qual chegamos por acaso e acabamos, por volta do meio-dia, entrando num supermercado nas imediações para comprar alguns lanches pro vôo que nos traria até aqui em San Andrés. Aparentemente uma programação banal, ir a mercados em cidades de outros países é uma atividade que aprecio bastante. Por aqui temos nos surpreendido com a quantidade de frutas diferentes e deliciosas. Destaque para a granadilla, fruta bem parecida com o maracujá, mas com a polpa branca e dulcíssima.\nGranadilla, o maracujá doce e uma das frutas mais saborosas desse mundão\nVárias espécies de batata, milho e pitaia\nApós desbravar a vizinhança pela última vez, voltamos ao apartamento e nos arrumamos para o próximo deslocamento de avião. O caminho entre Medellin e o aeroporto passa pelo Oriente, o maior túnel que já percorri na vida, com cerca de 8,2 km de extensão. Durante o percurso conversamos bastante com o motorista que nos levou. Entre os assuntos, a situação dos aplicativos de mobilidade urbana na Colômbia - especialmente o Uber -, que ao contrário do Brasil, ainda não são legalizados.\nDesembarcamos em San Andrés por volta das 18h30 e viemos quase que imediatamente para o Hostel em que estamos hospedados. Compramos comida, cervejas e água e permanecemos na hospedagem pelo resto da noite.\nEnquanto jantávamos na cozinha compartilhada conhecemos Julian, um inglês de Bristol que estará por aqui por dois dias e depois seguirá para uma estada de 10 dias em Providência, outra ilha colombiana relativamente próxima daqui.\nTive alguma dificuldade para me fazer compreender, mas o papo fluiu e, entre outras coisas, conversamos sobre as nossas impressões a respeito da Colômbia e as insatisfações mútuas com as guinadas à direita nas políticas dos nossos países. No caso dele, o Brexit. No meu, o desgoverno do Bozo.\nEsses encontros que os ambientes de albergues proporcionam são impagáveis e gratificantes. Lembro agora de uma das primeiras e mais marcantes experiências que tive em hostels.\nTrinta e um de dezembro de 2011, eu e Márcia estávamos em Roma e após um dia de flanagem pela cidade voltamos ao albergue no começo da noite, ainda sem planos concretos para a virada do ano. Ao passar por uma área comum da hospedaria, fomos convidados por um grupo de uns 8 franceses e francesas de Lille - talvez uns 5 anos mais novos que nós 2 - a nos juntar a eles. Nos comunicávamos nos fragmentos de francês, inglês e espanhol que o meu parco vocabulário abrigava, mas ainda assim tive uma das mais divertidas passagens de ano da vida.\nDaqui a alguns minutos saio com Márcia e Nina para começar a explorar essa San Andrés.\nAlgumas estatísticas do dia:  Temperatura mínima: 15º Temperatura máxima: 27º Passos dados: 11404 Distância percorrida caminhando: 7,2 km   Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-08 07:28:00 -0300",
    "date": "7:28 p.m. on Jan 8, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/08/viagem-colmbia-dia.html",
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    "id": 71,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 07",
    "text": "Ontem fizemos uma pequena viagem dentro da viagem. Fomos conhecer Guatapé, uma cidade localizada a pouco mais de 80 km de Medelín e que atrai milhares de turistas diários, em parte graças a duas atrações: o Peñol de Guatapé e a Represa de El Peñol.\nO primeiro é uma formação rochosa que lembra bastante o Morro da Urca, e a cujo topo se chega através de uma escadaria com mais de 700 degraus, esculpida na rocha. Do mirante se pode contemplar a impressionante represa que alagou uma área com cerca de 74 Km² para a construção de uma usina hidrelétrica. Obviamente, tratou-se de uma obra que impactou milhares de pessoas do entorno, que vivam nas cidades e zonas rurais inundadas durante o processo, fato bem abordado pelos guias que acompanharam o nosso grupo.\nContratamos um passeio guiado que também incluiu o deslocamento por ônibus entre as duas cidades. Esse translado é uma atração à parte pois segue caminhos que cortam as montanhas da Antióquia e revelam algumas áreas menos urbanizadas e pequenas cidades belíssimas. A previsão era que o deslocamento durasse duas horas, mas levou pelo menos mais duas por causa de um acidente de na única rodovia que leva a Guatapé.\nChegando ao destino do dia, almoçamos em um restaurante previamente contratado pelos guias e em seguida fomos explorar a cidade, cujo centro lembra bastante o de alguns destinos litorâneos brasileiros, com um charme discreto que a combinação da gentrificação com a preservação arquitetônica proporciona.\nUma particularidade de Guatapé são os zocalos, espécies de murais erigidos em cimento na parte inferior das paredes externas das habitações e prédios comerciais. Inicialmente pensados como solução para evitar que as chuvas comprometessem a estrutura dessas construções, os zócalos passaram a representar uma parte da identidade visual de cada residência e do espaço de cada loja ou prestador de serviço, contendo pequenas esculturas embutidas na parede que visam informar algo sobre os habitantes/proprietários daqueles lugares.\nZocalo indicando que na loja se conserta ou vende calçados\nOutra etapa inclusa no tour que contratamos foi um passeio de barco pela área alagada da Represa de El Peñol, área que mais tarde contemplaríamos do alto do Peñol.\nAlgumas estatísticas do dia:  Temperatura mínima: 14º Temperatura máxima: 26º Passos dados: 22659 Distância percorrida caminhando: 14 km   Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-07 07:18:00 -0300",
    "date": "7:18 p.m. on Jan 7, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/07/viagem-colmbia-dia.html",
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  {
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    "type": "post",
    "title": "Olá! Até logo!",
    "text": "Em algum dos seus livros de humor Woody Allen brinca com a ideia de haver um rosto específico para cada uma das mais de 6 bilhões de pessoas que vivem na Terra.\nSempre que estou no metrô ou num cruzamento de ruas de uma grande cidade diante daquele sem-fim de pessoas, lembro da frase do cineasta norte-americano e penso nesses encontros interrompidos que estar em multidões suscitam. Pessoas com quem cruzamos na ruas e nunca mais veremos.\nNum ônibus no meio das montanhas da Antióquia, a caminho da cidade de Guatapé\nTrago esse tema agora pois ontem fomos conhecer a Comuna 13 aqui em Medellin e contratamos um guia que conduziu a nós e a outras pessoas num grupo com pessoas de diferentes nacionalidades, com quem estive por algumas horas e nunca mais verei na vida.\nA lembrança mais remota que guardo dessa sensação vem de 2008, quando estive no Rio por um mês para dar conta de uma parte da minha pesquisa de mestrado. Em algum sábado de agosto daquele ano, quando eu e Márcia estávamos explorando o bairro de Santa Teresa acabamos passando a tarde com um casal de franceses que veio nos pedir informações sobre a cidade, e quando souberam que iríamos a Copacabana, perguntaram se poderiam se juntar a nós. Quando nos despedimos já no começo da noite, não encarei com naturalidade o fato de nunca mais voltar a ver aqueles dois, sem nem ao menos trocar endereços de e-mail ou contas na rede social da época (provavelmente o Orkut).\nEscrevo isso num momento em que deparo com uma situação semelhante. Estou num ônibus à caminho de Guatapé, uma cidade que fica a cerca de 100 km de distância de Medellin. Eu, Márcia e Nina contratamos um tour para esse destino e estamos juntos de outras 20 e poucas pessoas de diferentes nacionalidades, entre eles colombianos, panamenhos, franceses holandeses e até um moldávio.\nMais uma vez a interação não vai ser muito diferente de \u0026ldquo;Olá! Até Logo!\u0026rdquo;\nAlgumas estatísticas do dia:  Temperatura mínima: 7º Temperatura máxima: 22º Passos dados: 8426 Distância percorrida caminhando: 5,7 km   Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores:dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-06 10:00:00 -0300",
    "date": "10:00 p.m. on Jan 6, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/06/ol-at-logo.html",
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  {
    "id": 73,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 06",
    "text": "Quase todas as viagens que fiz na vida foram com companhia. No últimos 10 anos, especificamente, junto de Márcia e Nina. A despeito de estar muito bem acompanhado das duas, sinto falta de não ter experiência solo em destinos fora de Natal e do Brasil. Assim, em quase todas as viagens em família tento criar algumas situações para estar sozinho mesmo que por poucas horas.\nNormalmente essas escapulidas envolvem meras caminhadas ou idas a jogos de futebol. Foi o que fiz quando estive em Santiago pela primeira vez, em 2016. Consegui ir à um jogo da Universidad de Chile, no Estádio Nacional. O mesmo quando estive em Montevidéu, em 2017, e pude ver um jogo do Penharol contra o Liverpool daquela cidade, num pequeno e charmoso estádio de bairro.\nJogo da Universidad de Chile. Estádio Nacional de Santiago, janeiro de 2016.\nNo estádio Belvedere para assistir a Liverpool x Penharol. Montevidéu, julho de 2017\nCom o futebol em recesso na Colômbia até a última semana de janeiro, as minhas investidas solo por Medellin têm consistido em idas a padarias e mercados no início da manhã.\nOntem, por exemplo, fui pelo segundo dia seguido à Padaria Dona Aída, especialmente em busca de um croissant que Nina gostou e tem sido um dos poucos alimentos que ela tem comido por aqui em razão de de estar bem ansiosa e canalizar esses sentimentos para a alimentação. Tem sido difícil lidar com isso no meio da viagem e sem as referências que ela tem quando em casa, mas aos poucos a pequena tem demonstrado estar mais tranquila.\nBatendo o ponto diariamente na Panadería Doña Ainda para comprar o croissant de Nina\nNossa programação no dia de ontem teve como ponto principal a ida à Comuna 13, uma comunidade localizada numa das montanhas da cidade e que até um passado recente convivia com as consequências da atuação do narcotráfico, bem como das políticas de repressão ao crime que, sob o pretexto de limpeza da bandidagem, assassinou milhares de pessoas. Impossível não traçar paralelos com a maneira como as forças de segurança atuam nas áreas periféricas de diferentes cidades do Brasil.\nAssim como a maior parte de Medellin, a Comuna 13 também se livrou da violência e caos resultantes da atuação do crime organizado e hoje consegue capitalizar esse feito, transformando as histórias do lugar e dos seus habitantes em atração turística.\nConfesso que quando eu e Márcia começamos a considerar os lugares que gostaríamos de conhecer em Medelin e a Comuna 13 apareceu na lista, me questionei se essa pegada de ponto turístico muito visitado me interessaria na prática. A despeito das milhares de pessoas que exploravam as ruas apertadas - a geografia de lá lembra bastante a de comunidades do Rio de Janeiro, com moradias improvisadas subindo o morro e ruas estreitíssimas - a experiência foi muito marcante.\nContratamos um tour guiado no Get Your Guide, e aleatoriamente chegamos a Sebastian, um norteamericano com cerca de 30 anos, radicado em Medelin desde a infância, e que nos ofereceu uma visão bastante particular dessa área da cidade. A explicação que ele deu sobre as operações para pacificação da comuna foram um dos momentos mais marcantes da cidade até agora.\nVista de um dos mirantes da Comuna 13\nÀ noite fomos conhecer o Lleras Park, uma área do bairro El Poblado que concentra inúmeros bares, cafés, boates e albergues. É uma região que claramente passou por um intenso processo de gentrificação e me fez lembrar bastante as ruas mais movimentadas de Pipa, numa proporção bem maior e sem o charme da praia do litoral Sul do Rio Grande do Norte. Quase optamos por nos hospedar nessa área da cidade, mas agora comemoro em silêncio por termos optado por Laurelles, uma região com bastante movimento, mas numa pegada mais residencial e aparentemente menos moldada para turista ver.\nAlgumas estatísticas do dia:  Temperatura mínima: 24º Temperatura máxima: 25º Passos dados: 21568 Distância percorrida caminhando: 13,5 km   Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-06 07:09:00 -0300",
    "date": "7:09 p.m. on Jan 6, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/06/viagem-colmbia-dia.html",
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    "id": 74,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 05",
    "text": "Relativamente familiarizados com o Laurelles, nosso bairro, ontem foi dia de visitarmos o centro de Medellin. Saímos da nossa hospedagem com alguns pontos de interesse em mente, mas também acabamos por flanar sem muito rigor por essa região da cidade.\nPelo segundo dia seguido fizemos a maior parte dos deslocamentos mais longos através do metrô, que por aqui é de superfície e custa 3650 pesos colombianos, ou cerca de R$ 4,60 por passage, como eles chamam por aqui, diferentemente de Santiago e Buenos Aires, onde se referem a cada passagem como viaje.\nAté agora tivemos a experiência de usar o metrô de Medellin em momentos com menos movimento e em outros perto dos horários de pico. Não sei se é em função de estarmos nos primeiros dias do ano, período de férias escolares e em que provavelmente muitos medellinenses devam sair da cidade, ou uma situação exclusiva das linhas A e B que temos usado, mas comparado com outras cidades que têm estrutura de trens urbanos que já visitei, achei o movimento deste meio de transporte relativamente tranquilo por aqui. Do apartamento onde estamos hospedados até uma das duas estações mais próximas - floresta e estádio - temos levado cerca de 25 minutos de caminhada. A Estação Estádio, como o nome sugere, leva ao Estadio Atanasio Girardot, o maior da cidade, onde jogam os dois clubes grandes daqui: o Atlético Nacional - aquele mesmo que jogaria a final da Sulamericana com a Chapecoense, quando o time brasileiro sofreu o acidente aéreo - e o Independiente. Pena que o futebol aqui na Colômbia esteja em recesso e eu não possa assistir a uma partida estando tão próximo a esta cancha, mas vou tentar fazer pelo menos a visita guiada ao museu.\nComo eu vinha falando antes, o dia de ontem foi dedicado a explorar pontos de interesse do centro.\nComeçamos no Parque de los Pies Descalzos, um equipamento construído com o objetivo de servir como espaço destinado a momentos de desconexão para os funcionários públicos e outros trabalhadores da região nos intervalos dos seus trabalhos. Lá as pessoas são convidadas a ficarem literalmente descalças e caminharem pelo parque cujo chão é composto por pequenas pedras que, hora massageiam os pés, hora causam pequenas dores e, pouco além, molhar os membros inferiores na fonte que jorra direto do chão. Algumas pessoas, especialmente crianças - e dentre essas, Nina - vão além e molham todo o corpo.\nFachada externa da Biblioteca EPM\nContinuando caminhando pelo Centro em direção ao Museu Antióquia, acabamos por parar na Biblioteca EPM, que naquele momento pensávamos se tratar da Espanã, a mais conhecida da cidade, mas enquanto escrevo esta postagem descubro que era uma voltada para ciências, indústria, tecnologia e meio ambiente. Explorei bem pouco o acervo, mas me chamou a atenção o quanto se trata de um espaço convidativo para quem passa pela rua e, sobretudo, como é um lugar que chama os seus usuários a permanecerem por lá. A biblioteca é repleta de sofares e cadeiras confortáveis e no tempo em que estive por lá foi possível observar vários medellinenses lendo jornais, usando as dezenas de computadores espalhados pelo prédio, ou simplesmente usando o espaço para descansar e cochilar, expandindo a noção de biblioteca para além de um repositório de livros.\nInterior da biblioteca\nNa sequência seguimos em direção ao Museu Antióquia e à Praça Botero. Esse caminho revelou um centro caótico com muito comércio de rua tomando as calçadas, não muito diferente das áreas centrais de muitas cidades brasileiras.\nO Museu Antióquia foi uma grata surpresa desta viagem. Nas pesquisas que fiz sobre a cidade ao longo dos últimos meses, sabia que o equipamento abrigava um acervo considerável de artistas colombianos, sobretudo de Botero. Mas eu não tinha a dimensão de quanto do acervo do escultor estava exposto lá. São dezenas de pinturas, além das mais conhecidas esculturas em bronze, que estão disponíveis tanto no museu em questão, quanto na praça localizada em frente, e que leva o nome do mais notável artista plástico colombiano.\nMural pintado por Botero em 1960 para um banco de Medellin. Hoje está no Museu Antióquia.\nEssa surra de Botero causou em mim um impacto em mim como poucas vezes experimentei, me remetendo aos momentos em que vi originais de Van Gogh, no Met, no Museu d\u0026rsquo;Orsay e no MASP.\nO Museu Antióquia também traz um uma série de obras mais recentes, sobretudo de fotografia, que lidam com o passado recente e doloroso da cidade e do país, marcardo pelo poder do narcotráfico, personalizado na figura de Pablo Escóbar. Nos dias anteriores, fiquei atento ao comércio de rua e a espaços de memória espalhados pela cidade como bustos e outras esculturas, para ter uma noção de como os medellinenses tem representado o legado nefasto de Escóbar e lidado com a memória em torno dele. Observei que muitas camisetas, broches e outros suvinires que costumam fisgar os turistas trazem serigrafias com retratos do traficante junto de frases de efeito como “Pláta ó Plomo\u0026quot;.\nNão sei ao certo em que nível frases como essas estavam no imaginário popular antes da série Narcos e o quanto esse fênomemo pop contribuiu para relativizar a imagem do homem mais celébre de Medellin, como parte dessa tendência de normalização de vilões que a cultura pop vem construindo ao longo das últimas décadas: de Tony Soprano a Walter White; do Coringa de Batman: a piada mortal ao John Marston de Red Dead Redemption 2.\nTambém fui muito impactado durante a visita ao Palácio da Cultura Rafael Uribe, que foi construído para ser sede do governo da Antióquia, província da qual Medellin é capital e que hoje funciona como uma instituição de fomento a cultura, além de um museu com exposições ecléticas de artistas colombianos, mas também com muitas alas dedicadas a explicar um pouco da própria história, bem como a da cidade.\nAlgumas estatísticas do dia:  Temperatura mínima: 16º Temperatura máxima: 26º Passos dados: 26428 Distância percorrida caminhando: 5,7 km   Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-05 07:31:00 -0300",
    "date": "7:31 p.m. on Jan 5, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/05/viagem-colmbia-dia.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F01%2F05%2Fviagem-colmbia-dia.html"
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    "id": 75,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 04",
    "text": "Vista externa do Parque Explora, em Medellin\nOntem começamos o dia buscando um local para sacar alguns pesos colombianos. Por aqui estamos usando um cartão de débito da Wise, que cobra menos IOF nas transações, mas queremos ter um pouco de dinheiro em espécie para algumas situações na rua.\nSaímos em busca de um caixa eletrônico do Banco de Bogotá, que o Google Maps disse estar há cerca de 20 minutos de caminhada do apartamento em que estamos. O percurso até lá revelou uma parte da cidade com ares mais comerciais do que a parte de Laurelles em que nos hospedamos. Percorremos a maior parte do caminho numa rua que reunia dezenas de lojas especializadas em acessórios para motos e ao chegar ao destino, descobrimos que o caixa eletrônico estava dentro de um pequeno shoping.\nCom alguns poucos pesos nos bolsos caminhamos por cerca de 25 minutos em direção à estação de metrô onde tomaríamos um trem para os destinos programados para o dia: o Parque Explora e o Jardim Botânico, espaços separados por uma rua.\nO Parque Explora é um enorme espaço interativo, nos moldes do Museu Interativo Mirador de Santiago. Ambos espaços são divulgados em blogs de viagem e outros textos pela web como boas opções para entretenimento infantil, mas nos dois casos também entreteram bastante a mim e a Márcia.\nMárcia e Nina na área externa do Parque Explora\nNo caso do Explora, em Medellin, além das salas e exposições mais voltadas para uma ciência prática, com brinquedos e experimentos que exploram noções de física e até de subáreas como a acústica, há também estações voltadas para a música. É o caso instrumentos digitais e telas de toque que, por exemplo, apresentam conceitos de mixagem e explicam o papel que diferentes instrumentos tem numa banda.\nAlém disso pude conhecer exposições mais estáticas como a que apresenta a história da música gravada, passando pelos fonógrafos e gramophones no século XIX e chegando aos atuais serviços de streaming.\nOutra atração com que brinquei foi um tela tátil que captura a imagem de quem está interagindo com o dispositivo e permite que a pessoa faça capas para hipotéticos álbuns de música de sua autoria. Foi quando tive a ideia de criar uma capa para um pretenso disco meu que nomeei como Medellín e que traria canções com impressões minhas sobre esses dias em que estarei pela cidade.\nApós terminar a brincadeira, passei a encarar com seriedade esse projeto de começar um pequeno disco pela capa e dessacralizar a ideia de que um álbum de música precise ter uma motivação especial ou significativa. Infelizmente ainda não recebi o .jpg da capinha no email que cadastrei ao final da brincadeira. De toda forma fica o insigth para pensar em motivações menos ortodoxas como pontos de partida para futuras produções musicais minhas.\nClub Colômbia, uma ótima lager que me lembrou a pernambucana Ekäut\nPor lá também espaços com uma pegada de museu natural, como o lindo aquário espalhado por várias salas e o vivário que expõe dezenas de répteis e anfíbios da América Latina.\nDurante praticamente todo o dia (ficamos por lá do meio da manhã até o fim da tarde) havia muitas crianças e adolescentes colombianos visitando o Parque Explora. Tive a impressão de que alguns grupos eram turistas dentro do próprio país. Pelas dimensões do equipamento cultural e dada a quantidade e qualidade das atividades disponíveis, o Parque Explora parece ser um espaço importante a ponto de por si só atrair turistas para a cidade, exercendo um papel semelhante ao que Inhotim e o Instituto Ricardo Brennand representam para os seus entornos.\nÉ inevitável experimentar uma iniciativa desse porte e não ficar desejando que Natal e outras cidades do porte da capital potiguar pudessem dispor de estruturas semelhantes. Mas, tendo visitado algumas cidades maiores da América do Sul e mais espeficiamente do país, cada vez mais se consolida a impressão de que, na América Latina projetos da natureza do Parque Explora só parecem exequíveis do ponto de vista financeiro em cidades grandes como Medellin, São Paulo, Rio de Janeiro, ou nas capitais dos países dessa parte do continente americano.\nAmanhã pretendemos visitar uma parte mais central de Medellin, onde fica o Museu da Antióquia e o Palácio da Cultura Rafael Uribe.\nAlgumas estatísticas do dia  Temperatura mínima: 20º Temperatura máxima: 30º Passos dados: 18457 Distância percorrida caminhando: 12,6 km   Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 03, dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-04 07:55:00 -0300",
    "date": "7:55 p.m. on Jan 4, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/04/viagem-colmbia-dia.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F01%2F04%2Fviagem-colmbia-dia.html"
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  {
    "id": 76,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 03",
    "text": "Vista da minha janela pelos próximos cinco dias.\nEscrevo já de Medellin, o nosso primeiro destino aqui na Colômbia. A chegada até aqui foi bem cansativa e envolveu um vôo de 6h entre BH e Bogotá, 4h de espera pela conexão que nos trouxe até aqui, além de uma diferença de fuso de 2h, que por menor que pareça, cobrou a conta no meio da noite.\nAinda conseguimos dar uma pequena explorada em Laurelles, bairro onde ficaremos pelos próximos 5 dias. A primeira impressão é se que parece ser relativamente movimentado para uma vizinhança predominantemente residencial, além de passar uma boa sensação de segurança. Fomos a um restaurante de massas aqui nas imediações e passamos em um supermercado também próximo.\nAlgumas estatísticas do dia:  Temperatura mínima: 7º Temperatura máxima: 22º Passos dados: 10412 Distância percorrida caminhando: 6,7 km   Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 02, dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-03 19:26:00 -0300",
    "date": "7:26 p.m. on Jan 3, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/03/viagem-colmbia-dia.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F01%2F03%2Fviagem-colmbia-dia.html"
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  {
    "id": 77,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 02",
    "text": "Acabamos reféns da chuva e da preguiça e viramos o ano no quarto de um hotel assistindo De Volta Para o Futuro III, cuja trilogia eu e Márcia revimos ao longo do último mês para apresentar a Nina.\nSavassi só nossa na manhã chuvosa de 1º de janeiro de 2024.\nO dia amanheceu chuvoso mais uma vez e decidimos flanar pela Savassi, bairro em que nos hospedamos quando estivemos por aqui no ano passado. Acho que já comentei aqui neste blog sobre o gosto que tenho por revisitar lugares. O desejo de conhecer novos lugares em viagens é, como era de se esperar, bem forte, mas voltar aos cantos em que já estive antes traz uma sensação de familiaridade e, ao mesmo tempo, de possibilidade de lançar novos olhares sobre o que eu já tinha visto.\nUm pouco mais tarde, rumamos ao zoológico da cidade, na Pampulha, na tentativa de entreter Nina, mas logo nos primeiros minutos começou um toró gigante que, mesmo temos encontrado algumas capas de chuvas daquelas descartáveis, nos encharcado os pés, tênis e calças. No momento em que escrevo estas linhas (18h), a preocupação é se os nossos calçados secarão a tempo do nosso vôo para Bogotá, já que às 4h30 da madrugada rumaremos em direção ao aeroporto de Confins.\nSobre o zoológico, do pouco que conseguimos ver dada a correria decorrente da chuvarada, pude ver pela primeira vez uma arara azul.\nAlgumas estatísticas do dia:  Temperatura mínima: 7º Temperatura máxima: 22º Passos dados: 10412 Distância percorrida caminhando: 6,7 km   Estou tentando registrar algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi ontem: dia 01.\nTodos esses pequenos relatos estarão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2024-01-02 07:49:00 -0300",
    "date": "7:49 p.m. on Jan 2, 2024",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2024/01/02/viagem-colmbia-dia.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2024%2F01%2F02%2Fviagem-colmbia-dia.html"
  },
  {
    "id": 78,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Colômbia 2024 - Dia 01",
    "text": "Na sala de embarque do Aeroporto de Natal. Em breve embarcarei com Márcia e Nina rumo à Colômbia. Visitaremos Bogotá, Medellin e San André entre os dias 2 e 17 de janeiro. Antes passaremos dois dias em Belo Horizonte.\nAinda não definimos onde passaremos a virada do ano. Considerando a previsão de chuva de hoje para a capital mineira, é possível que fiquemos no quarto do hotel.\n Tentarei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público.\nTodos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.\n",
    "dateiso": "2023-12-31 11:20:00 -0300",
    "date": "11:20 p.m. on Dec 31, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/12/31/viagem-colmbia-dia.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F12%2F31%2Fviagem-colmbia-dia.html"
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  {
    "id": 79,
    "type": "post",
    "title": "Aplicativos-padrão 2023",
    "text": "Recentemente vários blogs gringos que acompanho, como os de Carl Barenbrug e Manuel Moreale, tiveram posts com os aplicativos padrões dos seus escribas. Decidi entrar na brincadeira também.\n 📧 Cliente de e-mail: Apple Mail 📧 Servidor de e-mail: Google 🗒 Notas: Apples Notes 📝 Lista de tarefas: Things 📷 Câmera: Apple Camera 🏞 Gerenciamento de fotos: Apple Photos 📅 Calendário: Apple Calendar 💾 Armazenamento na nuvem: iCloud e One Drive 🌐 RSS: NetNewsWire e Feedly 📞 Contatos: Apple Contacts 🌐 Navegador: Safari 💬 Chat: WhatsApp e Telegram 📖 Read It Later: Pocket Processador de texto: Word e Google Docs 💻 Planilhas: Numbers 💻 Apresentações: Keynote e Canva 🛒 Lista de compras: Bring! 🧮 Orçamento e finanças pessoais: MoneyWiz 🎧 Music: Apple Music e Marvis Pro 🎙️Podcasts: Overcast 🔐 Gerenciamento de senhas: Apple Passwords  ",
    "dateiso": "2023-12-28 18:44:16 -0300",
    "date": "6:44 p.m. on Dec 28, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/12/28/aplicativospadro.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F12%2F28%2Faplicativospadro.html"
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  {
    "id": 80,
    "type": "post",
    "title": "Zé Ibarra na Sede Cultural DoSol",
    "text": "fotos por Márcia Marinho\nOntem fui mais uma vez à Sede Cultural DoSol, dessa vez para assistir ao show solo de Zé Ibarra.\nToquei com a Banda Café em uma festa fechada no sábado à noite e no domingo pela manhã tive um ensaio com o SeuZé. Como resultado, passei o dia inteiro sonolento e indisposto, o que me levou a cogitar seriamente deixar de ir ao show para o qual já tinha ingressos. Enquanto hesitava, pensava que essa era uma apresentação que eu não poderia perder, visto que o artista em questão é alguém que tem um potencial enorme para virar um grande nome da música brasileira, certamente ocupando algum espaço na tradição da MPB, e essa oportunidade de vê-lo em um espaço intimista como o novo palco do DoSol, certamente vai ser difícil de se repertir novamente. Com um empurrão de Márcia, acabei indo.\nConheci Zé Ibarra através da Dônica, seu primeiro projeto, e passei a acompanhá-lo desde então, tanto no trabalho com o Bala Desejo, quanto nessa encarnação solo.\nA base do repertório do show foi o disco recém-lançado, o Marquês 256, com outras releituras não contidas no álbum - e Lua Comanche, lançada com o Bala Desejo. Eu já tinha sido impactado pela técnica, tessitura e beleza do timbre vocal de Zé Ibarra, sobretudo ao assistir performances mais improvisadas em lives no Instagram, além dos próprios registros em disco pelos seus projetos, mas a impressão de ouvi-lo ao vivo, nesse formato voz em violão, foi muito mais marcante. Ibarra alia um domínio da voz e uma execução primorosa do violão como poucos o fazem na música brasileira atual. Contribuíram para isso, tanto a operação de som de Bráulio, técnico que tem viajado com o músico carioca nessa turnê, além da própria estrura de som da charmosa sala do DoSol, que mais uma vez se provou bem dimensionada e pensada para o espaço.\nQuem acompanhou o Bala Desejo, projeto composto pelo próprio Ibarra, Júlia MestreDora Morelenbaum e Lucas Nunes, desde o início, ficou clara a inspiração da banda nos Doces Bárbaros. Da opção por figurinos andróginos, à apresentação despojada/acústica em forma de quarteto, muita coisa ali remetia ao grupo formado por Gal, Bethânia, Caetano e Gil no meio dos anos 1970. Essa reverência ao santíssimo quarteto baiano continua no trabalho solo de Zé, seja pela escolha do repertório de covers que, com exceção de Bethânia, contempla a todos os outros, seja quando, no show de ontem, Zé Ibarra declarou se inspirar diretamente em Gal ao lançar mão de registros agudos em seus arranjos vocais.\nMas o leque de referências do músico carioca vai bem além. Um aspecto relevante do show e também do disco de Ibarra, é o papel de apresentar a uma nova geração de ouvintes artistas sobre os quais atualmente se fala muito pouco e cujas músicas provavelmente só chegam a ouvidos um pouco mais curiosos que a média. Foi uma grata surpresa testemunhar boa parte do público presente estar com as letras de canções de canções de Paulo Diniz e Guilherme Lamonier - Vou-Me Embora e Vai Atrás da Vida que Ela te Espera - na ponta da língua. Há cerca de duas décadas os Los Hermanos fizeram algo semelhante ao resgatar e reapresentar uma parte da obra de Belchior. É um movimento que acontece na música brasileira de tempos em tempos, mas poucos artistas o fazem com tanta intencionalidade e sem fechar os olhos para os seus colegas de geração. Ao mesmo tempo em que segue esse caminho de diálogo com o passado da música brasileira, questionando e ressignificando a tradição da MPB, Zé também deixa espaço para apresentar os seus contemporâneos de composição e criação musical. Os repertórios do show e disco reservam espaço para canções de compositoras mais novas como Sofia Chablau e a já citada Dora Morenlenbau.\nValeu demais a ida ao DoSol para testemunhar pessoalmente esse show de início de carreira de um nome com potencial para alcançar patamares de mais prestígio e reconhecimento na música brasileira.\nNo ano passado escrevi sobre o papel do bom gosto no bloqueio criativo que acomete compositores, escritores e outros. Estar diante de um artista como Zé Ibarra, certamente é um gatilho para a sensação de “para quê continuar compondo e cantando se tudo o que pode ser criado já está ali muito mais bem feito do que eu posso fazer?” A resposta a essa pergunta já tinha sido dada naquele mesmo dia, mais cedo.\nNo ensaio mencionado no início do texto o SeuZé voltou a trabalhar, em estúdido, em novas composições após cerca de 10 anos e foi uma sensação muito boa ver as canções tomando forma e fazerem ressurgir aquele sentimento de que estamos trabalhando em algo que pode significar algo para quem nos ouve, bem como voltar a colocar o trabalho da banda - e os nossos individuais enquanto músicos e compositores - em movimento. Ainda vejo sentido em continuar compondo, gravando e fazendo shows.\n",
    "dateiso": "2023-10-09 14:28:00 -0300",
    "date": "2:28 p.m. on Oct 9, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/10/09/z-ibarra-na.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F10%2F09%2Fz-ibarra-na.html"
  },
  {
    "id": 81,
    "type": "post",
    "title": "Pequenas mudanças",
    "text": "Recentemente tenho feito algumas pequenas mudanças e implementações aqui no blog. Foi o caso do Blogroll, sobre o qual falei na última postagem. O botão para adicionar comentário foi deslocado para o final dos posts. Também venho tentando fazer com que pequenos trechos de músicas e podcasts oriundos do Spotify, que usei em algumas postagens, sejam exibidos corretamente na versão mobile do site.\nQuando esse Música em Versão Beta é acessado a partir de um computador, o player com o clipe de áudio aparece da maneira correta:\nMas quando o acesso é a partir de um telefone celular, o espaço quue deveria exibir o tocador fica vazio:\nEssas últimas intervenções que fiz por aqui me lembraram como ir realizando pequenas mudanças, aos poucos, por mais óbvio que pareça, é algo muito mais sustentável do que grandes alterações, que acabam impedindo que a principal razão de esse blog existir - ter textos publicados - aconteça.\nDesde que voltei a me interessar por discussões sobre web aberta, IndieWeb e passei a acompanhar muitos blogs pessoais, um dos tópicos que mais gosto de acompanhar nos sites alheios é sobre como esses outros escritores pensam e estruturam os seus próprios sites. Também tenho gostado bastante de acompanhar discussões sobre o tímido retorno aos sites pessoais nesse contexto de fim das redes sociais(https://www.theatlantic.com/technology/archive/2022/11/twitter-facebook-social-media-decline/672074).\nAqui uma excelente reflexão de Matthias Ott, um desenvolvedor alemão a cujo site cheguei através dos buracos de minhoca que os só blogrolls e links para outras postagens, típicos dos blogs pessoais, possibilitam.\nAcredito que refletir um pouco sobre os caminhos temáticos e estruturais que o meu site pessoal segue e virá a seguir, seja algo que pretendo fazer mais frequentemente por aqui.\n",
    "dateiso": "2023-09-14 13:53:46 -0300",
    "date": "1:53 p.m. on Sep 14, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/09/14/pequenas-mudanas.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F09%2F14%2Fpequenas-mudanas.html"
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  {
    "id": 82,
    "type": "post",
    "title": "Blogroll",
    "text": "Criei uma nova sessão por aqui, o Blogroll, que era como nos referíamos, no início dos anos 2000, à listagem de sites recomendados por cada blogueiro.\nComeço com alguns endereços que tenho lido mais frequentemente nos últimos anos e meses, mas pretendo ir atualizando à medida que outros forem entrando no meu radar. E essa renovação dos links deve realmente acontecer, visto que ao acessar um novo blog, uma nas primeiras coisas que faço é procurar a recomendação de outros sites pessoais.\nO Blogroll desse Música em Versão Beta está acessível através do menu localizado no topo do site ou diretamente por aqui.\n",
    "dateiso": "2023-09-12 13:07:10 -0300",
    "date": "1:07 p.m. on Sep 12, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/09/12/blogroll.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F09%2F12%2Fblogroll.html"
  },
  {
    "id": 83,
    "type": "post",
    "title": "Procrastinação e como falho miseravelmente nos hacks mentais",
    "text": " Lendo essa postagem recente de Federico Viticci, do MacStories, me lembrei de como não consigo fazer esses hacks mentais. No post ele fala que a demanda de trabalho que tem parece grande e intimidadora, mas que após concluída a recompensa será os jogos de videogame que o esperam: Starfield e a DLC de Pokémon Scarlet.\nJá tentei diversas vezes implementar essa estratégia de autorecompensa para ver se encaro mais objetivamente as demandas de trabalho diante das quais procrastino (incluindo aí me permitir separar na agenda momentos para compor sem sentimento de culpa) mas costumo antecipar o desfrute dos regalos a mim mesmo prometidos sem que a obrigação laboral tenha sido concluída.\nEssa inclusive foi uma pauta frequente que debati com a minha ex-terapeuta, quando a mesma sugeria essa abordagem para lidar como a minha falta de foco resultado, provavelmente, de uma TDAH ainda não diagnosticada.\nReflito sobre isso nesse momento porque tenho lidado com uma situação semelhante. Preciso encarar duas demandas de trabalho que exigem uma dedicação maior, com etapas de pesquisa e estruturação de apresentações, mas a procastinação está forte como nunca. E as recompensas que eu tinha estabelecido para mim eram bem próximas das de Federico, incluindo o próprio Starfield e outros jogos. O que eu fiz? Assinei novamente o Game Pass para ter acesso aos videogames antes de ter concluído a minha demanda laboral. Entretanto, como geralmente acontece, o resultado é algo como uma paralisia que não me permite fazer nenhuma das coisas. Como o prazo para uma das demandas se encerra na sexta desta semana, a saída que estou pensando é mesclar intervalos menores de recompensa, como a Técnica Pomodoro e, ao fim poder realmente escolher um jogo para explorar.\n",
    "dateiso": "2023-09-12 09:43:29 -0300",
    "date": "9:43 p.m. on Sep 12, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/09/12/procrastinao-e-como.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F09%2F12%2Fprocrastinao-e-como.html"
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  {
    "id": 84,
    "type": "post",
    "title": "Poeta Chileno",
    "text": "Ontem à noite voltei à obra de Alejandro Zambra através de Poeta Chileno. Mais uma vez fisgado pelo realismo sem firulas da prosa do escritor santiaguino.\nEm mais uma história ambientada em Santiago, me vi compreendendo uma série de referências a lugares, comidas e da capital do Chile, que pude experimentar nas duas vezes em que estive na cidade.\nDa mesma forma, as pequenas piscadelas que Zambra dá aos leitores da sua geração (sou de 82, ele de 75), sobretudo ao citar músicas, bandas, e videogames mais universais e caros a quem cresceu nos anos 1980 e 1990 e estava minimamente atento à cultura pop daquele período, criam um vínculo que me parece bem mais natural do que em outras obras que lançam mão de referências generacionais, como Jogador Nº 1, de Ernest Cline.\nLer Alejandro Zambra mais uma vez tem feito pensar sobre um aspecto da minha produção artística que eventualmente retorna às minhas reflexões: a dualidade “local-universal\u0026quot;.\nSão impressões semelhantes às que tenho tido ao imergir na obra de Haruki Murakami ao longo dos anos. Sem exceções, ao longo da sua produção de ficção, o autor japonês abusa do recurso a citações à cultura ocidental, sobretudo a música e compositores, ao passo que não abre mão de especificar detalhes, como nomes de ruas, bairros, estações de trem, modos de preparos de alimentos, específicos das cidades japonesas em que as suas histórias se desenrolam.\nEm algumas composiões minhas mais recentes, venho conscientemente tentar lançar mão de referências tipicamente natalenses, como é o caso da “camisa do Alecrim” que o narrador da letra da canção Desapego menciona.\n O verso mencionado começa por volta de 20s\nDe certa maneira, porém, me preocupo com a forma com que essas referências aparecem nas minhas músicas, de modo que possam fazer sentido para ouvintes que não compartilham das experiências de viver no lugar de onde escrevo.\nPor outro lado, me interesso muito mais por essas pequenas inserções, nas minhas letras, de fragmentos da experiência do que é ser natalense, do que propriamente fazer da canção uma listagem de supostas qualidades da cidade ou do estado em que nasci e onde vivo.\nContinuarei atento a como essa questão tem sido abordada na música que consumo e em outras expressões artísticas.\n",
    "dateiso": "2023-08-16 11:07:34 -0300",
    "date": "11:07 p.m. on Aug 16, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/08/16/poeta-chileno.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F08%2F16%2Fpoeta-chileno.html"
  },
  {
    "id": 85,
    "type": "post",
    "title": "Amanhã, amanhã e ainda outro amanhã",
    "text": "Recentemente assisti a Amor Platônico, na Apple TV+. A série se desenvolve a partir da amizade entre Sylvia (Rose Byrne) e Will (Seth Rogen). A despeito de diálogos previsíveis e sem muita criatividade em alguns momentos, a produção me prendeu pela forma como brinca com a expectativa em torno do imininente relacionamento amoroso entre as duas personagens principais.\nPremissa semelhante aparece em Amanhã, Amanhã e Ainda Outro Amanhã (Tomorrow, Tomorrow and Tomorrow), livro de Gabrielle Zevin que terminei de ler ontem e tem me mantido extasiado. Chamo atenção para a semelhança com a premissa de Amor Platônico, mas a quebra de expectativa pelo romance que não acontece nem me parece a principal questão abordada na obra. Relacionamentos abusivos, mulher e trabalho, inclusão de pessoas com deficiência e preconceito étnico-racial são temáticas enfocadas pela autora, tendo como eixo principal uma história que gira em torno de videogames: Sam e Sadie, protagonistas da história se conhecem e tornam-se amigos a partir de uma circunstância que os leva a jogar videogames juntos em um hospital ao longo de alguns anos e, mais a frente, viram desenvolvedores dos seus próprios jogos.\nPara uma geração que cresceu com videogames e computadores ao longo dos anos 1990, o livro é cheio de referências e piscadelas, mas de uma maneira mais orgânica e menos superficial do que outras obras como Jogador N°1, que também se estruturam em referências a videogames e outros elementos das cultura pop.\nGrata surpresa que me fez buscar outras obras da autora: A vida do livreiro A. J. Fikry, outro título publicado por Gabrielle Zevin editado em português, já furou a fila por aqui como próximo a ser lido.\n",
    "dateiso": "2023-08-04 07:34:00 -0300",
    "date": "7:34 p.m. on Aug 4, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/08/04/amanh-amanh-e.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F08%2F04%2Famanh-amanh-e.html"
  },
  {
    "id": 86,
    "type": "post",
    "title": "Tentando voltar à Hyrule",
    "text": "Em fevereiro escrevi sobre a empolgação de recomeçar a jogar The Legend of Zelda: Breath of The Wild. Eu estava recém retornando das férias e acreditava que conseguiria continuar a jogatina mesmo com a retomada da rotina de trabalho e outras ocupações. Acabou que pouco depois de publicar aquela postagem, não [retornei mais a Hyrule]. E, ainda que, obviamente, o tempo tenha se tornado mais escasso com o retorno às atividades laborais, esse não é o único motivo da minha negligência com Zelda.\nApesar de visualmente encantador e com mecânicas que me fazem querer viver no mesmo mundo que Link, o escopo do jogo é de certa forma intimidador, seja pelas dimensões do mundo aberto ou pelo próprio tamanho da campanha. O fato é que jogos que funcionam bem em sessões menores têm me seduzido mais nos últimos tempos.\nPor exemplo: eu ainda não havia explorado as novas pistas que a Nintendo tem liberado aos poucos para o Mario Kart 8, e agora tenho tentado fechar todos o campeonatos com troféu de ouro em 200cc. Cada tentativa não chega a tomar 10 minutos e me parece bem mais exequível que uma sessão de Breath of The Wild.\nTambém tenho jogado bastante o Tetris original de Game Boy, na versão do Nintendo Switch Online, que eu já vinha explorando levemente desde o lançamento, e que tem me interessado mais desde que assisti ao filme homônimo.\nO fato é que tenho negligenciado um dos apelos potenciais do Switch que é a portabilidade. De alguma maneira não tem parecido natural para mim jogar títulos de mais fôlego na forma portátil do console, resumindo essa experiência a jogos mais casuais como os já citados Mário Kart 8, Tetris e, também, Animal Crossing: New Horizons. Mas refletindo sobre isso, lembro que da primeira vez que joguei o último lançamento da franquia Legend of Zelda, revezei bastante entre jogar na TV e no modo portátil, e a experiência não foi lá tão ruim. Talvez a experiência de jogar na TV cobre um pedágio que está me afastando do jogo: ficar num ambiente mais desconfortável (no geral a sala do meu apartamento é um dos cômodos mais quentes do lar) e depender de o aparelho não estar sendo usado por Nina ou Márcia.\nNa iminência do lançamento do Tears of the Kingdom me vejo querendo retornar para concluir o Breath of The Wild, para a partir daí poder me dedicar ao novo jogo. Talvez o caminho passe por priorizar o modo portátil do Nintendo Switch.\n",
    "dateiso": "2023-04-28 11:06:41 -0300",
    "date": "11:06 p.m. on Apr 28, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/04/28/tentando-voltar-hyrule.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F04%2F28%2Ftentando-voltar-hyrule.html"
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  {
    "id": 87,
    "type": "post",
    "title": "Segundas impressões sobre Halt and Catch Fire",
    "text": "Segunda tentativa de assistir a Hall And Catch Fire. A primeira vez foi há uns 2 ou 3 anos, quando a série estava no catálogo da HBO. À época vi apenas o episódio 1, mas não engrenei. Quando decidi retornar agora, descobri que já não está no catálogo de nenhum serviço de streaming. Recorri à locadora do Paulo Coelho e tenho assistido na TV da sala, via Plex.\nAcabo de terminar o 1° episódio e dessa vez clicou pra mim. Chamou-me a atenção especialmente a direção de arte, com uma reconstrução convicente da primeira metade dos anos 1980.\nEssas histórias dos bastidores do desenvolvimento da computação pessoal e da Internet comercial sempre me interessam.\nA ver como vai se dar a construção do personagem Joe MacMillan, que numa aparentemente tentativa de intersecção entre Steve Jobs e Don Draper, pra mim resultou num blasé genérico.\n",
    "dateiso": "2023-03-18 13:02:47 -0300",
    "date": "1:02 p.m. on Mar 18, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/03/18/segundas-impresses-sobre.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F03%2F18%2Fsegundas-impresses-sobre.html"
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  {
    "id": 88,
    "type": "post",
    "title": "Primeiras impressões sobre o Museu da Rampa",
    "text": "Meio por acaso, no último domingo fui pela primeira vez ao recém inaugurado Museu da Rampa. Após um brunch com Nina e Márcia no Pé de Cajú, íamos à Pinacoteca para ver as exposições atuais, mas lembrei da possibilidade de ir ao novo museu localizado nas Rocas e assim acabamos lá.\nÁrea externa do Complexo Cultural Rampa\nEm função do meu trabalho da formação continuada de professores de História da rede municipal de ensino, eu já estava querendo fazer uma visita ao equipamento.\nA impressão geral foi positiva, mas destaco dois aspectos que me chamaram a atenção.\nPrimeiro, nas salas alusivas à participação de Natal na Segunda Guerra Mundial senti muita falta de mais particularidades do impacto da guerra no cotidiano da cidade. Com exceção de uma \u0026ldquo;sala do blackout\u0026rdquo;, que tenta recriar a experiência dos cortes de eletricidade como estratégia de defesa, que ocorriam em Natal à época do conflito, não há nada mais significativo a respeito dos desdobramentos para os natalenses da presença americana na cidade, durante a guerra. Além disso, há um foco muito grande nos intinerários de Roosevelt, da saída da sua comitiva dos EUA, até a chegada em Natal.\nO segundo ponto diz respeito ao acervo, que se resume a dois uniformes militares e alguns poucos documentos escritos como jornais e livretos publicados na Itália à época da presença da FEB naquele país.\nTambém saí com a impressão de que o espaço físico do museu está superdimensionado em relação ao acervo disponível. Exemplo disso é uma sala intermediária em que está esposta uma exposição bastante genérica com a temática da paz, que se resume a cartazes com citações que passam por Bob Marley e John Lennon e chegam à Madre Tereza de Calcutá.\nEspero que na permanência de um acervo limitado no museu, essa sala seja utilizada para exposições temporárias mais relevantes.\nExposição no hall de entrada\nÁrea externa do Complexo Cultural Rampa\n",
    "dateiso": "2023-03-13 13:51:48 -0300",
    "date": "1:51 p.m. on Mar 13, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/03/13/primeiras-impresses-sobre.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F03%2F13%2Fprimeiras-impresses-sobre.html"
  },
  {
    "id": 89,
    "type": "post",
    "title": "De volta à Hyrule",
    "text": "Desde o fim de janeiro venho jogando um novo save de The Legend Of Zelda Breath of The Wild e tem sido uma experiência incrível. Falo que estou em um novo save porque comecei no jogo em outubro de 2017, quando comprei o Nintendo Switch. Nessa primeira tentativa, dediquei mais de 120h, mas como as jogatinas foram espaçadas, acabei não indo até o fim, o que também se deve ao fato de àquelaépoca eu ter retomado o hobby dos videogames e estar com muitos jogos na fila.\nLembro que quando peguei o atual console da Nintendo, meio que tinha estabelecido que jogaria um jogo por vez e não sairia comprando outros até que terminasse ou desistisse do que estivesse jogando no momento. Contudo, pouco tempo depois, me vi imerso na cultura dos videogames, sobretudo na sua faceta de colecionismo, e passei a comprar muitos jogos e consoles, o que, obviamente teve um impacto imediato no tamanho do meu backlog e, sobretudo, na forma como eu encarava as gameplays. De maneira geral eu estava jogando muita coisa com pressa, no intuito de passar para o próximo jogo da fila, o que acabava gerando alguma ansiedade em mim, além de me tolher a possibilidade de descobrir bons aspectos de alguns games, que só uma experiência sem pressa e atropelos é capaz de proporcional.\nFoi mais ou menos o que aconteceu quando joguei Super Mario Odyssey, entre julho e agosto de 2018. A pressão pelos outros jogos já comprados me fez acelerar a jogatina em direção ao mínimo necessário para terminar o game, além de fugir dos aspectos mais colecionistas da obra, como completar as Power Moons.\nAinda que vez ou outra eu balance ao ver algum amiibo ou tenha aquela vontade repentina de voltar a comprar e empilhar na estante cópias físicas de alguns jogos, no fim de 2021 me desfiz da pequena coleção que acabei construindo e passei a ter uma relação mais minimalista com os games. E foi nesse contexto que eu embarquei numa nova jogatina de Zelda BOTW. Tenho me empolgado bastante e, certamente pela qualidade do design de mundo que a Nintendo imprimiu ao jogo, a vontade atual é de imergir e passar a maior parte do tempo possível em Hyrule. Ao contrário da minha primeira incursão, dessa vez tenho me motivado a fazer todas as side quests, além de explorado com calma e minúcia os diferentes lugares para onde o jogo me leva.\nAlém disso, essa tem sido uma experiência mais compartilhada com Nina, que chega a se irritar quando por ventura eu começo uma sessão de jogatina sem que ela esteja junto. Ela também tem um jogado um save próprio, mas faz questão de estar comigo quando jogo no meu. Naquela primeira vez que joguei, Nina também se interessava, mas ainda desacostumada ao controle de câmera em jogos 3D, não conseguia ir muito além. Dessa vez, tem sido muito bacana presenciar como ela tem lidado com desenvoltura, desde a destreza para os comandos, até a tradução de diálogos.\n",
    "dateiso": "2023-02-17 12:21:54 -0300",
    "date": "12:21 p.m. on Feb 17, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/02/17/de-volta-hyrule.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F02%2F17%2Fde-volta-hyrule.html"
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    "id": 90,
    "type": "post",
    "title": "General Junkie e as minhas primeiras composições em perspectiva",
    "text": "Capa do, até hoje, único disco do General Junkie\nRecentemente estive ouvindo o clássico disco homônimo do General Junkie. Venho convivendo com esse álbum desde o seu lançamento, em 2002, mas o distanciamento tem me feito perceber algumas nuances até então ignoradas.\nApesar de lançado no início da primeira década dos anos 2000, o disco reuniu músicas que foram compostas ao longo dos anos 1990 e que carregavam marcas fortes daquele tempo, sobretudo no que diz respeito à mistura de ritmos e linguagens, tão próprias daquela década. Daí a comparação reiterada pela crítica musical local, do General com as bandas pernambucanas expoentes do Manguebeat, creio eu que sobretudo como consequência da proximidade dos natalenses com o Eddie, que chegou inclusive a gravar O Amargo\u0026quot;, composição de Gustavo Lamartine.\nContudo, considerando as óbvias diferenças estéticas, acredito que é possível situar as composições do General Junkie num movimento (espontâneo e sem manifesto) nacional mais amplo da música independente brasileira daquele período, que se se permitia ir além de algumas convenções estéticas tão caras aos anos 1980, e que colocaria a banda potiguar na mesma linha evolutiva da música brasileira que também abrigaria nomes como os cariocas Acabou La Tequila e Mulheres que Dizem Sim.\nO General Junkie foi muito competente em dialogar com aquela tendência que acontecia na música brasileira da época, partindo do local, assumindo o sotaque natalense, e no caso das músicas registradas no disco, captando o que acontecia fora do Brasil, especialmente a rítmica do Rage Against The Machine e a abordagem guitarrística de Tom Morello, conscientemente assimiladas pela banda, como Anderson Foca revelou no livro DoSol: 10 anos de música, e mais recentemente, no podcast que o DoSol lançou para celebrar os 20 anos de atividades enquanto combo cultural.\n O fato é que Gustavo, Paulo e Marcelo lidaram com esse caldeirão de referências e chegaram a um disco cheio de personalidade e, mais importante, sem soar pastiche. Algo que eu certamente não consegui fazer com o República 5, a primeira banda em que toquei, nem com as primeiras composições que escrevi para o SeuZé.\nO República 5 começou no final de 1999 e durou até o início de 2003, quando o SeuZé foi formado. Pelo menos entre o meu círculo de convivência, nesse período ainda era bastante forte o rescaldo cultural vindo dos anos 1990.\nQuando escrevi as minhas primeiras músicas, acho que em 1998 ou 1999, eu e alguns amigos do Salesiano de Natal ouvíamos muito Nirvana, Engenheiros do Hawaii e Paralamas. Assim esses meus primeiros esforços de composição remetiam a essas bandas e de certa forma eram canções mais ortodoxas no sentido de serem mais diretas e não sugerirem misturas entre gêneros e ritmos. Em algumas dessas primeiras produções eu escrevia letra e música, mas era bem comum à época eu musicar letras de alguns colegas da escola, principalmente de Carlos Henrique com quem estudei até o terminarmos o Ensino Médio, em 2000.\nUma dessas parcerias deu origem à canção Quem Somos Nós, que originalmente foi pensada como um rock mais direto, bem na fonte dos Engenheiros, mas que quando trabalhada em ensaios pelo República 5, acabou ganhando uma pegada mais reggae, em grande parte por sugestão de Carlinhos, baterista da banda. Quem Somos Nós chegou a ser registrada numa demo que a minha primeira banda gravou no Estúdio Cantus, capitaneado por Helder Lima, à época baterista do Cantus do Mangue, banda de reggae seminal natalense. Essa gravação provavelmente foi feita em 2001 ou 2002, em dois canais. Posteriormente seria mixada por Rufino, um conhecido, numa sala do CEFET-RN.\n\nO que me lembro de \u0026ldquo;Quem Somos Nós\u0026rdquo;, uma das minhas primeiras composições, em parceria com o amigo Carlos Henrique. Destaque para os trocadilhos gessingerianos\nCarlinhos, que além de baterista do República, era meu vizinho, era bastante curioso e tinha uma pegada de ouvir música com ouvido de pesquisador. Lembro que mais ou menos nessa época, num dia em que estávamos voltando da saudosa Velvet Discos para Lagoa Nova, bairro em que morávamos, ele me falou algo como:\n Para quem tem banda, um disco é como um livro\n De fato, boa parte da tendência que desenvolvi nesses primeiros anos de bandas, de pensar em arranjos sempre considerando a possibilidade de misturar ritmos e linguagens, veio através de Carlinhos. Foi ele quem me apresentou os discos de Chico Science, o Guentando a ôia - do Mundo Livre - e mais a frente, em 2002, o Alugam-se Asas Para o Carnaval, do Jorge Cabeleira. Esse último exerceu um forte impacto em mim e influenciou decisivamente a estética que as primeiras composições do SeuZé seguiram, baseada numa mistura de rock, blues e baião.\nAcontece que a leitura que fiz de todas essas e bandas e discos foi, em alguma medida, ingênua e literal, como um Sérgio Leone sem intencionalidade e ironia. Ainda gosto de algumas ideias do Festival do Desconcerto, do SeuZé, sobretudo considerando que só pudemos contar com um produtor experiente na mixagem do disco. Mas comparando hoje com o disco do General Junkie, o de estreia do SeuZé me soa ligeiramente pastiche e apressado no trato com as referências. E ao refletir sobre isso não o faço em tom de lamento, arrependimento ou juízo de valor, mas como uma observação que só o distanciamento temporal pode produzir.\n",
    "dateiso": "2023-02-03 13:54:00 -0300",
    "date": "1:54 p.m. on Feb 3, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/02/03/general-junkie-e.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F02%2F03%2Fgeneral-junkie-e.html"
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  {
    "id": 91,
    "type": "post",
    "title": "Mastodon e ainda sobre trazer postagens antigas para cá",
    "text": "\nDesde o os últimos meses do ano passado tenho utilizado bastante o Mastodon como rede social. Segundo o print acima, criei um perfil na instância mastodon.social em 20 de fevereiro de 2020. Mas foi realmente com a bagunça no Twitter pós-Elon Musk que passei a ser mais assíduo por lá. Tem sido bem empolgante ver o aumento de usuários por la, o que pode ser mensurado pelo tempo que tenho levado para dar conta da minha timeline nas últimas semanas. Se antes desse movimento eu acessava o app oficial do Mastodonte no meu iPhone, normalmente uma vez ao dia, e lia todas as mensagens em menos de 10 minutos. Agora é algo que se eu repetir, vai me tomar perto de 1h.\nO maior porém é que a maior parte dos perfis lusófonos/brasileiros que eu acompanho em outros lugares ainda não têm presença no Mastodonte, de forma que a maior parte da minha timeline é composta por estrangeiros, que em sua maioria são jornalistas de tecnologia e, mais especificamente, perfis que discutem ideias relativas a web aberta, indieweb e afins. Essas estão entre as temáticas que mais têm despertado a minha curiosidade desde pelo menos um ano, mas sinto falta de mais presença brasileira ou de pessoas mais próximas a mim por lá.\nDe toda forma, essa experiência tem evocado sensações e sentimentos que tive quando usei pelas primeiras vezes serviços como o mIRC, Orkut e as antigas plataformas de blogs do começo dos anos 2000. A ideia de estar desbravando algo novo através da Internet, com potencial para mudar de alguma maneira a forma como nos comunicamos.\nEis que ontem uma postagem de Anil Dash me chamou a atenção:\n\nCom a diferença de que não estou cuidando de minucias como consertar links de cada post, Anil está envolvido num projeto semelhante ao que comentei no último texto que escrevi aqui no blog, de migrar todas as postagens de sites pessoais antigos meus para essa encarnação atual da qual escrevo. E nos comentários à mensagem dele, vários seguidores admitiam que estavam fazendo o mesmo. Pode parecer uma coisa ainda muito de nicho, mas é inegável que existe um movimento de retorno aos blogs pessoais que pode trazer novos sabores para essa Internet restrita às grandes redes sociais ao longo de, pelo menos, os últimos dez ou quinze anos.\nEm tempo: concluí a migração das postagens dos meus blogs antigos que estavam acessíveis via Internet Archive. Conforme adiantei no último post, muita coisa que reencontrei não diz mais respeito ao que penso e, certamente, seria passível de cancelamento caso fosse escrito hoje em dia, seja por vieses racistas, machistas, misóginos, ou pela natureza dos meus interesses à época. Reencontrar com esses textos tem me feito cada vez mais confirmar a impressão de que o Felipe de 20, 20 e poucos anos, era muito mais próximo da sua versão adolescente/inconsequente, do que de uma versão adulta. De toda forma, mesmo assim quero ter esse histórico reunido no lugar em que escrevo atualmente.\nOs próximos passos desse trabalho arqueológico serão organizar as tags e categorias e, caso eu tenha a paciência de Anil Dash, organizar a integridade dos links de todo o meu histórico de postagens.\n",
    "dateiso": "2023-01-27 11:55:05 -0300",
    "date": "11:55 p.m. on Jan 27, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/01/27/mastodon-e-ainda.html",
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  {
    "id": 92,
    "type": "post",
    "title": "Renascimento dos blogs e um pouco de Arqueologia",
    "text": "2022 foi sem dúvidas um dos anos em que mais consumi conteúdo da web aberta, sobretudo blogs hospedados em servidores pessoais. Desde a primeira onda de weblogs, lá no início dos anos 2000, sempre nutri uma curiosidade e interesse sobre a possibilidade de publicar e ler impressões pessoais sobre o cotidiano e as pequenas obsessões individuais tão caras à blogosfera.\nApós ter abandonado o meu perfil no Facebook (mantenho apenas uma página destinada a divulgar os meus trabalhos na música) e cada vez mais ter menos saco para ser ativo em redes como o Twitter e Instagram, recorrer à web aberta me pareceu um caminho legal de percorrer. Para acompanhar as dezenas de blogs pessoais pelos quais me interesso, uso o NetNewsWire, um agregador de feeds RSS que faz o mesmo papel do finado e saudoso Google Reader. Abaixo a lista de sites pessoais que estão no meu radar:\nDe fato essa sensação geral de saturação das redes sociais como conhecemos e, sobretudo, o caos que se instalou em torno do Twitter pós aquisição de Elon Musk, deu uma nova sobrevida aos blogs, a ponto de ser frequente o espaço em alguns veículos grandes como o The Verge, para textos que falam sobre o renascimento dos blogs.\nAcompanhar de perto esse movimento teve efeito sobre esse espaço em que escrevo. 2022 foi ano em que mais escrevi por aqui desde que botei o Música em Versão Beta no ar. Também contribuiu para isso o fato de eu ter conhecido as ideias por trás da Indie Web e ter me convencido da importância de ter o meu espaço pessoal na Internet e ser dono do conteúdo que produzo.\nAlém de passar a postar com mais frequência, também me inspirei a organizar a parte estrutural deste blog. Tenho feito pequenos ajustes de design, além de despender um esforço arqueológico de trazer para cá postagens de outros blogs antigos que mantive no passado e mesmo de redes sociais como o Facebook. Nessa tarefa de lidar com o passado, corre-se o risco de reler a quantidade de besteira que um jovem adulto de 20 poucos anos era capaz de produzir com um teclado à mão e uma conexão discada à disposição. Muito do que escrevi nesses antigos espaços é bastante diferente da minha visão de mundo atual, e certamente seria motivo para o meu cancelamento em tempos atuais, mas estou fazendo questão de trazer para o histórico deste blog, justamente para que eu possa acompanhar esse caminho. Por outro lado, têm sido muito bacana reencontrar outros registros do início da minha trajetória como músico e compositor. Aqui, por exemplo, escrevo sobre a minha saída do República 5 e sobre a fundação do projeto que viria a ser o SeuZé. É um texto que foi escrito em 15 de setembro de 2003 e que, a despeito de estar cheio de erros gramaticais e ter sido produzido num estilo de escrita que hoje estranho, tem a sua importância de ser registrado.\nAtravés do incrível WayBack Machine consegui resgatar o histórico dos Papo Passado e Cabaret de Luxo, blogs que mantive entre 2003 e 2005. Esses sites foram hospedados em servidores gratuitos de blogs que existiam à época, como o Blig, Weblogger e Blogspot. Só não consegui encontrar registros de um tempo em que o Papo Passado funcionava no Blogger.\nPapo Passado, blog que mantive entre 2003 e 2004. Versão hospedada no Weblogger.\nPapo Passado, blog que mantive entre 2003 e 2004. Versão hospedada no Blig\n",
    "dateiso": "2023-01-20 10:11:33 -0300",
    "date": "10:11 p.m. on Jan 20, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/01/20/renascimento-dos-blogs.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F01%2F20%2Frenascimento-dos-blogs.html"
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  {
    "id": 93,
    "type": "post",
    "title": "Teago Oliveira na nova sala do DoSol",
    "text": "Esqueci de fazer foto do show. Esse registro desfocado e distorcido é um print de um vídeo que fiz.\nOntem fui à nova sede do DoSol para ver o show solo de Teago Oliveira. Venho acompanhando o trabalho dele enquanto compositor principalmente através da Maglore, banda que vem se tornando uma das mais sólidas e interessantes do país nos últimos tempos. A quantidade de grandes canções que eles conseguiram reunir nos últimos quatro discos - os que mais ouvi - é um caso raro no cancioneiro nacional, e fosse em outro momento do mercado fonográfico, certamente colocaria os baianos na mesma prateleira de gente como Los Hermanos e Legião Urbana.\nO primeiro contato que tive com Teago e com a Maglore foi em 2011 ou 2012, quando eles vieram pela primeira vez a Natal, num show organizado pela antiga LoL Produções, de Thalys Belchior, em que o SeuZé tocou como banda de abertura. De lá pra cá eles vieram lançando discos novos com uma boa frequência, se mudaram para São Paulo e se tornaram uma das bandas mais relevantes do Brasil na atualidade.\nO show de Teago reune músicas do disco solo Boa Sorte, músicas lançadas pela Maglore e algumas versões para outros artistas feitas pelo compositor baiano, como a linda releitura para Exotérico, de Gil.\n Não foi intencional, mas em alguns momentos me vi assistindo ao show do ponto de vista de compositor. É muito interessante observar como em algumas composições mais recentes, Teago explora a tessitura gigante da sua voz e usa isso como recurso para criar dinâmicas e climas para muitas das suas músicas. É o caso de eles, que foi lançada em 2022 no disco V\u0026quot;, da Maglore, que começa com um registro de voz mais grave e quando chega ao momento de dinâmica mais alta com o resto da banda, a voz passa para a região mais aguda, que Teago domina muito bem e imprime um timbre seguro, potente e delicado. Isso causa um impacto muito grande na versão gravada em estúdio, mas em um show solo tem um efeito ainda mais poderoso ao criar climas e nuances para uma apresentação que por natureza não tem tantas possibilidades de texturas e dinâmicas quanto um show com banda inteira. De certa forma me remete a outros cantautores que formatam as suas composições para ser executadas por apenas uma pessoa e também brincam bastante com essa relação entre a dinâmica e a tessitura da voz. Glenn Hansard, que ganhou o Óscar de Melhor Canção, em 2008, com Falling Slowly, composta em parceria com Markéta Irglová, fez muito isso em composições lançadas nos seus discos-solo.\nVoltando ao show de Teago, outra coisa que me chamou atenção pela forma como ele explora é o uso do reverb, sobretudo na guitarra, para preencher espaços e criar dinâmicas. Algo que só tem efeito prático com uma boa sonorização, o que a nova sede cultural do DoSol conseguiu oferecer já nesses primeiros meses de funcionamento. O som estava impecável e a nova sala para shows é uma conquista gigante para a cidade porque proporciona um formato de show que até então só era possível de forma mais improvisada.\nEm 2015 eu fui ao show do Apanhador Só, pela turnê Na Sala de Estar, que a banda gaúcha viabilizou através de financiamento coletivo. Com o projeto no Catarse eles conseguiram comprar um carro e viajaram pelo país inteiro se apresentando em espaços como salas de estar das casas de fãs, nas cidades por onde passavam. Ao final da programação de apresentações a banda venderia o carro e investiria a grana na gravação de um próximo álbum. A princípio parecia uma ideia insustentável do ponto de vista do negócio, pois essas apresentações mais \u0026ldquo;domésticas\u0026rdquo; em tese não renderiam boas bilheterias, mas para bandas como o Apanhador Só, que já tinham uma base de fãs considerável, se mostrava extremamente viável. Pela possibilidade de um contato mais próximo e íntimo como o artista/banda, o público geralmente está disposto a pagar um pouco mais pelo ingresso, o que viabiliza a apresentação para os artistas e para os produtores locais. Essa é uma ideia que à época eu sabia que já era colocada em prática no circuito independente de música dos Estados Unidos, mas que foi bem bacana ter tido a experiência de presenciar na minha cidade.\nA nova sede do DoSol coloca essa experiência de apresentações para pequenas audiências - a casa suporta 60 pessoas - em outro patamar, ao inaugurar uma sala confortável, bem localizada e, mais importante, com uma sonorização impecável.\nEu acompanho atentamente as ações do DoSol, seja como artista ou como público, desde as primeiras iniciativas do então selo, e comemoro as conquistas e boas ideias de Ana e Foca. A quantidade de ações e programações relevantes que a cidade deve a eles nesses 20 anos de atuação é enorme. Sempre fico admirado como além da quantidade de iniciativas, os dois parecem ter controle de cada etapa da gestão dos projetos que põem na rua. Mais recentemente venho observando uma preocupação mais explícita com o léxico em torno das ações que desenvolvem. Na divulgação do último Festival DoSol vi repetidas vezes a menção à preocupação do festival com a memória, o que se refletiu na escalação de nomes como João Donato e Kátia de França para a programação de 2022. De um tempo para cá, seja em entrevistas, em postagens para redes sociais ou nos vídeos gravados para o impressionate DoSol TV, vi muitas vezes Foca utilizar a expressão \u0026ldquo;fã de música\u0026rdquo; para se referir ao público das iniciativas do DoSol. Consigo perceber intencionalidade no uso de uma expressão como essa, que na minha ótica passa pela tentativa de se reforçar o senso de comunidade entre o público interessado nas iniciativas do combo cultural.\nA impressão que fica dessa minha primeira ida enquanto público à nova sede cultural é de que o espaço foi formatado para servir a fãs de música. O horário em que os shows por lá têm iniciado (por volta das 20h), a duração (cerca de 1h) faz das apresentações que têm acontecido lá muito mais oportunidades para fruição de música do que propriamente uma balada ou programação noturna aleatória.\nNo dia 27 de janeiro, sexta-feira, o SeuZé também vai se apresentar por lá. Os ingressos estão à venda aqui. Bora?\n",
    "dateiso": "2023-01-12 09:04:00 -0300",
    "date": "9:04 p.m. on Jan 12, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/01/12/teago-oliveira-na.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F01%2F12%2Fteago-oliveira-na.html"
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  {
    "id": 94,
    "type": "post",
    "title": "Mais ouvidas em 2022",
    "text": "Estatísticas geradas pelo rewind.musicorumapp.com, a partir de dados do [Last.fm]\nUma dos virais de Instagram de que mais gosto é quando todos passam a postar a suas estatísticas de músicas ouvidas geradas pelo Spotify, Apple Music e afins. Acontece que no afã de ter engajamento antes das festas de fim de ano, esses serviços costumam limitar os dados anuais até fins de novembro. Para pessoas que como eu vêem diversão e têm uma pequena obsessão com a precisão desses números, esse limite incomoda.\nDesde pelo menos 2020 voltei a usar mais assiduamente o saudoso Last.fm e tenho me divertido bastante explorando a quantidade de dados que o serviço gera. E o mais legal: não apenas a cada dezembro, mas ao longo de cada ano é possível ter acesso a estatísticas parciais do que se ouviu. Abaixo um resumo das minhas estatísticas para 2022.\nAlguns álbuns que aparecem como descobertos em 2022, na verdade já tinham sido ouvidos em anos anteriores, mas à época eu não usava o Last.fm e os plays não foram enviados. Foi o caso do disco dos Bonnies\nResumindo as estatísticas: como em 2021 e 2020, Jorge Drexler esteve sempre presente nas minhas audições. Tinta Y Tiempo foi realmente o meu álbum favorito de 2022. As gratas surpresas foram Bala Desejo - cujos integrantes eu já acompanhava em seus outros projetos - e Moons. Algumas entradas que aparecem nos meus rankings são meio que ossos do ofício. Foi o caso de Shiny Happy People, do REM, que eu ouvi bastante pois a música entrou no repertório da Banda Café. Fiquei obcecado por \u0026ldquo;Água\u0026rdquo;, de Djavan, após ouví-la numa versão de Mônica Salmaso e Vanessa Moreno. Linda canção, que este que escreve ainda não foi capaz de executar bem ao violão.\nTem sido bacana brincar com essas nerdices sobre os meus hábitos de escuta musical. Mais para a frente pretendo escrever um post em que explicarei quais aplicativos, configurações e equipamentos eu utilizo para ouvir música.\n Desde 2016 venho listando aqui no blog as minhas estatísticas de músicas e discos ouvidos. Os anos anteriores ficaram assim: 2021, 2020, 2019, 2018, 2017 e 2016 e 2004.\nTodos as estatísticas anuais estão reunidas aqui.\n",
    "dateiso": "2023-01-11 13:54:26 -0300",
    "date": "1:54 p.m. on Jan 11, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/01/11/mais-ouvidas-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F01%2F11%2Fmais-ouvidas-em.html"
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  {
    "id": 95,
    "type": "post",
    "title": "Livros lidos em 2022",
    "text": "Livros lidos em 2022.\nMais uma vez Haruki Murakami integrou a minha lista de lidos. 2022 foi o ano em que descobri Alberto Mangel e a sua escrita envolvente sobre livros e literatura. Também enveredei por algumas leituras de obras de críticos de música como Luiz Felipe Carneiro e Ricardo Alexandre, descobri a obra do chileno Alejandro Zambra e li o meu primeiro Philip Roth, além do primeiro não-ficção de Paul Auster.\nMantendo a tradição, segue a relação de livros lidos ao longo do ano, com alguns comentários sobre os títulos que mais me chamaram a atenção:\nA Marca Humana\nPhilip Roth\nMinha primeira experiência com Philip Roth. Lançado em 2000, o livro do autor parecia antecipar reflexões sobre o que hoje a gente chama de cultura de cancelamento e colorismo. Outro aspecto latente em toda a obra é a questão das identidades fragmentadas, problematizada na trajetória do protagonista Coleman Silk.\nA Invenção da Solidão\nPaul Auster\nAqui Paul Auster reflete sobre a sua relação com o pai ao longo dos tempos, logo após a morte deste e ao se ver precisando lidar com as lembranças materiais e memórias afetivas que surgiam à medida que explorava o apartamento do pai, agora desocupado.\nEncaixotando minha biblioteca\nAlberto Manguel\nConheci esse livro através de indicação na newsletter de Gaía Passarelli. Na obra, Alberto Manguel faz uma série de reflexões sobre livros, literatura e crítica literária, enquanto tinha que lidar com o encaixotamento da sua volumosa biblioteca, ao se ver na situação de precisar se mudar de uma ampla casa no interior da França, para Nova York.\nCom Borges\nAlberto Manguel\nBorges perdeu a visão aos 55 anos, em consequência de uma condição genética. Em razão disso, passou a só ter acesso ao conteúdo de livros através de amigos com quem contava como leitores. Alberto Manguel foi um deles e esse pequeno livro é um delicioso relato do período em que Manguel conviveu com o autor de O Aleph.\nFour Thousand Weeks: Time Management for Mortals\nOliver Burkeman\nHá pelo menos 10 anos venho me interessando muito sobre discussões a respeito de produtividade e o seu entorno, de aplicativos para gerenciamento de tarefas a abordagens como o GTD. Após um aumento considerável em meus níveis de ansiedade, problematizado em sessões de terapia e durante a leitura de Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han, passei a ter um entendimento mais cético em relação a essa busca por produtividade. O livro de Oliver Burkeman traz reflexões inspiradoras e convincentes sobre o tema.\nLado C: a trajetória musical de Caetano Veloso até a reinvenção com a Banda Cê\nLuiz Felipe Carneiro e Tito Guedes\nNo piloto do excelente podcast Discoteca Básica, Ricardo Alexandre sugere alguns trabalhos de jornalismo musical a se seguir. Dentre essas sugestões está o canal Alta Fidelidade, no Youtube, de Luiz Felipe Carneiro, autor do livro.\nA obra foca no período em que Caetano trabalhou com a bandaCê, no Cê, Zie \u0026amp; Zie e Abraçaço, mas também aborda a experiência do compositor com outras bandas como a Black Rio e a Outra Banda da Terra.\nEm relação à trilogia lançada entre 2006 e 2012, fica a constatação da minha caretice e ignorância no momento em que ouvi os dois primeiros discos. Ouvi bem pouco o Zie \u0026amp; Zie e gostei de imediato dos outros dois, apesar de ter recebido com estranheza a crueza e minimalismo dos arranjos de Cê. À época eu interpretava aquela proposta estética mais como limitação dos músicos que acompanhavam Caetano, do que uma escolha intencional e calculada. O cuidado que o livro teve em apresentar as trajetórias individuais dos integrantes da bandaCê trouxeram um contexto que me permitiu compreender melhor aqueles trabalhos.\nCheguei bem a tempo de ver o palco desabar: 50 causos e memórias do rock brasileiro\nRicardo Alexandre\nLivro delicioso de Ricardo Alexandre, do já mencionado Discoteca Básica. Aqui o autor faz um relato bastante pessoal da sua trajetória enquanto crítico musical de veículos como a Bizz e Estadão e de como a sua própria carreira acompanhou as flutuações da indústria fonográfica entre o começo dos anos 1990 e o final da primeira década dos anos 2000. Também vale por várias histórias de bastidores de bandas como Skank, O Rappa, Los Hermanos, Pato Fu, Raimundos e várias outras.\nCaçando Carneiros\nHaruki Murakami\nApós o anoitecer\nHaruki Murakami\nAntropoceno: notas sobre a vida na Terra\nJohn Green\nFalso Espelho\nJia Tolentino\nCidade Aberta\nTeju Cole\nO Efeito Rosie\nGrame Simsion\nBonsai\nAlejandro Zambra\nA Vida Privada das Árvores\nAlejandro Zambra\n Desde 2016 venho listando as minhas leituras anuais. Veja que livros foram lidos por aqui em anos anteriores: 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2023-01-10 15:18:00 -0300",
    "date": "3:18 p.m. on Jan 10, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/01/10/livros-lidos-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F01%2F10%2Flivros-lidos-em.html"
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  {
    "id": 96,
    "type": "post",
    "title": "Diário de corrida - Dia 01",
    "text": "   Flagrado por Marieta, irmã, ao esbanjar classe e vitalidade na Praia de Tabatinga\nDentre as atividades físicas que já tentei praticar mais assiduamente ao longo do tempo, a corrida certamente é aquela em que mais insisti. Pelo menos desde 2010 tenho algumas iniciativas espaçadas e algum tempo depois devolvo os tênis ao armário e vou procurar algo me premie mais rapidamente com dopamina.\nEssa é uma questão que já significou um tabu difícil de lidar por esse que escreve. A falta de constância na corrida e os sucessivos reinícios nessa prática esportiva chegou inclusive a reforçar em mim a identidade de alguém que não finaliza os projetos que inicia ou que é incapaz de praticar uma esporte, que não seja futebol, por muito tempo. Vez ou outra, inclusive, foi questão que levei para a terapia.\nUma das estratégias que lancei mão na tentativa de fazer da corrida um hábito, foi escrever sobre em outras encarnações desse blog. A ideia era tentar extrair compromisso ao publicizar as minhas intenções de atleta. Não vingou também.\nAcontece que a terapia funcionou e não me frusto mais com possíveis (e prováveis) inconstâncias na minha carreira de corredor. Nesse início de 2023, mais uma vez passando os primeiros dias anos do ano na Praia de Tabatinga, trouxe roupas e tênis de corrida para me mexer um pouco e tentar minimizar os efeitos em meu corpo de pelo menos dois anos de uma grande negligência com a minha saúde, baseada em sedentarismo e péssimos hábitos alimentares. No meio da sessão de hoje pensei que seria uma boa escrever sobre o processo aqui. Dessa vez não mais buscando o peso de tornar pública a minha iniciativa, mas pelo simples fato de registrar para mim mesmo esse processo, os anseios e as pequenas vitórias. Sem cobrança.\nA ideia é escrever sobre sessões de corridas aleatórias, trazendo fotos ou vídeos dos lugares em que estive, além de trazer algumas métricas geradas pelos aplicativos que uso para organizar a minha prática.\nEis os dados de hoje.\nTela do programa para 5k do app Get Running\nEstou seguindo o programa do app GetRunning, que baixei quando comprei o meu primeiro iPhone, no final de 2010. Ele propõe o condicionamento para 5km de corrida ao longo de 9 semanas. Como eu já tinha noção prévia, comecei pela semana 3 e pretendo continuar nessa sequência até estar confortável para avançar à próxima.\nPara registrar as corridas, importo as informações do GetRunning no RunKeeper. Dessa vez estou evitando o fator social do Strava.\n",
    "dateiso": "2023-01-05 20:20:54 -0300",
    "date": "8:20 p.m. on Jan 5, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/01/05/dirio-de-corrida.html",
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  },
  {
    "id": 97,
    "type": "post",
    "title": "Filmes vistos em 2022",
    "text": "Montagem automática gerada pelo Letterboxd com os pôsteres de todos os filmes que assisti em 2022\nDesde 2016 passei a registrar os filmes que assisto. Foi quando comecei a utilizar o Letterboxd, uma rede social/plataforma voltada para cinema. Além do fator social, de poder acompanhar o que as pessoas que você segue têm assistido e que impressões têm postado, o Letterboxd tem um sistema de estatísticas fantástico que gera dados a partir das películas que você registra por lá.\nNo meu year in review de 2022, a plataforma me avisa que assisti 50 filmes ao todo.\nFoi um ano em que me dediquei à filmografia de Hyusuke Hamaguchi, do qual assisti os excelentes Asako I \u0026amp; II, Roda da Fortuna, e Drive My Car, este último baseado no excelente e homônimo conto de Haruki Murakami, que eu já havia lido.\nMeio que por acaso, explorando o acervo do HBO Max, acabei chegando na já clássica trilogia de Richard Linklater, composta por Antes do Amanhecer, Antes do Pôr do Sol e Antes da Meia Noite. Fazia tempo que eu não me ligava a uma sequência de filmes como o fiz com aqueles protagonizados por Julie Delpy e Ethan Hawke. Até então, Linklater já tinha me marcado com Boyhood, filme que me impactou bastante à época em que foi lançado.\nSeguem abaixo algumas estatísticas geradas pelo Letterboxd para os filmes que assisti ao longo do ano.\nResumo 2022\nDistribuição anual e semanal de filmes assistidos\nPrimeiro e último filmes assistidos em 2022\nFilmes assistidos por país\nGêneros, países e idiomas\nDiretores mais assistidos em 2022\nAtores e atrizes mais assistidos em 2022\n Desde 2016 venho reunindo aqui no blog as estatísticas que o Letterboxd gera a cada ano. Veja como foi nos anos anteriores: 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2023-01-04 15:54:00 -0300",
    "date": "3:54 p.m. on Jan 4, 2023",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2023/01/04/filmes-vistos-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2023%2F01%2F04%2Ffilmes-vistos-em.html"
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  {
    "id": 98,
    "type": "post",
    "title": "Sobre a falta de informações técnicas nos serviços de streaming",
    "text": "Hoje me considero bastante adaptado aos serviços de streaming como principal plataforma para ouvir música. Ainda que por puro fetichismo e apego sentimental eu ainda guarde alguns poucos CDs, e há pouco mais de 10 anos tenha ensaiado voltar a recorrer a LPs, realmente desapeguei das mídias físicas.\nMesmo assim sinto falta de um aspecto que costumava integrar os encartes dos discos, tanto digitais quanto analógicos: a ficha técnica das gravações.\nSe à medida que fui formando o meu gosto musical, as letras contidas nos álbuns me eram indispensáveis, os créditos dos envolvidos na produção dos discos foram cada vez mais me interessando, sobretudo ao passo que eu começava a dar os meus primeiros passos na composição e na produção musical. Desde o Festival do Desconcerto, lançado em 2005 pelo SeuZé, faço questão de registrar e divulgar cada mínimo detalhe da produção dos discos em que estou envolvido: quem tocou cada instrumento em cada faixa, por exemplo.\nDetalhe da ficha técnica do disco A Comédia Humana, lançado pelo SeuZé, em 2010.\nSalvo um eventual saudosismo por discos de vinil ou vontades repentinas de ter toda a discografia de Caetano em CDs, estou bastante acostumado e satisfeito com a praticidade e custo-benefício do Spotify e Apple Music, serviços entre os quais costumo revezar. Outro aspecto que me prende ainda mais aos streamings de música é a integração com o Last.fm, essa maravilha da Internet que resiste bravamente, e que me permite praticar a obsessão em metrificar o que ouço ao longo do tempo. É como ter acesso à função \u0026ldquo;mais ouvidos\u0026rdquo; que o Spotify disponibiliza em dezembro, a qualquer momento e sem se restringir ao filtro do último ano.\nFaixas e discos mais ouvidos por esse que escreve, nos últimos 180 dias, segundo o Last.fm\nEntretanto, realmente sinto falta de que os serviços de streaming de música sejam mais ativos em solicitar essas informações das empresas que distribuem as obras dos artistas em suas plataformas. E não falo apenas do detalhamento dos intérpretes e instrumentistas que atuaram em determinado single ou disco, mas também de dados sobre os responsáveis pela gravação, mixagem e masterização de cada fonograma. Gostaria muito de poder fazer com a música que ouço, o que já faço a um tempo com os livros e filmes que consumo.\nO Letterboxd, por exemplo, espécie de rede social dedicada ao cinema e serviço de compartilhamento de críticas sobre filmes, organiza o seu catálogo de uma forma que todos os envolvidos na produção de uma película têm os seus nomes clicáveis no aplicativo, com a possibilidade de se ver tudo em que já trabalharam. Dessa forma, ao assistir um filme específico cujos trabalhos de direção ou direção de fotografia me chamaram a atenção, por exemplo, posso facilmente acessar a filmografia dessas pessoas e descobrir com relativa facilidade como continuar explorando as suas obras.\n  Na falta de funcionalidades semelhantes no Spotify e similares, ou mesmo de aplicativos dedicados para esse fim, alguns livros acabam cumprindo essa função para mim.\nRecentemente li Lado C: a trajetória de Caetano Veloso até a reinvenção com a bandaCê e foi através do excelente trabalho de pesquisa de Luiz Felipe Carneiro e Tito Guedes, que tive informações organizadas para explorar a carreira de Pedro Sá - que acompanhou Caetano como guitarrista e produtor nos discos Cê, Zii \u0026amp; Zie e Abraçaço.\nO site Discos do Brasil é uma excelente iniciativa nesse sentido, mas depois de me acostumar com as funcionalidades do Letterboxd, faz muito sentido para mim poder acessar essas informações de créditos dos fonogramas diretamente no serviço de streaming que uso.\nAguardo ansioso para poder explorar, de forma descomplicada e com obsessão, as discografias - não apenas de compositores e intérpretes - mas também de técnicos de mixagem, masterização e produtores musicais.\n",
    "dateiso": "2022-09-23 13:20:00 -0300",
    "date": "1:20 p.m. on Sep 23, 2022",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2022/09/23/sobre-a-falta.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2022%2F09%2F23%2Fsobre-a-falta.html"
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  {
    "id": 99,
    "type": "post",
    "title": "Imaginando rostos",
    "text": "Nessa semana eu estava conversando com Márcia sobre como imaginávamos o rosto das pessoas por trás de um podcast que ouvimos, o Braincast. Ouço esse programa desde 2016, curioso como sou, eu já tinha ido buscar as feições dos braincasters em suas redes sociais. Foi divertido comparar as projeções de Márcia com as imagens reais que eu já havia memorizado.\nEsse papo me fez lembrar de uma situação correlata: as imagens que evoco quando penso em algumas pessoas.\nQuando imagino José Luis Borges, o rosto que me vem a mente é o de Hitchcock; ao pensar em Neruda me vêm as feições de Churchill. E a mais difícil de me desvencilhar: ao imaginar Jim Morrison, o rosto que me vem a mente é o de Val Kilmer, que interpreta o cantor do The Doors no filme de Oliver Stone.\n",
    "dateiso": "2022-09-02 11:10:00 -0300",
    "date": "11:10 p.m. on Sep 2, 2022",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2022/09/02/imaginando-rostos.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2022%2F09%2F02%2Fimaginando-rostos.html"
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  {
    "id": 100,
    "type": "post",
    "title": "Newton Navarro é universal",
    "text": "Parte da exposição de Azol, na Pinacoteca do Estado\nJá há algum tempo eu tentava me organizar para ver a exposição \"O Sertão Virou Mar\", de Azol, que estava na Pinacoteca do Estado desde o final de maio. No último sábado, finalmente, aconteceu.\nAlém da exposição que mencionei acima, queria aproveitar a ida ao centro da cidade para fazer um pequeno tour com Nina pelo corredor cultural, já que a pequena está estudando sobre a História de Natal, na escola.\nAlgumas das obras que Azol estava expondo eram estritamente pintura e outras eram meio que fusões entre pintura e fotografia. No vídeo de apresentação da exposição, o artista explicava que os motivos e temas para as obras vieram de uma viagem que fez pelo interior do Rio Grande do Norte e de outros estados do Nordeste.\nMas não foi exatamente \"O Sertão Virou Mar\" que me causou uma forte impressão nessa ida ao Palácio Potengi. Além dessa mostra temporária, a Pinacoteca dispunha de duas exposições permanentes, um das quais com pinturas e esculturas de artistas norte-rio-grandenses. Saí daquela sala profundamente impactado com a obra exposta de Newton Navarro, que eu já conhecia de idas à própria Pinacoteca há vários anos, mas que dessa vez adquiriram um significado novo e forte.\nNewton Navarro exposto na Pinacoteca do Estado\nHistória da Arte, no Ensino Médio e na graduação em História foram, de maneira geral eurocêntricas demais e quando abordavam aspectos das artes plásticas brasileiras, não costumavam a ir muito além de breves apêndices sobre Tarsila do Amaral e Cândido Portinari, o que certamente contribuiu para a minha ignorância e/ou falta de curiosidade a respeito de outros artistas brasileiros e, também potiguares. Em relação à arte produzida no Rio Grande do Norte, além de me faltar repertório, eu tinha uma impressão ignorante e generalista de que o que se produzia por aqui não tinha qualidade suficiente para concorrer com o que era consagrado como nacional, fosse nas artes plásticas, música, teatro ou cinema.\nDesde que comecei a me envolver com composição e produção musical, sobretudo após o início do SeuZé, em 2003, foi inevitável para mim pensar em como situar os projetos dos quais eu participava na discussão “artista nacional” x “artista local”. Esse era um debate bastante frequente na música naquele momento em que iniciativas como o Fora do Eixo e as dezenas de festivais independentes de música Brasil a fora, contribuíam para a descentralização dos olhares e ouvidos para o que estava sendo produzido no país.\nMas foi somente após assistir mas assídua e atentamente as montagens de grupos teatrais natalenses, especialmente dos Clowns de Shakespeare, que fui gradualmente me livrando desse complexo de viralata e construindo o entendimento de que não é necessário a validação de carimbo \"nacional\" para se atestar a qualidade de de expressões artísticas.\nEssa última ida à Pinacoteca e, sobretudo, a força e personalidade da obra de Newton Navarro, fortaleceram ainda mais essa noção em mim.\n",
    "dateiso": "2022-07-29 12:53:31 -0300",
    "date": "12:53 p.m. on Jul 29, 2022",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2022/07/29/newton-navarro-universal.html",
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  {
    "id": 101,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Minas - Dia 02",
    "text": "Alienada Cervejaria, em Uberlândia\nEscrevendo já em Uberlândia. Desembarcamos por aqui pouco antes do meio-dia. O Aeroporto da cidade é bem acanhado e tem dimensões que lembram o Augusto Severo antes da última reforma. Mas a primeira impressão da cidade foi oposta a essa. Mesmo já sabendo de antemão que a população daqui beira os 700.000 habitantes, o caminho até o apartamento de Gabriela e Raoni, onde ficaremos pelos próximos dias, revelou uma cidade maior e com uma estrutura urbana mais desenvolvida do que eu vinha projetando mentalmente.\nApós deixar a bagagem, rumamos para o Centro da cidade, mas exatamente para o Sahtten, restaurante árabe tradicional da cidade, que serve por peso e cujos preparos me fizeram lembrar da Rotisseria Sírio-Libanesa, o popular Árabe do Largo, no Rio de Janeiro.\nAgora à noite fomos conhecer a Alienada, uma cervejaria charmosa que também serve uns burguers bem bons. A temperatura ficou em torno dos 15º, mas nós, natalenses destemidos, optamos por ficar nas mesas da área externa.\n",
    "dateiso": "2022-06-17 23:00:00 -0300",
    "date": "11:00 p.m. on Jun 17, 2022",
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    "id": 102,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Minas - Dia 01.2",
    "text": "Desembarcamos agora há pouco em BH. A GOL alterou o nosso vôo e teremos que dormir num hotel próximo daqui. Amanhã às 7h da manhã pegaremos um vôo para Guarulhos, e de lá para Uberlândia, nosso primeiro destino aqui em Minas.\n",
    "dateiso": "2022-06-16 16:54:00 -0300",
    "date": "4:54 p.m. on Jun 16, 2022",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2022/06/16/165400.html",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Na sala de embarque do Aeroporto de São Gonçalo, vulgo de Natal, com destino a Minas Gerais. Nos próximos 14 dias eu, Márcia e Nina passaremos por Belo Horizonte, Uberlândia e Ouro Preto, com direito a uma visita ao Instituto Inhotim.\n",
    "dateiso": "2022-06-16 12:15:00 -0300",
    "date": "12:15 p.m. on Jun 16, 2022",
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  {
    "id": 104,
    "type": "post",
    "title": "Viagem Minas - Dia 01",
    "text": "Na sala de embarque do Aeroporto de São Gonçalo, vulgo de Natal, com destino a Minas Gerais. Nos próximos 14 dias eu, Márcia e Nina passaremos por Belo Horizonte, Uberlândia e Ouro Preto, com direito a uma visita ao Instituto Inhotim.\n",
    "dateiso": "2022-06-16 12:15:00 -0300",
    "date": "12:15 p.m. on Jun 16, 2022",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Photo Challenge. Day 24: intricate. 📷\n",
    "dateiso": "2022-05-24 21:34:21 -0300",
    "date": "9:34 p.m. on May 24, 2022",
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    "type": "post",
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    "text": "Photo Challenge. Day 22: textile. 📷\n",
    "dateiso": "2022-05-22 21:18:00 -0300",
    "date": "9:18 p.m. on May 22, 2022",
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    "type": "post",
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    "text": "Photo challenge. Day 21: symmetry 📷\n",
    "dateiso": "2022-05-21 21:55:57 -0300",
    "date": "9:55 p.m. on May 21, 2022",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Photo challenge. Day 20: beverage. 📷\n",
    "dateiso": "2022-05-20 23:22:48 -0300",
    "date": "11:22 p.m. on May 20, 2022",
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    "type": "post",
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    "text": "Photo challenge. Day 19: indulgence. 📷\n",
    "dateiso": "2022-05-19 20:24:31 -0300",
    "date": "8:24 p.m. on May 19, 2022",
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    "text": "Photo Challenge. Day 18: random 📷\n",
    "dateiso": "2022-05-18 16:38:45 -0300",
    "date": "4:38 p.m. on May 18, 2022",
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    "title": "",
    "text": "Anyone watching Better Call Saul? 6/7 episodes of the first part of this new season and the thing still hasn\u0026rsquo;t started. In terms of pacing, I think this has been the worst season.\n",
    "dateiso": "2022-05-18 10:12:33 -0300",
    "date": "10:12 p.m. on May 18, 2022",
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    "text": "Photo challenge. Day 17: hold 📷\n",
    "dateiso": "2022-05-17 22:05:20 -0300",
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    "text": "Photo challenge. Day 16: time 📷\n",
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    "text": "Photo Challenge. Day 15: clouds 📷\n",
    "dateiso": "2022-05-15 21:40:07 -0300",
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    "text": "Photo Challenge. Day 14: fence 📷\n",
    "dateiso": "2022-05-14 21:30:40 -0300",
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    "text": "Photo challenge. Day 13: community 📷\n",
    "dateiso": "2022-05-13 23:38:29 -0300",
    "date": "11:38 p.m. on May 13, 2022",
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    "text": "Photo challenge. Day 12: tranquility. 📷\n",
    "dateiso": "2022-05-12 06:35:24 -0300",
    "date": "6:35 p.m. on May 12, 2022",
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    "text": "Photo challenge. Day 11. 📷 Maroon\n",
    "dateiso": "2022-05-11 16:26:14 -0300",
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    "text": "Photo Challenge. Day 10 📷 Pot\n",
    "dateiso": "2022-05-10 21:13:54 -0300",
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    "text": "Photo challenge. Day 9. 📷 Bloom\n",
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    "date": "5:41 p.m. on May 9, 2022",
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    "text": "Photo Challenge. Day 8. 📷 Union\n",
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    "text": "Photo challenge. Day 7. 📷\n",
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    "text": "Photo challenge. Day 6. 📷\n",
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    "text": "Photo challenge. Day 5 📷\n",
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    "text": "Photo Challenge - Day 4 📷\n",
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    "date": "12:59 p.m. on May 4, 2022",
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    "text": "Photo Challenge. Day 3. 📷\n",
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    "date": "9:04 p.m. on May 3, 2022",
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    "text": "Photo challenge. Day 2 📷\n",
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    "date": "11:09 p.m. on May 2, 2022",
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    "text": "Photo challenge. Day 1 📷 I swear I tried not to be so literal.\n",
    "dateiso": "2022-05-01 12:41:52 -0300",
    "date": "12:41 p.m. on May 1, 2022",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "On the way to the work.\n",
    "dateiso": "2022-04-29 14:52:15 -0300",
    "date": "2:52 p.m. on Apr 29, 2022",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Hello, @jayeless. I\u0026rsquo;m writing to say that your site has gained a fan. I came to your blog while researching on the web about digital garden and it ended up becoming an indie web reference for me! Thank you!\n",
    "dateiso": "2022-04-26 11:04:54 -0300",
    "date": "11:04 p.m. on Apr 26, 2022",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Lendo: Cidade aberta by Teju Cole 📚\n",
    "dateiso": "2022-04-22 13:44:08 -0300",
    "date": "1:44 p.m. on Apr 22, 2022",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2022/04/22/lendo-cidade-aberta.html",
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    "title": "",
    "text": "ABC x Paysandu\nThird division of the Brazilian Football Championship. Yes! I\u0026rsquo;m a fan of a football team called ABC! ⚽️\n",
    "dateiso": "2022-04-20 20:02:09 -0300",
    "date": "8:02 p.m. on Apr 20, 2022",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2022/04/20/abc-x-paysandu.html",
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    "id": 133,
    "type": "post",
    "title": "Lacunas, gosto e produção musical em casa",
    "text": "Gravando as baterias do disco do Forasteiro Só, em 2014\nDesde o início dos anos 2000 venho lidando com diferentes versões da ideia de gravar as minhas composições em casa. Inicialmente o impulso era de registrar com alguma qualidade os esboços de canções para posteriormente apresentar aos meus companheiros de banda. Na sequência foi ganhando fôlego a possibilidade de produzir demos para as bandas em que tocava à epoca, inicialmente o República 5 e, mais à frente, o SeuZé. A ideia era viabilizar registros para inscrever as bandas em festivais como o MADA e o saudoso Pop Rock Tropical.\nSe a memória não estiver me traindo, creio que o evento motivador desse desejo de produzir em casa veio após ouvir uma demo do Brigitte Béreu que havia sido gravado por Marlos Ápyus, na sua casa. Eu era um admirador da banda e aquele registro doméstico causou um grande impacto em mim, pelo contéudo e pela forma.\nMas, somente em 2008, quando comprei uma placa de som e um microfone condensador, é que comecei a pôr em a ideia em prática. Algumas das músicas que entraram n'A Comédia Humana, foram pré-produzidas no meu então quarto, na casa dos meus pais. Um pouco mais à frente, em 2013, sobretudo após conhecer o Recording Revolution, passei a considerar a possibilidade não apenas de produzir esboços e demos, mas de gravar discos na íntegra, em casa.\nEm seu blog e canal de Youtube, Graham Cochranedefendia a ideia de que com a redução de custos de equipamentos e softwares de produção musical e o aumento na qualidade até mesmo das ferramentas mais acessíveis, não havia razões para que músicos e compositores não se dedicassem a gravar os seus próprios materiais.\nO contato com dois discos gravados em casa por compositores que admiro profundamente - Supérflua, de Luiz Gadelhae Canções de Apartamento, de Cícero - acendeu outra fagulha: no segundo semestre de 2014 criei um novo projeto, o Forasteiro Só, e decidi gravar as canções que deram forma ao disco de estreia da banda, no home estúdio que montei em meu quarto, no apartamento em que morava na época.\nGravando vocal no closet. 06 de setembro de 2014\nQuando comecei a produção desse disco, eu tinha segurança suficiente para dar conta da etapa de gravação dos instrumentos e vocais, mas hesitava sobre a minha capacidade de assumir a mixagem/masterização do disco. Ainda que eu tivesse estudado um bocado sobre mixagem, não tinha botado a mão na massa o suficiente e era refém da possibilidade de que o resultado final dessa produção não atingisse a qualidade média dos discos lançados por outros compositores e bandas independentes, ou que soasse amador a ponto de não convencer curadorias de festivais a considerar o projeto para a suas programações.\nEssa é uma questão com a qual estou lidando novamente nas últimas semanas. Tenho uma série de ideias de composições inacabadas e pretendo trabalhar nesse material e lançar alguns singles, ou mesmo um EP (daí a retomada desse blog). Estou decidido a gravar tudo no meu home estúdio, mas ainda hesito bastante em assumir a mixagem, justamente pelo receio de o resultado final acabar por não fazer jus às composições ou ao padrão de mixagem que o meu gosto aprendeu a identificar como o mínimo aceitável. Somente recentemente passei a compreender melhor o papel implacável de censor que o nosso gosto exerce sobre o processo criativo. Através do Boa Noite Internet, de Cris Dias, cheguei a esse vídeo em que Ira Glass usa o termo lacuna (gap, no original) para sintetizar e lançar luz sobre essa questão. Abaixo uma tradução livre/adaptação da ideia que o criador do This American Life aborda no vídeo.\nNinguém fala isso para quem é iniciante. Gostaria que alguém me contasse. Todos nós que fazemos trabalho criativo, fazemos isso porque temos bom gosto, mas existe essa lacuna. Nos primeiros anos em que você faz coisas, não é tão bom assim. Tenta ser bom, tem potencial, mas não é. E o seu gosto, a única coisa que o colocou no jogo, ainda é matador. O seu gosto é o motivo pelo qual seu trabalho o decepciona. Muitas pessoas nunca passam dessa fase, elas desistem.\nA maioria das pessoas que conheço que fazem trabalhos criativos e interessantes passaram anos nisso. Sabemos que nosso trabalho não tem essa coisa especial que queremos. E se você está apenas começando ou ainda está nessa fase, você tem que saber que é normal, e o mais importante que você pode fazer é trabalhar muito. É só passando por um volume de trabalho que você vai preencher essa lacuna, e seu trabalho será tão bom quanto suas ambições. E demorei mais para descobrir como fazer isso do que qualquer pessoa que já conheci. Isso vai demorar um pouco. É normal demorar um pouco. Você apenas tem que lutar para abrir caminho.\n     A capa de cinismo que visto, ainda que inconscientemente, me levou inicialmente a minimizar a ideia defendida por Ira Glass, a enquadrando genericamente como autoajuda e inutilmente evitando identificação com a mesma. Entretanto, a cada dia tenho me convencido mais da abordagem do nosso gosto e referências como responsáveis por censurar o nosso trabalho criativo.\nTer isso em mente me parece importante nesse momento em que estou prestes a imergir na tarefa de materializar em canções lançadas ideias soltas e outros esboços mais encaminhados de composição.\nVolte aqui e/ou assine a newsletter para descobrir com lidarei com esse mestre da censura disfarçado de gosto.   ",
    "dateiso": "2022-04-13 09:20:52 -0300",
    "date": "9:20 p.m. on Apr 13, 2022",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2022/04/13/lacunas-gosto-e.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2022%2F04%2F13%2Flacunas-gosto-e.html"
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  {
    "id": 134,
    "type": "post",
    "title": "Perto de casa e um pouco longe de mim",
    "text": "No último fim de semana participei de uma programação que há muito queria ter feito: um passeio de um dia com amigos, até Ceará-Mirim. Na realidade eu já havia feito algo semelhante em 2019, com Márcia e Nina. Naquela ocasião, a intenção era proporcionar à pequena a experiência do deslocamento de trem, além de conhecer o Centro Histórico daquela cidade.\nCentro de Ceará-Mirim, 30 de janeiro de 2019.\nÀquela época, tanto o transporte ferroviário quanto ter conhecido lugares como o Mercado Público foram experiências marcantes que deixaram uma vontade de voltar com amigos e explorar outros lugares que não conheci nessa primeira oportunidade, sobretudo os antigos engenhos de açúcar.\nFinalmente, no último sábado, mais tranquilos com a redução de casos de covid-19, eu, Márcia, Nina e alguns amigos seguimos rumo à cidade vizinha.\nContratamos Francisco, o Barão, guia com o qual eu já tinha contato na minha atividade de professor, e às 9h10 embarcamos na Estação da Ribeira, no trem rumo a Ceará-Mirim. O clima nublado e chuva forte que se anunciaram nas primeiras horas do dia não passaram de ameaça e no fim contribuíram para fazer dos deslocamentos mais aprazíveis.\nUma das coisas que mais tinha me agradado em minha primeira ida ao destino foi a observação de Natal sob pontos de vista que eu ainda não tinha experimentado, daquela vez proporcionados pelo deslocamento de trem. Uma pena que dessa vez as janelas dos vagões estivessem cobertas por uma propaganda do Governo Federal, o que impossibilitou a contemplação da paisagem durante o deslocamento.\nApós a chegada no nosso destino, percorremos algumas ruas do Centro, com foco nos antigos casarões e na igreja católica. Mas foi a segunda parte do roteiro - a exploração dos antigos engenhos - o momento mais gratificante do dia. Mesmo que alguns em ruínas, eu desconhecia que tão próximo a Natal havia tantos resquícios arquitetônicos do passado imperial brasileiro. Francisco, o guia, tinha um domínio considerável sobre as relações pessoais e familiares locais, o que ajudava a dar um contexto ao atual estado dos prédios que visitamos.\nUm dos momentos mais bacanas do passeio foi a visita ao antigo Museu Nilo Pereira, equipamento que se encontra desativado desde 2006 e que, ainda estando bastante maltratado, se impõe pela imponência como exemplo de arquitetura imperial. Recentemente foi anunciado que a Fundação José Augusto elaboraria um plano para recuperação do prédio, o que obviamente dependeria da reeleição de Fátima para o governo estadual. De toda forma, também pela localização entre o centro de Ceará-Mirim e os antigos engenhos, ter esse museu ativo e funcional seria fundamental para reforçar o roteiro daquelo destino, tanto como opção de atividade educacional, como atividade turística.\nMuseu Nilo Pereira, 26 de março de 2022.\nMas o principal aspecto que ficou dessa experiência foi constatar mais uma vez que não é necessário uma viagem longa para fora de Natal ou do país, para desfrutar do estado de espírito que normalmente me encontro ao passar algum tempo longe de casa, convivendo em situações que de alguma forma diferem do meu cotidiano, como estar submetido a idiomas, comidas e climas diferentes. No geral, essas pequenas imersões em outras realidades me poem num estado de curiosidade que normalmente resultam em estímulo para o trabalho artístico/criativo.\nFoi o que aconteceu quando estive em Buenos Aires pela última vez, em 2019. A estada de quase duas semanas na capital argentina me encheu de pequenas ideias para letras de música que, mesmo ainda não terem se transformado em canção, pelo menos viraram material de referência para futuras composições, hoje habitando no aplicativo de notas que uso como catálogo para esses lampejos de palavras e esboços de melodia (pretendo escrever em breve sobre como estruturo esse sistema).\nDe alguma forma experimentei um sentimento semelhante nesse passeio de um dia pela cidade vizinha à minha. Nesse contexto de Real ainda bem desvalorizado e de achatamento salarial dos docentes da Rede Municipal de Ensino de Natal, promovido pelo pesadelo de prefeito que Natal tem, e na impossibilidade de deslocamentos mais frequentes para lugares mais distantes, essas pequenas fugas para lugares próximos ou simplesmente para fora da rotina, podem cumprir bem o papel de distração positiva para a cuca.\n",
    "dateiso": "2022-04-02 09:27:29 -0300",
    "date": "9:27 p.m. on Apr 2, 2022",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2022/04/02/perto-de-casa.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2022%2F04%2F02%2Fperto-de-casa.html"
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  {
    "id": 135,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Lendo: The Anthropocene Reviewed: Essays on a Human-Centered Planet by John Green 📚\nSource: Micro.blog Source: Micro.blog ",
    "dateiso": "2022-03-30 03:17:26 -0300",
    "date": "3:17 p.m. on Mar 30, 2022",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2022/03/30/wednesday-th-of.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2022%2F03%2F30%2Fwednesday-th-of.html"
  },
  {
    "id": 136,
    "type": "post",
    "title": "Filmes vistos em 2021",
    "text": "Montagem automática gerada pelo Letterboxd com os pôsteres de todos os filmes que assisti em 2021\nDesde 2016 passei a registrar os filmes que assisto. Foi quando comecei a utilizar o Letterboxd, uma rede social/plataforma voltada para cinema. Além do fator social, de poder acompanhar o que as pessoas que você segue têm assistido e que impressões têm postado, o Letterboxd tem um sistema de estatísticas fantástico que gera dados a partir das películas que você registra por lá.\nNo meu year in review de 2021, a plataforma me avisa que assisti 56 filmes ao todo.\nSeguem abaixo algumas estatísticas geradas pelo Letterboxd para os filmes que assisti ao longo do ano.\nResumo 2021\nDistribuição anual e semanal de filmes assistidos\nPrimeiro e último filmes assistidos em 2021\nFilmes assistidos por país\nGêneros, países e idiomas\nAtores e atrizes mais assistidos em 2021\n Desde 2016 venho reunindo aqui no blog as estatísticas que o Letterboxd gera a cada ano. Veja como foi nos anos anteriores: 2020, 2019, 2018, 2017, 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2022-01-04 10:43:00 -0300",
    "date": "10:43 p.m. on Jan 4, 2022",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2022/01/04/filmes-vistos-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2022%2F01%2F04%2Ffilmes-vistos-em.html"
  },
  {
    "id": 137,
    "type": "post",
    "title": "Livros lidos em 2021",
    "text": "Em 2021, Murakami ainda continuou no radar das minhas leituras, mas também houve espaço para finalmente conhecer os livros de Nick Hornby, sobre os quais eu sabia de algo através de adataptações para o cinema, entre outras boas descobertas. Nesse ano também maratonei os livros e site de Austin Kleon. Mantendo a tradição, segue a relação de livros lidos ao longo do ano, com alguns comentários sobre os títulos que mais me chamaram a atenção:\nFebre de Bola\nNick Hornby\nNick Hornby é o autor de Alta Fidelidade, livro que deu origem ao filme homônimo protagonizado por John Cusack. Em Febre de Bola, o escritor faz um apanhado de relatos baseados na sua relação com o futebol, especialmente dos jogos do Arsenal que assistiu ao longo da vida. O autor destaca em vários momentos que foi através do futebol e de idas a diferentes estádios, que o seu relacionamento com o próprio pai se consolidou. Hoje menos, mas frequento estádios de futebol com e graças ao meu pai, desde o início dos anos 1990. O foco que o livro deu a essa relação entre pai e filho permeada pelo ludopédio exerceu um impacto profundo sobre mim.\nAlta Fidelidade\nNick Hornby\nÀ medida que fui avançando e me reconhecendo em \u0026ldquo;Febre de Bola\u0026rdquo;, fui buscar mais informações sobre Nick Hornby e descobri que ele também era responsável por Alta Fidelidade, livro que deu origem ao filme de mesmo nome, pelo qual sou aficionado.\nRoube como um artista: 10 dicas sobre criatividade\nAustin Kleon\nEntrar numa livraria nos dias de hoje possibilita facilmente perceber o impacto da mentalidade coach no mercado editorial. Títulos como \u0026ldquo;A Arte Sutil de ligar o Foda-se\u0026rdquo; e semelhantes ocupam posições de destaque nas lojas físicas. Durante um tempo, quando eu via Roube Como Um Artista exposto na Livraria Leitura do Natal Shopping, pensava tratar-se de mais um desses livros. Após sugestão de Cris Dias, em algum Braincast, decidi dar um chance e me surpreendi positivamente com Austin Kleon. O livro traz reflexões e ideias interessantes para quem lida com trabalhos artísticos/criativos. Gostei tanto que hoje sou um leitor assíduo do blog e da newsletter do autor, que, para mim, são dois dos lugares mais legais da Internet nos dias atuais.\nMostre Seu Trabalho: 10 maneiras de compartilhar sua criatividade e ser descoberto\nAustin Kleon\nPublicado após Roube como um artista, Mostre seu trabalho tem um título sugestivo. No livro, entre outras coisas, Austin Kleon destaca a importância de se ter uma identidade digital desvinculada das grandes redes sociais e de ser dono do seu próprio conteúdo on-line. Ele dá muito destaque para o papel que o seu blog e newsletter têm na construção e fidelização de audiência, mas também que funcionam como um laboratório público para ideias e esboços.\nSiga em frente: 10 maneiras da manter a criatividade nos bons e maus momentos\nAustin Kleon\nLivro mais recente de Kleon, Siga em frente me chamou atenção pelas referências que lista sobre trabalho criativo/artístico. Cheguei, por exemplo, a trabalhos interessantes como O Caminho do artista, de Julia Cameron.\nO Caminho do Artista\nJulia Cameron\nSe houvesse uma vertente da Terapia Cognitivo-Comportamental para artistas, Julia Cameron certamente seria uma das suas responsáveis. Em O Caminho do Artista, a escritora, que também é roteirista e professora, aponta caminhos para aqueles que estejam lidando com algum tipo de bloqueio criativo. Embora em alguns momentos o livro tenda a focar exageradamente em aspectos místicos/espirituais, Julia Cameron traz uns exercícios legais como as páginas matinais.\nO Sabor do Arquivo\nArlete Farge\nCheguei a O Sabor do Arquivo por recomendação do algoritmo da Amazon. Arlete Farge é uma historiadora francesa e, nesse livro escreve sobre a importância dos arquivos para a pesquisa histórica, baseando-se, sobretudo em uma das suas próprias pesquisas em documentos do Século XVIII, na França. Bateu uma saudade gigante do meu tempo pesquisa na Biblioteca Nacional, em jornais e outros periódicos dos primeiros anos do Século XX.\nO Segredo da Dinamarca\nHelen Russell\nEsse chegou a mim após Márcia ficar com o meu Kindle para ler algo que estava no meu dispositivo, e eu acabar com o e-reader dela. A autora narra a experiência de morar na Dinamarca após o seu marido ser transferido para aquele país, em função do seu cargo na LEGO. Tive contato com o livro num momento do ano em que os sentimentos de isolamento e clausura resultantes da pandemia estavam bem presentes. Naquele momento, as únicas possibilidades de viagem se deram pelo cinema, séries de TV e literatura. Visitar a Dinamarca pelo ponto de vista desse casal inglês foi uma experiência bem bacana.\nO Projeto Rosie\nGraeme Simsion\nPessoas Normais\nSally Rooney\nSobre a escrita: a arte em memórias\nStephen King\nCrônica do Pássaro de Corda\nHaruki Murakami\nMinha Querida Sputnik\nHaruli Murakami\nHábitos Atômicos\nJames Clear\n Desde 2016 venho listando as minhas leituras anuais. Veja que livros foram lidos por aqui em anos anteriores: 2020, 2019, 2018, 2017, 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2021-12-30 17:57:00 -0300",
    "date": "5:57 p.m. on Dec 30, 2021",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2021/12/30/livros-lidos-em.html",
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  {
    "id": 138,
    "type": "post",
    "title": "Mais ouvidas em 2021",
    "text": "*Estatísticas geradas pelo rewind.musicorumapp.com, a partir de dados do [Last.fm].\nNina mais uma vez moldando o meu ranking, vide o tema de Gravity Falls. Por outro lado, esse Now United aí tem dedo meu: Nobody Like Us esteve no meu repeat deliberadamente. =P\nJá Billie Eilish entra na minha conta mesmo. Que disco da porra é o When We All Fall Asleep, Where Do We Go?!\n Desde 2016 venho listando aqui no blog as minhas estatísticas de músicas e discos ouvidos. Os anos anteriores ficaram assim: 2020, 2019, 2018, 2017 e 2016 e 2004.\nTodos as estatísticas anuais estão reunidas aqui.\n",
    "dateiso": "2021-12-27 12:07:00 -0300",
    "date": "12:07 p.m. on Dec 27, 2021",
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  {
    "id": 139,
    "type": "post",
    "title": "Filmes vistos em 2020",
    "text": "Montagem automática gerada pelo Letterboxd com os pôsteres de todos os filmes que assisti em 2020\nDesde 2016 passei a registrar os filmes que assisto. Foi quando comecei a utilizar o Letterboxd, uma rede social/plataforma voltada para cinema. Além do fator social, de poder acompanhar o que as pessoas que você segue têm assistido e que impressões têm postado, o Letterboxd tem um sistema de estatísticas fantástico que gera dados a partir das películas que você registra por lá.\nNo meu year in review de 2020, a plataforma me avisa que assisti 98 filmes ao todo.\nSeguem abaixo algumas estatísticas geradas pelo Letterboxd para os filmes que assisti ao longo do ano.\nResumo 2020\nDistribuição anual e semanal de filmes assistidos\nPrimeiro e último filmes assistidos em 2020\nFilmes assistidos por país\nGêneros, países e idiomas\nDiretores mais assistidos em 2020\nAtores e atrizes mais assistidos em 2020\n Desde 2016 venho reunindo aqui no blog as estatísticas que o Letterboxd gera a cada ano. Veja como foi nos anos anteriores: 2019, 2018, 2017, 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2021-01-04 10:50:00 -0300",
    "date": "10:50 p.m. on Jan 4, 2021",
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  {
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    "type": "post",
    "title": "Livros lidos em 2020",
    "text": "Mantendo a tradição por aqui, segue a relação de livros lidos ao longo do ano, com alguns comentários sobre os títulos que mais me chamaram a atenção.\n10% mais feliz\nDan Harris\nEsse é o tipo caso de \u0026ldquo;não julgue pela capa\u0026rdquo;. Nesse ano, como muita gente que enfrentou o isolamento e outros dilemas decorrentes da pandemia, lidei com situações de transtorno de ansiedade e ataque de pânico. Sem demorar muito, busquei ajuda na psicoterapia e na psiquiatria e já estou significativamente melhor, mas não sem antes ficar obcecado por vídeos e livros que abordassem a questão e me ajudassem a entender objetivamente o que são essas condições. Dan Harris é um repórter nacionalmente conhecido nos EUA pelo seu trabalho no Good Morning America, e começa esse livro narrando um ataque de pânico que teve ao vivo, em rede nacional. Ao longo do texto o autor vai desmistificando o tema, enfatizando sempre que o seu ponto de vista inicial para as soluções que ele aponta como eficientes era de ceticismo. 10% feliz foi uma grata descoberta e sem dúvidas me ajudou decisivamente a encontrar um caminho de compreensão e convivência com a ansiedade.\nQuerida Konbini Sayaka Murata\nHá pelo menos 4 anos estou bem obcecado pelos livros de Murakami, a ponto de ter lido pouca coisa diferente da obra do escritor japonês. Aliando o incômodo com a falta de diversidade nas minhas leituras à curiosidade por outras histórias ambientadas no Japão e o desejo de aumentar a presença de autoras femininas entre as minhas leituras, decidi buscar conhecer escritoras japonesas contemporâneas. Foi como cheguei a Sayaka Murata e o seu Querida Kombini, que focaliza a protagonista Keiko Furukura, dessituada por, entre outras questões, aos 36 continuar no mesmo trabalho da juventude e ainda não ter se encaminhado na vida. Uma grata surpresa que me levou motivou a continuar na busca por outras autoras do país de Murakami.\nQuinquilharias Nakano\nHiromi Kawakami\nPráticas inovadoras na formação de professores\nMarli André\nNo início desse ano, após trabalhar com docência por 11 anos ininterruptos, saí de sala de aula para trabalhar na formação continuada docente em História, na Secretaria Municipal de Educação de Natal. Hora de buscar referências para o novo trabalho.\nAs Desventuras de Arthur Less\nAndrew Sean Greer\nCom Vista para o Kremlin\nVivian Oswald\nHomens sem mulheres\nHaruki Murakami\nMurakami\u0026rsquo;s interviews: Collections of Haruki Murakami\u0026rsquo;s interviews, Studies and Thoughts\nRichard Cooper\nOuça a canção do vento/ Pinball\nHaruki Murakami\nSul da fronteira, oeste do sol\nHaruki Murakami\nUm homem chamado Ove\nFredrik Backman\n Desde 2016 venho listando as minhas leituras anuais. Veja que livros foram lidos por aqui em anos anteriores:2019, 2018, 2017, 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2020-12-30 17:57:00 -0300",
    "date": "5:57 p.m. on Dec 30, 2020",
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  {
    "id": 141,
    "type": "post",
    "title": "Mais ouvidas em 2020",
    "text": "Em 2020 Jorge Drexler monopolizou as minhas audições. Cheguei ao disco Salvavidas de Hielo após ver o show do uruguaio no Tiny Desk Concert da NPR, e não ouvi outra coisa por muito tempo. Também gostei bastante da trilha de The Eddy, que teve alguns episódios dirigidos por Damien Chazelle e redescobri o V, do Legião Urbana.\n Desde 2016 venho listando aqui no blog as minhas estatísticas de músicas e discos ouvidos. Os anos anteriores ficaram assim:2019, 2018, 2017 e 2016 e 2004.\nTodos as estatísticas anuais estão reunidas aqui.\n",
    "dateiso": "2020-12-28 19:33:00 -0300",
    "date": "7:33 p.m. on Dec 28, 2020",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2020/12/28/mais-ouvidas-em.html",
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  {
    "id": 142,
    "type": "post",
    "title": "Dia 01 - Falso Brilhante (Elis Regina, 1976)",
    "text": "Tirando a poeira desse perfil, aceitei o desafio de Aurélia Tâmisa, para publicar 10 discos que fazem parte da minha vida e do meu amor pela música - um álbum por dia - sem explicações ou comentários - apenas capas. A cada dia, eu pentelho uma pessoa para fazer a mesma coisa. Vamos promover o amor pela música. Então, chamo hj para repartir comigo suas influências musicais Diogo Freitas Do Egypto.\n",
    "dateiso": "2020-06-01 11:20:00 -0300",
    "date": "11:20 p.m. on Jun 1, 2020",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2020/06/01/post-t.html",
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  {
    "id": 143,
    "type": "post",
    "title": "Bicicleta e Steven Gerrard",
    "text": "Hoje acordei consideravelmente bem após alguns dias lidando com uma forte ansiedade. Levantei disposto para organizar as minhas contas e saí para dar um passeio de bicicleta, coisa que desde o início do isolamento eu vim protelando.\nFoi um exercício excelente ter saído para pedalar. A princípio a minha ideia era dar algumas voltas pelos quarteirões mais próximos aqui de casa, mas durante o percurso decidi ir até Ponta Negra, mas especificamente até a praça do disco voador. No caminho, perto da minha antiga morada na Rua Praia de Simbaúma encontrei Tiago, amigo de infância. Ele estava com uma banquinha na praça vendendo macaxeira e feijão verde. O cumprimentei da bicicleta e combinei de passar lá algum dia.\nOntem à noite consegui dormir bem. Estava com a musculatura dos braços e ombros muito tensa e fiquei com receio de ter dificuldades para pegar no sono. Pouco antes de me entregar aos braços de Morfeu, assisti Make Us Dream, um documentário sobre a trajetória de Gerrard no Liverpool. Achei bem mediano. Acredito que os documentários sobre Michael Jordan e o Sunderland, que assisti recentemente subiram bastante a minha régua e fui com uma expectativa relativamente alta.\nNo geral, achei o filme mal escrito e mal montado. O material à disposição era riquíssimo. Muitas imagens da infância e adolescência de Steven G, sem falar nos registros mais recentes. Mas o documentário constrói uma narrativa muito frouxa sobre a vida do jogador. Basicamente uma ponte entre a final da Champions, em 2005 e o escorregão no jogo contra o Chelsea, mais à frente, que viria a comprometer o título da Premier League. Foi bacana ter acesso a informações de bastidores até então desconhecidas por mim, como o fato de ele ter estado prestes a se transferir do Liverpool para o Chelsea.\n",
    "dateiso": "2020-05-30 13:04:00 -0300",
    "date": "1:04 p.m. on May 30, 2020",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2020/05/30/bicicleta-e-steven.html",
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  {
    "id": 144,
    "type": "post",
    "title": "Filmes vistos em 2019",
    "text": "Montagem automática gerada pelo Letterboxd com os pôsteres de todos os filmes que assisti em 2019\nDesde 2016 passei a registrar os filmes que assisto. Foi quando comecei a utilizar o Letterboxd, uma rede social/plataforma voltada para cinema. Além do fator social, de poder acompanhar o que as pessoas que você segue têm assistido e que impressões têm postado, o Letterboxd tem um sistema de estatísticas fantástico que gera dados a partir das películas que você registra por lá.\nNo meu year in review de 2019, a plataforma me avisa que assisti 28 filmes ao todo.\nSeguem abaixo algumas estatísticas geradas pelo Letterboxd para os filmes que assisti ao longo do ano.\nResumo 2019\nDistribuição anual e semanal de filmes assistidos\nPrimeiro e último filmes assistidos em 2019\nFilmes assistidos por país\nGêneros, países e idiomas\nDiretores mais assistidos em 2019\nAtores e atrizes mais assistidos em 2019\n Desde 2016 venho reunindo aqui no blog as estatísticas que o Letterboxd gera a cada ano. Veja como foi nos anos anteriores: 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2020-01-04 10:54:00 -0300",
    "date": "10:54 p.m. on Jan 4, 2020",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2020/01/04/filmes-vistos-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2020%2F01%2F04%2Ffilmes-vistos-em.html"
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  {
    "id": 145,
    "type": "post",
    "title": "Livros lidos em 2019",
    "text": "Esse foi mais um ano de leituras monopolizado por Haruki Murakami. Mais uma vez, mantendo a tradição por aqui, segue a relação de livros lidos ao longo do ano, com alguns comentários sobre os títulos que mais me chamaram a atenção.\nD. Pedro I (Coleção Perfis Brasileiros)\nIsabel Lustosa\nDa coleção \u0026ldquo;perfis brasileiros\u0026rdquo; eu já tinha lido a biografia de D. Pedro II escrita por José Murilo de Carvalho. Num momento em que muitas publicações sobre personalidades históricas tendem a focar em aspectos pitorescos dos biografados ou em outros com apelos mais populares como os detalhes dos relacionamentos do próprio D. Pedro I enfocados em Titília e o Demonão: Cartas Inéditas De D. Pedro I À Marquesa De Santos, é reconfortante ter acesso a um texto como o de Isabel Lustosa, que alia rigor acadêmico a uma linguagem mais descompromissada e, também importante, dá contexto a certos estereótipos que o senso comum foi erigindo sobre o filho de D. João VI e Carlota Joaquina.\nRomancista como vocação\nHaruki Murakami\nEm Do que eu falo quando falo quando falo de corrida eu já tinha apreendido aspectos importantes sobre o método de trabalho de Murakami, sobretudo a relação que ele estabelece entre a escrita e a prática da corrida. Mas em \u0026ldquo;Romancista como vocação\u0026rdquo;, o autor japonês vai além ao apresentar desde o processo em que se reconheceu como escritor, até detalhes como o fato de no início da carreira, ao buscar um estilo de escrita mais objetivo, ter escrito alguns textos originalmente em inglês - língua para a qual o seu vocabulário era obviamente mais reduzido - e só então traduzi-los para o japonês.\nO grande fora da lei: a origem do GTA\nDavid Kushner\nA despeito do título, que sugere o foco no GTA enquanto fenômeno, o livro de David Kushner acaba apresentando um ensaio bastante competente que analisa a ascensão do videogame como mídia, ao longo da década de 1990, e a reação de setores mais conservadores da sociedade estadunidense ao próprio GTA e a outros jogos semelhantes. Achei muito bem fundamentada a contextualização do cenário em que os videogames foram alçados à condição de bode expiatório para questões complexas daquele país como a violência resultante do acesso descomplicado a armas de fogo, e sobretudo as possíveis consequências para crianças e adolescentes do uso indiscriminado daquela forma de entretenimento.\nO elefante desaparece\nHaruki Murakami\nO incolor Tsukuru Tazaki e os seus anos de peregrinação\nHaruki Murakami\nMais uma vez uma obra do escritor japonês me deixa em estado reflexivo. Pelos registros que mantenho no meu Goodreads, esse é o sétimo livro que leio do autor. Antes, passei por Do que eu falo quando eu falo de corrida, 1Q84, Kafka à Beira Mar, Norwegian Wood, O elefante desaparece e Romancista como vocação\nAlgumas temáticas recorrentes nos títulos que eu já havia lido reparecem nesse \u0026ldquo;Incolor Tsukuru\u0026rdquo;, mas não chegam a desabonar a obra para mim. Muitas referências a comida, exercícios físicos e música, muita música. Mais uma vez a música assume um papel central no texto de Murakami, como um personagem que ajuda a dar sentido à narrativa. De alguma forma, a maneira como o japonês se utiliza da música me faz lembrar alguns filmes da Nouvelle Vague francesa, em especial Um Homem, Uma Mulher, em que Claude Lelouch explora execuções musicais de uma forma que me tocou bastante.\nPela primeira vez, senti algum incômodo com o estilo de narrativa do autor. Não sei se deixei passar batido na leituras anteriores, ou se é realmente uma questão específica do livro que acabei de ler, mas percebi uma adjetivação exagerada nas descrições de cenários e personagens, recurso que, na minha opinião, tolhe do leitor a possibilidade de concluir por si só alguns aspectos da narrativa, bem como de criar seus próprios julgamentos sobre características de personagens.\nMas, sem dúvidas, um aspecto que sempre me chama a atenção nos escritos desse romancista nipônico, é o viés de disciplina que sempre emerge de alguns de seus personagens. A natação quase sagrada de Tsukuru, a dedicação de Preta no trato com a cerâmica. Sempre que me deparo com esse elemento tão ressaltado da cultura oriental, tenho a vontade de trabalhar um pouco mais a disciplina na minha rotina. Seja em busca de uma alimentação mais saudável ou de uma rotina de atividades físicas mais regulares, seja na organização da minha vidaprofissional.\nMais uma vez, os personagens de Haruki Murakami trazem pra mim esse insigth da disciplina.\n Desde 2016 venho listando as minhas leituras anuais. Veja que livros foram lidos por aqui em anos anteriores: 2018, 2017, 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2019-12-30 17:52:00 -0300",
    "date": "5:52 p.m. on Dec 30, 2019",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2019/12/30/livros-lidos-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2019%2F12%2F30%2Flivros-lidos-em.html"
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  {
    "id": 146,
    "type": "post",
    "title": "Mais ouvidas em 2019",
    "text": "O show de Los Hermanos em João Pessoa, em abril desse ano, me fez revisitar a discografia da banda. O Bloco do Eu Sozinho continua como vinho, e com exceção de Tão Sozinho que parecem sobra do disco de estreia, é um trabalho atemporal.\nTambém gostei demais do disco solo de Teago Oliveira, do Maglore. Destaque para a pedrada Corações em Fúrias.\n Desde 2016 venho listando aqui no blog as minhas estatísticas de músicas e discos ouvidos. Os anos anteriores ficaram assim: 2018, 2017 e 2016 e 2004.\nTodos as estatísticas anuais estão reunidas aqui.\n",
    "dateiso": "2019-12-25 12:57:00 -0300",
    "date": "12:57 p.m. on Dec 25, 2019",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2019/12/25/mais-ouvidas-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2019%2F12%2F25%2Fmais-ouvidas-em.html"
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  {
    "id": 147,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "‪Cheguei atrasado ao PS4 e preciso de amigos por lá. 😊Postem seus usernames, please.‬\n",
    "dateiso": "2019-12-24 16:57:00 -0300",
    "date": "4:57 p.m. on Dec 24, 2019",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2019/12/24/cheguei-atrasado-ao-ps-e.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2019%2F12%2F24%2Fcheguei-atrasado-ao-ps-e.html"
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  {
    "id": 148,
    "type": "post",
    "title": "SeuZé no Bud’s Pub",
    "text": "Já está rolando a venda antecipada de ingressos para o show do próximo dia 21/12, no @budsnatal. R$ 15 (com taxa de serviço já inclusa). www.sympla.com.br/budsnatal\nMúsicas de todos os discos + versões novas e velhas pra bandas/compositores que a gente curte.\n",
    "dateiso": "2019-12-12 20:46:00 -0300",
    "date": "8:46 p.m. on Dec 12, 2019",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2019/12/12/seuz-no-buds-pub.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2019%2F12%2F12%2Fseuz-no-buds-pub.html"
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  {
    "id": 149,
    "type": "post",
    "title": "Quando a educação pede socorro - #SOS4Centenário",
    "text": "A Escola Municipal 4º Centenário, onde orgulhosamente trabalho há 8 anos está enfrentando um momento delicado. Após 20 anos de parceria com a UnP, período no qual utilizamos as instalações da universidade, estamos sem espaço definido para funcionar a partir de 2020.\nAo longo dessas duas décadas, nossa escola acumulou inúmeras conquistas, fruto de um trabalho sério e de muita dedicação: durante muito tempo tivemos o maior IDEB entre as escolas municipais de Natal; fomos a escola que mais aprovou para exames de seleção para o IFRN e Escola Agrícola de Jundiaí; tivemos inúmeros alunos medalhistas nas Olimpíadas de Matemática, Astronomia e nosso projeto de robótica é pioneiro na educação pública do Rio Grande do Norte.\nMas, infelizmente, ao longo desses 20 anos, não tivemos o reconhecimento merecido que seria a construção de um espaço próprio para que desenvolvamos os nossos trabalhos e projetos.\nDiante disso, convocamos toda a comunidade escolar do 4º Centenário para uma mobilização que ocorrerá na próxima quinta-feira, com concentração marcada para as 13h30 em frente à escola e com saída rumo à prefeitura às 14h.\nConvocamos alunos (as), ex-alunos (as), professores(as), ex-professores(as), funcionários(as), ex-funcionários(as), pais, mães, responsáveis e todos os que de alguma forma se importam com a educação pública de qualidade a exigirem conosco:\n Um plano construção de um prédio próprio para o 4º Centenário; A oficialização do lugar temporário em que a escola funcionará enquanto o prédio próprio não estiver pronto.  Todos juntos por um 4º Centenário forte e estruturado!\n#SOS4centenario\n",
    "dateiso": "2019-10-21 20:49:00 -0300",
    "date": "8:49 p.m. on Oct 21, 2019",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2019/10/21/quando-a-educao-pede-socorro.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2019%2F10%2F21%2Fquando-a-educao-pede-socorro.html"
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  {
    "id": 150,
    "type": "post",
    "title": "Mais um Murakami para a conta",
    "text": "Acabo de ler O incolor Tsukuru Tazaki e os seus anos de peregrinação, de Haruki Murakami e mais uma vez uma obra do escritor japonês me deixa em estado reflexivo. Pelos registros que mantenho no meu Goodreads, esse é o sétimo livro que leio do autor. Antes, passei por Do que eu falo quando eu falo de corrida, 1Q84, Kafka à Beira Mar, Norwegian Wood, O elefante desaparece e Romancista como vocação\nAlgumas temáticas recorrentes nos títulos que eu já havia lido reparecem nesse \u0026ldquo;Incolor Tsukuru\u0026rdquo;, mas não chegam a desabonar a obra para mim. Muitas referências a comida, exercícios físicos e música, muita música. Mais uma vez a música assume um papel central no texto de Murakami, como um personagem que ajuda a dar sentido à narrativa. De alguma forma, a maneira como o japonês se utiliza da música me faz lembrar alguns filmes da Nouvelle Vague francesa, em especial Um Homem, Uma Mulher, em que Claude Lelouch explora execuções musicais de uma forma que me tocou bastante.\nPela primeira vez, senti algum incômodo com o estilo de narrativa do autor. Não sei se deixei passar batido na leituras anteriores, ou se é realmente uma questão específica do livro que acabei de ler, mas percebi uma adjetivação exagerada nas descrições de cenários e personagens, recurso que, na minha opinião, tolhe do leitor a possibilidade de concluir por si só alguns aspectos da narrativa, bem como de criar seus próprios julgamentos sobre características de personagens.\nMas, sem dúvidas, um aspecto que sempre me chama a atenção nos escritos desse romancista nipônico, é o viés de disciplina que sempre emerge de alguns de seus personagens. A natação quase sagrada de Tsukuru, a dedicação de Preta no trato com a cerâmica. Sempre que me deparo com esse elemento tão ressaltado da cultura oriental, tenho a vontade de trabalhar um pouco mais a disciplina na minha rotina. Seja em busca de uma alimentação mais saudável ou de uma rotina de atividades físicas mais regulares, seja na organização da minha vidaprofissional.\nMais uma vez, os personagens de Haruki Murakami trazem pra mim esse insigth da disciplina.\nFinalizo esse texto na indecisão sobre que livro começarei a ler na sequência. Estavam nos meus planos iniciar a trilogia biográfica de Getúlio Vargas escrita por Lira Neto, concluir O fim do homem soviético, que é gigante, mas já avancei para além da metade, mas devo começar outro ainda não lido de Murakami.\nEnquanto isso, vou aqui no Irachai do Midway pegar alguns sushis e sashimis para o almoço.\n",
    "dateiso": "2019-09-12 10:49:00 -0300",
    "date": "10:49 p.m. on Sep 12, 2019",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2019/09/12/mais-um-murakami.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2019%2F09%2F12%2Fmais-um-murakami.html"
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  {
    "id": 151,
    "type": "post",
    "title": "Especial Los Hermanos",
    "text": "Nesse sábado faço um especial Los Hermanos com os chapas Ticiano D\u0026rsquo;Amore e Raphael Bender. Bud\u0026rsquo;s Pub. R$ 10.\n",
    "dateiso": "2019-05-28 18:02:00 -0300",
    "date": "6:02 p.m. on May 28, 2019",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2019/05/28/post-t.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2019%2F05%2F28%2Fpost-t.html"
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  {
    "id": 152,
    "type": "post",
    "title": "Newsletter",
    "text": "Estou organizando uma newsletter pra manter contato com as pessoas que deixei de dar e ter notícias desde que passei a me afastar um pouco das redes sociais.\nPretendo mandar um e-mail por semana, compartilhando um pouco do que tenho lido, ouvido, assistido e outras coisas que mexem positivamente com a cuca.\n",
    "dateiso": "2019-04-26 11:40:00 -0300",
    "date": "11:40 p.m. on Apr 26, 2019",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2019/04/26/newsletter.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2019%2F04%2F26%2Fnewsletter.html"
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  {
    "id": 153,
    "type": "post",
    "title": "Filmes vistos em 2018",
    "text": "Montagem automática gerada pelo Letterboxd com os pôsteres de todos os filmes que assisti em 2018\nDesde 2016 passei a registrar os filmes que assisto. Foi quando comecei a utilizar o Letterboxd, uma rede social/plataforma voltada para cinema. Além do fator social, de poder acompanhar o que as pessoas que você segue têm assistido e que impressões têm postado, o Letterboxd tem um sistema de estatísticas fantástico que gera dados a partir das películas que você registra por lá.\nNo meu year in review de 2018, a plataforma me avisa que assisti 24 filmes ao todo.\nNo geral foi um ano em que assisti a muitas séries e acabei vendo bem menos filmes do que gostaria. Dos que consegui assistir, os que mais me marcaram foram Call me By Your Name (o monólogo do fim do filme é um das cenas mais marcantes dos últimos tempos para mim), Love is Strange e Little Man (ter descoberto a filmografia de Ira Sachs foi uma grata surpresa).\nSeguem abaixo algumas estatísticas geradas pelo Letterboxd para os filmes que assisti ao longo do ano.\nResumo 2018\nDistribuição anual e semanal de filmes assistidos\nPrimeiro e último filmes assistidos em 2018\nFilmes assistidos por país\nGêneros, países e idiomas\nDiretores mais assistidos em 2018\nAtores e atrizes mais assistidos em 2018\n Desde 2016 venho reunindo aqui no blog as estatísticas que o Letterboxd gera a cada ano. Veja como foi nos anos anteriores: 2017, 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2019-01-04 10:57:00 -0300",
    "date": "10:57 p.m. on Jan 4, 2019",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2019/01/04/filmes-vistos-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2019%2F01%2F04%2Ffilmes-vistos-em.html"
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  {
    "id": 154,
    "type": "post",
    "title": "Livros lidos em 2018",
    "text": "Mantendo a tradição por aqui, segue a relação de livros lidos ao longo do ano, com alguns comentários sobre os títulos que mais me chamaram a atenção.\nConfesso que perdi: memórias\nJuca Kfouri\nDados e homens: a história de Dungeons \u0026amp; Dragons e seus jogadores\nDavid M. Ewalt\nSete Anos Bons Etgar Keret\nTrinta e poucos: crônicas\nAntônio Prata\nComo as democracias morrem\nSteven Levitsky e Daniel Ziblatt\nNorwegian Wood\nHaruki Murakami\nNu, de botas\nAntônio Prata\nDe repente, uma batida na porta\nEtgar Keret\n Desde 2016 venho listando as minhas leituras anuais. Veja que livros foram lidos por aqui em anos anteriores: 2017, 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2018-12-30 17:49:00 -0300",
    "date": "5:49 p.m. on Dec 30, 2018",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2018/12/30/livros-lidos-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2018%2F12%2F30%2Flivros-lidos-em.html"
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  {
    "id": 155,
    "type": "post",
    "title": "Mais ouvidas em 2018",
    "text": " Desde 2016 venho listando aqui no blog as minhas estatísticas de músicas e discos ouvidos. Os anos anteriores ficaram assim: 2017 e 2016 e 2004.\nTodos as estatísticas anuais estão reunidas aqui.\n",
    "dateiso": "2018-12-26 13:11:00 -0300",
    "date": "1:11 p.m. on Dec 26, 2018",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2018/12/26/mais-ouvidas-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2018%2F12%2F26%2Fmais-ouvidas-em.html"
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  {
    "id": 156,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Pelada de Society em Capim Macio. Quartas-feiras, 20 às 22h. Faltando uma vaga de mensalista para começarmos. Alguém?!\n",
    "dateiso": "2018-06-20 16:07:00 -0300",
    "date": "4:07 p.m. on Jun 20, 2018",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2018/06/20/pelada-de-society-em-capim.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2018%2F06%2F20%2Fpelada-de-society-em-capim.html"
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  {
    "id": 157,
    "type": "post",
    "title": "Paternidade em tempos de YouTube",
    "text": "No dia em que Nina nasceu recorri ao YouTube para aprender como segurar um recém-nascido e trocar fraldas. Dois anos depois fiz o mesmo para conseguir desembaraçar o seu cabelo.\nNão há, porém, YouTube que me treine para pôr touca de natação de maneira aceitável.\n",
    "dateiso": "2018-06-08 12:55:00 -0300",
    "date": "12:55 p.m. on Jun 8, 2018",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2018/06/08/paternidade-em-tempos.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2018%2F06%2F08%2Fpaternidade-em-tempos.html"
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  {
    "id": 158,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Saiam daqui e vamos para lá.\n",
    "dateiso": "2018-04-06 08:26:00 -0300",
    "date": "8:26 p.m. on Apr 6, 2018",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2018/04/06/saiam-daqui-e-vamos-para.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2018%2F04%2F06%2Fsaiam-daqui-e-vamos-para.html"
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  {
    "id": 159,
    "type": "post",
    "title": "Carimbo",
    "text": "Tento pegar um remédio para Nina na Farmácia Popular e atendente nega. Motivo: a médica havia carimbado apenas uma das duas vias da receita. 2018 e o carimbo continua umas das invenções mais estranhas da humanidade.\nMário Prata já tinha cantado essa bola.\n",
    "dateiso": "2018-04-05 12:48:00 -0300",
    "date": "12:48 p.m. on Apr 5, 2018",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2018/04/05/carimbo.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2018%2F04%2F05%2Fcarimbo.html"
  },
  {
    "id": 160,
    "type": "post",
    "title": "Trinta e poucos",
    "text": "Motivado após ler varias colunas de Antônio Prata, tive hoje o meu primeiro contato com o autor através de livros.\n",
    "dateiso": "2018-03-30 12:42:00 -0300",
    "date": "12:42 p.m. on Mar 30, 2018",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2018/03/30/trinta-e-poucos.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2018%2F03%2F30%2Ftrinta-e-poucos.html"
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  {
    "id": 161,
    "type": "post",
    "title": "De volta à Florença renascentista",
    "text": "Imagem de divulgação do jogo Assassins Creed II (Ubisoft)\nNo último domingo voltei a jogar Assassin\u0026rsquo;s Creed II. Eu havia comprado uma cópia digital do jogo pouco depois de pegar o meu Xbox One, em 2016.\nAntes de recomeçar o game da Ubisoft, procurei as estatísticas da primeira tentativa e vi que eu já tinha pouco mais de 7 horas de gameplay. Mesmo assim, optei por começar do zero mais uma vez. Além de não lembrar dos comandos, já estava esquecido dos principais elementos da narrativa.\nNa realidade, a motivação para voltar ao jogo veio após ouvir, num Braincast, as impressões de Carlos Merigo sobre o Assassin\u0026rsquo;s Creed Origins, e sobre como o debute de Ézio na franquia continuava convincente. Fiquei realmente bastante empolgado após recomeçar. Mesmo considerando que os gráficos parecem ter envelhecido muito rápido após cerca de 9 anos de lançamento e constatando que algumas mecânicas são bem repetitivas, a narrativa do jogo é muito cativante.\nAcredito que desisti durante a primeira tentativa por ainda não estar tão acostumado aos controles analógicos de jogos em terceira pessoa. À época eu havia recém comprado meu Xbox One e quando tive o 360, joguei muito pouco. Dessa forma, faltava-me habilidade e segurança para encarar os controles dos videogames modernos. Esses dois anos de imersão nos game trouxeram-me mais segurança e destreza, de modo a ter bem mais facilidade para encarar desafios que o jogo propõe, nessa nova investida.\nTambém penso que a ansiedade para jogar o máximo de títulos possíveis num curto intervalo de tempo tenha me feito pular de um jogo para outro, me levando a abandonar vários gameplays iniciados. Penso que controlei melhor essa ansiedade. Tenho comprado menos jogos e aceitado olhar com mais atenção para a grande biblioteca que acumulo no console da Microsoft. Inclusive outros títulos da série da Ubi: Assassin’s Creed III e Brotherhood.\nTenho constatado que os jogos em terceira pessoa costumam me cativar mais. Desde que voltei a ter uma rotina gamer, a partir do segundo semestre de 2016, os games que têm me dado vontade de continuar e me prendido pela imersão, têm essa premissa.: Watch Dogs, GTA V, Zelda Breath of The Wild e o próprio ACII.\nCheguei a tentar jogar novamente Fallout 4, mas a experiência em primeira pessoa não tem me atraído tanto.\n",
    "dateiso": "2018-02-27 12:38:00 -0300",
    "date": "12:38 p.m. on Feb 27, 2018",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2018/02/27/de-volta-florena.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2018%2F02%2F27%2Fde-volta-florena.html"
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  {
    "id": 162,
    "type": "post",
    "title": "Enfim 2018",
    "text": "A gente tenta fugir do clichês, mas alguns deles nos engolem. O ano no Brasil só começa após o Carnaval. O efeito psicológico que a festa momesca ao servir como marco para início efetivo do ano é impressionante. Especialmente para mim, cujas férias sempre acontece, em janeiro. Quando o Carnaval ocorre no começo de fevereiro, a sensação fica ainda mais forte.\nOntem, quarta-feira de cinzas, foi dia de fica em casa. Passei a manha use toda no computador, lendo coisas relacionadas a produtividade, incluindo referências e casos de pessoas anônimas que usam esse Day One para manter um diário. Passei um bom tempo desligado de conteúdo escrito sobre tecnologia, aplicativos. Mas uma certa inércia provocada após refletir sobre o meu uso de rede sociais me levou a algumas escolhas.\nSaí de uma série de grupos de Whatsapp, apaguei o aplicativo do Facebook do meu telefone (acabei de fazer o mesmo em relação ao iPad do qual escrevo), e deixei de seguir uma série de perfis no Twitter e Instagram. Tudo seguindo a máxima de usar o meu tempo de uma forma mais proveitosa e de tentar amenizar a ansiedade que o uso dessas formas do conexão trazem.\nVenho refletindo bastante sobre a passividade no consumo de conteúdo que o Facebook e similares incitam. Sinto falta de um tempo não muito distante em que o meu uso da internet era mais proativo, sem depender do que o algoritmo das redes sociais azuis me sugerem. Seja lendo e participando de fóruns como o Making Off, ou visitando os próprios sites produtores de conteúdo, tenho uma certa saudade de como a internet funcionava para mim antes do estabelecimento do Facebook, em especial.\nNa busca por mais autonomia sobre o meu consumo digital, me vi voltando a utilizar o a Feedly, seguindo novos conteúdos ou retomando alguns antigos dos quais já fui fiel leitor. Mesmo considerando que devo realmente reduzir minha presença nas redes sociais, preciso ter cuidado para não me abarrotar com um feed cheio de noticiais não tão significativas, que acabariam me privando daqueles conteúdos que eu já havia decidido priorizar em 2018: livros e filmes.\nAinda não engrenei em nenhuma leitura nesse ano. Recomecei a ler o “Sapiens” em janeiro, mas o livro ainda não me fisgou. Vou tentar como estratégia manter duas leituras simultâneas: um livro de ficção e outro de não-ficção. O obstáculo que vim colocando para mim mesmo nas últimas semanas é que precisava encontrar a leitura ideal no Lelivros ou comprar algo novo na Amazon. Mas não posso me enganar. Minha estante e Kindle estão cheios de coisas esperando a minha atenção.\nPela praticidade, dessa vez vou priorizar o e-reader e começar hoje mesmo o último de Murakami que pus do leitor.\n",
    "dateiso": "2018-02-15 12:33:00 -0300",
    "date": "12:33 p.m. on Feb 15, 2018",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2018/02/15/enfim.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2018%2F02%2F15%2Fenfim.html"
  },
  {
    "id": 163,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Alguém recomenda nutricionista em Natal que atenda pela Unimed?\n",
    "dateiso": "2018-01-22 17:08:00 -0300",
    "date": "5:08 p.m. on Jan 22, 2018",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2018/01/22/algum-recomenda-nutricionista-em-natal.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2018%2F01%2F22%2Falgum-recomenda-nutricionista-em-natal.html"
  },
  {
    "id": 164,
    "type": "post",
    "title": "Filmes vistos em 2017",
    "text": "Montagem automática gerada pelo Letterboxd com os pôsteres de todos os filmes que assisti em 2017\nDesde 2016 passei a registrar os filmes que assisto. Foi quando comecei a utilizar o Letterboxd, uma rede social/plataforma voltada para cinema. Além do fator social, de poder acompanhar o que as pessoas que você segue têm assistido e que impressões têm postado, o Letterboxd tem um sistema de estatísticas fantástico que gera dados a partir das películas que você registra por lá.\nNo meu year in review de 2027, a plataforma me avisa que assisti 42 filmes ao todo.\nSeguem abaixo algumas estatísticas geradas pelo Letterboxd para os filmes que assisti ao longo do ano.\nResumo 2017\nDistribuição anual e semanal de filmes assistidos\nPrimeiro e último filmes assistidos em 2017\nFilmes assistidos por país\nGêneros, países e idiomas\nAtores e atrizes mais assistidos em 2017\n Desde 2016 venho reunindo aqui no blog as estatísticas que o Letterboxd gera a cada ano. Veja como foi nos anos anteriores: 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2018-01-04 11:01:00 -0300",
    "date": "11:01 p.m. on Jan 4, 2018",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2018/01/04/filmes-vistos-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2018%2F01%2F04%2Ffilmes-vistos-em.html"
  },
  {
    "id": 165,
    "type": "post",
    "title": "Livros lidos em 2017",
    "text": "Com um Xbox One e um Nintendo Switch em casa, em 2017 a leitura comeu poeira para os videogames. Mas, para manter a tradição por aqui, segue a relação de livros lidos ao longo do ano.\nRita Lee: uma autobiografia\nRita Lee\nEscrevi um pouco sobre a autobiografia de Rita Lee [aqui], (https://felipetavares.me/rita-lee-por-ela-mesma).\nTudo que é ruim é bom para você: como os games e a TV nos tornam mais inteligentes\nSteven Johnson\nUltralight: the zen habits guide to traveling light \u0026amp; living light\nLeo Babauta\nA guerra dos consoles: Sega, Nintendo e a batalha que definiu uma geração\nBlake J. Harris\n Desde 2016 venho listando as minhas leituras anuais. Veja que livros foram lidos por aqui em anos anteriores: 2016.\nTodos esses compilados anuais estão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2017-12-30 17:47:00 -0300",
    "date": "5:47 p.m. on Dec 30, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/12/30/livros-lidos-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2017%2F12%2F30%2Flivros-lidos-em.html"
  },
  {
    "id": 166,
    "type": "post",
    "title": "Mais ouvidas em 2017",
    "text": "A tentação de culpar Nina pelos resultados inesperados, é grande. Mas pode botar \u0026ldquo;De Nada\u0026rdquo; e \u0026ldquo;Se enamora\u0026rdquo; na minha conta.\n Desde 2016 venho listando aqui no blog as minhas estatísticas de músicas e discos ouvidos. Os anos anteriores ficaram assim: 2016 e 2004.\nTodos as estatísticas anuais estão reunidas aqui.\n",
    "dateiso": "2017-12-27 13:12:00 -0300",
    "date": "1:12 p.m. on Dec 27, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/12/27/mais-ouvidas-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2017%2F12%2F27%2Fmais-ouvidas-em.html"
  },
  {
    "id": 167,
    "type": "post",
    "title": "10 anos do encontro com a majestade",
    "text": "Eu, Reginaldo Rossi e Márcia. Recife, 07 de dezembro de 2007\n",
    "dateiso": "2017-12-07 08:33:00 -0300",
    "date": "8:33 p.m. on Dec 7, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/12/07/anos-do-encontro-com-a.html",
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  {
    "id": 168,
    "type": "post",
    "title": "Ir ao cinema na província",
    "text": "Ontem, feriado dos Mártires de Cunhaú e Uruaçú, fui ao cinema com Nina e Márcia. Estávamos pensando em algo para entreter a pequena e numa rápida pesquisa na programação de filmes da cidade, vi que o Lego Ninjago seria uma boa opção\nRapidamente trocamos de roupa e rumamos para o Cinemark do Midway.\nAinda não tinha visto nenhuma animação baseada no universo do brinquedo mais famoso da Dinamarca e fiquei bastante surpreso com a qualidade da produção. Detrator confesso do 3D no cinema, achei que as três dimensões couberam bem ao desenho. Fiquei curioso para ver outros desenhos da franquia.\nMais uma vez, constatei que passar muito tempo nos espaços públicos natalenses trazem o risco de sermos expostos a absurda ausência de civilidade que impera na província. Seja no trânsito, filas de banco ou estádios de futebol. Todo dia algo para lamentar.\nOntem, uma senhora que sentava atrás de mim e , ao que indica, estava com os netos, entretia uma das crianças que acompanhava com algum conteúdo que explodia em sons e luzes de um telefone celular.\nO mais lamentável da situação é que a senhora parecia convicta de não estar fazendo nada de errado. Após ouvir chiados que imperavam silêncio, chegou a dizer que só desligaria o telefone, para evitar ter que brigar.\nA minha formação me impele a relativizar a situação, considerando que a mal educada em questão vem de outro tempo, teve outra educação e não é totalmente culpada da falta de senso coletivo. Sem ironia, até concordo com esse abrandamento. O que dói é constatar que em Natal a a confusão do público com o privado e a falta de civilidade não são questões generacionais e que a minha Ninoca provavelmente ainda viverá numa cidade em que o egoísmo e o pensamento pequeno ainda estarão em voga.\n",
    "dateiso": "2017-10-04 12:24:00 -0300",
    "date": "12:24 p.m. on Oct 4, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/10/04/ir-ao-cinema.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2017%2F10%2F04%2Fir-ao-cinema.html"
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    "id": 169,
    "type": "post",
    "title": "De volta aos videogames",
    "text": "No último mês de junho, completou-se um ano desde que voltei a jogar videogame após comprar um Xbox One. Podcasts e canais de YouTube que eu acompanho despertaram em mima vontade de retomar esse hobbie que cultivei durante muito tempo e que esteve latente desde que eu encostei o meu Master System e deixar de ir aos playgames próximos a casa dos meus pais.\nNa realidade, tive consoles em quase todas as gerações passadas. Em 2012 e 2013 experimentei o Xbox 360. Em 2010 comprei um Wii e passei algum tempo com ele. Antes, por volta de 2006 ou 2007 (não lembro bem), atrasado, cheguei ao PS2. Mas, mesmo tendo passado por lançamentos recentes da Sony, Microsoft e Nintendo, não me envolvi intensamente.\nO motivo é que entre 2003 (talvez até antes) e 2015, estive fortemente envolvido com música, seja tocando, fazendo shows ou produzindo. Nesse intervalo de tempo também concluí minha graduação e mestrado em História e comecei a atuar como professor. Mas a minha atividade musical - sobretudo no SeuZé - consumia praticamente todo o meu tempo livre, ainda que eu fizesse tudo isso com gosto.\nDessa maneira, não consegui me dedicar suficientemente aos games. No PS2 fui fisgado por Shadow of The Colossus e joguei um pouco de PES. No Wii joguei bastante Mario Kart e Wii Sports, além de ter visitado outros jogos como Silent Hill e Godfather. Já no Xbox 360, fiquei muito tempo no Fifa e passei por Call of Duty e Assassins Creed. Fora isso, não consegui ir além.\nNa realidade, quando comprei os consoles mencionados acima, o meu maior interesse era pegar o Fifa do ano e desafiar alguns amigos ou tentar partidas online. Mas a prioridade que eu dava às outras atividades nas quais estava envolvido me fazia sentir um certo sentimento de culpa por passar horas do meu tempo precioso sentado no sofá e encarando desafios virtuais.\nEssa nova investida no mundo dos videogames tem sido diferente. Estou verdadeiramente envolvido a ponto de encarar a mídia como meu hobbie favorito. Nesse pouco mais de um ano joguei bastante no Xbox, mas também dediquei muito tempo a outros sistemas, sobretudo antigos.\nMontei uma pequena máquina de emulação baseada numa placa Raspberry Pie e tenho acesso a praticamente todos os consoles das gerações de 8, 16 e 32 bits. Foi lá que finalmente consegui zerar Alex Kidd, do Master System e Super Mário Word, no Super Nintendo, por exemplo.\nEm junho desse ano entrei no mundo dos portáteis a partir de um Nintendo 3DS e fiquei impressionado como a Big N tem domínio sobre os pequenos consoles. Não tive contato com nenhuma versão de Gameboy nem dos DSs anteriores e fui fortemente impactado pela jogabilidade de jogos como Super Mário 3D Land e Mário Kart 7. Também foi através do 3DS que pude enfim conhecer melhor e zerar o Super Mário Bros de 1985, do Nintendinho.\nHá algumas semanas instalei meu Wii na TV da sala e ainda estou em êxtase com o New Super Mário Bros. Que jogo delicioso!\nAcho improvável que essa reconexão que tive com os games seja passageira. A despeito da empolgação com jogos novos e antigos, estou profundamente envolvido com a cultura dos videogames. Podcasts como o Pouco Pixel, o Jogabilidade e o 99 Vidas, bem como canais de YouTube dedicados a analisar a mídia sob diferentes prismas têm me dado algum embasamento para apreciar esses jogos eletrônicos de uma forma mais contextual e analítica.\nTambém tem sido divertidíssimo o contato com uma bibliografia que eu desconhecia e que aborda aspectos diversos dos videogames como mídia. No momento estou avançando na leitura de A Guerra dos Consoles, que busca reconstruir de maneira bastante leve os bastidores da disputa Sega x Nintendo entre o fim dos anos 1980 e a primeira metade da década de 1990.\nA empolgação é tamanha que cheguei mesmo a pensar em produzir algum conteúdo sobre o tema, seja na forma de podcast ou de blog. Na verdade não desisti totalmente da ideia. Mas dada a complexidade de colocar qualquer dessas ideias em prática e a ânsia por escrever sobre o tema, optei por aproveitar esse espaço que já estava pronto e sem perspectiva de uso. Resolvo os dois problemas de uma vez.\n",
    "dateiso": "2017-09-01 18:50:49 -0300",
    "date": "6:50 p.m. on Sep 1, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/09/01/de-volta-aos.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2017%2F09%2F01%2Fde-volta-aos.html"
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    "id": 170,
    "type": "post",
    "title": "Pendências resolvidas",
    "text": "Super Mario Bros (1985) do Nintendinho devidamente zerado.\nDo ano passado para cá venho numa jornada quase arqueológica revisitando e jogando pela primeira vez alguns jogos das gerações de 8 e 16 bits que eu nunca havia terminado.\nContinuo jogando os lançamentos do Xbox One e outros jogos mais modernos, mas a Nintendo conseguia (e ainda consegue) criar experiências ideais para a minha rotina de gamer-pai-músico-professor. Recompensas em intervalos de tempo mais curtos e mecânicas simples, mas desafiadoras.\nMuito massa ter chegado ao fim de um clássico que não joguei na \u0026ldquo;época certa\u0026rdquo; dado a minha infância seguista.\nA estreia do bigodudo nos 8-bits da Big N envelheceu muito bem.\n",
    "dateiso": "2017-08-23 12:20:00 -0300",
    "date": "12:20 p.m. on Aug 23, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/08/23/pendncias-resolvidas.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2017%2F08%2F23%2Fpendncias-resolvidas.html"
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  {
    "id": 171,
    "type": "post",
    "title": "Centenário",
    "text": "Estádio Centenário, Montevidéu. 30 de junho de 2017 (Foto minha)\nSaímos mais tarde de casa do que eu gostaria. Por volta das 11h. Mas o nascer do sol tardio para os padrões natalenses e o frio matinal do inverno montevideano, justificam, em parte, nosso atraso.\nComeçamos o programa do dia com um passeio na orla da cidade, seguindo a famosa Rambla. Saímos de Punta Carretas em direção a Pocitos. Quem é acostumado com a orla de cidades nordestinas como Natal e especialmente Maceió, a \u0026ldquo;via costeira\u0026rdquo; de Montevidéu não impressiona. O fato de eu já ter conhecido o Rio da Prata em Buenos Aires e Colônia, também contribuiu para enfraquecer a impressão que tive da costa da cidade. De toda forma, fui impactado pelo casamento da paisagem natural com a arquitetura sessentista dos prédios da Rambla.\nTalvez por se tratar de um dia de semana, senti a falta de mais pessoas caminhando ou se exercitando pelo calçadão daquela que parece ser uma das áreas mais nobres da capital uruguaia.\nContinuamos caminhando até o letreiro da cidade, tal qual o que inauguraram recentemente em Natal, na Praia de Areia Preta. Pausa para fotos e vídeos de turista e decidimos voltar ao nosso ponto de origem, dessa vez caminhando por dentro do bairro de Pocitos. Em geral, achei a paisagem dessa área de Montevidéu bem parecida com Copacabana e outros bairros da Zona Sul carioca.\nUm dos momentos mais legais desse dia de flanagem, foi chegar, por acaso numa feira de alimentos, de rua. Para quem tinha como referência as feiras natalenses, aquela uruguaia me encantou bastante. Fiquei surpreso com a aparência, tamanho e suposta qualidade dos vegetais expostos. Também não passaram despercebidos alguns trailers/caminhões que vendiam diversos tipos de queijos e embutidos.\nFeira livre em Pocitos, Montevidéu.\nMas um pouco de andança pela região e acabamos chegando no lugar que havíamos escolhido para almoçar: o restaurante Le Perdiz. Mais uma vez fomos em busca dos assados do Uruguai. Mais uma vez foi uma experiência ímpar degustar a carne do país. É impressionante como eles conseguem conciliar uma carne extremamente macia, limpa e no ponto certo. Não lembro se já abordei isso em textos anteriores sobre essa viagem, mas eu saí do Brasil com um certo receio dos preços dos restaurantes do Uruguai. Os blogs e demais fontes que consultei alertavam para esse fato. No fim, achei tudo meio compatível com o preço que se pratica em Natal. Considerando que estamos pagando cerca de R$ 50 por pessoa em churrascarias nobres da cidade é que gasto isso ou mais quando vou, por exemplo, ao Rachid\u0026rsquo;s, penso que está bem razoável.\nApós o almoço, nos separamos em dois grupos e rumamos em direção ao Estádio Centenário. Mais uma vez achamos mais fácil tomar um Uber do que outras formas de transporte.\nProvavelmente Montevidéu não precisa de um sistema de metrô. Os ônibus não aparentam andarem muito lotados e parecem chegar a praticamente toda a cidade, mas confesso que fiquei um pouco mal acostumado com as facilidades do metrô de Santiago.\nA ideia de programação para o estádio-sede da Copa de 1930 era uma visitação ao Museo do Futebol. Assim foi feito. No geral, achei o museu bastante desorganizado. Não há uma lógica na disposição dos itens expostos. Não se sabe se estão organizados de maneira temática ou cronológica. Inclusive há a presença de uma série de objetos que não são diretamente ligados ao esporte bretão. É o caso de alguns cartazes de jogos olímpicos.\nO segundo andar do museu tinha itens mais interessantes, como troféus e camisas de clubes e da seleção do país.\nMas a melhor parte da visita ao museu foi poder entrar e contemplar o estádio a partir da arquibancada. A minha ligação com o futebol, por si só, já seria suficiente para que uma ida ao Centenário me emocionasse de alguma forma. Mas, por razões desconhecidas, vim nutrindo ao longo da minha vida um tipo de admiração pelo futebol uruguaio. Até consigo listar alguns episódios esporádicos em que a mística da celeste e do futebol uruguaio como um todo me tocaram, como a final da Copa América de 1995, as oitavas de final da Copa de 1990 e a graça de ter sido pego de surpresa ao poder ver um jogo do Penharol, em Colônia, em janeiro de 2011.\nEstar no Centenário, ainda que apenas na condição de visitante, trouxe-me uma emoção diferente. As condições gerais do estádio me surpreenderam positivamente. A impressão que construí nos últimos anos, ao assistir partidas e reportagens pela televisão, era a de que o estádio estava em condições de conservação piores do que as que de fato encontrei.\nA vontade de assistir uma partida naquele templo do futebol tomou conta de mim tão logo deixei as arquibancadas. Passei tanto tempo deslumbrado que quase perdi a hora de mais uma etapa do tour: uma visita ao mirante daquele equipamento esportivo. Segundo a guia que acompanhou a mim e Marcia, aquele era o ponto mais alto da cidade para uma mirada em 360º.\nExperiência interessante, ter uma impressão das cercanias do estádio de um ponto tão alto, mas o Centenário parecia imantado em relação aos meus olhos. Logo esqueci da paisagem mais ampla de Montevidéu e voltei minha atenção para o templo do futebol uruguaio.\nInfelizmente, a lojinha do museu estava fechada quando eu e Márcia concluímos nossa visita, mas os últimos momentos no lugar foram suficientes para que os gentis funcionários, ao perceber meu deslumbramento, me informassem que o jogo do Nacional, que acontecerá amanhã - e eu imaginava que ocorreria em outro campo - será ali mesmo, no Centenário. Confirmei a informação na bilheteria, mas preciso descobrir onde posso comprar minha entrada, já que, por alguma razão, os ingressos não serão vendidos no palco do espetáculo.\nApós deixar o museu, demos uma volta no mesmo parque em que já estávamos. Como de praxe, havia muitos brinquedos de criança e Nina se fez. Num dado momento foi interessante ver Nina interagindo com uma garotinha montevideana com idade semelhante a dela. Mais uma vez fomos bem recebidos por locais da cidade. O pai da nova colega de Nina foi bastante gentil e nos ajudou bastante ao indicar o local correto para pegarmos o ônibus que nos levaria de volta a Punta Carretas.\nDia para ficar na memória.\n",
    "dateiso": "2017-06-30 11:33:00 -0300",
    "date": "11:33 p.m. on Jun 30, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/06/30/centenrio.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2017%2F06%2F30%2Fcentenrio.html"
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  {
    "id": 172,
    "type": "post",
    "title": "Quando um flanneur brasileiro encontra um dos carrascos da Copa de 50",
    "text": "Calou o Maracanã em 50\nEm janeiro de 2011, eu e Márcia fomos a Buenos Aires acompanhados de Gabriela e Louise. Naquela ocasião, eu não me preocupei nem um pouco com a programação da viagem, confiando às garotas a tarefa de elaborar o roteiro. Marinheiro de primeira viagem em viagens para o exterior, acatei aquilo sem problemas e gostei bastante das escolhas que elas fizeram.\nAcontece que voltei daquela viagem decidido a ser mais proativo no planejamento das minhas próximas investidas fora de Natal. Em quase todos os destinos para os quais fui a partir de então, me envolvi bastante na pesquisa sobre os lugares, chegando mesmo a gostar daquela tarefa.\nUm misto de preguiça e desprendimento me fez despreocupar com o planejamento do que faria em Montevidéu. Cheguei a pesquisar em várias fontes, de blogs a vídeos, mas acabei sem sistematizar as informações que colhi em algo como um roteiro. O resultado é que cheguei com uma impressão geral sobre o que fazer na capital uruguaia, mas não tenho a menor ideia do que faremos em cada dia.\nEm nosso primeiro dia completo em Montevidéu, iniciamos - já perto do início da tarde - com uma exploração do Centro. Tomamos um ônibus, cujo motorista nos avisou quando descer para que estivéssemos próximos à Cidade Velha.\nO ponto de partida que escolhemos foi a Praça Independência, um dos cartões postais da cidade (não que isso me valha alguma coisa). De cara, chamou-me a atenção a sobriedade do prédio em que está sediada a presidência do país. Funcional e de uma beleza discreta. Provavelmente, estou chegando ao Uruguai com visão exageradamente positiva, dada a desesperança que gira em torno da situação político-econômica do Brasil. Mas é impressionante constatar como um país de formação histórica semelhante à brasileira, funciona minimamente.\nImediações da Praça Independência. 29 de junho de 2017\nAndamos meio aleatoriamente pelo Centro, no intuito de chegar ao Mercado do Porto, onde almoçaríamos. Entramos pelo portal da Cidade Velha e seguimos por uma espécie de passeio público margeado por lojas instaladas em prédios antigos.\nA primeira parada mais demorada foi na Praça da Constituição, na qual se destacou uma espécie de igreja matriz. Não foi difícil constatar a influência espanhola no estilo arquitetônico daquele edifício católico. Construção horizontalizada e sobriedade na forma que remetem diretamente às paisagens coloniais do norte do México.\nNa sequência, seguimos o caminho e chegamos ao mercado do porto. Eu esperava um lugar mais caótico e inóspito, mas encontrei outra realidade. O calor das churrasqueira dos restaurantes funcionam como aquecedor para o inverno da cidade. Realmente, é de se imaginar que durante o verão a sensação não seja das melhores. Como o objetivo daquele almoço era ir a um bom lugar de carnes, escolhemos a primeira churrascaria que parecesse agradável e me surpreendi com a qualidade da comida.\nSaindo do mercado, optamos por seguir em direção à 5 de julho, onde se localiza boa parte do comércio de rua da cidade. Fiquei impressionado com a quantidade e variedade de lojas, mas logo relacionei essa característica à timidez do Punta Carretas Shopping. Aproveitei o deslocamento e parei na Antel, a estatal de telecomunicações do país. Ainda na Cidade Velha eu havia comprado um chip pré-pago da operadora e não consegui fazê-lo funcionar. No fim das contas, entendi como funcionava o processo, mas por alguma razão os meus créditos acabaram bem antes do que eu imaginava.\nEu, Márcia, Nina e Gabi optamos por voltar caminhando para o nosso Airbnb e foi uma ótima experiência, já que cruzamos a fronteira entre o Centro e uma área mais residencial da cidade.\nChegamos por acaso a um ponto turístico da cidade: uma daquelas grades onde turistas abobalhados prendem cadeados. Na mesma esquina havia uma estátua de um dos carrascos brasileiros na Copa de 1950: Giggia. Também estávamos em frente a uma sorveteria na qual decidimos entrar. Sorvete ok. Mas o melhor dessa pausa foi poder observar, sem ser visto, um mexicano assistindo a semi-final da Copa das Confederações entre o seu país e a Alemanha. Sou bastante curioso para ver como pessoas de outros países lidam com as questões que me interessam. Futebol certamente é uma delas.\nApós isso, caminhamos cerca de 1h30 até chegarmos a nossa hospedagem. Excetuando-se uma ladeira ou outra, flanar pela capital uruguaia é, sem duvida, uma experiência que pretendo repetir outras vezes.\n",
    "dateiso": "2017-06-29 11:01:00 -0300",
    "date": "11:01 p.m. on Jun 29, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/06/29/quando-um-flanneur.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2017%2F06%2F29%2Fquando-um-flanneur.html"
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  {
    "id": 173,
    "type": "post",
    "title": "Montevidéu pela primeira vez",
    "text": "Minha rua em Montevidéu pelos próximos 6 dias\nSobretudo pelo meu gosto por futebol e pela seleção uruguaia, há muito tempo cultivei uma curiosidade sobre Montevidéu. Depois de alguns dias em Santiago, hoje chego à capital uruguaia cheio de empolgação.\n",
    "dateiso": "2017-06-07 11:08:00 -0300",
    "date": "11:08 p.m. on Jun 7, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/06/07/montevidu-pela-primeira.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2017%2F06%2F07%2Fmontevidu-pela-primeira.html"
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  {
    "id": 174,
    "type": "post",
    "title": "Exame de sangue e The Witcher",
    "text": "Duas horas de exame de sangue para uma curva glicêmica. Vamos ver se o bruxo Geralt de Rívia ameniza a espera.\n",
    "dateiso": "2017-05-20 10:36:00 -0300",
    "date": "10:36 p.m. on May 20, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/05/20/exame-de-sangue.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2017%2F05%2F20%2Fexame-de-sangue.html"
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  {
    "id": 175,
    "type": "post",
    "title": "Kafka à beira-mar",
    "text": "Hoje terminei de ler Hoje terminei de ler \u0026ldquo;Kafka à Beira Mar\u0026rdquo;, de Haruki Murakami. A tendinite no punho me impede de escrever mais sobre as minhas impressões, mas percebi algumas repetições de motivos que apareceram em 1Q84. Alguns personagens preocupados com o condicionamento físico, outros em cativeiros em apartamentos.\nNão me cativou tanto quanto o primeiro que li do autor japonês, mas entreteve.\n",
    "dateiso": "2017-04-20 18:10:00 -0300",
    "date": "6:10 p.m. on Apr 20, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/04/20/kafka-beiramar.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2017%2F04%2F20%2Fkafka-beiramar.html"
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  {
    "id": 176,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "\u0026ldquo;Logan\u0026rdquo; está para X-Men Apocalipse, assim como Carlos Eduardo está para Micarla. Nada de excepcional. Mas,dado o anterior, a gente respeita.\n",
    "dateiso": "2017-03-09 11:22:00 -0300",
    "date": "11:22 p.m. on Mar 9, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/03/09/post-t.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2017%2F03%2F09%2Fpost-t.html"
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    "id": 177,
    "type": "post",
    "title": "Rita Lee por ela mesma",
    "text": "Há alguns dias comecei a ler a autobiografia de Rita Lee.\nAssim que o lançamento do livro foi noticiado, fiquei curioso para ver o que a ex-mutante tinha para dizer sobre a sua história de vida. Como bom fã daquela que muitos consideram a maior banda de rock brasileira da história, me interessa em especial o que a artista poderia falar sobre a sua passagem pelos Mutantes.\nPassei a me interessar pela banda paulista quando ainda estava na UFRN e durante a produção do primeiro disco do SeuZé. Li a biografia de Carlos Calado e ouvi bastante os primeiros discos do grupo. Também fiquei viciado durante muito tempo no Lóki, de Arnaldo.\nRita, porém, se vale de um certo desdém para rememorar seus momentos na banda. Compreensível até certo ponto dada a relação conturbada que ela assumiu ter com Arnaldo Baptista e pela maneira como foi enxotada da dos Mutantes. Contudo, é interessante para se questionar se esse status cult que a banda desfruta não foi construído a posteriori, depois de nomes como Kurt Cobai, Sean Lennon e David Byrne declararem sua admiração ao trio.\nO estilo de escrita informal de Rita, sem preocupação com a construção de uma narrativa fluída e que dê alguma liga aos diversos “micro-capítulos” do livro, me incomodam um pouco e comprometem a fluidez da leitura em certos pontos. Por outro lado, dá um caráter mais confessional e crível às situações descritas e é um sopro interessante de autenticidade, num mercado de autobiografias repleto de co-autores e, mais grave, ghost-writers. (Ano passado li a autobiografia de Dado Villa-Lobbo, produzida em coautoria com um escritor de ofício cujo nome não recordo, e senti falta de uma pegada mais pessoal no texto).\nMais uma vez estou lendo no Kindle e a minha relação com o reader e os e-books se torna ainda mais natural. Livros digitais - desde que não sejam técnicos e não tenham muitas imagens que influenciem a leitura - têm sido a minha primeira opção de compra.\n",
    "dateiso": "2017-03-09 10:28:00 -0300",
    "date": "10:28 p.m. on Mar 9, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/03/09/rita-lee-por.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2017%2F03%2F09%2Frita-lee-por.html"
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  {
    "id": 178,
    "type": "post",
    "title": "Carnaval em Natal, Alceu e Uber",
    "text": "Ontem fui ao show de Alceu Valença, pela programação do Carnaval de Natal. Tentei me programar para ir à apresentação de Moraes Moreira na sexta, mas a preguiça bateu mais alto.\nComo tenho feito nos últimos anos, mais um show que eu ainda não tinha visto riscado da lista. A banda de Alceu parecia boa, mas o som não ajudava.\nMuito bom ver o Carnaval de Natal ganhando fôlego e poder observar as ruas cheias de pessoas. No geral, estou gostando da organização do festejo. Desde a preocupação com o uso de garrafas de vidro pelos foliões, até a pontualidade no horário de saída dos blocos e dos shows.\nBacana seria ver esse tipo de iniciativa da prefeitura ao longo do ano: atrair as pessoas para ocuparem as ruas em diferentes circunstâncias. Todos os projetos que tem essa premissa funcionam, por menor esforço que se demande da iniciativa pública. A ocupação da Via Costeira aos domingos e o Eco Praça são exemplo disso.\nTanto no sábado, quanto ontem, optamos por deixar o carro em casa e ir de Uber. Não podíamos ter tomado decisão melhor. A sensação de liberdade por não ter que ficar se preocupando com estacionamento e em ter um motorista da rodada compensa de longe os trocados que desembolsamos pelo transporte.\n",
    "dateiso": "2017-02-27 10:19:00 -0300",
    "date": "10:19 p.m. on Feb 27, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/02/27/carnaval-em-natal.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2017%2F02%2F27%2Fcarnaval-em-natal.html"
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  {
    "id": 179,
    "type": "post",
    "title": "The Man in The High Castle",
    "text": "Hoje me vi numa maratona de The Man in The High Castle, série da Amazon. Decidi testar o Prime Vídeo, especialmente por saber que a gigante do varejo tinha séries originais bem comentadas em seu serviço de streaming de vídeo.\nProvavelmente irei cancelar a assinatura, visto que o catálogo é bastante inferior ao do Netflix, além de ser possível encontrar o conteúdo original no PirateBay.\nEstou achando The Man in The High Castle interessante. O roteiro é meio inconsistente e muitas passagens são inverossímeis, mas, mesmo assim a série me fisgou.\nA premissa é um mundo em que o Eixo teria ganho a II Guerra Mundial e os Estados Unidos estariam divididos e administrados entre Japão e Alemanha. Comecei a ver a série em Tabatinga, na primeira semana do ano e hoje engrenei. Vi alguns dos últimos episódios com Márcia, mas agora estou sozinho. Terminei a primeira temporada hoje pela manhã e estou ansioso para começar a segunda. Mas pretendo já iniciar a nova via Plex, já que o Prime Vídeo está bem inconsistente.\n",
    "dateiso": "2017-02-19 15:31:00 -0300",
    "date": "3:31 p.m. on Feb 19, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/02/19/the-man-in.html",
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  {
    "id": 180,
    "type": "post",
    "title": "A vida é estranha",
    "text": "Fazia tempo que eu não me envolvia com um jogo como aconteceu com \u0026ldquo;Life is Strange\u0026rdquo;.\nPoint and click básico, sem gráficos aloprados, mas com storytelling monstruoso. História mais bem contada do que muitos filmes bons.\n",
    "dateiso": "2017-02-18 08:47:00 -0300",
    "date": "8:47 p.m. on Feb 18, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/02/18/a-vida-estranha.html",
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  {
    "id": 181,
    "type": "post",
    "title": "ABC, Champions League e estafa de conteúdo",
    "text": "Hoje o ABC jogou pela Copa do Brasil e classificou-se após empatar com o Ceilândia, no Distrito Federal. 1x1. Agora enfrentaremos o Audax (SP), que despachou o Mequinha.\nAinda estou boquiaberto com a sapatada que o Barcelona levou do PSG. 4x0, em Paris. Pena não ter podido assistir esse jogo.\nNa verdade, eu pude assistir um jogo queria, mas acabei sem fazê-lo. Botafogo X Olímpia, do Paraguai, pela Libertadores. Estava em casa, acordado, com o jogo passando na TV, mas a preguiça me dominou e passei a noite perdendo meu tempo fuçando besteira no celular. Tirei o app do Facebook do meu iPhone e iPad, no intuito de perder menos tempo com redes sociais, mas acabo me distraindo muito com o Twitter e o Instagram. Minha justificativa , nada convincente, é que o Twitter e o insta têm alguma nobreza que o Face não tem, ou conteúdo mais relevante. Mas, no fim das contas, fico meio zumbi fazendo scrolling nos apps, enquanto poderia estar lendo, vendo um filme, série, ou brincando com Nina. Talvez seja hora de fazer outro mutirão de unfollow ou simplesmente escolher outro app para apagar.\nTambém preciso parar de ficar mandando material para o Pocket, sem que eu consiga dar conta de ler tudo. Na verdade, ando me sentindo meio sufocado com a quantidade de coisas que acumulo para acompanhar. Kindle cheio de livros, MUBI, Amazon Prime e Netflix abarrotados de filmes, séries no Plex, centenas de livros físicos na estante, por ler, Xbox e Recalbox com centenas/milhares de jogos por começar.\nComo filtrar tudo isso e chegar a um pretenso essencial?\n",
    "dateiso": "2017-02-15 12:39:00 -0300",
    "date": "12:39 p.m. on Feb 15, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/02/15/abc-champions-league.html",
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  {
    "id": 182,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Hoje começará mais uma temporada de shows da @Banda Café no 294. Todas as sextas, pontualmente às 20h30.\n",
    "dateiso": "2017-02-03 14:38:00 -0300",
    "date": "2:38 p.m. on Feb 3, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/02/03/hoje-comear-mais-uma-temporada.html",
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  {
    "id": 183,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Estou com aqueles que acharam La La Land “essa coisa toda”. Que filme poético. Ainda que nas cenas que exigiram mais canto e dança, Emma Stone e Ryan Gosling tenham sido praticamente engolidos pelos coadjuvantes que pareciam saídos da Broadway direto para L.A.\nE Damien Chazelle? Que maestria para lidar com música no cinema! Depois de Whiplash, outra porrada no peito. Fez-me lembrar o melhor de Claude Lelouch, nos tempos de \u0026ldquo;Um Homem, Uma Mulher\u0026rdquo;.\nNão deixe de ver no cinema.\n",
    "dateiso": "2017-02-01 21:31:00 -0300",
    "date": "9:31 p.m. on Feb 1, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/02/01/estou-com-aqueles-que-acharam.html",
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  {
    "id": 184,
    "type": "post",
    "title": "Feliz 2017",
    "text": "Mais um início de ano em Tabatinga. Há bastante tempo não consigo ficar muito numa casa de praia sem que a vontade de voltar para a cidade (e ter os mimos tecnológicos por perto) apareça. Por outro lado, poucos são os momentos do ano em que consigo clarear a mente e pensar na vida com mais calma.\nFeliz 2017!\n",
    "dateiso": "2017-01-07 16:49:00 -0300",
    "date": "4:49 p.m. on Jan 7, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/01/07/feliz.html",
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  {
    "id": 185,
    "type": "post",
    "title": "Filmes vistos em 2016",
    "text": "Montagem automática gerada pelo Letterboxd com os pôsteres de todos os filmes que assisti em 2016\nDesde junho desse ano, durante o Festival Varilux de Cinema francês passei a registrar os filmes todos os filmes que assisto, marcando o local em que os vi – em que cinema ou serviço de streaming – e atribuindo uma nota a cada película. Foi mais ou menos nesse período que passei a utilizar o Letterboxd, uma rede social/plataforma voltada para cinema. Além do fator social, de poder acompanhar o que as pessoas que você segue têm assistido e que impressões têm postado, o Letterboxd tem um sistema de estatísticas fantástico que gera dados a partir das películas que você registra por lá.\nNo meu year in review de 2016 a plataforma me avisa que assisti 31 filmes ao todo. Como só comecei a registrar a partir de junho, perdi o meu histórico anterior a esse mês.\nSeguem abaixo algumas estatísticas geradas pelo Letterboxd para os filmes que assisti ao longo do ano.\nResumo 2016\nDistribuição anual e semanal de filmes assistidos\nPrimeiro e último filmes assistidos em 2016\nFilmes assistidos por país\nGêneros, países e idiomas\nDiretores mais assistidos em 2016\nAtores e atrizes mais assistidos em 2016\n Tentarei reunir aqui no blog as estatísticas que o Letterboxd gera a cada ano.\nTodos esses compilados anuais estarão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2017-01-04 11:04:00 -0300",
    "date": "11:04 p.m. on Jan 4, 2017",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2017/01/04/filmes-vistos-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2017%2F01%2F04%2Ffilmes-vistos-em.html"
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  {
    "id": 186,
    "type": "post",
    "title": "Livros lidos em 2016",
    "text": "A partir desse ano quero começar uma tradição por aqui: fazer uma relação de livros lidos ao longo do ano, com alguns comentários sobre os títulos que mais me chamaram a atenção. Em 2016, a coisa foi mais ou menos assim:\nDiários de bicicleta\nDavid Byrne\nEscrevi especificamente sobre esse livro, aqui. Diários de Bicicleta foi uma das leituras mais prazerosas que fiz em muito tempo. David Byrne tem uma escrita cativante e a premissa de abordar tópicos como mobilidade e planejamento urbanos, cicloativismo, relacionados à atividade de músico do autor, me interessaram demais.\n100 discos do rock poriguar para escutar sem precisar morrer\nAlexandre Alves\nTem sido empolgante ver as publicações de livros sobre a produção musical potiguar se tornarem cada vez mais frequentes, seja vindos da academia, como Nos Tempos do Blackout, ou mais despretenciosas, como o título celabrativo DoSol 10 anos. O 100 discos do rock potiguar traz textos de Alexandre Alves, Alexis Peixoto, Hugo Morais, Olga Costa, Jesuino André Oliveira e Mr. Moo, sobre discos considerados fundamentais para a história do rock do Rio Grande do Norte. Festival do Desconcerto, disco do SeuZé, lançado em 2005, está no livro.\nA arte de fazer um jornal diário\nRicardo Noblat\nNo meio da minha graduação em História pensei algumas vezes em mudar de curso. Jornalismo foi uma das áreas que cogitei algumas vezes para uma migração. Cheguei inclusive a cursar algumas disciplinas em Comunicação Social e a curiosidade e interesse sobre a área nunca se dissiparam de vez. Gostei da abordagem de Noblat, focada nos bastidores da profissão, passando por diferentes estágios da carreira do autor.\nComo o futebol explica o mundo: um olhar inesperado sobre a globalização\nFranklin Foer\nLivro precioso que aborda a relação entre futebol e sociedade, em diferentes contextos. Da ligação entre o ludopedio e identidade nacional na antiga Iugoslávia, passando pela relações de gênero no Irã em torno do futebol, uma leitura essencial para quem se interessa minimamente pelo esporte bretão além das quatro linhas, ou mesmo como referência para discussões sobre globalização.\nDo que eu falo quando eu falo de corrida\nHaruki Murakami\nMeu debute na obra do romancista Haruki Murakami foi através de uma não-ficção, Do que eu falo quando eu falo de corrida é um ensaio em que autor japonês reflete sobre como se tornou um corredor dedicado e como a disciplina e método necessários para a participação numa maratona, são semelhantes às demandas para a atividade de escritor de romances. Fiquei obcecado pelo estilo de escrita de Murakami e agora estou avançando na leitura de 1Q84.\nCorrer: o exercício, a cidade e o desafio da maratona\nDrauzio Varella\nNa tentativa vã de buscar inspiração para me tornar um corredor mais ativo, cheguei a esse livro inesperado de Drauzio Varella. Assim como Murakami, Drauzio tornou-se um corredor frequente já na vida adulta e maratonista, após os 50 anos. Ainda não completei os meus primeiros 5km, mas recomendo fortemente esse livro daquele que alguns chama de Dr. Áuzio.\nDias de inferno na Síria\nKlester Cavalcanti\nRelato extasiante do jornalista que foi enviado à Síria como correspondente de guerra e acabou preso no país.\nConecte-se ao que importa: um manual para a vida digital saudável\nPedro Burgos\nO título menciona vida digital, mas o livro de Pedro Burgos traz reflexões essenciais para a vida real, ao discutir o impacto das redes sociais e dispositivos móveis nos indivíduos e nas sociedades.\nJogador nº 1\nErnest Cline\nQuando comecei a me dedicar à filmografia de Woody Allen, há 10 ou 12 anos, me questionei sobre as razões de eu me identificar com a maioria daqueles filmes. À época eu concluí que a explicação estava nas referências aleatórias - com Kant, psicanálise, identidade judaica, Marx, Freud, síndrome de impostor, que o diretor jogava nos diálogos, e que funcionavam como iscas para aquele estudante de História de então.\nDe certa maneira, o Jogador nº 1 teve um efeito semelhante em mim. À despeito da premissa de ficção baseada em realidade virtual e videogames, o livro é um apanhado de referências a nerdices e cultura pop dos anos 1980 e 1990 para fisgar marmanjos com mais de 30 anos, saudosos da sociabilidade nas locadoras de videogame e afins. Pois o marmanjo aqui mordeu a isca mais uma vez.\nMaster System: a história completa do grande console da Sega\nEditora Europa\nEm junho desse ano voltei a jogar videogame assiduamente após comprar um Xbox One e fiquei bem obsessivo em relação à temática, consumindo livros, podcasts e filmes sobre a mídia. Esse livro traz textos técnicos sobre o desenvolvimento do Master System e de alguns dos principais jogos, mas colocando sempre em perspectiva com o mercado, à época dominado pela Nintendo.\nSuper Nintendo: a história completa no melhor videogame da Nintendo\nEditora Europa\nO livro traz informações técnicas sobre o Super Nintendo e alguns dos jogos mais reconhecidos.\nMeia-noite e vinte\nDaniel Galera\nPodcast: guia básico\nLeo Lopes\nRoberto Carlos em Detalhes\nPaulo Cesar de Araújo\nSem Lugar para se esconder: Edward Snowden, a NSA e a espionagem do governo americano\nGlenn Greenwald\nSom do vinil: Clube da Esquina\nEntrevista a Charles Gavin\nUm brasileiro em Berlim\nJoão Ubaldo Ribeiro\n Como falei no início dessa postagem, pretendo fazer desses resumos de leitura uma tradição anual aqui no blog. Todos esses compilados estarão reunidos aqui.\n",
    "dateiso": "2016-12-30 16:42:00 -0300",
    "date": "4:42 p.m. on Dec 30, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/12/30/livros-lidos-em.html",
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  {
    "id": 187,
    "type": "post",
    "title": "Mais ouvidas em 2016",
    "text": "Sem dúvidas as maiores descobertas musicais desse ano foram o Friendly Fire, de Sean Lennon, [A Mulher do Fim do Mundo](open.spotify.com/album/0I3\u0026hellip; de Elza Soares e [Maravilhas da Vida Moderna](open.spotify.com/album/2Rd\u0026hellip; do Dingo Bells.\n Daqui pra frente, anualmente, pretendo fazer esse levantamento das mais ouvidas aqui no blog. As estatísticas estarão reunidas nessa página.\n",
    "dateiso": "2016-12-28 13:17:00 -0300",
    "date": "1:17 p.m. on Dec 28, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/12/28/mais-ouvidas-em.html",
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    "id": 188,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Pedrada da manhã. Que disco!\n ",
    "dateiso": "2016-12-17 08:49:00 -0300",
    "date": "8:49 p.m. on Dec 17, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/12/17/post-t.html",
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    "type": "post",
    "title": "Da primeira vez, a gente nunca lembra",
    "text": "Fã diante da obra\nLevei Nina para a sua primeira experiência no cinema. Uma reunião de episódios da Galinha Pintadinha.\nA forte impressão que ela teve diante da potência sonora e do tamanho da tela quase resultou em assombração, mas logo foi contornada com Pipoca Bokus e chocolate.\nDurante praticamente toda a sessão a sala de exibição foi exclusiva nossa. Somente passada quase uma hora de exibição, outra criança apareceu acompanhada dos pais.\n",
    "dateiso": "2016-12-02 10:08:00 -0300",
    "date": "10:08 p.m. on Dec 2, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/12/02/da-primeira-vez.html",
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    "id": 190,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Turma que manja de informática, existe algum lugar em Natal que venda Raspberry Pi 3?\n",
    "dateiso": "2016-11-18 09:01:00 -0300",
    "date": "9:01 p.m. on Nov 18, 2016",
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    "id": 191,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "-Alguma dúvida, jovens? -Professor, deixe-me ver se entendi: Vargas suicidou-se no primeiro ou no segundo mandato?\n",
    "dateiso": "2016-11-10 18:47:00 -0300",
    "date": "6:47 p.m. on Nov 10, 2016",
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    "id": 192,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Disponha.\n ",
    "dateiso": "2016-11-05 15:25:00 -0300",
    "date": "3:25 p.m. on Nov 5, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/11/05/post-t.html",
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    "id": 193,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Meu coração\u0026hellip;. 😍😍\n ",
    "dateiso": "2016-10-18 19:37:00 -0300",
    "date": "7:37 p.m. on Oct 18, 2016",
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    "id": 194,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "O melhor do Spotify está nas playlists dos usuários. Acabo de encontrar essa com todas as musicas que Murakami cita em 1Q84.\nMaravilha!\n ",
    "dateiso": "2016-10-14 16:40:00 -0300",
    "date": "4:40 p.m. on Oct 14, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/10/14/o-melhor-do-spotify-est.html",
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    "id": 195,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Hoje vou de Mineiro e Rodrigo Bico.\nOrgulho de ser canhoto.\n",
    "dateiso": "2016-10-02 06:49:00 -0300",
    "date": "6:49 p.m. on Oct 2, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/10/02/hoje-vou-de-mineiro-e.html",
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    "id": 196,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Melhor maneira de encerrar o domingo: receber mais uma imagem do \u0026ldquo;Negão bem dotado\u0026rdquo;, via WhatsApp, decidir fazer pegadinha com alguns amigos em um grupo específico e, traído pelo novo layout do app, encaminhar para dezenas de contatos do seu telefone, incluindo aí grupos de trabalho e a própria mãe.\nIsso acontece por aqui.\n😂😂😂😂\n",
    "dateiso": "2016-09-25 19:49:00 -0300",
    "date": "7:49 p.m. on Sep 25, 2016",
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    "id": 197,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Grupos dos JERN\u0026rsquo;S definidos.\n",
    "dateiso": "2016-09-19 15:56:00 -0300",
    "date": "3:56 p.m. on Sep 19, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/09/19/grupos-dos-jerns-definidos.html",
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  {
    "id": 198,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Alguém por aqui tem Xbox One e está na Live? Gamertags aqui para eu adicionar, please!\n",
    "dateiso": "2016-07-20 12:48:00 -0300",
    "date": "12:48 p.m. on Jul 20, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/07/20/post-t.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2016%2F07%2F20%2Fpost-t.html"
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  {
    "id": 199,
    "type": "post",
    "title": "Rogério Tavares no TCP",
    "text": "Jovens, nessa quarta-feira vai rolar um showzaço no TCP. Rogerio Tavares, músico e compositor potiguar radicado na Itália (e, pro meu orgulho, meu tio), estará com esses garotos inocentes do cartaz num show baseado nos seus dois discos já lançados.\nNão percam que o negócio é fino.\n",
    "dateiso": "2016-07-18 11:54:00 -0300",
    "date": "11:54 p.m. on Jul 18, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/07/18/post-t.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2016%2F07%2F18%2Fpost-t.html"
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  {
    "id": 200,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Jovens, mais alguém que usa internet da Cabo está com problemas para acessar o Banco do Brasil (tanto via site, quanto app)?\nQuando tento pela internet da minha casa, não consigo. Mas pelo 3G do meu telefone consigo. Já resetei meu roteador e mudei o nome da rede e o problema persiste. Mais alguém?\n",
    "dateiso": "2016-07-08 11:23:00 -0300",
    "date": "11:23 p.m. on Jul 8, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/07/08/jovens-mais-algum-que-usa.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2016%2F07%2F08%2Fjovens-mais-algum-que-usa.html"
  },
  {
    "id": 201,
    "type": "post",
    "title": "Impressões sobre como os chilenos lidam com o passado autoritário",
    "text": "Estátua de Salvador Allende, no centro de Santiago (foto minha)\nAinda em êxtase com a visita que fiz ontem ao Museu da Memória e dos Direitos Humanos, aqui em Santiago. O museu é focado na ditadura militar chilena, mas também denuncia situações de violação de direitos humanos em outras partes do mundo, incluindo o Brasil. O museu é imponente e extraordinário, e a mostra permanente sobre o regime militar no Chile é forte. Mas uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a velocidade com que aconteceram as comissões da verdade tanto no Chile quanto na Argentina.\nNo primeiro, já aconteceram três comissões ou formas similares de apuração dos abusos da ditadura, a primeira ainda nos anos 1990. Na Argentina a Comissão aconteceu ainda na primeira metade dos anos 1980. Por aqui parece que os chilenos tratam a questão de uma forma razoavelmente apartidária, não importando quem esteja no poder.\nReflexão importante num momento em que, no Brasil, o \u0026ldquo;Fla x Flu\u0026rdquo; político que vivemos tem levado muita gente ao absurdo de relativizar os abusos e violações da ditadura brasileira.\nAlém do museu, a comissão chilena criou outros espaços de memória e monumentos espalhados pelo país para que a reflexão sobre o regime não pare.\nÉ o caso da foto desse post: uma escultura de Allende (deposto pelo golpe), que fica localizada no centro de Santiago.\n",
    "dateiso": "2016-06-23 13:03:00 -0300",
    "date": "1:03 p.m. on Jun 23, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/06/23/impresses-sobre-como.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2016%2F06%2F23%2Fimpresses-sobre-como.html"
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  {
    "id": 202,
    "type": "post",
    "title": "Diários de Bicicleta",
    "text": "Nunca tive muita oportunidade para ouvir o Talking Head. Conheço há algum tempo as mais famosas da banda, como Psyco Killer e só.\nDurante muito tempo David Byrne também passou despercebido por mim. Foi só com os lançamentos de Tom Zé e Mutantes no exterior, feitos por ele, e através das constantes citações feitas por Caetano ao artista escocês, que passei a nutrir uma certa curiosidade pelo seu trabalho.\nMas eis que o meu debute na obra do líder dos “Cabeças Pensantes” não se deu através de discos, mas de um livro.\nTenho usado um Kindle há quase dois anos e a Amazon me enviou como sugestão de livro “Diários de Bicicleta”, cuja sinopse despertou em mim uma grande curiosidade, mas, à época, suficiente apenas para adicioná-lo à minha lista de desejos. Eis que em janeiro desse ano, com uma viagem de férias marcada para Santiago, enquanto buscava opções de leitura para levar comigo, voltei ao referido livro e decidi baixá-lo no meu e-reader. Que grata surpresa!\nByrne usa bicicletas como principal meio de transporte desde os anos 1970, portanto bem antes de algumas cidades europeias hoje notabilizadas pelo esforço em desenvolver essa forma de mobilidade se destacarem. Ele faz questão de afirmar que não é um ativista da causa, mas os relatos apresentados no livro o contradizem. Tanto nos EUA, quanto na Europa, e mesmo na América do Sul (onde a discussão ainda engatinha, com exceção de algumas poucas cidades com Santiago e Bogotá) o escocês é frequentemente convidado a participar de congressos e outros eventos que estimulam o debate em torno da bicicleta como meio de transporte eficiente.\nO título do livro é sugestivo, mas incapaz de resumir o seu conteúdo. Cada capítulo trata da experiência do autor em alguma cidade específica, seja em turnês com o Talking Head, em carreira solo ou em outros compromissos profissionais. Mas, muito mais do que uma mera descrição da sua experiência ao andar de bicicleta em cada um desses lugares (ele costuma consigo levar uma bike dobrável a cada viagem), David Byrne acaba fazendo uma discussão interessante e mais ampla sobre mobilidade urbana.\nNão há como não remeter às recentes intervenções feitas em algumas cidades brasileiras, especialmente naquelas que sediaram partidas da Copa do Mundo. Desapropriações escandalosas e imorais; construção de novas pistas e viadutos com foco exclusivo na melhoria da mobilidade de automóveis e a completa indiferença quanto a um planejamento ao longo prazo do transporte coletivo e o amadurecimento de outras formas de transporte individual como a bicicleta.\nA prefeitura de Natal até esboçou um projeto de criação de ciclovias e ciclofaixas na cidade, mas pecou em diversos pontos. Os espaços demarcados para trânsito de bicicletas são isolados, desintegrados do sistema de ônibus e das ínfimas linhas de trem. Além disso faltou um projeto de educação voltado para os motoristas de ônibus e carros, pedestres e para os próprios ciclistas sobre o uso dessas ruas agora compartilhadas.\nDe toda forma, pelo contato com o livro de Byrne e pela experiência em Santiago, no início do ano, aumenta por aqui a vontade de explorar mais as possibilidades do uso de bicicletas como meio de transporte.\n",
    "dateiso": "2016-05-23 10:35:00 -0300",
    "date": "10:35 p.m. on May 23, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/05/23/dirios-de-bicicleta.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2016%2F05%2F23%2Fdirios-de-bicicleta.html"
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  {
    "id": 203,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Pelada no campo da CAERN (entrada da UFRN). Hoje, 21h. Society.\n1 vaga para goleiro e outra para linha.\nAlguém?\n",
    "dateiso": "2016-05-11 18:22:00 -0300",
    "date": "6:22 p.m. on May 11, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/05/11/pelada-no-campo-da-caern.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2016%2F05%2F11%2Fpelada-no-campo-da-caern.html"
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  {
    "id": 204,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Não acredito que Temer encaminhe o ajuste fiscal e a reforma da previdência antes do fim do julgamento. Essa raposa não daria uma brecha dessas para Dilma retornar ao poder quando o impeachment voltar para o Senado.\n",
    "dateiso": "2016-04-15 08:52:00 -0300",
    "date": "8:52 p.m. on Apr 15, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/04/15/post-t.html",
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    "id": 205,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Mais uma virada histórica do Liverpool em competições europeias. Que time! #YNWA\n",
    "dateiso": "2016-04-14 18:00:00 -0300",
    "date": "6:00 p.m. on Apr 14, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/04/14/mais-uma-virada-histrica-do.html",
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  {
    "id": 206,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Segunda-feira tem música nova do Forasteiro Só. A capinha ficou massa. Ilustração de Beto Leite e arte de César Valença.\n",
    "dateiso": "2016-04-07 21:45:00 -0300",
    "date": "9:45 p.m. on Apr 7, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/04/07/segundafeira-tem-msica-nova-do.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2016%2F04%2F07%2Fsegundafeira-tem-msica-nova-do.html"
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    "id": 207,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Alguém sabe se a Cabo Telecom vai aderir ao limite de banda que está sendo implantado por outras operadoras?\n",
    "dateiso": "2016-03-23 23:03:00 -0300",
    "date": "11:03 p.m. on Mar 23, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/03/23/algum-sabe-se-a-cabo.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2016%2F03%2F23%2Falgum-sabe-se-a-cabo.html"
  },
  {
    "id": 208,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Sábado tem SeuZé no El Rock.\nBora!?\n",
    "dateiso": "2016-02-22 21:13:00 -0300",
    "date": "9:13 p.m. on Feb 22, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/02/22/post-t.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2016%2F02%2F22%2Fpost-t.html"
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    "id": 209,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Discaço novo de Luiz Gadelha!\n ",
    "dateiso": "2016-02-17 10:28:00 -0300",
    "date": "10:28 p.m. on Feb 17, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/02/17/discao-novo-de-luiz-gadelha.html",
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  {
    "id": 210,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Para quem usa Claro, o 3G/4G no pós-pago é bom? Internet estável? Vale a pena migrar da Vivo?\n",
    "dateiso": "2016-02-15 13:58:00 -0300",
    "date": "1:58 p.m. on Feb 15, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/02/15/para-quem-usa-claro-o.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2016%2F02%2F15%2Fpara-quem-usa-claro-o.html"
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  {
    "id": 211,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Hoje começa mais uma temporada da Banda Café, no Bar 294. Pontualmente às 20h.\n ",
    "dateiso": "2016-01-08 17:39:00 -0300",
    "date": "5:39 p.m. on Jan 8, 2016",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2016/01/08/post-t.html",
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    "id": 212,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Mais uma declaração de Woody Allen a Dostóievski. Pela média no IMDB, esperava menos do filme. Um dos melhores da última safra do velhinho.\n",
    "dateiso": "2015-12-30 16:37:00 -0300",
    "date": "4:37 p.m. on Dec 30, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/12/30/163700.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F12%2F30%2F163700.html"
  },
  {
    "id": 213,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Dia 09 de janeiro tem SeuZé e Hazamat, no Ateliê. Festa massa com os chapas paraibanos lançando um segundo disco lindo.\nMais informações no link abaixo.\n ",
    "dateiso": "2015-12-30 15:32:00 -0300",
    "date": "3:32 p.m. on Dec 30, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/12/30/post-t.html",
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  {
    "id": 214,
    "type": "post",
    "title": "Forasteiro Só no Elefante Sessions",
    "text": " ",
    "dateiso": "2015-12-29 18:00:00 -0300",
    "date": "6:00 p.m. on Dec 29, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/12/29/forasteiro-s-no-elefante-sessions.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F12%2F29%2Fforasteiro-s-no-elefante-sessions.html"
  },
  {
    "id": 215,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Há algumas semanas gravei duas músicas para um projeto da Caçamba Imagens\nHoje saiu o primeiro vídeo. \u0026ldquo;Amor à Milanesa\u0026rdquo;, canção que está no disco de estreia do Forasteiro Só.\nValeu pelo convite, Diogo Martins e Clóvis Neto. =)\n  ",
    "dateiso": "2015-12-29 17:22:00 -0300",
    "date": "5:22 p.m. on Dec 29, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/12/29/post-t.html",
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  {
    "id": 216,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Sábado tem SeuZé no El Rock. Pós-show do Paralamas!\n ",
    "dateiso": "2015-12-22 10:22:00 -0300",
    "date": "10:22 p.m. on Dec 22, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/12/22/sbado-tem-seuz-no-el.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F12%2F22%2Fsbado-tem-seuz-no-el.html"
  },
  {
    "id": 217,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Por aqui os melhores dias do ano costumam ter gravação. Hoje o Forasteiro Só começa a gravar uma nova música. Marcelo Carvalho inicia o trampo.\n ",
    "dateiso": "2015-12-08 20:50:00 -0300",
    "date": "8:50 p.m. on Dec 8, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/12/08/por-aqui-os-melhores-dias.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F12%2F08%2Fpor-aqui-os-melhores-dias.html"
  },
  {
    "id": 218,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Pra mim Nelson Cavaquinho foi um dos grandes da música brasileira. Sou louco por várias músicas dele, mas a minha preferida é \u0026ldquo;Luz Negra\u0026rdquo;.\nA convite do grande Rodolfo Rodrigues gravei uma versão minha para essa pérola do cancioneiro nacional.\nO vídeo saiu ontem pelo Elefante Sessions.\nAperte o play!\n  ",
    "dateiso": "2015-12-05 12:55:00 -0300",
    "date": "12:55 p.m. on Dec 5, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/12/05/pra-mim-nelson-cavaquinho-foi.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F12%2F05%2Fpra-mim-nelson-cavaquinho-foi.html"
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  {
    "id": 219,
    "type": "post",
    "title": "Construção",
    "text": "O disco e a música são de Chico, mas a saudação é para Rogério Duprat. Conheci melhor o maestro quando mergulhei fundo na discografia tropicalista, principalmente os primeiros dos Mutantes e o disco-manifesto \u0026ldquo;Panis et Circenses\u0026rdquo;. Na minha opinião, Duprat está no mesmo patamar de criatividade e genialidade que os compositores mais famosos para quem ele arranjou.\nA orquestração que ele fez para Construção (a música) é tão impactante e poderosa que mais parece uma música dentro de outra. Tem vida própria. Já faz um tempo que quando boto esse disco no player só consigo dar atenção o arranjo fenomenal do maestro.\nExperimente ouvir essa música esquecendo um pouco da letra e melodia de um gênio para que o outro gênio aflore.\n ",
    "dateiso": "2015-12-03 17:05:00 -0300",
    "date": "5:05 p.m. on Dec 3, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/12/03/construo.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F12%2F03%2Fconstruo.html"
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  {
    "id": 220,
    "type": "post",
    "title": "Todo Carnatal Tem Seu Fim 2015",
    "text": "Todo Carnatal Tem Seu Fim, com SeuZé e Júlio Lima. Sábado, 05/12, no Ateliê.\nEstá rolando venda antecipada de ingressos. Confirme presença no link abaixo.\nhttps://www.facebook.com/events/952307461507105/\n",
    "dateiso": "2015-12-01 17:16:00 -0300",
    "date": "5:16 p.m. on Dec 1, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/12/01/todo-carnatal-tem-seu-fim.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F12%2F01%2Ftodo-carnatal-tem-seu-fim.html"
  },
  {
    "id": 221,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Eliano Silva, compositor talentosíssimo lá de Pau dos Ferros, lançando disco. Recomendo com força!\n ",
    "dateiso": "2015-12-01 14:42:00 -0300",
    "date": "2:42 p.m. on Dec 1, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/12/01/post-t.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F12%2F01%2Fpost-t.html"
  },
  {
    "id": 222,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Saiu a primeira das três músicas que o Forasteiro Só gravou para o Elefante Sessions. 100001832955745:2048:Rodolfo Rodrigues, parabéns pela qualidade do material e muito obrigado pelo convite.\n",
    "dateiso": "2015-12-01 03:36:00 -0300",
    "date": "3:36 p.m. on Dec 1, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/12/01/033600.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F12%2F01%2F033600.html"
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  {
    "id": 223,
    "type": "post",
    "title": "Parklife",
    "text": "A única polarização que valeu a pena eu me meter até hoje foi aquele \u0026ldquo;Blur X Oasis\u0026rdquo; dos anos 1990. Sempre fui mais Blur apesar de hoje reconhecer algum mérito no Oasis. =P\nQue disco é o Parklife!\n",
    "dateiso": "2015-11-27 20:45:00 -0300",
    "date": "8:45 p.m. on Nov 27, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/11/27/parklife.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F11%2F27%2Fparklife.html"
  },
  {
    "id": 224,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Glen Hansard é muito mais que \u0026ldquo;Once\u0026rdquo;.\n ",
    "dateiso": "2015-11-22 12:38:00 -0300",
    "date": "12:38 p.m. on Nov 22, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/11/22/glen-hansard-muito-mais-que.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F11%2F22%2Fglen-hansard-muito-mais-que.html"
  },
  {
    "id": 225,
    "type": "post",
    "title": "SeuZé e Artur Soares no Ateliê Bar",
    "text": "É hoje. SeuZé e Artur Soares, no Ateliê. 22h. R$ 10.\n ",
    "dateiso": "2015-11-21 11:51:00 -0300",
    "date": "11:51 p.m. on Nov 21, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/11/21/seuz-e-artur-soares-no.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F11%2F21%2Fseuz-e-artur-soares-no.html"
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    "id": 226,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Amigos da música que estão com dificuldades pra encontrar o edital de seleção (a remunerada) para os shows do Natal em Natal, segue o link: www.blogdafuncarte.com.br/festival-\u0026hellip;\nNão poderei inscrever nem o SeuZé, nem o Forasteiro Só, porque o edital não permite funcionários da prefeitura. Exigem CNPJ, mas recomendo fortemente a quem quer concorrer em editais ou convocatórias públicas que tire um MEI. O processo é descomplicado e as taxas são baixas.\n",
    "dateiso": "2015-11-13 16:34:00 -0300",
    "date": "4:34 p.m. on Nov 13, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/11/13/amigos-da-msica-que-esto.html",
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    "id": 227,
    "type": "post",
    "title": "Carne e Osso",
    "text": "Desde que comecei a escrever sobre composição neste Música em Versão Beta, ainda não tinha conseguido concretizar uma ideia em música. Já tenho uma parceria bem encaminhada com Ticiano D\u0026rsquo;Amore, mas que ainda carece que eu dê a atenção que ela merece. Hoje, finalmente consegui avançar bastante numa composição.\nA melodia e harmonia eu tinha feito há umas duas semanas e hoje decidi sentar e só levantar quando conseguisse encaminhar algo. Por aqui é assim: 90% transpiração e 10% inspiração. Falta pouco para terminar a letra, mas já dei nome: “Carne e Osso\u0026quot;.\nplaylist.m3u8\n",
    "dateiso": "2015-11-12 11:01:00 -0300",
    "date": "11:01 p.m. on Nov 12, 2015",
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    "id": 228,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Hoje toco no Festival DoSol com meus chapas do Forasteiro Só.\nLevaremos camisetas e CDs para quem quiser levar um pouco da banda para casa.\n",
    "dateiso": "2015-11-07 10:59:00 -0300",
    "date": "10:59 p.m. on Nov 7, 2015",
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    "id": 229,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Manual para quem irá ao Festival DoSol.\n ",
    "dateiso": "2015-11-06 08:45:00 -0300",
    "date": "8:45 p.m. on Nov 6, 2015",
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    "id": 230,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Ansiedade grande para tocar com o Forasteiro Só no Festival DoSol. Nosso show será sábado, 18h15, no palco do Galpão 29.\nMês passado gravamos duas músicas e uma pequena entrevista para o DoSolTV Sessions. Ficou massa.\n ",
    "dateiso": "2015-11-04 11:59:00 -0300",
    "date": "11:59 p.m. on Nov 4, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/11/04/ansiedade-grande-para-tocar-com.html",
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  {
    "id": 231,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "https://historiahoje.com/unesp-disponibiliza-20-cursos-online-gratuitos-na-area-da-educacao/\nPara a turma que trabalha com educação. Vale uma olhada.\n",
    "dateiso": "2015-10-29 16:22:00 -0300",
    "date": "4:22 p.m. on Oct 29, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/10/29/162200.html",
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    "id": 232,
    "type": "post",
    "title": "Compositor de 5ª série",
    "text": "Tenho o hábito de eventualmente fazer pesquisas no Google sobre citações aos meus projetos musicais espalhadas pela grande rede. Quase sempre encontro textos sobre discos que eu lancei e ainda não tinha lido. Mas, de vez em quando retorno à textos antigos sobre o SeuZé, que eu já conhecia.\nNa semana passada, enquanto fazia a referida pesquisa, me deparei com críticas sobre o primeiro disco do SeuZé, Festival do Desconcerto, lançado em 2005. Esse foi o primeiro disco que gravei e lancei em uma banda e por isso tenho um carinho especial por ele. Mas não posso negar que não gosto de muita coisa que foi registrada ali, especialmente dos timbres. Também não gosto da forma confusa e mal processada com que misturamos as referências. Até acho que FeLL e Augusto fizeram um bom trabalho nas guitarras e Eduardo Pinheiro, que produziu o CD, conseguiu tirar um excelente som dos instrumentos deles. Mas, ouvindo hoje, acho o som da bateria e do baixo muito artificiais e comprimidos.\nEnfim, o que quero afirmar com toda essa divagação é que consigo perceber que o álbum de debute do SeuZé é cheio de lacunas e deficiências e que eu entendo tranquilamente certas críticas negativas das quais foi alvo. Concordo que algumas letras têm poética simples e imatura. Hoje eu não batizaria uma canção minha com um nome tão direto e simplista como ”Antônio Conselheiro”. Mas essas são marcas do tempo e provavelmente daqui a 10 anos eu olharei para a minha produção atual com um olhar bem reticente.\nEntretanto, uma crítica recorrente às primeiras musicas do SeuZé que eu ainda não consegui digerir é a que questionava o nosso direito de abordar temáticas ligadas àqueles esteriótipos tradicionais sobre o Nordeste: seca, sofrimento dos sertanejos, entre outras. O argumento? Somos playboys de classe média oriundos de centros urbanos.\nDe fato, hoje em dia tenho outras referências e preferências e não me interesso por escrever sobre o que escrevia no começo do SeuZé, mas não faço isso porque não consigo me identificar nos personagens sobre os quais escrevo. Essa linha argumentativa ignora um aspecto básico inerente à produção artística que é a representação, além de por o crítico numa posição complicada. Colocar em xeque o direito de um compositor abordar uma realidade na qual ele não está diretamente inserido levaria críticos de música a autorizarem poquíssima coisa a ser escrita.\nPor exemplo, questionar o direito de Chico escrever canções sob o ponto de vista de mulheres simplesmente porque ele é homem, nos privaria do privilégio de ouvir pedradas como \u0026ldquo;Com Açúcar, com Afeto\u0026rdquo;, \u0026ldquo;Atrás da Porta\u0026rdquo; ou \u0026ldquo;Tatuagem\u0026rdquo;.\nReproduzo abaixo o trecho de uma dentre diversas críticas que analisaram o primeiro disco do SeuZé sob essa ótica.\n Mais redonda em sua proposta, a banda potiguar Seu Zé vem colecionando elogios com seu promissor primeiro trabalho, Festival do desconcerto, um disco quase conceitual que também aposta na mistura rock/mpb e, a bem da verdade, acerta tanto quanto erra nos alvos em que mirou. [\u0026hellip;] A certa altura do disco, o ouvinte fica a se perguntar da legitimidade de letras como \u0026ldquo;eu vou partir, vou deixar meu sertão / com esperança na alma e enxada na mão\u0026rdquo;, entoadas por jovens de aparência tão classe média.\n http://rockloco.blogspot.com.br/2006/09/como-era-gostosa-minha-mpb.html\nO blog que menciono acima era administrado por uma turma que tocava um programa de uma rádio baiana. Mas o teor da análise se repetiu em textos e falas sobre o Festival do Desconcerto, vindos de Natal e de outros estados.\nRefletir sobre essa questão no momento em que me proponho a trabalhar em uma nova leva de composições pode soar como uma forma de autodefesa antecipada, ou uma tentativa de justificar certas temáticas que eu venha a abordar. Não é. Sequer sei sobre o que escreverei, muito menos tenho um conceito a abordar nos esboços de canções que já encaminhei.\nA primeira vez que entrei em contato com a noção de \u0026ldquo;eu lírico\u0026rdquo; foi numa aula ministrada para a minha turma de 5ª série, pela estimada professora de Língua Portuguesa, Ana Alice, no Colégio Salesiano de Natal. Obviamente não tinha noção àquela época de como me apropriaria daquele conceito de maneira mais prática. Lembrar dele agora é uma forma de me precaver de um dos principais males que podem acometer um compositor: a autocensura.\nAos críticos e colegas compositores que pensam diferente só tenho duas coisas a oferecer: o debate ou um livro de português da 5ª série.\n",
    "dateiso": "2015-10-26 20:15:29 -0300",
    "date": "8:15 p.m. on Oct 26, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/10/26/compositor-de-srie.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F10%2F26%2Fcompositor-de-srie.html"
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    "id": 233,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Massa demais o General Junkie lembrado por Dado como uma das coisas boas que ele lançou nos compactos da Rock It.\nLendo Dado Villa-Lobos - Memórias de um Legionário, Dado Villa-Lobos 📚\n",
    "dateiso": "2015-10-21 07:53:00 -0300",
    "date": "7:53 p.m. on Oct 21, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/10/21/massa-demais-o-general-junkie.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F10%2F21%2Fmassa-demais-o-general-junkie.html"
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  {
    "id": 234,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Terminei agora o livro de memórias de Dado Villa-Lobos. Leitura recomendadíssima até para quem não é fã da Legião Urbana. Além de passagens curiosas sobre os bastidores da banda, informações riquíssimas sobre o funcionamento do mercado musical nos anos 80 e 90.\n",
    "dateiso": "2015-10-20 09:40:00 -0300",
    "date": "9:40 p.m. on Oct 20, 2015",
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    "id": 235,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Foca apontando o caminho.\n ",
    "dateiso": "2015-10-17 08:06:00 -0300",
    "date": "8:06 p.m. on Oct 17, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/10/17/foca-apontando-o-caminho-iframe.html",
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    "id": 236,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Quando penso que perdi o Cascadura tocando o Bogary aqui em Natal, em algum Festival DoSol\u0026hellip;\n",
    "dateiso": "2015-10-14 19:22:00 -0300",
    "date": "7:22 p.m. on Oct 14, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/10/14/quando-penso-que-perdi-o.html",
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  {
    "id": 237,
    "type": "post",
    "title": "Discos como atalhos",
    "text": "Entre 2008 e 2010 estive envolvido no meu mestrado em História. Na pesquisa que eu desenvolvi, tentei entender as mudanças na relações sociais decorrentes da introdução dos primeiros aparelhos reprodutores de música (fonógrafos e gramofones), no Rio de Janeiro, na primeiras décadas do Século XX. A fase em que eu tive mais dificuldade de concentração e foco foi durante a revisão bibliográfica. Eu precisava fazer leituras e tomar notas de praticamente tudo o que já havia sido escrito sobre a minha temática. O volume de leituras que já era grande, tornava-se enorme quando se juntava aos textos das disciplinas que eu estava cursando.\nDiante da sobrecarga, cheguei perto de cair na tentação de me apropriar das ideias de comentadores. Explico. Não parecia muito mais cômodo e pratico do que ler tudo o que Mário de Andrade escreveu sobre música, repetir o que outros autores já concluíram sobre o modernista? Alguns chamam isso de plágio, outros de atalho intelectual. Resisti por pouco.\nLembrei dessa situação quando estava ouvindo hoje um compositor norueguês não muito conhecido no Brasil: Sondre Lerche. Conheci o escandinavo há uns 10 anos, a partir da indicação do amigo Ricardo Vilar. À época, acompanhávamos alguns blogs de download de música e costumávamos compartilhar com o outro o que achávamos interessante. A partir de então, passei a acompanhar tudo o que o músico lançou.\nDepois de alguns meses sem fazer, ouvi novamente o disco “Two Way Monologue”, que junto de “Duper Sessions“, integra o meu top 2 do compositor.\nEngraçado como a cada audição um disco nos revela coisas diferentes. Hoje, constatei que o Two Way Monologue é uma espécie de atalho musical, por conter referências bem digeridas a muita coisa boa da música pop anglo-americana dos anos 1960 para cá. Lá você encontra ecos de Beach Boys (arranjos de cordas e vocais que remetem ao Pet Sounds), Beatles, Dylan, tudo numa roupagem moderna e sem soar pastiche.\nEssa é uma das grandes habilidades de composição e arranjo que eu ainda estou perseguindo: processar bem as referências e apresentar algo diferente a partir delas.\nAo longo dessa semana - a de debute desse blog - venho trabalhando numa parceria com Ticiano D’amore, que desde os primeiros esboços tem elementos de Bossa Nova, tanto na harmonia, quanto na rítmica. Estou satisfeito demais com a letra que Ticiano iniciou e com a melodia que estamos construindo, mas ainda não consegui pensar numa estrutura que fuja do clichê de bossa.\nVou deixar o disco do Sondre Lerche no meu player de música mais algum tempo para ver encontro o atalho certo.\nFicou curioso sobre o álbum que comentei? Compartilho agora:\n ",
    "dateiso": "2015-10-01 06:00:21 -0300",
    "date": "6:00 p.m. on Oct 1, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/10/01/discos-como-atalhos.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F10%2F01%2Fdiscos-como-atalhos.html"
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  {
    "id": 238,
    "type": "post",
    "title": "Música em versão beta",
    "text": "Em algum outro blog que já mantive durante um curto intervalo de tempo, falei que sou muito indisciplinado para compor. Tenho inveja de amigos compositores que conseguem experimentar uma rotina de criação constante, mas nunca consegui fazer o mesmo.\nEm geral, eu componho por demanda. Foi assim com todos os discos do SeuZé e com o de estréia do Forasteiro Só.\nDiante de um projeto com deadline determinado, eu costumo arregaçar as mangas e só paro quando atinjo a quantidade de canções necessárias para aquele disco. Acontece que esse método de criação me esgota. Vivo uma imersão tão intensa durante aquele período, que quando encerro o processo, não consigo mais pensar em compor pelos próximos meses. E aí, quando a ideia de um novo projeto ou disco surge, tudo recomeça, pois, entre um trabalho e outro, eu não consegui produzir aos poucos. Confesso que mais de uma vez já cheguei a adiar a ideia de fazer um disco pelo receio de entrar nesse frenesi que descrevi acima.\nEis que me pego novamente cheio de ideias que gostaria de transformar em canções. Cogitei usar esse apanhado de composições para um novo disco do SeuZé ou para um novo registro do Forasteiro Só. Até mesmo reuni coragem para considerar lançar algo realmente solo, assinando como Lipe Tavares. Independentemente da escolha, percebi que no fim eu acabaria caindo no mesmo problema do qual tenho tentado fugir desde que comecei a compor.\nEntão, estou tentando uma mudança de método: ao invés de partir do projeto, partirei das canções. Vou tentar reunir disciplina e organização para compor mais frequentemente e quando achar que tenho um recorte significativo desse momento de composição, ou à medida que as músicas forem surgindo, decidirei que rumo elas tomarão.\nE é aí que chego ao sentido de ser desse blog. Escrever sobre o processo é uma forma de me motivar a fazer da composição parte da minha rotina, quase um hábito. Na verdade, espero que uma coisa alimente a outra, visto que, também, nunca consegui escrever com a frequência que pretendo.\nA ideia é que esse espaço funcione como um diário de composição mesmo. Pretendo falar sobre as ideias para letras, músicas e/ou arranjos. Eventualmente quero falar sobre o que tenho ouvido, lido e aproveitado como referência. Também tenho muita vontade - não necessariamente coragem - de ir soltando os esboços mais crus das canções, desde os primeiros rascunhos de letras, até os registros mais simplórios e toscos das músicas. Além disso, também espero falar um pouco sobre as ferramentas que utilizarei ao longo do processo: softwares e equipamentos de áudio e suportes para registro de ideias.\nOutra razão de tornar esse processo público, é convidar quem esteja lendo a ser parceiro e contribuir com ideias sobre todos os aspectos da criação dessas canções.\nO negócio por aqui é música em versão beta.\nListo abaixo meus perfis em algumas redes sociais que também serão alimentados com conteúdo sobre esse projeto.\n Soundcloud: soundcloud.com/lipetavares Twitter: @lipetavares Instagram: tavareslfelipe  ",
    "dateiso": "2015-09-28 09:03:56 -0300",
    "date": "9:03 p.m. on Sep 28, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/09/28/msica-em-verso.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F09%2F28%2Fmsica-em-verso.html"
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  {
    "id": 239,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Especial para os alunos da ED e HC, para complementar o que conversamos sobre o período imperial brasileiro.\nA carta de despedida de D. Amélia para Pedro de Alcântara, então futuro D. Pedro II. Vale demais a leitura.\n",
    "dateiso": "2015-09-04 15:22:00 -0300",
    "date": "3:22 p.m. on Sep 4, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/09/04/especial-para-os-alunos-da.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F09%2F04%2Fespecial-para-os-alunos-da.html"
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  {
    "id": 240,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "A CBF realmente não dá uma bola dentro. Xenofobia mais idiota e descabida.\n",
    "dateiso": "2015-07-19 08:23:00 -0300",
    "date": "8:23 p.m. on Jul 19, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/07/19/a-cbf-realmente-no-d.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F07%2F19%2Fa-cbf-realmente-no-d.html"
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  {
    "id": 241,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Na semana passada não deu certo, mas agora vai. Hoje farei uma participação no show de Simona Talma. Ateliê (Rua Chile), às 20h. Esquema happy hour.\n",
    "dateiso": "2015-07-02 20:24:00 -0300",
    "date": "8:24 p.m. on Jul 2, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/07/02/na-semana-passada-no-deu.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F07%2F02%2Fna-semana-passada-no-deu.html"
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  {
    "id": 242,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Sábado tem SeuZé e Desventura, no Whiskritório.\nEssa parceria já rendeu noites memoráveis.\nIngressos por R$ 15 (lista amiga) e R$ 20 (na hora)\n",
    "dateiso": "2015-06-25 08:01:00 -0300",
    "date": "8:01 p.m. on Jun 25, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/06/25/sbado-tem-seuz-e-desventura.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F06%2F25%2Fsbado-tem-seuz-e-desventura.html"
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  {
    "id": 243,
    "type": "post",
    "title": "Dança Diferente",
    "text": "Em 2010 o Maglore veio a Natal dentro de uma tour que estavam fazendo pelo Nordeste. O SeuZé participou do show, que aconteceu no Cultura Clube e foi produzido por Thalys. Fiquei encantado com a banda, de primeira. Primeiro pelo senso pop apuradíssimo e pelo bom gosto para as composições e arranjos. Depois pelo profissionalismo e envolvimento que eles demonstravam no trato com a banda.\nNessa época o SeuZé estava lançando o 2º disco (A Comédia Humana) e também fizemos uma tour bem bacana para divulgar o CD, que passou por Fortaleza, João Pessoa, Campina Grande, Recife, Maceió e Rio de Janeiro. Bom momento!\nAcabei de ouvir mais um single do novo disco do Maglore e me encho de alegria ao ver que eles continuam produzindo coisa fina e que [Teago Oliveira] está se consolidando como um dos melhores compositores da nova música brasileira.\nNão percam tempo. Apertem o play!\n ",
    "dateiso": "2015-06-09 18:30:00 -0300",
    "date": "6:30 p.m. on Jun 9, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/06/09/dana-diferente.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F06%2F09%2Fdana-diferente.html"
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    "id": 244,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Escrevi a letra de \u0026ldquo;Homem e o Brasão\u0026rdquo; inspirado numa crônica de Carlos Fialho e nas tiradas do saudoso perfil de Twitter Gadelha Júnior.\nSegue o áudio e a letra para quem ainda não conhecia. O SeuZé lançou como single em 2013, e no EP \u0026ldquo;Gente Estranha\u0026rdquo;, nesse ano.\n O Homem e o Brasão (Letra e Música: Lipe Tavares)\nNunca percebi que sou vendido em latas\nMarcas que sempre uso são como fardas Hollister, a minha escola Valeu, Major\nE se minha geração adora um bom brasão Logo vou imitar não posso ser diferente Dizer de quem sou parente é o que há\nVocê vai ver meu rosto aparecer no Bobflash\ne reconhecer que não sou mais que um sobrenome\nSe antes eu ía ao Vila Fumar Gudang e arrumar brigas\nHoje após o Carnaval começo a puxar ferros eu quero mesmo é ficar belo pro Carnatal\nse meu pai emprestar um bom 4x4 o chão do Litoral Sul Irá tremer\nVocê vai ver meu rosto aparecer no Bobflash\ne reconhecer que não sou mais que um sobrenome\n",
    "dateiso": "2015-06-09 18:23:00 -0300",
    "date": "6:23 p.m. on Jun 9, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/06/09/escrevi-a-letra-de-homem.html",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Aos alunos do Pré ED-HC, segue o link para o documentário que foi trabalhado no sábado.\nBons estudos!\n",
    "dateiso": "2015-06-08 09:57:00 -0300",
    "date": "9:57 p.m. on Jun 8, 2015",
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    "id": 246,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Ainda me recuperando do show de ontem com o SeuZé. El Rock sold out mais uma vez.\nValeu a todo mundo que apareceu.\n  ",
    "dateiso": "2015-06-07 13:25:00 -0300",
    "date": "1:25 p.m. on Jun 7, 2015",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Observatório da Imprensa à italiana.\n",
    "dateiso": "2015-06-02 15:13:00 -0300",
    "date": "3:13 p.m. on Jun 2, 2015",
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  {
    "id": 248,
    "type": "post",
    "title": "Alan Price",
    "text": "Uma das maiores descobertas que fiz desde que comecei a usar internet foi um fórum de cinema, o Making Off. Além de ter um acervo monstruoso de coisas para baixar, tem ótimos tópicos de discussão.\nFoi através desse fórum que eu pude dissecar a obra de gênios como Kurosawa, Kieślowski, o cinema argentino contemporâneo, entre outros. Também pude conhecer muitas pérolas escondidas, como os filmes de Lindsay Anderson, que fez algumas películas com Malcolm McDowell (Alex, de Laranja Mecânica).\nUm desses filmes foi \u0026ldquo;O Lucky Man\u0026rdquo;, de 1973.\nO filme por si só é fantástico. McDowell deu show na atuação e os toques de surrealismo no roteiro deram uma graça a mais à produção.\nMas o que me chamou mesmo a atenção foi a trilha sonora, que não é só pano de fundo para as filmagens, mas está inserida na trama do filme.\nFiquei extasiado após ver esse filme há alguns anos e, pesquisando sobre a trilha, descobri que o responsável foi Alan Price (tecladista do Animals e um dos primeiros a usar um hammond em música pop).\nResumo da ópera: tenho ouvido muito o disco da trilha desde que vi o filme e esse é o presente de domingo que deixo para você.\n=)\n",
    "dateiso": "2015-05-31 10:14:00 -0300",
    "date": "10:14 p.m. on May 31, 2015",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "O Forasteiro Só vai abrir o show de Silva aqui em Natal, dia 07 de junho.\nO formato da nossa apresentação vai ser acústico/duo.\nMais informações aqui.\n",
    "dateiso": "2015-05-28 13:18:00 -0300",
    "date": "1:18 p.m. on May 28, 2015",
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    "id": 250,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "O Forasteiro Só vai fazer show na Mostra Autoral Brasileiríssimos, nessa sexta.\nA festa vai acontecer na Pinacoteca Potiguar e terá uma penca de ótimas bandas.\nÓtima pedida para quem ainda está sem programação.\nMais informações aqui.\n",
    "dateiso": "2015-05-23 10:55:00 -0300",
    "date": "10:55 p.m. on May 23, 2015",
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    "id": 251,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Último vídeo do Forasteiro Só para a série “Ao Vivo no 204”.\n“Beta” é a música.\nMuito boa a experiência de produzir esse material no modo do it yourself.\nMuito obrigado ao chapa Ticiano D\u0026rsquo;Amore pela força no vídeo e áudio.\n  ",
    "dateiso": "2015-05-11 10:10:00 -0300",
    "date": "10:10 p.m. on May 11, 2015",
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    "id": 252,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "De nada vale o título de Marcelo Fernandes pelo Santos quando a gente lembra disso aqui.\nGol contra aos 42 do segundo tempo e tri para o ABC.\n  ",
    "dateiso": "2015-05-07 07:31:00 -0300",
    "date": "7:31 p.m. on May 7, 2015",
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    "id": 253,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Mais um vídeo lançado pelo Forasteiro Só.\nDessa vez a canção é \u0026ldquo;Dias de Chuva\u0026rdquo;.\n  ",
    "dateiso": "2015-05-04 19:01:00 -0300",
    "date": "7:01 p.m. on May 4, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/05/04/mais-um-vdeo-lanado-pelo.html",
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    "id": 254,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "O Forasteiro Só lançou o disco de estreia no ano passado. Também produzimos um pequeno documentário para explicar como foi registrada a bolacha.\n“Longe do Chão” é o nome do doc.\n  ",
    "dateiso": "2015-04-30 09:48:00 -0300",
    "date": "9:48 p.m. on Apr 30, 2015",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Estou muito feliz em botar esse trabalho da rua.\nO Forasteiro Só gravou alguns vídeos aqui em casa. Eu me arrisquei na edição das imagens, Gustavo Leitão arrasou da filmagem junto de Ticiano D\u0026rsquo;Amore, que também finalizou o áudio. Diego Bezerra também deu aquela força no áudio.\nEscrevi essa canção depois que li \u0026ldquo;Crime e Castigo\u0026rdquo; e a história não me deixava em paz.\n  ",
    "dateiso": "2015-04-26 16:12:00 -0300",
    "date": "4:12 p.m. on Apr 26, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/04/26/estou-muito-feliz-em-botar.html",
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    "id": 256,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "O Forasteiro Só fará show num evento massa que vai rolar aqui em Natal, dia 15 de maio.\nMini-festival organizado pela turma do Brasileiríssimos, com shows no DoSol e Ateliê Bar.\n",
    "dateiso": "2015-04-10 12:20:00 -0300",
    "date": "12:20 p.m. on Apr 10, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/04/10/o-forasteiro-s-far-show.html",
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    "id": 257,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Estou experimentando gravar uns vídeos direto do meu telefone.\nO primeiro teste é um cover singelo de Jealous Guy, de Lennon.\n  ",
    "dateiso": "2015-04-04 14:41:00 -0300",
    "date": "2:41 p.m. on Apr 4, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/04/04/estou-experimentando-gravar-uns-vdeos.html",
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  {
    "id": 258,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Se Elis fosse viva hoje faria 70 anos. Pra mim um dos grandes discos da música brasileira em todos os tempos é \u0026ldquo;Falso Brilhante\u0026rdquo;, de 1976. Sempre me impressionei com esse disco.\nRecentemente descobri que ela gravou tudo do álbum em dois dias, no meio de uma turnê.\nA pimentinha era foda!\n",
    "dateiso": "2015-03-17 16:30:00 -0300",
    "date": "4:30 p.m. on Mar 17, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/03/17/se-elis-fosse-viva-hoje.html",
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  {
    "id": 259,
    "type": "post",
    "title": "POST: 2015-03-08T18:57:55-03:00",
    "text": "Ansioso demais pelo disco novo do Talma\u0026amp;Gadelha.\nBem que poderia vazar antes no Deezer\u0026hellip;\n",
    "dateiso": "2015-03-08 18:57:00 -0300",
    "date": "6:57 p.m. on Mar 8, 2015",
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  {
    "id": 260,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "\u0026ldquo;Gente Estranha\u0026rdquo;, novo EP do SeuZé disponível pra download, e streaming no Spotify, Deezer, Rdio, iTunes e afins.\n",
    "dateiso": "2015-03-02 20:52:00 -0300",
    "date": "8:52 p.m. on Mar 2, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/03/02/gente-estranha-novo-ep-do.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F03%2F02%2Fgente-estranha-novo-ep-do.html"
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  {
    "id": 261,
    "type": "post",
    "title": "Gente Estranha",
    "text": "Amanhã terá lançamento de um novo EP do SeuZé. A capa teve ilustração de Victor H. Azevedo e finalização de Paulo Henrique.\n",
    "dateiso": "2015-03-01 14:45:00 -0300",
    "date": "2:45 p.m. on Mar 1, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/03/01/amanh-ter-lanamento-de-um.html",
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  {
    "id": 262,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "A chatice indie/hipster dos últimos tempos tem levado muita gente a contrair Síndrome da Carne de Vaca e encarar com má vontade muita coisa louvável na música brasileira, simplesmente por ser pop.\nÉ óbvio que escolhi o exemplo menos pop do Skank para ilustrar a minha ideia, mas esse é um dos meus discos nacionais favoritos da década passada.\nSamuel Rosa inspiradíssimo e cantando demais, parcerias com Lô Borges e Nando Reis, além do saudoso Tom Capone na produção.\nDeixe a pose hipster de lado e aperte o play.\n",
    "dateiso": "2015-01-15 17:03:00 -0300",
    "date": "5:03 p.m. on Jan 15, 2015",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2015/01/15/a-chatice-indiehipster-dos-ltimos.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2015%2F01%2F15%2Fa-chatice-indiehipster-dos-ltimos.html"
  },
  {
    "id": 263,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Muita gente lamentando Cid Gomes como Ministro da Educação, mas o que me chateou mesmo foi Aldo Rebelo para Ciência e Tecnologia. A atuação dele no Ministério dos Esportes já foi uma lástima. O maior destaque foi aquele nacionalismo idiota na interlocução com Jérôme Valck.\n",
    "dateiso": "2014-12-25 10:52:00 -0300",
    "date": "10:52 p.m. on Dec 25, 2014",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2014/12/25/muita-gente-lamentando-cid-gomes.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2014%2F12%2F25%2Fmuita-gente-lamentando-cid-gomes.html"
  },
  {
    "id": 264,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Era para existir uma lei que punisse severamente aqueles que puxam conversa com quem está concentrado lendo um livro. 😜\n",
    "dateiso": "2014-12-03 12:25:00 -0300",
    "date": "12:25 p.m. on Dec 3, 2014",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2014/12/03/era-para-existir-uma-lei.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2014%2F12%2F03%2Fera-para-existir-uma-lei.html"
  },
  {
    "id": 265,
    "type": "post",
    "title": "Voto em PG",
    "text": "Sou um grande defensor de todas as formas possíveis de liberdade expressão, mesmo quando a expressão diferente da minha é a orientação política. Consigo conviver e dialogar numa boa com que vota diferente de mim.\nO mais difícil é lidar com os extremos. Fui alvo de extremos nesses dias.\nEssa semana tive uma bandeira e um adesivo de Dilma arrancados do meu carro, por alguém que obviamente não vota como eu.\nMinha resposta: dobrarei a quantidade de bandeiras e adesivos no carro e estou ainda mais motivado pra fazer campanha para quem acredito.\nCaso arranquem de novo, eu quadruplico.\n",
    "dateiso": "2014-10-23 12:56:00 -0300",
    "date": "12:56 p.m. on Oct 23, 2014",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2014/10/23/voto-em-pg.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2014%2F10%2F23%2Fvoto-em-pg.html"
  },
  {
    "id": 266,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Jornada Científico-Cultural da ED e do HC. Os alunos dos 8° anos estão expondo trabalhos sobre a história da música no Brasil, no Século XX.\n  ",
    "dateiso": "2014-09-25 12:10:00 -0300",
    "date": "12:10 p.m. on Sep 25, 2014",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2014/09/25/jornada-cientficocultural-da-ed-e.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2014%2F09%2F25%2Fjornada-cientficocultural-da-ed-e.html"
  },
  {
    "id": 267,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Músicas para o disco de estréia do Forasteiro Só fechadas. Hoje o ensaio foi só com Telo. Semana que vem ele gravará as baterias.\nSe tudo seguir o programado, no fim de setembro a bolacha fica pronta.\n",
    "dateiso": "2014-07-17 08:16:00 -0300",
    "date": "8:16 p.m. on Jul 17, 2014",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2014/07/17/msicas-para-o-disco-de.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2014%2F07%2F17%2Fmsicas-para-o-disco-de.html"
  },
  {
    "id": 268,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Copa comprada? O cheque foi sem fundo.\n",
    "dateiso": "2014-06-28 14:58:00 -0300",
    "date": "2:58 p.m. on Jun 28, 2014",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2014/06/28/post-t.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2014%2F06%2F28%2Fpost-t.html"
  },
  {
    "id": 269,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Ultimamente, conversando com alguns conhecidos e amigos médicos, pessoalmente ou aqui no Facebook, é fácil perceber uma guinada à direita, de pessoas que não costumavam se expressar em termos de política. Tentando não ser generalizador, é difícil outra interpretação para isso que não seja pensar num corporativismo egoísta e cego depois do programa Mais Médicos. A simpatia de muitos por Lula e Dilma, ou simplesmente a neutralidade foram embora quando os profissionais da medicina se sentiram ameaçados no momento em que o governo federal tentou democratizar o acesso a serviços básicos de saúde para pessoas que não eram contempladas.\nObviamente não estou questionando o direcionamento político ninguém, ou defendendo que quem critique o governo federal esteja errado. Longe disso. Mas esse tipo de posicionamento, nas circunstâncias descritas, me soam oportunistas e descabidos.\n",
    "dateiso": "2014-05-15 08:11:00 -0300",
    "date": "8:11 p.m. on May 15, 2014",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2014/05/15/ultimamente-conversando-com-alguns-conhecidos.html",
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    "id": 270,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Finalmente consegui comprar ingressos para os jogos da copa em Natal. O problema: não estarei na cidade nos dias dos jogos com ingressos disponíveis.\nComprei ingresso para ver a oitava-de-final em Recife. Alguém próximo na mesma situação? De repente podemos ir juntos e remarcar os assentos.\n",
    "dateiso": "2014-04-15 09:46:00 -0300",
    "date": "9:46 p.m. on Apr 15, 2014",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Ninando a pequena com Kind of Blue. Tiro e queda!\n",
    "dateiso": "2014-04-05 10:40:00 -0300",
    "date": "10:40 p.m. on Apr 5, 2014",
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    "type": "post",
    "title": "Cavalo",
    "text": "Comecei a ouvir Cavalo, o primeiro álbum solo de Rodrigo Amarante e ainda estou confuso com o que encontrei. Não é um disco fácil. Ainda não concluí nada sobre as composições em si, mas gostei bastante dos timbres, texturas e da sonoridade meio low-fi.\nNão gostei muito dos discos solo de Camelo. A impressão ligeira que tenho do de Amarante é que parece ser algo mais definitivo.\n",
    "dateiso": "2013-10-09 11:55:00 -0300",
    "date": "11:55 p.m. on Oct 9, 2013",
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    "id": 273,
    "type": "post",
    "title": "SeuZé, Mahmed e Androide Sem Par",
    "text": "No último domingo toquei com o SeuZé no Pepper\u0026rsquo;s Hall. Pouca gente compareceu, mas mesmo assim a vibe foi massa. No mesmo dia, outras bandas me chamaram a atenção.\nRegistro aqui a ótima impressão que me causou ao vivo o Mahmed. Instumental instrospectivo e muito bem executado. Parabéns aos caras pelo trabalho.\nTambém foi massa ver o Androide Sem Par mais uma vez. Apesar de ter baixado o CD, o meu contato com as músicas deles foi mais ao vivo e assim que as canções me prenderam. Tanto, que quando ouço em casa, sinto falta da pegada ao vivo, o que não é necessariamente um problema.\nAs músicas de Juão Nin são fortíssimas e aparentemente bastante autobiográficas. A banda que o acompanha amadureceu bastante ao vivo em relação às primeiras apresentaçoes que vi, em especial o meu chapa Diego Bezerra, de quem sou grande admirador.\nEnfim, feliz demais por ver tanta coisa boa e comovente sendo produzida aqui perto.\n",
    "dateiso": "2013-10-08 14:14:00 -0300",
    "date": "2:14 p.m. on Oct 8, 2013",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Mesmo entregando um gol, Maicon está bem melhor do que Daniel Alves. Pra mim, ganhou a vaga.\n",
    "dateiso": "2013-09-10 22:45:00 -0300",
    "date": "10:45 p.m. on Sep 10, 2013",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Festival Planeta Terra desse ano com Travis e Blur no mesmo dia. Estarei com um bebê recém nascido de alguns dias. Pode ser o 1º show dela.\n",
    "dateiso": "2013-09-10 19:18:00 -0300",
    "date": "7:18 p.m. on Sep 10, 2013",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Jogo monstruoso agora na final do US Open. #godjoko\n",
    "dateiso": "2013-09-09 20:53:00 -0300",
    "date": "8:53 p.m. on Sep 9, 2013",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Manhã de produção musical. Eu e FeLL mexemos em uma composição dele chamada \u0026ldquo;No Mesmo Lar\u0026rdquo;. Criamos arranjos e testamos timbres. Em breve o SeuZé gravará essa.\n",
    "dateiso": "2013-09-07 13:23:00 -0300",
    "date": "1:23 p.m. on Sep 7, 2013",
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    "id": 278,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Tá dando gosto ver o Liverpool jogar. Pra quem sofreu fora da Champions nas últimas temporadas, esse ano promete. #goreds\n",
    "dateiso": "2013-09-01 10:20:00 -0300",
    "date": "10:20 p.m. on Sep 1, 2013",
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    "id": 279,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Cena bonita que presenciei agora, aqui no cruzamento da Prudente com a Ceará-Mirim: com os sinais desligados e sem amarelinhos pra dar conta de todos os cruzamentos, algumas pessoas desceram dos seus carros e passaram estão tentando ordenar o trânsito, tais quais amarelinhos.\n",
    "dateiso": "2013-08-28 22:40:00 -0300",
    "date": "10:40 p.m. on Aug 28, 2013",
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    "id": 280,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Conselho para quem está no congestionamento em função do apagão: pare em um shopping ou supermercado e espere. O trânsito está impossível. Passei 40 minutos entre a UnP da Floriano Peixoto e o Nordestão da Prudente, quando o meu destino era Candelária. Desisto por enquanto e já sou um a menos no trânsito.\n",
    "dateiso": "2013-08-28 17:20:00 -0300",
    "date": "5:20 p.m. on Aug 28, 2013",
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    "id": 281,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Ver Van Gogh “no original”: se não o fez, faça.\n",
    "dateiso": "2013-06-25 23:38:00 -0300",
    "date": "11:38 p.m. on Jun 25, 2013",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2013/06/25/ver-van-gogh-no-original.html",
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    "id": 282,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Espero pelo dia em que Caetano e Woody Allen deixem de lançar coisas novas com tanta frequência, mas fico extremamente ansioso pelo próximo lançamento de cada um.\nVai entender\u0026hellip;\n",
    "dateiso": "2013-04-24 21:14:00 -0300",
    "date": "9:14 p.m. on Apr 24, 2013",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Público chegando ao Frasqueirão. Dia de ABC X América.\nComecei a frequentar estádios assiduamente no fim dos anos 1980. De acordo com uma rápida conta que fiz, devo ter assistido mais de 50 clássicos.\nPra cima delas, Mais Querido!\n",
    "dateiso": "2013-04-21 16:40:00 -0300",
    "date": "4:40 p.m. on Apr 21, 2013",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2013/04/21/pblico-chegando-ao-frasqueiro-dia.html",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Passando o som com o SeuZé. Hoje é a nossa festa de 10 anos no DoSol. Bora?\n",
    "dateiso": "2013-04-06 18:30:00 -0300",
    "date": "6:30 p.m. on Apr 6, 2013",
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    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Hoje toco com a Banda Café num especial Beatles com 3 horas de duração, lá no Pitanga. 21h.\n",
    "dateiso": "2012-09-15 11:37:00 -0300",
    "date": "11:37 p.m. on Sep 15, 2012",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2012/09/15/hoje-toco-com-a-banda.html",
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    "id": 286,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Feriadão de muita música. Daqui a pouco, ensaio com o SeuZé. Com a Banda Café, toco amanhã no La Cachette e sábado, em Salvador.\nNo domingo tem show do SeuZé no DoSol, pelo Circuito Ribeira.\n",
    "dateiso": "2012-09-06 19:26:00 -0300",
    "date": "7:26 p.m. on Sep 6, 2012",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2012/09/06/feriado-de-muita-msica-daqui.html",
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    "id": 287,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Ansioso por hoje à noite. Daqui à pouco viajo com os amigos do SeuZé para tocar em João Pessoa. Os shows por lá são sempre massa.\n",
    "dateiso": "2012-05-18 15:17:00 -0300",
    "date": "3:17 p.m. on May 18, 2012",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2012/05/18/ansioso-por-hoje-noite-daqui.html",
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  {
    "id": 288,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Ingresso comprado pro show de Paul! Uhuu!\n",
    "dateiso": "2012-03-24 11:39:00 -0300",
    "date": "11:39 p.m. on Mar 24, 2012",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2012/03/24/ingresso-comprado-pro-show-de.html",
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  {
    "id": 289,
    "type": "post",
    "title": "Virando o ano em Roma",
    "text": "Chegamos anteontem a Roma. Viemos em um vôo direto de Paris. Já em solo italiano, tomamos um trem que nos trouxe a alguns metros do albergue onde estamos hospedados.\nTivemos alguma dificuldade para encontrar a localização exata da hospedagem. Nas instruções enviadas por email, a equipe do hostel deu como referência “a fountain with statue of Moses”, ao que Márcia leu “statue of Moose”. Procuramos por um tempo a tal fonte com a estátua de um alce, mas ao rever as instruções, não tardamos para encontrar a escultura de Moisés.\nOntem\nQuando voltamos ao hostel para nos trocarmos, nos deparamos com uma pequena festa por hóspedes franceses na área comum. Eles foram bastante acolhedores e convidaram para nos juntássemos para a virada, mais tarde. Assim o fizemos.\n",
    "dateiso": "2012-01-01 10:08:00 -0300",
    "date": "10:08 p.m. on Jan 1, 2012",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2012/01/01/virada-de-ano-em-roma.html",
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  {
    "id": 290,
    "type": "post",
    "title": "Paris e frio de verdade pela primeira vez",
    "text": "Muito nova essa sensação de estar em um lugar tão longe e diferente de casa.\nChegamos a Paris ontem, próximo das 19h. Nosso voo saiu de Natal às 2h da madrugada e após 6h30 de viagem, chegou à Lisboa no começo da tarde. Desembarcamos para fazer a conexão que nos levaria à França e já tive a minha surpresa. Ao comentar com Márcia que o ar condicionado do aeroporto lisboeta estava muito frio, tive como resposta: \u0026ldquo;menino, isso não é o ar condicionado. É o frio da cidade, mesmo\u0026rdquo;. Até então as experiências em que eu mais tinha sentido frio foram no Rio de Janeiro e em Paraty, em 2008, e que não foram abaixo dos 15º.\nApós a conexão, desembarcamos pouco depois em Paris, na noite de Natal, mais exatamente no Aeroporto de Orly, eternizado por Chico nessa bela peça.\nTomamos um trem até a Gare du Nord, e de lá, um metrô até as proximidades do hotel em que ficaríamos hospedados. A primeira impressão de caminhar pela cidade foi de estranheza, já que Paris estava deserta nesse 24 de dezembro. Tivemos alguma dificuldade para localizar a nossa hospedagem, mas após improvisarmos (sobretudo Márcia) no francês com um taxista e com alguns locais em um restaurante onde entramos para pedir informações, chegamos ao nosso destino. Fomos surpreendidos por uma francesa que nos ajudou com as direções quando, após dizermos que vinhamos de Natal, ela falar que já esteve em Pipa.\nApós isso deixamos as bagagens, trocamos de roupa e saímos pra procurar um lugar para jantar, o que não foi assim tão fácil já que muitos estabelecimentos exigiam reserva prévia para a noite de Natal.\n",
    "dateiso": "2011-12-25 09:30:00 -0300",
    "date": "9:30 p.m. on Dec 25, 2011",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2011/12/25/paris-e-frio-de-verdade.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2011%2F12%2F25%2Fparis-e-frio-de-verdade.html"
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  {
    "id": 291,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Chegando agora ao Aeroporto Augusto Severo. Daqui há algumas horas embarco com Márcia para a nossa primeira vez na Europa. Ao todo passaremos 24 dias entre a França, Itália, Alemanha e República Tcheca. Ansiedade à mil para conhecer o Velho Mundo.\n",
    "dateiso": "2011-12-23 20:30:00 -0300",
    "date": "8:30 p.m. on Dec 23, 2011",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2011/12/23/chegando-agora-ao-aeroporto-augusto.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2011%2F12%2F23%2Fchegando-agora-ao-aeroporto-augusto.html"
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  {
    "id": 292,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Final de temporada monstruoso de Breaking Bad. Longa espera até a 5ª temporada.\n",
    "dateiso": "2011-10-11 00:37:00 -0300",
    "date": "12:37 p.m. on Oct 11, 2011",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2011/10/11/post-t.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2011%2F10%2F11%2Fpost-t.html"
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  {
    "id": 293,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Torcida do Liverpool cantando Beatles em Anfield Road, em 1964. Reportagem histórica da BBC.\n  ",
    "dateiso": "2011-08-27 18:56:00 -0300",
    "date": "6:56 p.m. on Aug 27, 2011",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2011/08/27/185600.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2011%2F08%2F27%2F185600.html"
  },
  {
    "id": 294,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "No vídeo, uma pequena surpresa que Chico fez para ele na gravação de \u0026ldquo;Carioca\u0026rdquo;.\n  ",
    "dateiso": "2011-07-12 13:24:00 -0300",
    "date": "1:24 p.m. on Jul 12, 2011",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2011/07/12/no-vdeo-uma-pequena-surpresa.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2011%2F07%2F12%2Fno-vdeo-uma-pequena-surpresa.html"
  },
  {
    "id": 295,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Jorge Helder, baixista classudo que já tocou com Ivan Lins, Chico e Caetano vai estar em Natal, em outubro, na Semana da Música 2011.\nNo vídeo, uma pequena surpresa que Chico fez para ele na gravação de \u0026ldquo;Carioca\u0026rdquo;: t.co/fDiljBv Momento bacana!\n  ",
    "dateiso": "2011-07-12 13:22:00 -0300",
    "date": "1:22 p.m. on Jul 12, 2011",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2011/07/12/jorge-helder-baixista-classudo-que.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2011%2F07%2F12%2Fjorge-helder-baixista-classudo-que.html"
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  {
    "id": 296,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Sou fã confesso de Denys Arcand, diretor de \u0026ldquo;O Declínio do Império Americano\u0026rdquo; e \u0026ldquo;Jesus de Montreal\u0026rdquo;, entre outros.\nNão sou de dormir muito tarde, mas vou topar encarar a madrugada para ver outro filme dele: \u0026ldquo;A Era da Inocência\u0026rdquo;. Feed-back depois!\n",
    "dateiso": "2011-07-12 00:06:00 -0300",
    "date": "12:06 p.m. on Jul 12, 2011",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2011/07/12/sou-f-confesso-de-denys.html",
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  {
    "id": 297,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Pude assistir ao 1º jogo do Peñarol no ano, janeiro, em Colônia de Sacramento. A peleja contra o Velez tá imoral de emocionante!\n Estádio Profesor Alberto Suppici. Colônia de Sacramento, 2011  ",
    "dateiso": "2011-05-26 23:36:00 -0300",
    "date": "11:36 p.m. on May 26, 2011",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2011/05/26/pude-assistir-ao-jogo-do.html",
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  {
    "id": 298,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "No Botequim Tá Na Hora Hora pra tocar com a Banda Café. Depois rola SeuZé no Casa Nova EcoBar.\n",
    "dateiso": "2011-05-14 21:02:00 -0300",
    "date": "9:02 p.m. on May 14, 2011",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2011/05/14/no-botequim-t-na-hora.html",
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    "id": 299,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Mais uma tentativa frustrada de configurar linux no meu laptop. A SiS é uma grande merda!\n",
    "dateiso": "2011-05-12 10:51:00 -0300",
    "date": "10:51 p.m. on May 12, 2011",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2011/05/12/mais-uma-tentativa-frustrada-de.html",
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  {
    "id": 300,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Mexendo no novo site do SeuZé há 1 semana e só passa CSS e HTML pela minha cabeça.\n",
    "dateiso": "2011-05-05 19:13:00 -0300",
    "date": "7:13 p.m. on May 5, 2011",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2011/05/05/mexendo-no-novo-site-do.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2011%2F05%2F05%2Fmexendo-no-novo-site-do.html"
  },
  {
    "id": 301,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "Dia de muito trabalho e só agora pausa pro almoço. Tentativa de rango quase-home made. Receita já testada e aprovada!\n",
    "dateiso": "2011-05-03 15:12:00 -0300",
    "date": "3:12 p.m. on May 3, 2011",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2011/05/03/dia-de-muito-trabalho-e.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2011%2F05%2F03%2Fdia-de-muito-trabalho-e.html"
  },
  {
    "id": 302,
    "type": "post",
    "title": "",
    "text": "De cama em casa com a virose que não poupa ninguém. Pra compensar, vou ver a Champions League.\n",
    "dateiso": "2011-04-13 15:45:00 -0300",
    "date": "3:45 p.m. on Apr 13, 2011",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2011/04/13/de-cama-em-casa-com.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2011%2F04%2F13%2Fde-cama-em-casa-com.html"
  },
  {
    "id": 303,
    "type": "post",
    "title": "Notinhas 4x1",
    "text": " Meio que vindo de encontro ao post anterior, ontem aconteceu uma invasão de sem-terras à Secretaria Estadual de Assuntos Fundiários e de Apoio à Reforma Agrária. Cerca de 200 membros do MST se instalaram nas dependências da secretaria, alguns deles portanto facas e pedaços de pau. Eles reivindicavam promessas não cumpridas de desapropriação de terras. Detalhe: as desapropriações são jurisdição do Governo Federal. Depois de despertarem o medo dos funcionários e a curiosidade da imprensa, partiram em marcha rumo ao INCRA, o lugar correto para os protestos. Já sabe. Se esse blog passar alguns dias desatualizado, considere a possibilidade de eu estar refém do MST. Está cada vez mais insuportável parar nos semáforos da cidade. Raros são os cruzamentos que não abrigam aquela massa de desempregados sedenta para pôr a mão no seu pára-brisa. Ao invés de limparem os vidros eles acabam sujando tudo e, muitas vezes, danificam os limpadores dos carros. Em alguns sinais, como os que ficam em Ponta Negra, na rótula de entrada para a Via Costeira, vez ou outra aparece um carro da Guarda Municipal, o que faz com que os flanelas fujam em debandada. Já ouvi falar sobre alguns casos de mulheres terem sido assaltadas e de serem costumeiramente insultadas pelos ditos cujos. O pior de tudo é quando , vez ou outra, eu me pego desviando, inconscientemente, do caminho mais lógico para os meus destinos para evitar parar em sinais cuja abordagem é tida como certa. A cada dia, a cada nova leitura, me surpreendo com a genialidade de Honoré de Balzac. Há uns dias comecei a reler Eugenie Grandet e estou me deliciando com as ricas criações de personagens feitas pelo francês que universalizou a expressão “mulher de trinta anos”. Quem ainda não conhece a obra do autor e está interessado a se iniciar nos trabalhos do gênio, aconselho começar por Pai Goriot e Eugenie Grandet, ambos fáceis de se encontrar e com leitura não muito densa. A coleção “obras-primas” da Martin Claret, que é bem acessível, editou esses dois livros há pouco tempo. A Biblioteca Central da UFRN também dispõe de um acervo generoso das obras de Balzac. Outra boa pedida é procurar pelo filme “Balzac, Uma Vida de Paixão”, que vez ou outra é exibido no Eurochannel e é estrelado por Gerard Depardieu. Fica a dica. Falo sério! Cheguei a iniciar a leitura de O Código da Vinci, mas por falta de tempo não consegui progredir na obra. Sobre o filme, boa parte das críticas que li afirmam que ir ao cinema sem ter consumido a obra de Dan Brown não é uma boa pedida. Como são poucos os críticos que levo a sério, devo ir ver o filme antes da segunda tentativa de ler o livro.  ",
    "dateiso": "2006-05-24 19:35:00 -0300",
    "date": "7:35 p.m. on May 24, 2006",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2006/05/24/notinhas-x.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2006%2F05%2F24%2Fnotinhas-x.html"
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  {
    "id": 304,
    "type": "post",
    "title": "As exceções das regras",
    "text": "No mês de agosto completarei três anos de trabalho no serviço público. Até agora, tem sido um período muito bom, de experiências e constatações interessantes.\nO tempo que passei prestando serviços ao Estado foi suficiente para eu perceber que a imagem de serviço público que reina no senso comum não é uma regra. Tive a oportunidade de trabalhar numa pasta de governo extremamente comprometida e eficiente e, de certa maneira, me sinto responsável por ajudar a posicionar o Rio Grande do Norte como modelo nacional e internacional quando o assunto é políticas eficazes de reforma agrária.\nÉ lógico que também pude constatar de maneira prática o porquê de o serviço público ser esteriotipado de maneira tão negativa. É de indignar qualquer poço de paciência, ver indivíduos se escorarem na ineficiência da fiscalização da máquina pública e – como dizem os antigos – não darem um prego numa barra de sabão. Para a minha surpresa, porém, essa realidade foi irrisória em 33 meses de experiência.\nUma coisa que pude observar e sempre me deixou bastante indignado é a possibilidade real de contenção de despesas do serviço público. É impressionante como os funcionários que detém cargos de chefia possuem regalias que oneram as contas públicas. Carros de LUXO e celulares à disposição. Se em cada pasta dos governos estaduais fosse feito um esforço no sentido de conter certos gastos, apareceriam recursos que faltam para pôr em prática muitos projetos. O pior de tudo é que essas regalias e gastos são tão comuns quanto legítimos. Não há contestação, nem mesmo peso na consciência dos beneficiados diretos. É tudo perfeitamente legal.\n Outro dia, encontrei com um colega de faculdade no ônibus. Além de conversarmos sobre História e vida acadêmica, papeamos também sobre trabalho. Além de pretendente a historiador ele também é funcionário público. Mas as semelhanças com este que lhe escreve cessam aí.\nO meu colega de faculdade tem um cargo de chefia, deve ganhar cerca de dez vezes mais do que eu e não parece se lembrar que existe um carro novinho à sua disposição, oferecido pelo povo potiguar. Seu automóvel estava no conserto e ele, deliberadamente, não viu problemas em tomar alguns ônibus e deixar os veículos do Estado quietinhos nos seus lugares.\n",
    "dateiso": "2006-05-23 17:06:00 -0300",
    "date": "5:06 p.m. on May 23, 2006",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2006/05/23/as-excees-das.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2006%2F05%2F23%2Fas-excees-das.html"
  },
  {
    "id": 305,
    "type": "post",
    "title": "Downloads para todos",
    "text": "Há alguns meses venho relutando contra a lerdeza do eMule e a instabilidade do Soulseek. Para a minha sorte, tenho baixado muita coisa legal por outros meios.\nHá cerca de um mês recebi um convite para participar de uma comunidade excelente de troca de arquivos por meio de torrents (clique aqui) se não souber sobre o que estou falando), o Brasil Share. Na página da comunidade você encontra apenas os links que apontam para os arquivos que estão nos computadores dos usuários. A política de transferência que eles adotam é bem interessante e justa. Para continuar no grupo, os integrantes têm que compartilhar pelo menos a mesma quantidade que baixaram. Se você baixou dois filmes que juntos somam 2 GB, terá que compartilhar os mesmos 2 GB. Já peguei muita coisa boa. Nas últimas duas semanas baixei a 1ª temporada completa de ROMA (série recentemente exibida pela HBO) e os 5 primeiros episódios de Star Wars, além de alguns episódios de Lost. O único porém é que os cadastros só podem ser feitos por membros da comunidade. Se tiver algum conhecido com convite disponível, implore por um que vale à pena.\nDe tão empolgado com as possibilidades que o Brasil Share oferece, diminuí um pouco o ritmo de downloads de músicas. Mas, com a descoberta dos blogs de MP3, suponho estar voltando à mania de colecionar discografias completas de artistas com os quais me identifico.\nA partir do momento em que as grandes gravadoras se valeram de recursos jurídicos para tentar conter os prejuízos causados com a difusão dos arquivos MP3s e similares, proibindo o funcionamento de sistemas como o Napster, uma ótima solução para quem não quer se privar das benesses dos downloads de músicas, são os blogs de MP3. Os usuários desses blogs aproveitam os serviços gratuitos de armazenamento de arquivos como o Mega Upload e o Radid Share, transformam em MP3 os seu antigos e raros LP’s – em alguns casos CD’s – e postam em suas páginas os links para o bem-bom.\nSeguem abaixo alguns links para bons blogs de MP3 que já encontrei:\n BR Instrumental - Discos de música instrumental brasileira. Brazilian Nuggets - Blog dedicado à pouco conhecida psicodelia brasileira. Álbuns raros dos anos 60 e 70. BR Music For All - Álbuns raros ou pouco difundidos no Brasil. Acesso Raro - Discos raros em LP e CD.  Aproveite!\n",
    "dateiso": "2006-05-17 18:12:00 -0300",
    "date": "6:12 p.m. on May 17, 2006",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2006/05/17/downloads-para-todos.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2006%2F05%2F17%2Fdownloads-para-todos.html"
  },
  {
    "id": 306,
    "type": "post",
    "title": "Compromisso público",
    "text": "Quando ingressei na UFRN em 2001, desconhecendo as possibilidades de trabalho que o curso de história poderia me proporcionar, estava decidido a ser um especialista em Arqueologia e na História do Egito. Viajar para o Cairo e adjacências e descobrir restos mortais de antigos faraós, estavam entre os meus projetos de trabalho.\nO tempo foi passando e a cada disciplina que me despertava o interesse, o projeto de vida mudava. Várias foram as áreas de atuação que me seduziram.\nMeio sem perceber, meio sem querer aceitar, aos poucos, como uma amante implacável, a música foi me desviando o interesse pela vida acadêmica. O resultado foi um curso mal feito e totalmente improvisado. Depois que tranquei a primeira disciplina, ainda no segundo período de curso, sucederam-se uma série de abandonos e desistências. Outro dia, quando peguei um histórico, bateu uma tristeza ao ver a seqüência de trancamentos e reprovações por falta.\nO pior de tudo não são as estatísticas em si, mas o fato de eu me sentir preso durante todo esse tempo por me sentir ligado à UFRN. Não me sinto totalmente à vontade para investir em outros trabalhos e projetos, sabendo que a minha história acadêmica ainda não acabou. Tudo só acontecerá de verdade depois da conclusão: concursos públicos, estudo de música. O mais complicado é observar que apesar de oficialmente ligado à universidade, mal gasto tempo com ela. O resultado é que diminuí muito as leituras paralelas ao curso que, eu costumava fazer com todo gosto até os primeiros semestres de vida acadêmica. Começo a ler algo que me interessa, me empolgo, no fim sempre me censuro por constatar que o tempo que estou usando para tal atividade poderia ser aplicado na conclusão do curso.\nJá se vai um ano e meio desde que comecei a escrever a minha monografia e nesse intervalo de tempo não fiz nada realmente bem feito, como queria fazer. Fico com a monografia inacabada e não me sinto livre para dedicar-me de verdade a outros projetos.\nOntem à noite fui à UFRN e, sem querer, percebi que as últimas visitas que fiz à instituição foram para trancar disciplinas, pegar declarações ou utilizar os serviços do Centro de Convivências.\nPara sair de uma vez por todas desse calvário, assumo aqui um compromisso público. Dou a minha palavra a você que visita esse blog, que até o final de 2006 finalizarei o meu trabalho de conclusão de curso. Conto com a sua cobrança!\n",
    "dateiso": "2006-05-16 18:09:00 -0300",
    "date": "6:09 p.m. on May 16, 2006",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2006/05/16/compromisso-pblico.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2006%2F05%2F16%2Fcompromisso-pblico.html"
  },
  {
    "id": 307,
    "type": "post",
    "title": "Apelo às notinhas",
    "text": "Um dos grandes problemas com o qual sempre tive que lidar para manter os meus blogs é o fato de eu ter uma dificuldade enorme de síntese. Não me contento em escrever poucas linhas sobre determinado assunto, sabendo que poderia ir além não fossem as circunstâncias de sempre, tais quais falta de tempo e preguiça. Na maioria das vezes ocorre de eu abandonar projetos de posts pela metade. Portanto, sempre que me aparecerem fatos que mereçam destaque aqui no blog, mas não necessitem de um texto muito extenso, estarei me valendo do velho artifício das notinhas. Aí vão as primeiras. Espero que funcione.\n A lista dos convocados para a Copa do Mundo me satisfez. Só faria apenas duas alterações: tiraria Ricardinho, dando chance a Alex e colocaria Junior no lugar de Gilberto, para ser o reserva de Roberto Carlos na lateral esquerda. O Discoteca Básica é, com certeza, um dos melhores sites de música do país. Lá, Ricardo Schott resenha discos dos mais variados artistas e segmentos. Com um rico conhecimento de bastidores e estórias da música, Ricardo dá uma aula a cada post. Só para constar, Schott esteve em Natal no ano passado cobrindo o Festival DoSol. Eu já devia ter indicado esse site antes mas nunca me lembrava. Os meus planos de a qualquer momento me mudar para São Paulo com a banda podem ficar menos concretos depois do novo ataque do PCC. O negócio está tão brabo que as empresas de ônibus acabaram de anunciar que não haverá frota para amanhã. Imagina o caos que será uma cidade com 20 milhões de habitantes sem um ônibus sequer nas ruas. Tom Yorke, vocalista do Radiohead, vai lançar um disco solo em julho desse ano. Ótima notícia! Ainda esse ano deve sair o novo álbum da banda, fato que desmente – pelo menos à primeira vista – os boatos em torno do provável fim da banda com a investida de Yorke em trabalho solo. Se tudo correr como programado, ainda esse ano estarei seguindo os passos do carinha do Radiohead. Gravarei um disco só com canções minhas que penso não se encaixarem no trabalho do SeuZé. Se é cedo para isso, não sei. O fato é que não quero deixar de fazê-lo enquanto tenho condições. Qualquer novidade, com certeza trarei para cá. Jenny Wren, canção do último álbum de Paul McCartney, é uma das mais belas que ouvi em minha vida. Se tiver como, ouça essa música. Sugestões musicais: God Only Knows (Beach Boys), Jenny Wren (Paul McCartney), Itacimirim (A Cor do Som).  ",
    "dateiso": "2006-05-15 18:43:00 -0300",
    "date": "6:43 p.m. on May 15, 2006",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2006/05/15/apelo-s-notinhas.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2006%2F05%2F15%2Fapelo-s-notinhas.html"
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  {
    "id": 308,
    "type": "post",
    "title": "Considerações sobre o MADA",
    "text": "Por estar muito envolvido com a produção do show do SeuZé, mal pude assistir aos shows das outras bandas nessa edição do MADA. Mas, pelo que pude conferir e já conhecia de antemão, acho que a escalação das bandas foi feliz. Por mais que o meu gosto não tenha sido satisfeito, a programação foi coerente e mapeou legal a cena independente do país.\nGostei pra caramba do Moptop (RJ), Ímpar (MG), Los Porongas (AC), Filhos da Judith (RJ).\nNão me entra de jeito nenhum todo o hype em torno do Cansei de Ser Sexy (SP). Performance forçada e execução deplorável. Definitivamente não vou a um show de música com o intuito maior de rir. Acho que todos puderam ver que no show do CSS o que menos importa é a música. Para completar, tive o desprazer de ficar em um quarto no mesmo corredor do das mocinhas. Como falam alto!\nDas bandas potiguares, só pude acompanhar os shows dos Bonnies e do Revolver. O show dos primeiros foi muito fraco. Essa história de desleixe PREMEDITADO já deu no saco e atrapalhou a apresentação. O som estava ruim, a execução não foi das melhores e a interação com o público foi, como de costume, péssima. Já o Revolver fez um show muito bom, apesar de uns problemas técnicos no início da apresentação e de estarem todos muito nervosos antes de subir ao palco.\nNão pude ver todo o show do Cachorro Grande, mas até onde conferi estava tudo muito mediano. Até hoje ainda não me acostumei com o vocal de Beto Bruno. Eu já estava muito cansado, ou talvez esteja ficando velho e chato para ouvir tanta gritaria.\nO Biquini Cavadão mostrou ser competente no que se propõe a fazer, mas não satisfez o meu gosto, também. Como diria Marcos Bragatto, “a maior banda de baile dos últimos tempos” foi a protagonista do que deve ter sido a maior interação banda-público da história do festival. O porém: tudo isso às custas das canções de terceiros. São inegáveis o carisma de Bruno Gouveia e a maneira como a banda desperta a empatia do público. Mas, conseguir isso através de um repertório composto quase que exclusivamente por covers, diminui para bem menos da metade os méritos da questão. Acredite se quiser, mas eu nunca estaria satisfeito em ter uma resposta daquelas através de um trabalho que não é meu. Não dá mesmo!\nO pouco que vi da apresentação de Pitty não me cativou muito. Salvo um bom cover de “Stockholm Syndrome”, do Muse, não vi maiores feitos. Tentando ser imparcial, levando em consideração que não sou muito fã do trabalho da cantora, devo admitir que o show foi bom e a participação do público foi bem bonita.\nNão pude ver os shows de Nando Reis, Pavilhão 9 e do Rappa.\nSobre as outras apresentações, ou as bandas não me chamaram a atenção ou não tive oportunidade de conferir.\nNo geral o saldo foi positivo e o MADA deu mais um passo importante para se consolidar como um dos maiores festivais de música do país. Só espero trabalhar menos e estar mais disposto para acompanhar melhor as atrações do ano que vem.\n",
    "dateiso": "2006-05-09 16:01:00 -0300",
    "date": "4:01 p.m. on May 9, 2006",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2006/05/09/consideraes-sobre-o.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2006%2F05%2F09%2Fconsideraes-sobre-o.html"
  },
  {
    "id": 309,
    "type": "post",
    "title": "Pra ti já era!",
    "text": " Cerca de 300 funcionários da Varig devem fazer hoje em Brasília uma marcha para pressionar o governo a ajudar a solucionar a grave crise financeira enfrentada pela companhia aérea. Eles partiram do aeroporto do Galeão (Rio de Janeiro) para Brasília em um avião MD-11 fretado da Varig.\nFolha Online - 11/04/2006 - 11h09\n Mais de dez mil funcionários na iminência de demissão e R$ 7 bilhões em dívidas. Eis o dilema da Varig e do Governo Federal.\nNão bastassem os problemas acima citados, a companhia área não tem conseguido ao menos arcar com as despesas correntes, como combustíveis e salários. Não será mais uma dose de complacência da União que fará a Varig se equilibrar financeiramente. Ao que parece, o Governo Federal já fez o que pôde, perdoando e reduzindo dívidas da companhia junto a empresas estatais como a Infraero e a BR Distribuidora (de combustíveis). Segundo a redação do Band News, a maior parte da dívida da empresa é com a União. E lá vêm a CUT e a Força Sindical se valendo dos fins para justificar os meios. Lógico que é papel das centrais sindicais tentar prevenir que milhares de trabalhadores percam seus empregos, mas isso tem que ser feito com cautela. Se o Governo Federal mantiver a complacência com a inabilidade administrativa da Varig e perdoar ou aliviar as dívidas da empresa, vai estar abrindo um precedente difícil de se controlar. Qualquer grupo de empresários com mais influência e sensibilidade, quando em crise – ou não – se sentirá no direito de cobrar uma ajudinha do Estado, e mais, com o apoio da opinião pública.\nO problema da Varig é de outra ordem. A empresa não soube se adaptar ao novo panorama do setor aéreo que se anunciou a partir do final da década passada. Vivemos num momento em que todos os setores de serviços brigam por expansão indiscriminada de mercado. O setor aéreo não é exceção. Já se foi o tempo em que era possível limitar perfil de clientela. Público alvo é necessário, se prender a ele é burrice. Não importa se as classes que o seu negócio terá de atingir sejam a C ou a D. Se o seu produto é caro para o cliente, baixe os seus custos ou crie um produto que suporte um preço mais baixo e atenda aos anseios da clientela.\nFoi exatamente aí que a TAM, a GOL e a BRA se firmaram no mercado. A primeira, que começou a ocupar posição de destaque no momento que ainda reinavam absolutas Varig, Vasp e Transbrasil, hoje ocupa a liderança do mercado doméstico com cerca de 44% dos vôos. A GOL, por sua vez, ocupa a segunda posição que antes pertencia a Varig. A empresa copiou o modelo das companhias emergentes nos EUA. Além de oferecer vôos a preços bem mais competitivos que os da concorrência, o que possibilitou a conquista de outro perfil de cliente – que antes compravam os serviços de transporte rodoviário – as ditas empresas emergentes têm uma política bem pensada de compra de aeronaves. A GOL e a BRA têm poucos modelos em circulação (também é o caso da TAM que escolheu os Folker 100 com modelo padrão), geralmente com uma capacidade de passageiros menor do que os aviões das outras companhias, fatores que, além de baixar os custos de manutenção, possibilitam uma taxa de ocupação relativamente alta. No fim, tudo concorre para um preço final mais baixo.\nA Varig seguiu em caminho contrário. Demorou bastante para aderir aos chamados “vôos populares” e ainda insiste em manter em circulação aeronaves de vários modelos distintos.\nNão dá em outra: empresa mal administrada e que não se atualiza às tendências de mercado, quebra. Não é assim que acontece com as pequenas e médias que fecham antes mesmo de abrir? Estou certo que somando os infelizes das muitas empresas de pequeno e médio porte país afora, que perdem emprego, o resultado supera em muito os dez mil que estão por ficar sem salário.\nSe a União pensa em fazer algo, talvez seja mais prudente traçar estratégias ou parcerias com as companhias que têm mostrado um bom desempenho nos últimos anos, para que estas tenham condições de absorver a mão de obra que a Varig não soube aproveitar.\nQue o governo não ceda.\nComo diria um péssimo locutor de rádio AM da cidade: Varig, pra ti já era!\n",
    "dateiso": "2006-04-12 18:56:00 -0300",
    "date": "6:56 p.m. on Apr 12, 2006",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2006/04/12/pra-ti-j.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2006%2F04%2F12%2Fpra-ti-j.html"
  },
  {
    "id": 310,
    "type": "post",
    "title": "Ainda falta quarenta anos",
    "text": "Lá pelos idos de 1998, quando não fazia muito tempo que havia ganhado o meu primeiro violão, eu já pude ter uma experiência de convivência em banda. Era uma coisa bem precária, mal-feita, mas era uma ótima diversão.\nJunto de alguns amigos que, como eu, ainda despojavam insegurança quando na posse dos instrumentos que escolheram para si, tive uma experiência bacana tocando samba e pagode. Vale salientar que à época eu tocava violão. Hoje, quase dez anos depois, não me considero seguro o suficiente ao violão à ponto de integrar algum grupo em apresentações ao vivo. Imagina como era naquela época.\nDe todos os integrantes, creio que apenas um tinha conhecimento suficiente para tocar em harmonia com outros músicos. Flaubert, que tocava teclado e era uns cinco anos mais velho que eu, chamava a minha atenção por saber executar com precisão a introdução de Lanterna dos Afogados, dos Paralamas.\nEntre ensaios e raras apresentações, a bandinha deve ter durado cerca de quatro meses. O suficiente para eu esticar as orelhas e arregalar os olhos à futuras investidas na música.\n No último dia 29, depois de muito relutar, consegui, às cinco da matina, levantar da cama, lavar o rosto e escovar os dentes. Ainda de pijama saí de casa e me surpreendi ao ver grande parte dos meus vizinhos na mesma situação vergonhosa: roupas íntimas, gosto de cabo de guarda-chuva na boca e olhos remelentos. Não vi muita graça no eclipse. Mal escureceu, já começou a clarear de novo. E eu que pensava em ir à praia para acompanhar o fenômeno. Levando em consideração que o litro da gasosa chegou aos R$ 2,70, não foi má idéia ficar perto da cama.\nDepois da escuridão, quando o sol já desistia de encoxar a lua, percebi, linda, uma vizinha que há muito não via. Com certeza ela era a única cuja roupa íntima fazia sentido. Ah se houvesse um eclipse por semana!\nPena que ela já voltava para casa. Muito provavelmente também achara essa história de eclipse uma grande bosta. Não hesitei em ir até a esquina para fitá-la mais um pouco. Eis que quando chego ao vértice do ângulo de 90°, ela já havia fugido do meu campo de visão. Mas, qual não foi a minha surpresa ao perceber se aproximando o grande Flaubert. Pelo tempo que ele confessou não usar o teclado, é certo ter esquecido os acordes daquela canção dos Paralamas. Entre lembranças da antiga banda e conversas sobre trabalho, ficamos dividindo o meu óculos de sol para tentar observar o que restava de lua no sol.\nPrometemos um ao outro ser testemunha de que vimos o eclipse e que, Sandra Annemberg estando correta, nos encontraríamos novamente, em quarenta anos, para ver o dia virar noite e tirar sarro dos vizinhos.\nSó espero que a minha linda vizinha não saia de pijama dessa vez. Ainda falta quarenta anos!\n",
    "dateiso": "2006-04-10 17:43:00 -0300",
    "date": "5:43 p.m. on Apr 10, 2006",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2006/04/10/ainda-falta-quarenta.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2006%2F04%2F10%2Fainda-falta-quarenta.html"
  },
  {
    "id": 311,
    "type": "post",
    "title": "Filiação à OMB deixou de ser obrigatória no RN",
    "text": "No fim de 2004 foram levados ao Ministério Público Federal aqui no estado do Rio Grande do Norte questionamentos e dúvidas que tínha-se com relação de ser inconstitucional ou não a obrigatoriedade do músico ter que possuir Carteira da Ordem dos Músicos para poder tocar, se apresentar publicamente.\nDiante disso, após analisar as questões legais envolvidas, o próprio Ministério Público entrou com processo na justiça questionando essa situação e agora, dia 30 de janeiro de 2006, saiu a sentença do PROCESSO: 2005.84.00.002989-0, onde o Juiz CARLOS WAGNER DIAS FERREIRA em linhas gerais diz:\n “A INSCRIÇÃO NA OMB DEVE SER EXIGIDA SOMENTE DOS MÚSICOS DIPLOMADOS COM CURSO SUPERIOR E QUE EXERÇAM ATIVIDADE EM RAZÃO DESSA QUALIFICAÇÃO, BEM COMO DOS QUE EXERÇAM FUNÇÃO DE MAGISTÉRIO, SEJAM REGENTES DE ORQUESTRAS OU DELAS PARTICIPEM COMO INTEGRANTES.”\nMÚSICOS QUE SIMPLESMENTE APRESENTAM-SE PARA SOBREVIVER, E QUE REPRESENTAM A CULTURA POPULAR, NÃO PODEM SOFRER QUALQUER EXIGÊNCIA QUE CONFIGURE RESTRIÇÃO À MANIFESTAÇÃO ARTÍSTICA.”\n Se lhe for conveniente divulgue / repasse esta informação\n*Segue abaixo a notícia conforme publicada no site do Ministério Público.\n www.prrn.mpf.gov.br/noticia.p\u0026hellip; 08/02/06\n Músicos terão liberdade de expressão garantida  A partir de agora, os músicos do Rio Grande do Norte não precisarão ter obrigatoriamente o registro na Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) para exercer a atividade. A decisão é do juiz substituto da 4ª Vara da Justiça Federal, Carlos Wagner Dias Ferreira, e atende a uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN), por meio do procurador da República Yordan Moreira Delgado.\nA Ação, proposta em 2005, questionava a obrigatoriedade do registro alegando ferir diretamente os direitos fundamentais da liberdade de expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação. Com a decisão, a OMB, representada no Rio Grande do Norte pelo Conselho Regional, não poderá mais exigir de qualquer músico, amador ou profissional, registro prévio para retirada de carteira de músico, nem o pagamento de taxas ou anuidades para que possa apresentar-se em locais públicos.\nA OMB terá ainda que declarar a nulidade de todos os procedimentos administrativos já instaurados contra os músicos, em função da falta do registro. A exceção é para os profissionais em que a as atividades requerem capacitação técnica específica ou formação superior, como especifica os arts. 29 a 40 da Lei nº 3.857/60.\nO MPF ingressou com Ações semelhantes e obteve êxito em Estados como Pernambuco, Paraná e Acre. A multa diária no caso de descumprimento da decisão é de mil reais.\nTalita Bulhões Assessoria de Comunicação Procuradoria da república no RN\n ",
    "dateiso": "2006-02-13 11:03:00 -0300",
    "date": "11:03 p.m. on Feb 13, 2006",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2006/02/13/filiao-omb-deixou.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2006%2F02%2F13%2Ffiliao-omb-deixou.html"
  },
  {
    "id": 312,
    "type": "post",
    "title": "ONU: a Babel dos dias de hoje?",
    "text": "Sempre que me pego pensando a respeito da atuação da ONU, a conclusão de que a entidade vive mais de discurso do que de soluções práticas para os problemas que se propõe a resolver, é a única que tenho. Entretanto, me atrevo a propor uma explicação para o fato.\nApesar de o inglês ser o idioma padrão para a comunicação entre indivíduos de nacionalidades e línguas distintas, em todo o mundo, parece haver um grande problema na Organização das Nações, no que diz respeito ao entendimento das mensagens entre os seus reais membros e os reais interessados nos trabalhos do órgão.\nO Secretário-Geral, Kofi Annan, tem mostrado uma sensibilidade ímpar no trato com as questões fundamentais propostas para o seu segundo mandato na entidade: reforçar o trabalho que a Organização leva tradicionalmente a cabo em prol do desenvolvimento da paz e da segurança internacionais; incentivar e promover os direitos humanos, o estado de direito e os valores universais da igualdade, da tolerância e da dignidade humana consagrados na Carta das Nações Unidas; e ainda restabelecer a confiança da opinião pública na Organização.\nInfelizmente, e não pela vontade de Annan, a Secretaria Geral parece ser mais um cargo decorativo do que um centro de tomada de decisões concretas.\nA passagem bíblica da Torre de Babel – que pode ser encontrada no capítulo 11 do Gênesis – sugere que em determinado momento da antiga história dos judeus, quando todos os homens ainda falavam a mesma língua, estes foram punidos por Deus. Segundo a interpretação tradicional, através da construção de uma torre que cruzasse o céu, o povo de Israel visava se aproximar da divindade, para então agradecê-lo por ter escapado do grande dilúvio que a tudo arrasou em tempos remotos.\nMas, a idéia de Deus vingativo e punitivo já estava no imaginário coletivo, na época em que certas partes do Gênesis foram escritas ou compiladas. Assim, Deus entendeu que a demonstração de agradecimento dos homens, não passava de um excesso de soberba, e que o homem pecava ao adorar a criação, ao invés de adorar o criador (a torre também seria um lugar de observação da lua, do sol e das estrelas). A divindade, então, lançou um encanto e fez com que todos os homens falassem línguas diferentes, o que impediu que os envolvidos na construção da torre se entendessem, levando o projeto por água abaixo.\nNos dias de hoje, levando em consideração que qualquer flanelinha mais esperto consegue pronunciar o bi-ei-bi básico do inglês, a construção de um monumento como a torre da antiga babel é possível. Vide os arranha-céus da terra do Tio Sam. Globalização é assim mesmo: estadunidense falando inglês contrata; latino-americano falando espanhol da América Latina constrói e árabe-mulçumano falando algo que só as hienas devem entender, põe tudo abaixo.\nO maior problema da ONU não diz respeito à comunicação entre os seus integrantes, mas está no plano do entendimento. É fato que o campo de atuação das Nações Unidas está concentrado em países com baixo grau de desenvolvimento. O difícil é conciliar isso, partindo do pressuposto que o centro de tomada de decisões está nas nações que não necessitam dos trabalhos da organização. Por mais sensível que seja aos problemas alheios, a cúpula da ONU jamais terá a sensibilidade necessária para viabilizar soluções concretas, se a bagunça não acontece no seu jardim.\nEis que, se um estadunidense contrata mais um latino-americano para erguer um edifício qualquer, e convence o mundo todo que um árabe derrubou de novo, o Conselho de Segurança é convocado. E há gente que ainda briga por uma cadeira permanente nessa mesa\u0026hellip;\n",
    "dateiso": "2006-02-08 11:32:00 -0300",
    "date": "11:32 p.m. on Feb 8, 2006",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2006/02/08/onu-a-babel.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2006%2F02%2F08%2Fonu-a-babel.html"
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  {
    "id": 313,
    "type": "post",
    "title": "Tudo acaba em pizza",
    "text": "Eis que depois de um sedentarismo de oito anos, volto a fazer uma atividade física com freqüência. Desde 1998, quando abandonei o judô, o mais próximo de esporte que faço é jogar sinuca esporadicamente e bater pelada vez ou outra. O fato é que desde que saí do tatame, me encontrava num sedentarismo sem fim.\nNão tardou para que as primeiras conseqüências da minha escolha aparecessem. De janeiro de 2004 para cá, já passei por duas crises de tendinite no punho (com uma imobilização do mesmo), duas luxações no ombro (com direito a duas imobilizações) e um sem fim de outras mazelas, todas, claro, surgidas pelos meus hábitos não tão saudáveis.\nEm minhas idas a diferentes ortopedistas, o diagnóstico de que os meus problemas têm relação direta com o sedentarismo, foi unanimidade. Unanimidade, também, foi a solução apontada por todos os médicos que procurei, para amenizar os meus problemas de saúde: academia. Meio que por indisposição, horários apertados e preconceito bobo, protelei bastante.\nO preconceito a que me refiro diz respeito ao fato de, até então, eu não conceber a idéia de entrar numa academia para fazer musculação. Na realidade, eu só analisava essa questão do ponto de vista da estética. Como sempre fui satisfeito com a minha magreza e ossos em primeiro plano no corpo, não via sentido em passar horas levantando peso para tornear músculos e coisas do tipo. Até aí, sinuca e futebol regados à cerveja resolviam todas as minhas carências.\nNo fim de 2005, comecei a dar crédito às palavras da medicina e decidi procurar uma academia. Por coincidência, pouco tempo depois, o SeuZé e a Academia Hi-Fit fecharam uma parceria. Assim, na última segunda-feira comecei a atividade da qual tanto fugi.\nEntre dores em quase todo o corpo, restou disposição para compensar todas calorias perdidas em um rodízio de pizza. Contudo, juro que não pedi nenhum chope.\n",
    "dateiso": "2006-02-01 10:59:00 -0300",
    "date": "10:59 p.m. on Feb 1, 2006",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2006/02/01/tudo-acaba-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2006%2F02%2F01%2Ftudo-acaba-em.html"
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  {
    "id": 314,
    "type": "post",
    "title": "Quando o prefeito esquece de ir ao estádio",
    "text": "Há um bom tempo venho refletindo sobre a atuação dos políticos com cargos majoritários no nosso estado. Uma conclusão a que cheguei sem muito esforço é a inexpressão do nosso atual prefeito. Quem acompanhou a última campanha, deve ter percebido que a sua eleição só foi possível graças à habilidade da governadora Wilma de Faria de criar alianças fortes.\nDe fato, Dona Wilma não perde uma eleição – seja concorrendo ao pleito ou apoiando alguém – desde que saiu vencedora das eleições de 1988, assumindo a prefeitura de Natal. De lá para cá, elegeu prefeito Aldo Tinoco em 1992. Foi eleita prefeita pela segunda vez em 1996 e reeleita em 2000. Em 2002 renunciou ao cargo em nome do vice, Carlos Eduardo, para se candidatar e eleger governadora. Finalmente, nas eleições de 2004, apoiou e foi a maior responsável pela reeleição de Carlos Eduardo Alves à prefeitura da cidade.\nSeguindo uma das premissas básicas da política, tem uma máquina de propaganda eficiente coordenada pelo competente marketeiro Alexandre Macedo. Entretanto, parece não ter passado tais conhecimentos para o atual prefeito. O que menos se vê na gestão de Carlos Eduardo são propagandas dos seus feitos. Não se sabe, porém, se a explicação está na ineficiência da sua assessoria de imprensa, ou na insuficiência de ações que mereçam repercussão na mídia.\nO fato é que com toda a sua apatia e timidez, o atual prefeito segue governando meio que à surdina, na sombra da governadora. Não deve ser raro que uns muitos natalenses mais desavisados não saibam nem o seu nome. O cara consegue ser tão inexpressivo que não serve nem para se falar mal. É fato que a vice-prefeita, Micarla de Souza, consegue ter mais notoriedade do que ele. Se bem que, em pouco tempo, é bem provável que tal visibilidade possa se dar de maneira independente, visto que a relação entre os dois não está lá tão boa.\nO prefeito aparece tão pouco que nem a oposição – atualmente configurada nos seus desafetos políticos de família (isso mesmo! A sua trajetória política é tão peculiar que ele tem a própria família, os Alves, como adversários políticos) e na pessoa de Luiz Almir – tem matéria-prima para se opor à gestão da atual prefeitura.\nMeio que atestando o que foi escrito até aqui (e esse exemplo vai além da opção de torcedor deste com vos escreve), Carlos Eduardo Alves, ao contrário da governadora Wilma de Faria, do presidente da Câmara dos Deputados – Robinson Farias e de muitas outras autoridades, não esteve presente na inauguração do Frasqueirão, estádio do ABC Futebol Clube. Em seu lugar, Rogério Marinho, presidente da Câmara dos Vereadores, foi enviado como representante.\nQue a torcida do ABC é grande, todos sabemos. Mas, é preciso mais que patrocinar iluminação de estádio e encontrar com as câmeras de vez em quando, para se firmar na política.\nSe o prefeito pretende concorrer às eleições de 2006, que trate, urgentemente, de rever a propaganda da sua gestão, ou, quem sabe, reformar o Machadão.\n",
    "dateiso": "2006-01-30 15:48:00 -0300",
    "date": "3:48 p.m. on Jan 30, 2006",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2006/01/30/quando-o-prefeito.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2006%2F01%2F30%2Fquando-o-prefeito.html"
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  {
    "id": 315,
    "type": "post",
    "title": "O calendário do cabaré é diferente",
    "text": "Os indivíduos que não têm uma resposta mais convincente para a indisposição com que lidam com a labuta, costumam dizer que, no Brasil, o ano só começa após o Carnaval. Confesso que sou um admirador da folia carnavalesca, mas, nesse ano que se inicia, não está nos meus planos participar da festa.\nIsto posto, estou antecipando em um mês as atividades que planejei desenvolver em 2006. Desde o reveillon, tenho migrado de Natal para Cotuvelo, o que tem me impedido de me comprometer com muita coisa por aqui. Tive um recesso generoso de 15 dias, coisa que não me dava ao luxo desde 2001, por mais que a minha real assiduidade à UFRN tenha me proporcionado bons momentos de relaxamento.\nDurante essas duas semanas, pude coçar o saco até irritar a pele da região escrotal, além de descansar bem e definir um esboço de planejamento para esse ano. Decidi que, a exemplo do que tenho feito há uns quatro meses, antes de tentar concretizar novas idéias, preciso retomar de maneira efetiva as que já estão esperando há mais tempo. A fila de idéias tem me feito bem e tenho conseguido me organizar melhor dessa maneira.\nComo já foi dito, nesse ano, não encararei a quarta-feira de cinzas como o meu 31 de dezembro. Estarei completamente apto ao início do tal planejamento a partir da próxima segunda-feira, dia 29 de janeiro, quando já estarei definitivamente em Natal, completamente livre da sedução de hibernar em uma rede e de coçar o saco.\nO que planejei para 2006? Você verá por aqui no decorrer do ano. Mas, de antemão, prometo que esse blog está na frente da fila e não se propõe a virar um mero diário ou comunicador de agenda desse que vos escreve.\n",
    "dateiso": "2006-01-25 11:09:00 -0300",
    "date": "11:09 p.m. on Jan 25, 2006",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2006/01/25/o-calendrio-do.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2006%2F01%2F25%2Fo-calendrio-do.html"
  },
  {
    "id": 316,
    "type": "post",
    "title": "Putas novas",
    "text": "Depois de um recesso para definir o meu futuro acadêmico, o Cabaret está reabrindo.\nAntes de mostrar as novas putas e postar as idéias e percepções recentes, aí vai um upload do cafetão.\nHistória Estava nos meus planos concluir o curso ainda em 2005, mas deixei algumas leituras para muito perto do prazo final e a minha monografia não ficaria do jeito que eu quero. Assim, somente no meio de 2006 estarei entregando o meu trabalho de conclusão. A boa é que já me livrei das aulas. Só piso na UFRN para orientação, para pegar algum livro ou para conversar miolo de pote na cantina do setor II.\nNão me recordo se já havia comentado em algum dos meus finados blogs sobre o fato de eu ter diminuído drasticamente a minha carga de leitura após entrar no curso de História, o que, à primeira vista, é meio estranho. Coincidência ou não, exatamente na iminência de receber o canudo e estar completamente desligado da universidade, estou bem empolgado com algumas leituras que tenho feito.\nMúsica Nos últimos meses tenho me envolvido muito com os meus projetos musicais.\nO SeuZé está caminhando bem e a repercussão do primeiro CD está sendo muito bacana. Em breve começaremos a divulgação em massa fora do Rio Grande do Norte. Estamos trabalhando em canções novas que estarão nos shows em breve. Só voltaremos ao palco em 2006. Confira a agenda em www.seuze.net.\nHá uns três meses, voltei para a Experiência Ápyus, banda da qual havia me desligado por compromissos – não honrados – com a UFRN. De lá para cá fizemos poucas apresentações, já que estamos mais concentrados e empolgados com a gravação do segundo trabalho. O projeto é bem ousado para uma banda independente. Estamos gravando um disco duplo e fazendo um vídeo release a partir de imagens capturadas nas sessões de gravação.\nTambém estou ensaiando com um projeto que em breve estará tocando blues de diversos períodos e artistas nos pubs de Natal. A banda é composta por músicos que são conhecidos pelos seus trabalhos com outras bandas. Segue a formação: Glay Anderson (Moby Dick) no vocal, Felipe Rebouças (Os Grogs) na guitarra, Cleo Lima (Revolver) na guitarra e voz, Lipe Tavares (SeuZé/Experiência Ápyus) no baixo e voz e Roosevelt (Boca de Sino) na bateria. O lançamento do projeto será na primeira metade de janeiro de 2006, no Budda Pub.\nO Cabaret de Luxo não tem promoções de fim de ano, mas as putas são novas e o serviço está de volta. Aumente o volume do tango, tire a roupa e volte sempre.\n",
    "dateiso": "2005-12-20 18:05:00 -0300",
    "date": "6:05 p.m. on Dec 20, 2005",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2005/12/20/putas-novas.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2005%2F12%2F20%2Fputas-novas.html"
  },
  {
    "id": 317,
    "type": "post",
    "title": "EM BREVE",
    "text": "Desculpas pela ausência.\nAssim que estiver quitado com as pendências acadêmicas, as atualizações do Cabaret voltarão ao seu curso normal.\nGrato.\n",
    "dateiso": "2005-12-04 13:59:00 -0300",
    "date": "1:59 p.m. on Dec 4, 2005",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2005/12/04/em-breve.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2005%2F12%2F04%2Fem-breve.html"
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  {
    "id": 318,
    "type": "post",
    "title": "Cinema perto da tela não tem graça",
    "text": "O fato de nesse ano eu não ter sido tão assíduo em minhas idas ao cinema, não me tira o direito de protestar. É realmente uma pena saber que o Cine Natal Shopping fechou as portas. Já tinha ouvido falar que o Grupo Severiano Ribeiro havia declarado o fim das atividades das salas que mantinha no Natal Shopping. Mas, somente na última semana pude constatar, com os meus próprios olhos, o compensado branco que tomou o lugar das portas de vidro do finado cinema.\nNão posso negar que tenho um apreço especial pelas coisas materiais, dos mais variados tipos. Mas, excetuando-se alguns poucos bares (em especial os que abrigam sinucas oficiais), o Machadão, o Colégio Salesiano e o meu quarto, nunca mantive ligação mais profunda com estruturas físicas. Eis que o velho clichê mais uma vez se anuncia: só valorizamos algo quando o damos por perdido. Quando vi que aquele lugar que me proporcionou sensações tão bacanas acabou, deu uma tristeza\u0026hellip;\nTristeza maior ainda senti ao lembrar do fim do Cine Natal, assistindo o besteirol “Gigolô Europeu Por Acidente”, na sala 2 do Moviecom, no feriado de finados. Que sala de exibição minúscula! Que som ruim! Deu uma saudade grande das salas espaçosas do Natal Shopping. Espero ansioso que os grupos responsáveis pela construção das salas que estão para ser inauguradas no Midway e no Shopping Orla Sul não economizem tijolos e façam salas aptas a receber pelo menos três centenas de pessoas.\nCinema perto da tela não tem graça.\n",
    "dateiso": "2005-11-07 18:29:00 -0300",
    "date": "6:29 p.m. on Nov 7, 2005",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2005/11/07/cinema-perto-da.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2005%2F11%2F07%2Fcinema-perto-da.html"
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  {
    "id": 319,
    "type": "post",
    "title": "SeuZé por mim",
    "text": "Uma das coisas mais complicadas de se fazer numa banda, com certeza é um release legal. É uma tarefa muito difícil conseguir passar, o mais parcial e sintético possível, o que é o grupo. Eu sempre tomei a iniciativa de fazer os releases das bandas em que toquei e nunca consegui ir além de um elogio de si mesmo, enqüanto banda.\nDecidi comprar o desafio e escrevi o novo release oficial do SeuZé. O resultado está o mais factual, sintético e parcial que consegui.\nEssa vai ser a primeira leitura que os produtores e mídia de fora terão da banda quando começarmos a enviar o CD para as outras regiões. Espero que gostem.\nRELEASE\nAntes de qualquer coisa o SeuZé é uma banda que toca música sem se preocupar com a amplitude de significações e abrangência de estilos que o nome música sugere. Se para alguns a diversidade musical pode implicar em falta de identidade ou personalidade, para os Zés a lógica é outra. E não poderia ser diferente. Ora, como esperar que quatro indivíduos com gostos e referências musicais completamente diferentes produzam um som uniforme que possa ser tachado ou enjaulado em determinado segmento?\nÉ assim, na contramão do que geralmente ocorre com grupos em início de carreira – formados pelas afinidades – que, desde 2003 o SeuZé, originado em Natal, vem construindo um trabalho sólido a partir das diferenças dos seus músicos. A banda tem a consciência de que em arte não existe originalidade, no máximo pioneirismo. Tudo é referência, reinvenção. É nesse sentido que o grupo não teme assumir a influência que sofre de artistas que, por mais que aparentem não estar em sintonia ou contemporaneidade, se encontram na perpendicular do bom gosto.\nO primeiro CD do grupo, Festival do Desconcerto, lançado pelo selo potiguar Mudernage Diskos, aponta para esse caminho: mais o assumir de diferenças e influências do que um projeto utópico de originalidade. No primeiro trabalho do SeuZé pode-se constatar, sem muito esforço, a ironia de um Noel Rosa ou Mutantes, a indignação de Chico Buarque e Radiohead, a melodia de Caetano Veloso e Los Hermanos, o peso do Sepultura e do Muse, a cadência de Luiz Gonzaga, B. B. King e Chico Science, ou ainda, e por que não, o imaginário de Stanley Kubrick.\nLipe Tavares, FeLL, Augusto Souza e Xandi Rocha vêm, nesses três anos de carreira, conseguindo firmar o SeuZé como um dos nomes mais representativos da atual música independente nordestina. Fato é que o grupo tem sido alvo de matérias da mídia especializada de diversos estados do Brasil. A participação da banda, no ano de 2005, em alguns dos mais importantes festivais do país, como a Feira da Música (CE) e o TIM MADA (RN), atesta o bom momento. Também são prova do reconhecimento que os Zés têm conseguido, as 8 indicações, que receberam, em 2004 e 2005, a uma das mais importantes cerimônias musicais do Nordeste, o Prêmio Hangar de Música.\nA máxima do SeuZé é, sem dúvidas, a de fazer música sem se preocupar se ela vai se chamar samba, xote, rock, tango ou vai ser simplesmente anônima. Se ela tiver o apelido de bom gosto e soar doce aos ouvidos e se mostrar inteligente aos olhos, é c’est fini, fim de papo.\nDiscografia\n SeuZé (Demo). 2003. Independente. Coletânea Bronzeador Virtual (CD-R/Coletânea virtual). 2004. DoSol Records. Realidade Não Tão Paralela (EP). 2004. DoSol Records Coletânea Virtual Papa – Jerimum/Tim Mada 2005 (CD-R/Coletânea virtual). 2005. Rock Potiguar. Festival do Desconcerto (CD). 2005. Mudernage Records.  ",
    "dateiso": "2005-11-01 11:47:00 -0300",
    "date": "11:47 p.m. on Nov 1, 2005",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2005/11/01/o-seuz-por.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2005%2F11%2F01%2Fo-seuz-por.html"
  },
  {
    "id": 320,
    "type": "post",
    "title": "O PRAZER ESTÁ NO VINHO. A VERDADE NÃO",
    "text": "Até os mais leigos em História devem saber que muitos dos costumes e práticas das sociedades ocidentais na atualidade são herança da civilização romana. Noções de direito, política são o que nos parecem mais óbvio. Por mais que a história possa ser seletiva, é fato a contribuição dos romanos para a formação do “mundo ocidental”.\nPorém, há uma máxima dos nossos queridos antepassados, eternizada como verdade universal dos sem caráter, que eu discordo, modéstia parte, com autoridade para tal: “A verdade está no vinho”.\nAprecio um bom vinho como poucos devem fazer, mas não creio que haja algo de hipnótico na bebida que embalava os bacanais (cabarets de luxo antigos). Já passei por momentos em que o ritmo com que mantinha contato com etílicos beirava a dependência química. Hoje em dia até me vanglorio de estar em situação bem diferente, levando uma vida mais saudável. Mas, nunca, em todas as minhas aventuras e inúmeras sagas em que estive com o cérebro e o coração embebidos em álcool, me apoiei nisso para justificar alguma falha que tenha cometido. E olha que a quantidade de etílicos que já ingeri deve exceder o imensurável.\nJá passei pelos diversos estágios da embriaguez e posso garantir, de pés juntos ou separados, fazendo um quatro ou um oito, que você é o que quer ser, esteja bêbado ou não. Estou de saco cheio de ver conhecidos e desconhecidos se valerem de uma desculpa tão chula para justificar as suas irresponsabilidades ou erros.\nEu me assumo como dotado de irresponsabilidade, impontualidade, esquecimento e outras mazelas. Mas essas são características minhas e não dizem respeito à bebida nenhuma. Falto com os meus compromissos, me atraso e esqueço de porquês e poréns, esteja são ou não.\nEntendo que cada individuo possui a sua individualidade e características próprias, sendo um mais suscetível às conseqüências da embriaguez do que o outro. Mas, qualquer pessoa, sabendo não ter autocontrole suficiente para continuar sendo o que é quando sóbrio, assumindo uma cara a cada gole, ainda tem a opção de continuar um só: fechar a boca ao que lhe levar a sobriedade.\nNão sou um historiador diplomado, de papel passado, e nem precisava ser para me atrever a reescrever a história. Para mim, o prazer está no vinho. A verdade não.\n",
    "dateiso": "2005-10-30 16:14:00 -0300",
    "date": "4:14 p.m. on Oct 30, 2005",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2005/10/30/o-prazer-est.html",
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    "id": 321,
    "type": "post",
    "title": "Cabaré em funcionamento",
    "text": "É me recuperando de uma LER no ombro direito e na reta final para a conclusão da minha monografia que abro as portas do Cabaret de Luxo. Esse espaço não tem outra ligação com o finado Papo Passado a não ser o fato de também ser escrito por esse que lhe dirige a palavra. Nunca consegui me empolgar de verdade com o meu antigo blog, eis que quando me bateu a vontade de escrever novamente, decidi criar esse espaço com novo layout, novo nome e hospedado em um novo servidor.\nJá dei boas fuçadas e acho que vai dar para fazer coisas legais por aqui. O blogspot é bem funcional. Espero estar postando com uma freqüência bacana. Vista esporte fino e sinta-se à vontade para aparecer sempre por aqui. Se fizer calor, eu deixo tirar a roupa.\n",
    "dateiso": "2005-10-27 22:00:00 -0300",
    "date": "10:00 p.m. on Oct 27, 2005",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2005/10/27/cabaret-em-funcionamento.html",
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    "id": 322,
    "type": "post",
    "title": "Repensando",
    "text": "Ontem à noite recebi a notícia de que o SeuZé foi confirmado para abrir o show de Felipe Dylon, no II Rio Grande do Rock. Desde a semana passada quando divulgamos a possibilidade dessa apresentação, muitas discussões aconteceram e outras ainda estão rolando. Foi quando parei um pouco para pensar. Por que diabos tanto burburinho para uma coisa tão simples? Há uns dois anos atrás, a minha opinião era bem diferente da de hoje em dia, mas acho que nesse ponto mudei para melhor. Acho extremamente ridícula a atitude de underground forçado que ainda paira sobre a cabeça de muita gente. Ser alternativo só por ser, sem na maioria das vezes nem acreditar nisso, é uma babaquice sem referências. Não precisa dizer que nós, integrantes do SeuZé, não admiramos a proposta sonora do cara, mas daí a nos recusarmos a tocar no mesmo evento que ele não tem nada a ver. Se fomos escalados para um Festival desse porte é porque o nosso trabalho está sendo reconhecido. Temos que fazer o nosso papel, que é um show bom e interessante. Definitivamente não somos de fazer doce.\nNunca fizemos o tipo de banda underground, pelo contrário, sempre fizemos questão de fugir de qualquer rótulo ou identidade forçada. A única coisa que queremos é fazer a nossa música, com a única intenção de que ela toque as pessoas. E longe de nós querer limitar esse público. Se forrozeiros e pagodeiros se identificarem com a nossa proposta ficaremos honrados e lutaremos para fazer com que eles continuem gostando. Contudo, para isso jamais iremos adequar o nosso som a nenhum formato. A recepção tem que ser uma conseqüência do que fazemos, nunca a causa. Dia 22 estaremos lá na Arena do Imirá, tocando para um público em sua maioria pré-adolescente, no mesmo dia que um cara que odiado pelos alternativos de opção. Mas faremos um show como qualquer outro, tocando as nossas composições e músicas que gostamos e que achamos que podem trazer algum conteúdo para quem as ouve. Aos alternativos por opção e undergrounds de plantão, paciência. Estou pouco me lixando para vocês.\n",
    "dateiso": "2005-01-11 18:11:00 -0300",
    "date": "6:11 p.m. on Jan 11, 2005",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2005/01/11/repensando.html",
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    "id": 323,
    "type": "post",
    "title": "VOS APRESENTO MARIA EDUARDA, MINHA SOBRINHA",
    "text": "Essa é Maria Eduarda, minha única sobrinha, que hoje está com 1 ano e 8 meses. Nessa foto ela estava com 7 meses (antes que perguntem, o de ventre avantajado é o meu cunhado). Por trás desse rostinho de bebê inocente está uma mente fria e maquiavélica e histórias para lá de inusitadas. Vou dar um aperitivo.  Quando finalmente ela conseguiu aprender a falar \u0026ldquo;mamãe\u0026rdquo;, uma surpresa, fez uma associação bem interessante. A mamãe dela não é apenas a minha irmã, mas todos os que estão cuidando dela em determinado momento. Assim sendo, a babá é mamãe, minha outra irmã é mamãe, até eu sou mamãe. Mas engraçado mesmo é vê-la chamando de mamãe três pessoas ao mesmo tempo, se for o caso de haver três indivíduos cuidando dela, simultâneamente. O nome de minha irmã mais nova é Marieta, Maria Eduarda a chama de Tatai; Meu nome é Felipe, Maria Eduarda me chama de Pity; O nome da boneca é boneca, Maria Eduarda não a chama de nada.  Há uns 4 meses, Maria Eduarda enfim ganhou o seu primeiro velocípede e logo tratou de alcunhá-lo de \u0026ldquo;Cococa\u0026rdquo;. Provavelmente alguma inflexão do termo \u0026ldquo;motoca\u0026rdquo;. Certo dia, estava eu brincando com ela e vendo um jornalzinho de anúncio de ofertas das Lojas Americanas. Em determinada página, havia várias bicicletas e velocípedes anunciados. De prontidão, Duda passou a gritar incessantemente: \u0026ldquo;Cococa, cococa, cococa, cococa\u0026rdquo;. Mas, interessante mesmo, foi vê-la engatinhar em direção á página do anúncio e tentar subir no velocípede que estava no papel. Vendo que não havia possibilidades concretas de montar em uma motoca de anúncio de jornal, ela olhou desolada para mim, como quem descobre a verdade sobre papai noel. Como eu sou um bom tio, passei algumas horas explicando para ela os porquês do ocorrido. Demos boas risadas, tomamos algumas bandejas de chambinho e ao final de tudo nos entendemos.  Enfim, é o que importa.\n",
    "dateiso": "2005-01-09 16:15:00 -0300",
    "date": "4:15 p.m. on Jan 9, 2005",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2005/01/09/vos-apresento-maria.html",
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    "id": 324,
    "type": "post",
    "title": "Mais ouvidas em 2004",
    "text": "RETROSPECTIVA MUSICAL 2004 Vamos tentar resumir o que as minhas orelhas possantes melhor captaram nesse ano que se encerra.\nTop 10 álbuns (CD’s e LP’s).\nThe Beatles (White Album) – The Beatles. (LP) Durante muito tempo o famoso disco branco dos Beatles foi literalmente branco para mim. O vinil está na minha casa desde os anos 80, mas só em 2004 fui descobrir o seu real valor. Pelo fato de ser um disco duplo, a cada dia me apaixono por uma música nova. Hoje não parei de ouvir Rocky Racoon. Acho que todo ser vivo deveria ter esse álbum em sua discografia básica. The Queen is Dead – The Smiths. (MP3)\nNão lembro de ter ouvido a banda antes desse ano. Meu primeiro contato com o The Smiths se deu numa festa no setor II da UFRN, a festa da vitrola. Entre vinis de Chico Buarque, Beatles e Geraldo Vandré, os da banda inglesa me chamaram a atenção. Baixei todo o álbum The Queen is Dead pela internet e me identifiquei muito com o som do grupo. Hoje em dia, no release do SeuZé, cito o som do The Smiths como uma das minhas influências. Madredeus – Antologia. (CD)\nConheci Madredeus há uns 5 anos, meio que por acaso. Fui deixar um tio no aeroporto e quando voltava no carro dele, encontrei o CD Antologia no meio de uma pilha de tantos outros. Pouco depois consegui achar para vender em uma loja, hoje extinta, no Natal Shopping. Somente nesse ano que se encerra pude entender melhor a música dessa execelente banda portuguesa liderada pela linda Teresa Salgueiro. A mistura de fado com arranjos de música clássica é muito linda. Sugiro as canções O Tejo e Haja o que Houver\nTropicália ou Panis et Circencis. (LP) Sem dúvidas um dos discos mais importantes da minha vida. Acho que nunca estive tão “preparado” para ouvir um álbum como foi com o manifesto do Tropicalismo. Antes de iniciar a audição, li biografias dos principais integrantes, além de um ótimo livro sobre o movimento. Quando ouvi as primeiras canções, sabia os porquês de ela estarem ali. Costumo dizer que esse vinil teve um dos melhores “Lado A” da história da música. As 6 músicas são simplesmente fenomenais. Pude comprovar também a genialidade dos arranjos de Rogério Duprat, o maestro que arranjava as músicas da maioria dos tropicalistas, sobretudo os Mutantes. Sinto-me obrigado a indicar o disco inteiro ao invés de uma ou duas canções. Secos \u0026amp; Molhados – 73/74 – Série Dois Momentos. (CD) Este CD que ganhei do meu amigo Hommer está entre os melhores presentes que recebi no ano. Os dois primeiros álbuns dos Secos \u0026amp; Molhados estão compilados em um único disco. O áudio foi remixado e remasterizado por Charles Gavin, dos Titãs. Inclusive outros discos clássicos como os primeiros do Barão Vermelho, podem ser encontrados nessa coleção. Além de um som bem inteligível o trabalho gráfico também compensa a aquisição. A arte dos encartes originais foi rediagramada para o CD. Hail to the Thief – Radiohead. (CD) Radiohead está sem dúvidas naquela seleta lista de bandas que eu faço questão de comprar tudo que vir, se estiver com grana na hora. Antes de pegar o disco eu já havia lido algumas resenhas. Quando finalmente comprei, pude constatar que estava diante de mais uma obra de arte da trupe do sir Tom York. O abuso de experimentalismo dos anteriores Kid A e Amnesiac parece mais contido. A presença de guitarras, apesar de não remeter ao Pablo Honey e ao The Bends, está mais evidente. Destaco as canções Sail to the Moon, I Will, There There e Sit Down, Stand Up. Room of Fire – The Strokes. (CD) Apesar de não ser tão bom quanto o disco de estréia Is This It, Room of Fire é trabalho acima da média e fez a banda nova-iorquina passar no teste do segundo disco. Cada vez que ouço The Strokes me surpreendo com a qualidade dos arranjos do guitarrista Nick Valensi. Indico as canções Reptilia e The End Has no End. Quem Viver Chorará – Fagner. (LP) Para quem pensa que Fagner sempre foi limitado a músicas piegas com temáticas que não iam além de dor de cotovelo, está muito enganado. O cearense tem um trabalho conceitual e músicas extremamente originais. Os arranjos de cordas desse disco, assinados pelo próprio Fagner e pelo guitarrista Robertinho de Recife, são excelentes. Os discos dos músicos nordestinos que foram produzidos até o começo dos anos 80 são todos muito bem arranjados e esse álbum é uma prova disso. Para se iniciar na parte mais desconhecida do trabalho de Fagner, sugiro: Revelação (apesar de ser composição de Clodo e Clésio) e Conflito. Saltimbancos Trapalhões (trilha sonora do filme) – Chico Buarque, Sérgio Bardotti e L. Enquiquez Bacalov. (LP) Essa obra-prima foi adquirida por mim meio que sem querer. Em algum dia do 1º semestre desse ano, saí ao Centro e ao Alecrim destinado a comprar alguns vinis. Eu tinha saído de casa alertado sobre um bom sebo que existia no bairro da feira da 9. Parecia que todas as pessoas que tentavam me explicar onde ficava o tal sebo, acabavam por me levar para mais longe. Parei numa banca para tomar uma água quando percebi que apesar de não ser o lugar que eu procurava, ali era um sebo de vinis. A primeira visão que tive foi a capa desse LP. Comprei só por curiosidade e acertei em cheio. Até então, eu nunca havia parado para observar a qualidade das canções infantis, bem como dos seus arranjos. Destaco as canções Meu Caro Barão e Todos Juntos. Só para constar, Chico Buarque assina as composições e canta grande parte delas.\nCollection – Nat King Cole. (CD) Esse foi o último a entrar nessa lista. Esse CD está em minha casa há cerca de 8 anos e sempre passou despercebido. Há algumas semanas, quando então eu me encontrava em atividade furtiva no quarto dos meus pais, entre outros, achei esse ótimo trabalho. Nesse álbum, Cole interpreta 30 canções em espanhol. Pela natureza dos arranjos e letras, parecem que as composições são em sua maioria mexicanas. É engraçado atentar para o sotaque carregado do cara, um espanhol cantado com forte pitada de inglês do sul dos EUA. Mas não é o bastante para abonar o produto final.\n",
    "dateiso": "2004-12-29 00:08:00 -0300",
    "date": "12:08 p.m. on Dec 29, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/12/29/mais-ouvidas-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F12%2F29%2Fmais-ouvidas-em.html"
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  {
    "id": 325,
    "type": "post",
    "title": "Um réveillon alternativo",
    "text": "Querendo fugir da mesmice do réveillon da Praia de Ponta Negra e levando em consideração que não tenho dinheiro suficiente para o meu tão sonhado passaporte para a Itália, decidi fazer uma festa da virada diferente. A presepada vai rolar na casa de praia da minha família, lá em Cotovelo. Abaixo segue o release do evento. Sinta-se convidado! RÉVEILLON EM COTUVELO: o melhor réveillon da sua vida acontecerá esse ano.\nLOCAL: Tavares Beache's House, na Praia de Cotovelo. PACOTES PROMOCIONAIS:\nSEXTA:\u0026nbsp;R$ 10,00*\u0026nbsp;\nSEXTA, SÁBADO E DOMINGO:\u0026nbsp;R$ 20,00**\u0026nbsp;\n* Esse valor inclui o buffet da sexta-feira à noite, salgados, água, sanduíches e refrigerante.\u0026nbsp;\n** Esse valor inclui, além do oferecido na sexta-feira, o churrasco do sábado e o almoço do domingo.\u0026nbsp;\n*** Bebidas alcoólicas não estão incluídas nos valores acima, mas são muito bem vindas.\u0026nbsp;\n**** As outras refeições, como jantar e café da manhã, também não estão inclusas.\u0026nbsp;\n***** A casa é relativamente grande. Portanto, todos os participantes estão convidados a se hospedar no local do evento, gratuitamente. Entretanto, aconselha-se que estejam munidos de redes ou colchonetes para fugir de imprevistos e maiores transtornos.\u0026nbsp;\nA intenção é fazer com que a festa não se limite à virada do ano. Quem for tem a opção de ficar até o domingo e curtir bastante. Além de um repertório bem escolhido para o CD player, os presentes terão a oportunidade de ouvir, ao vivo, vários músicos se apresentando em JAM's, já que um pequeno som será montado para a animação de todos.\u0026nbsp;\nINFORMAÇÕES:\nMarieta Tavares - 9105-2899\u0026nbsp;\nLipe Tavares - 9988-9059\u0026nbsp;\nYvan Leite - 9969-3597\u0026nbsp;\nDesde já, anuncio que a festa já está sendo um sucesso de procura.\u0026nbsp;\n",
    "dateiso": "2004-12-27 15:06:00 -0300",
    "date": "3:06 p.m. on Dec 27, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/12/27/um-rveillon-alternativo.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F12%2F27%2Fum-rveillon-alternativo.html"
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  {
    "id": 326,
    "type": "post",
    "title": "2004: O ANO MAIS MUSICAL DA MINHA VIDA",
    "text": "No final de 2003, quando finalmente pude fazer um balanço anual por meio de auto-reflexão e em seguida comecei a traçar meus planos e principais objetivos para 2004, decidi que iria tentar me esforçar para me dedicar à universidade e conter um pouco os meus impulsos musicais. Pobre ilusão. Com o calendário maluco da UFRN, até fevereiro desse ano eu ainda estava tendo aulas. Intencionalmente, mas sem muitas dificuldades, comecei a fugir do proposto anteriormente. Por outro lado, também sem que eu deliberasse nada, aos poucos a música foi roubando a cena e se tornando a minha maior prioridade. Nesse ano que está se encerrando eu finalmente consegui aceitar a música como o meu meio de vida, como a única atividade que eu consigo fazer sem reclamar e sem enrolar. Dois mil e quatro vai ficar marcado para sempre por ter sido o ano em que decidi que irei viver da minha música, seja como for. Nesse ano que está se acabando eu me iniciei em novos projetos e experiências interessantes. Vou tentar listar as principais: Seu Zé Batalhamos bastante para que a banda se consolidasse como uma das mais ativas e comentadas do estado. O ritmo de apresentações foi muito bom. Tivemos ótimas experiências em estúdio com a gravação do nosso primeiro álbum. E talvez o mais importante tenha sido o fato de eu ter me desenvolvido muito como compositor. Definitivamente esse foi o ano que mais compus, com qualidade. Experiência Ápyus Quando vi no blog de Marlos um anúncio de procura por músicos para acompanhá-lo em sua banda, respondi prontamente. Já conhecia o trabalho do cara desde o Brigitte Beréu e sabia que fazer parte dessa banda seria importantíssimo para o meu enriquecimento musical. De fato foi o que aconteceu. A mistura de ritmos que a banda propõe exige de nós músicos uma musicalidade considerável, além de termos que estar ouvindo coisas de estilos extremamente distintos. Trilhas Uma coisa que eu queria já ter feito há muito tempo mas não tivera oportunidade antes: compor trilhas para teatro ou curtas-metragens. Quando recebi o convite, aceitei de primeira, mesmo sem saber se conseguiria dar conta. Paulo, diretor do curta em questão me encomendou uma canção que de alguma maneira evidenciasse sentimentos de tristeza e melancolia. Compus a música Vila Solidão. Se você quiser ouvi-la mande-me um e-mail que envio. Free-lance Foi nesse ano também que iniciei meus trabalhos como músico free-lancer. Dentre as experiências as que mais me tocaram, cito um Tributo a Jackson do Pandeiro e um projeto de blues intitulado Babylon Blues.\nEspero que em 2005 esse meu contato com a música se estreite mais ainda e que eu consiga sempre mais espaço e reconhecimento em meus projetos. Pelo menos lutarei por isso. Boas festas.\n",
    "dateiso": "2004-12-25 15:04:00 -0300",
    "date": "3:04 p.m. on Dec 25, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/12/25/o-ano-mais.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F12%2F25%2Fo-ano-mais.html"
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  {
    "id": 327,
    "type": "post",
    "title": "Constatações dos últimos dias",
    "text": "  Stanley Kubrick foi mesmo um diretor diferenciado, para não dizer o melhor.\n  No início desse ano decidi assistir filmes com uma metodologia. Procurei fazer, no meu lidar com o cinema, o mesmo que costumo fazer ao ouvir música. Quando cedi definitivamente aos benefícios da música digital e à possibilidade de conseguir discografias completas do mesmo artista sem desembolsar um vintém para tal, criei o hábito de só fazer o download de uma música se puder também baixar o restante do disco. Assim consigo situar a canção num contexto e não ouço de uma maneira alheia à idéia que os artistas se propõem a passar com os álbuns. Pelo menos penso que é assim. Por analogia, decidi que faria o mesmo com o cinema. Não assistiria só um filme, mas toda a filmografia dos diretores que mais me chamam a atenção. Foi assim que pude constatar de maneira prática a genialidade de Stanley Kubrick. Não é papo de fã incondicional. Todos os seus filmes são acima da média mesmo estando longe de serem conceituais. Não é nada fácil situar qualquer de suas obras em um único gênero. “O Iluminado” é somente um suspense? “2001, Uma Odisséia no Espaço” e “Inteligência Artificial” são somente filmes de ficção? Há duas semanas atrás consegui finalmente assistir a “Barry Lindon”. Era o que faltava para eu acreditar de uma vez por todas que Kubrick foi o diretor com o maior número de filmes excepcionais. Antes de começar a ver a filmografia completa de outro diretor (Quentin Tarantino ou Francis Ford Coppola), vou rever todos os filmes de Kubrick, agora em ordem de produção.\n  Ter um home studio está entre os meus objetivos para o próximo ano. A possibilidade de registrar as minhas canções na minha própria casa com uma qualidade apresentável sempre me seduziu. Desde que percebi que podia gravar o som do meu violão desafinado através do microfone do PC, me aventuro por essas praias. Entretanto, os limites que o meu computador impõe não me permitem ir muito longe. Ora, uma máquina com 64 MB de memória RAM, processador de 500 MHz e HD de 20 GB pedindo arrego, em dezembro de 2004, é uma vergonha tecnológica. Anteontem fui à casa de Marlos Ápyus para gravar o baixo da pré-produção do 2° disco da Experiência Ápyus. Foi mesmo uma experiência interessante. Em pouco mais de uma hora e meia, sem muita burocracia, concluímos o trabalho. O resultado está disponível para download em: www.apyus.com/demo. Saí de lá satisfeitíssimo e com muita vontade de ter um bom PC com uma placar de som legal. Se eu continuar no estágio ou com alguma fonte de renda fixa, no próximo ano pretendo fazer um upgrade no meu computador.\n  The Beatles é realmente a maior banda de todos os tempos. Acho que toda pessoa, em algum momento da sua vida morre de paixão pelo quarteto de Liverpoo. Seja uma canção, um disco ou apenas os lindos rostos do “fab four” no início de carreira. Desde o ano passado, quando redescobri os vinis, estou tendo um maior contato com a música da banda. Tenho ouvido exaustivamente todos os álbuns e constatei que o impressionante é a quantidade de músicas excepcionais por álbum. No momento estou apaixonado pelo disco branco. Conhecido pelo público geral como “White Álbum”, na verdade o disco se chama “The Beatles”. Motivo: o conflito de ego entre os integrantes chegou a um ponto que não houve consenso nem para o nome nem para a arte da capa do álbum. O produtor foi categórico. Decidiu que o álbum se chamaria “The Beatles” e teria a capa completamente branca. Inclusive o caráter duplo do disco também foi resultante do conflito de ego entre os caras. Todos queriam que as suas canções entrassem no setlist. A solução foi gravar um duplo.\n  ",
    "dateiso": "2004-12-15 18:15:00 -0300",
    "date": "6:15 p.m. on Dec 15, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/12/15/constataes-dos-ltimos.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F12%2F15%2Fconstataes-dos-ltimos.html"
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  {
    "id": 328,
    "type": "post",
    "title": "História musical de um jovem orelhudo e olherudo - Parte 8",
    "text": "Posso dizer, por experiência própria, que para alguém que almeja algo tocando algum instrumento, nada como começar tocando em alguma banda. O ritmo de ensaios e até mesmo o clima de novidade são fundamentais para um contato mais constante com o instrumento. Claro que é preciso ter bom senso para saber que não vai ser tão cedo que a primeira apresentação acontecerá. Fui um felizardo por ter tido essa oportunidade. Quando comecei a tomar gosto pelo contrabaixo e vislumbrei uma possibilidade de ser baixista profissional em um futuro distante, tive a sorte de estar começando o República 5. Em seus primeiros passos, a banda não sabia exatamente o que iria se propor a fazer. Nada mais natural. Éramos todos moleques, cujo conhecimento musical não ia muito além de músicas cifradas da Legião Urbana e a idéia de montar um grupo era muito recente. Começamos tentando tocar covers da Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii, Paralamas do Sucesso e afins. Confesso que nesse momento eu me mostrei muito tímido e pouco participativo. Não fazia nada além de tocar as músicas sugeridas pelos outros integrantes. Depois de um bom tempo de ensaios, eis que surge o convite para a primeira apresentação. A amiga de um tio de Carlinhos (baterista do República 5) nos viu ensaiando uma vez e resolveu nos iniciar na vida. No sentido musical, evidentemente. O problema é que na ocasião não tínhamos chegado nem a uma hora de repertório. Para uma banda iniciante, ávida pelo primeiro show, isso não seria um problema. Por esses tempos Fell era fã incondicional de O Rappa e sabia cantar todas as músicas do disco Rappa Mundi. Não poderia ser mais legal. Além do nosso primeiro show, também seria a primeira noite de improvisos da banda. Assim, em algum dia da última semana de dezembro de 1999, fizemos a nossa primeira incursão ao-vivo na música. Somados erros e improvisos nada interessantes, chegamos à conclusão que deveríamos ensaiar mais um pouco antes de tocar de novo. Mas já era tarde, duas semanas depois estaríamos fazendo apresentações na Praia de Zumbi e começando a aprender com os próprios erros\n\n",
    "dateiso": "2004-12-14 17:56:00 -0300",
    "date": "5:56 p.m. on Dec 14, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/12/14/histria-musical-de.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F12%2F14%2Fhistria-musical-de.html"
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  {
    "id": 329,
    "type": "post",
    "title": "Não reclame se eu sou sedentário e não pratico esportes",
    "text": "Há um tempo, quando eu devia ter uns 15 anos e ainda sonhava em ser jogador profissional de futebol, tive a chance que esperava para chegar ao estrelato. Não importava se até então eu havia reprovado em todos os exames para a equipe de futebol do colégio, ou se eu era reserva do time de futsal da minha rua, mesmo levando em consideração que o meu pai era o técnico. Eu estava decidido participar do “peneirão” do Vitória da Bahia, naquela manhã de domingo. Se não me falha a memória, fiquei sabendo da notícia através do globo esporte do sábado anterior. Corri e pedi o aval do meu pai para tal empreitada. No dia anterior, mal consegui dormir. Passei a noite pensando como seria a minha nova vida em Salvador. Já tinha até traçado o meu caminho: após passar no peneirão do vitória, ficaria naquela equipe por mais 3 anos; aos 18 seria contratado pelo Corinthians, e dois anos depois pelo Vasco; aos 20 anos, começaria a receber propostas dos maiores clubes da Europa, mas só aceitaria a milionária que o Real Madrid faria; participaria da copa de 2002, sendo eleito o melhor jogador e no ano seguinte abandonaria o futebol para trabalhar como garoto propaganda das maiores marcas do planeta. A reação da minha mãe, ao receber a notícia que eu participaria do teste, foi bem interessante. Não esperou muito e foi falar com o meu pai: - Luis, não deixe esse menino ir fazer esse teste. Imagina se ele passa e vai ter que morar fora. Ele não vai se acostumar, eu não vou me acostumar... - Calma, mulher. Não se preocupe! Eu assino embaixo. Não é dessa vez que ele vai morar fora de casa. De fato, as expectativas do meu pai se confirmaram. Já no “peneirão”, joguei exatos 10 minutos, pois assim com eu, cerca de 100 garotos foram ao campo de futebol da UFRN com o estrelato como objetivo. Voltei para casa cabisbaixo, mas já possuía um violão para o meu consolo. Hoje em dia ataco como peladeiro profissional, apesar de não agüentar jogar mais que 30 minutos seguidos. ",
    "dateiso": "2004-12-12 17:16:00 -0300",
    "date": "5:16 p.m. on Dec 12, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/12/12/no-reclame-se.html",
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  {
    "id": 330,
    "type": "post",
    "title": "WELCOME BACK",
    "text": "Não sei muito bem se superei o bloqueio criativo, mas como sou atrevido, e em virtude do lay-out novo, o Papo Passado está de volta. Queria agradecer a Adriana Amorim pela concepção do template. Volto em breve com algum post de verdade. Welcome back!\n",
    "dateiso": "2004-12-12 16:24:00 -0300",
    "date": "4:24 p.m. on Dec 12, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/12/12/welcome-back.html",
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  {
    "id": 331,
    "type": "post",
    "title": "Desatualizando posso me organizar",
    "text": "Devido a um bloqueio criativo neste que vos escreve, esse blog encontra-se desorganizado e desatualizado. Assim que tal estado de coisas mudar, prometo novidades.\n",
    "dateiso": "2004-11-08 17:12:00 -0300",
    "date": "5:12 p.m. on Nov 8, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/11/08/desatualizando-posso-me.html",
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  {
    "id": 332,
    "type": "post",
    "title": "LIPE TAVARES EM NÚMEROS OU O TIPO MAIS BREGA DE POST",
    "text": "Três lugares onde se comer\n• Fast Grill (do Natal Shopping) Para quem estava acostumado a almoçar pizza ou algum sanduíche do Pitts Burg, quando no Natal Shopping, o almoço do Fast Grill surgiu como redenção. O nome do restaurante é sugestivo, portanto, não é difícil perceber que a especialidade da casa é churrasco. Com R$ 10, dá para comer bem, beber um bom suco e estirar o dedo para os pizzaiolos da Mister Pizza e pro gerente do Pitts Burg. • Point do Pastel\u0026nbsp;\nLocalizado na Avenida Ayrton Senna, próximo à lombada eletrônica, o Point do Pastel é um espaço simples, mas com ótimos preços e grande variedade. Mais uma vez, seria redundante explicar a especialidade da casa. Os pastéis são enormes, muito bem recheados, feitos na hora e custam em média R$ 3. geralmente passo por lá todas as quintas feiras, por volta da meia-noite, após o ensaio da Experiência Ápyus.\u0026nbsp;\n• Tanaka Lanches (da Bernardo Vieira)\u0026nbsp;\nFaz um bom tempo que não vou lá, e segundo boatos, o lugar parece já ter fechado. Mas sem exageros, nunca comi sanduíches melhores do que os de lá. Seguindo o padrão da filial da Praça Cívica, os sandubas são enormes, mais ou menos do tamanho de um prato grande. Já tive oportunidade de experimentar as duas filiais e, na minha opinião, a da Bernardo Vieira é bem superior. Nunca vi um molho rosê tão bem preparado e um lanche tão bem cuidado. A média de preço dos sanduíches gira em torno de R$ 3 ou R$ 4. Vale à pena procurar saber se a lanchonete ainda está funcionando.\u0026nbsp;\nSeis álbuns\n• Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Mutantes, Tom Zé, Nara Leão, Torquato Neto e Rogério Duprat – Tropicália Panis Et Circenses\u0026nbsp;\n• Mutantes – A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado\u0026nbsp;\n• Radiohead – Ok Computes\u0026nbsp;\n• The Beatles – Abbey Road\u0026nbsp;\n• Madredeus – Antologia\u0026nbsp;\n• The Smiths – The Queen is Dead\u0026nbsp;\nCinco Filmes\n• Laranja Mecânia – Stanley Kubrick\u0026nbsp;\n• Um Lugar Chamado Nothing Hill - Roger Mitchell\u0026nbsp;\n• 2001: Uma Odisséia no Espaço - Stanley Kubrick\u0026nbsp;\n• Os Guarda-Chuvas do Amor – Jacques Demy\u0026nbsp;\n• O Iluminado – Stanley Kubrick\u0026nbsp;\nDez canções\n• Balada do Louco – Arnaldo Baptista\u0026nbsp;\n• Vicente Celestino – Coração Materno\u0026nbsp;\n• While My Guitar Gently Weeps – George Harrisson\u0026nbsp;\n• Terra – Caetano Veloso\u0026nbsp;\n• Vila do Sossego – Zé Ramalho\u0026nbsp;\n• Coffe \u0026amp; TV – Alex James\u0026nbsp;\n• Why Worry – Mark Knopfler\u0026nbsp;\n• Último Romance – Rodrigo Amarante\u0026nbsp;\n• Sail to The Moon – Tom York\u0026nbsp;\n• Chico Buarque – Desalento\u0026nbsp;\nQuatro livros\n• O Nascimento de Deus: A Bíblia e o Historiador – Jean Bottero\u0026nbsp;\n• Uma História de Deus – Karen Armstrong\u0026nbsp;\n• A Divina Comédia dos Mutantes – Carlos Calado\u0026nbsp;\n• O Elogio da Loucura – Erasmo de Rotterdam\u0026nbsp;\nTreze compositores\n• Arnaldo Baptista • Samuel Rosa • Lulu Santos • Chico Buarque • Johann Sebastian Bach • Caetano Veloso • João Ricardo • Thom Yorke • George Harrisson • Paul McCartney • Renato Russo • Herbert Viana • Beethoven ",
    "dateiso": "2004-10-21 16:38:00 -0300",
    "date": "4:38 p.m. on Oct 21, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/10/21/lipe-tavares-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F10%2F21%2Flipe-tavares-em.html"
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  {
    "id": 333,
    "type": "post",
    "title": "História musical de um jovem orelhudo e olherudo. Parte 7",
    "text": "O baixo que eu havia tomado emprestado era meio desprovido de beleza, mas tinha um sonzinho até legal. Mas o mesmo problema que passei com a guitarra, passaria com esse instrumento ligeiramente mais grave: a falta de um amplificador adequado. Mais uma vez, quem pagou o pato foi o meu velho aparelho de som 3x1 anteriormente danificado. (Danificado ainda está, mas através dele que ouço os meus vinis e CDs. Das três, uma.\nOu eu parei no tempo, ou sou pão duro demais, ou sou endinheirado de menos para fazer um upgrade no meu reprodutor sonoro. Fique à vontade para construir o seu próprio desfecho.\nAssim, e em virtude da minha característica de empolgação e desempolgação por minuto, não tardou para que eu achasse aquilo tudo um saco. Não tentei mais que 3 semanas, abandonei o baixo e só voltaria a olhar para ele em algum dia de julho ou agosto de 1999, mais ou menos um ano depois.\nMais uma vez, Carlinhos foi o incentivador. Dizia estar montando uma banda e me queria como baixista. Contrariando uma idéia antiga – a de comprar um violino e um cavaquinho – há pouco tempo eu havia vendido a minha guitarra e comprado um bom violão Rampazzo. Não tinha vontade nem dinheiro para comprar um novo instrumento tão cedo. Assim, fiquei usando o baixo Gianinni Stratosonic emprestado por um bom tempo. Carlinhos sempre foi bem intencionado, mas, vez ou outra, aparecia com uma idéia meio fantasiosa. No primeiro ensaio da tal banda, nada de anormal (excetuando-se a anormal inabilidade dos músicos, evidentemente): um baterista, 2 guitarristas (um deles acumulando a função de vocalista) e 1 baixista. Não tardou, porém, para que o estado de anormalidade tomasse a cena. Com a entrada continuada de outros integrantes, a banda chegou à nada normal formação: 1 baterista, 1 baixista, 1 backing vocal, 3 guitarristas e 3 vocalistas (que tinham que disputar o posto com os guitarristas e o baixista).\nPor sorte, ainda restava um pouco de normalidade em minha essência. Eu e Carlinhos decidimos dividir os 9 integrantes em duas bandas distintas. É lógico que os integrantes de uma delas não receberia mais ligações para ensaios e afins. A escolhida findou com a seguinte formação: eu (baixo/backing vocal), Carlinhos (bateria), Gustavo (guitarra/backing vocal), Fellipe Cesar (vocal/guitarra) e Joaquim (backing vocal/pandeirola). Estava fundada a formação inicial do República 5, e plantadas as sementes de muitos sonhos. Muitos.\n",
    "dateiso": "2004-10-18 20:06:00 -0300",
    "date": "8:06 p.m. on Oct 18, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/10/18/200600.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F10%2F18%2F200600.html"
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  {
    "id": 334,
    "type": "post",
    "title": "História musical de um jovem orelhudo e olherudo - Parte 6",
    "text": "Conheci Carlinhos aos 7 anos de idade. A gente jogou muito futebol e brincou de \"Comandos em Ação\" juntos. Pela vizinhança, não demorou para virarmos grandes amigos. Nossos primeiros passos na música foram juntos. Pensamos que tocamos em uma banda de pagode, aos 16 anos. E a partir daí não nos separamos mais (que romântico...). Quando decidi que iria vender minha guitarra para comprar um violino e um cavaquinho, ele foi o primeiro a tentar me convencer a não fazer isso. Tanto tentou que conseguiu. Certo dia ele me ligou dizendo: \"venha aqui em casa que eu tenho um presente para você\". Não levei mais que 20 segundos para estar batendo na porta da casa dele (fato não tão impressionante, já que até hoje moramos a 50 metros de distância um do outro). Chegando lá, e após seguir algumas instruções, fui até o quarto do cara com os olhos fechados. Ao abri-los, a grande surpresa: um contrabaixo elétrico Gianinni Stratosonic anos 80. No momento não entendi o que aquilo significava, e as conseqüências que aquele gesto traria. Observando o meu sorriso e a minha cara de satisfação ele falou: \"Esse baixo é do meu tio, mas está parado faz um bom tempo. Ele é seu até que você compre um\". Comecei a tentar aprender o instrumento, e ao contrário do que passei com o violão e com a guitarra, o desenvolvimento foi bem rápido. Mas eu não estava feliz. Não estava gostando de tocar baixo. Demorou para que eu deixasse de tocar o novo instrumento mais por obrigação do que por gosto. Era algum mês de 1998, eu havia vendido minha guitarra e trocado meu violão. Minha barba estava começando a fechar e eu estava começando a gostar de aprender a tocar baixo.\n",
    "dateiso": "2004-10-18 19:06:00 -0300",
    "date": "7:06 p.m. on Oct 18, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/10/18/190600.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F10%2F18%2F190600.html"
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  {
    "id": 335,
    "type": "post",
    "title": "História musical de um jovem orelhudo e olherudo - Parte 5",
    "text": "Definitivamente, tocar guitarra era o meu mais novo sonho. Como já tinha algumas manhas do violão, os primeiros passos no meu novo instrumento não foram lá tão complicados, para mim, evidentemente. Conforme já relatado em algum capítulo dessa saga, a minha família já estava começando a se acostumar com os meus quase afinados dedilhados no violão, mas uma guitarra elétrica, sem amplificador, plugada no som da sala, fala consideravelmente mais alto. Quem me conhece bem, sabe que se houvesse uma frase para me resumir, essa seria: “Empolgação e desempolgação por minuto”. Não tardou para que eu me entediasse com isso tudo. A guitarra era muito linda, mas a sonoridade não fazia jus à beleza. Minha família é muito cordial, mas a gritaria não fazia jus à gentileza. Quando consegui finalmente estourar as caixas de som do meu velho aparelho 3 em 1 (que me serve até hoje, com as mesmas caixas estouradas), decidi que não queria mais aquela guitarra. Havia um tempo a música clássica entrara na minha vida através de Beethoven e Bach. Ganhei do meu pai uma coletânea do gênero com 10 CD’s, e corri feito louco à procura de documentários e biografias sobre os gênios que me conquistaram. Seguindo o meu lema “empolgação e desempolgação por minuto”, estava eu decidido a comprar um violino e aprender a tocá-lo. Mais ou menos nessa época, fui apresentado aos fascínios do chorinho, pelo meu pai. Não tardou para que Jacob do Bandolin e Waldir Azevedo também entrassem para o hall dos meus mais novos ídolos. Não tardou também para eu inserisse o cavaquinho no hall dos meus mais novos sonhos de consumo. Estava mesmo decidido a me tornar o grande solista da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte e o maior nome do chorinho brasileiro no século XXI. Eis que aparece um velho amigo para me salvar, ou não.\n",
    "dateiso": "2004-10-18 18:06:00 -0300",
    "date": "6:06 p.m. on Oct 18, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/10/18/180600.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F10%2F18%2F180600.html"
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  {
    "id": 336,
    "type": "post",
    "title": "História musical de um jovem orelhudo e olherudo - Parte 4",
    "text": "Sempre fui muito mimado. Quando eu queria uma coisa, insistia até ganhar. Com a guitarra não foi diferente. Meu pai comeu o pão que o diabo amassou (e cagou) com essa história. “Não precisa mais insistir. Você vai ganhar sua guitarra. Mas se ficar em recuperação, não ganha nem biloca”. Infelizmente, a minha vida musical sempre esteve diretamente ligada aos estudos. Se eu ia bem na escola, tranqüilo. Caso contrário, nada de instrumentos. Novembro de 1997. Finalmente havia eu enfrentado a 8ª série. Para o meu desespero (e sossego geral da vizinhança), havia ficado em recuperação em Ciências (a partir desse contato inicial, eu passei a odiar Química pelo resto da minha vida. Reza a lenda que não abri o livro da detestada matéria uma vez sequer no ano de vestibular) e sonho da guitarra estava adiado. Insatisfeito e discretamente conformado, fui assistir a tal aula de Química. Lembro como hoje. O professor, se chamava João Roberto. Gerente de banco, dizia ele que ensinava por hobby. Mesmo com toda a boça atestada na narrativa de suas últimas viagens ao redor do mundo, era um professor bom e honesto. Chegando à primeira aula da recuperação - para variar atrasado – me deparei com João Roberto comentando a última prova: a que tinha me tirado do caminho da guitarra. Minha chateação era tamanha que não quis ver os comentários. Mas o professor, apesar de ensinar Química e ser botafoguense era sensato. “Luis Felipe, olhe sua prova. Pode haver algum erro de correção”. Meio sem vontade, segui os sábios conselhos. E não é que a minha prova havia sido corrigida de maneira errada. Não me lembro de números exatamente, mas era coisa de um ponto a menos. Exatamente a diferença que me faria passar. Resolvido o mal entendido, nota corrigida na caderneta, dedo estirado para o resto da turma, voei para casa. Não me importava se meu pai é a pessoa mais mal humorada do mundo na hora do almoço. Quando sentou na mesa, a primeira coisa que ouviu foi um: “Me dê o dinheiro. Eu não fiquei em recuperação. Pode me dar minha guitarra”. Explicado o sucedido, ele foi categórico. Me deu o dinheiro ali mesmo na hora, talvez mais interessado em me ver longe dali, do que pensando na minha felicidade musical. Passei a tarde entediado sem achar o cara que me venderia o motivo dessa capação de porco. À noite finalmente eu o encontrei e feita a negociação voltei feliz para casa. Mesmo sem uma qualidade sonora perfeita, a guitarra era mesmo linda. Uma Jennifer stratocaster anos 80, de cor vinho. Meu pai jamais poderia imaginar a capação de gorila que aquela aquisição causaria. De fato, meus companheiros de lar já estavam acostumados com o som do meu quase afinado violão. Mas uma guitarra elétrica sem amplificador, plugada no som da sala, falava um pouco mais alto que seu irmão acústico.\n",
    "dateiso": "2004-10-18 17:06:00 -0300",
    "date": "5:06 p.m. on Oct 18, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/10/18/histria-musical-de.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F10%2F18%2Fhistria-musical-de.html"
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  {
    "id": 337,
    "type": "post",
    "title": "Constatações dos últimos dias",
    "text": "• A Praia de Pipa em época de feriados ou em qualquer ocasião que atraia muita gente de Natal é um lugar insuportável.\nQuando recebi a notícia de que o Seu Zé iria se apresentar lá, fiquei feliz e puto ao mesmo tempo. Sinceramente, não vejo a menor graça em ficar a noite toda em pé em frente a um bar, rodeado de pessoas extremamente frescas em seus grupinhos isolados. Não vejo diferença alguma da Praia de Pirangi durante o veraneio. Agora então, que não é mais novidade para ninguém que o tráfico de drogas pesadas rola solto por lá, prefiro tomar banho na Ponta Negra dos italianos. • Minha sobrinha, Maria Eduarda, é o bebê mais inteligente que eu já vi.\nEla está com 1 ano e 6 meses e já sabe fazer coisas que eu só devo ter aprendido aos 10 anos. Geralmente, quando eu chego do estágio ela está na minha casa. Ontem ela estava brincando com aquelas pecinhas de encaixe. Só precisei fazer as combinações uma vez para que ela aprendesse. Definitivamente ela não puxou a mim. • A universidade vai deixar saudades.\nDaqui a mais ou menos um ano eu devo estar me formando. Minha relação com o curso foi marcada por altos e baixos. Até agora tive uma dificuldade enorme para levar os estudos acadêmicos a sério. Tanto o fato de eu não ter certeza se quero lecionar ou trabalhar como pesquisador, quanto a minha ligação com a música, contribuem para isso. O curso de História da UFRN é muito bom, o departamento tem professores excelentes e eu sou apaixonado pela coisa. Mas, nesses quase quatro anos, eu não consegui ter uma seqüência legal de estudo. Empolguei-me e desempolguei muito fácil, como acontece com a maioria das coisas que me proponho a fazer. No geral, acho que sou um cara que tem boas idéias, idéias originais. Mas sou extremamente indisciplinado. Indisciplinado ao ponto de preferir fazer meus planos e trabalhos na base do individualismo para não correr o risco de prejudicar terceiros com a minha falta de compromisso. Mas mesmo assim, decidi dar tudo de mim para terminar o meu curso da maneira mais honrosa possível. Pela primeira vez vou deixar para trás aquela conversa que todo universitário tem consigo mesmo: “no próximo semestre eu vou melhorar, vou me esforçar mais”. Não posso mais me dar esse luxo. Quando tudo terminar, vai ser barra ter que abandonar o setor II daquela universidade. Vamos ver no que é que vai dar essa história. • Pela segunda vez na vida, rompi a barreira dos 60 kg: estou pesando 61.\nAcho que a minha altura é algo em torno de 1m72. Segundo tabelas específicas, para uma relação harmoniosa entre o meu peso e a minha envergadura, eu deveria ter no mínimo 67 kg. Até pouco tempo atrás eu só havia rompido a barreira dos 60 kg uma vez. Dessa vez vou tentar manter esses gramas excedentes, já que almejar chegar aos 67 não passaria de uma utopia. • Banana com leite condensado, apesar de constituir-se numa mistura que inspira cuidados, é uma das melhores sobremesas que existem.\nEstou completamente viciado nessa mistura. Quem me conhece bem – e nem precisa de tanto – sabe que o meu ponto forte não é o apetite. Mas ultimamente, essa comida simples tem me proporcionado uns gramas a mais (talvez aqui esteja a explicação para o incrível acréscimo de massa que sofri). Geralmente tenho ingerido a gororoba antes e depois do almoço, antes e depois do jantar e antes de dormir. Não é de se estranhar que o meu intestino tenha vivido um paradoxo sem precedentes. Ora, é sabido que qualquer derivado do leite, quando ingerido em excesso, provoca um amolecimento ou liquefação das nossas fezes. Já a banana, quando ingerida descontroladamente, tende a inspirar um endurecimento em nossos dejetos. Nesse contexto, e desde que descobri os prazeres dessa original sobremesa, não ouso mais olhar para dentro do vaso ao término do meu processo de digestão. ",
    "dateiso": "2004-10-14 16:58:00 -0300",
    "date": "4:58 p.m. on Oct 14, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/10/14/constataes-dos-ltimos.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F10%2F14%2Fconstataes-dos-ltimos.html"
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  {
    "id": 338,
    "type": "post",
    "title": "ALGUMAS COISAS QUE QUERO COMPRAR HÁ MUITO TEMPO",
    "text": "• Uma agenda para compensar o meu esquecimento; • Um amplificador para baixo, novo; • Um macacão jeans; • Um tênis allstar verde; • A discografia completa dos Beatles; • Um discman que reproduza MP3; • Um gravador de CD; • O novo CD de Arnaldo Baptista; • Ticket estudantil (sempre esqueço de ver quando os meus passes acabam e tenho que pagar a passagem com dinheiro); • Um pacote turístico para a Itália; • Cuecas novas (as minhas se desgastam numa velocidade incrível); • Todos os episódios da sério Arquivo X em DVD; • Uma camisa do ABC (será que ainda vende?); • Um panelão daqueles que os homenzinhos usam para fazer batata frita na rua; • 10 sacos de Doritos; • 1 grade de bohemia; • O CD do Gram; • 1 bilhete da Mega Sena premiado Acabei de abrir minha carteira e constatei que ela não abriga nada mais que algumas notas de R$1 e um monte de moedas. Em seguida, decidi tirar um extrato da minha conta. Resultado: de crédito só tenho um débito de R$ 200.\u0026nbsp;\nPortanto, já estou aceitando doações voluntárias.\u0026nbsp;\nPara doar R$5, mande um e-mail para: liper5@yahoo.com.br\u0026nbsp;\nPara doar R$10, mande um e-mail para: lipesz@yahoo.com.br\u0026nbsp;\nPara doar R$50, mande um e-mail para: bandaseuze@yahoo.com.br\u0026nbsp;\nPara doar qualquer valor acima de R$50, ligue diretamente para mim: você deve ser a coroa que eu tanto procuro para terminar de me criar.\u0026nbsp;\n",
    "dateiso": "2004-10-06 17:49:00 -0300",
    "date": "5:49 p.m. on Oct 6, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/10/06/algumas-coisas-que.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F10%2F06%2Falgumas-coisas-que.html"
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  {
    "id": 339,
    "type": "post",
    "title": "EXERCÍCIO DA CIDADANIA: DE DOIS EM DOIS ANOS",
    "text": "A cada dois anos, usufruindo a democracia da qual tanto nos vangloriamos, consolidamos a nossa cidadania através do exercício obrigatório do voto (a discussão sobre o caráter paradoxal da relação democracia x voto obrigatório, pode ser o assunto para um post futuro). \nTenho constatado que a cada eleição, a despolitização cresce consideravelmente. Assim não é difícil explicar o surgimento de indivíduos, que se dizem candidatos, com propostas no mínimo inusitadas. Interessante mesmo é observar que através de tais propostas, do grotesco, esses indivíduos (cujo passado não importa, mesmo que inclua ligação e participação direta na consolidação de uma ditadura militar) acabam por tornar-se instrumento de protesto de classes que se dizem elite intectual e formadora de opinião. Dessa maneira, vejo-me no dever de me expressar da melhor maneira possível enquanto cidadão. Assim, a cada dois anos chega a hora do exercício da cidadania, que para mim consiste numa caminhada de cerca de 3 km, o suficiente para ir e voltar da minha casa até a zona eleitoral em que voto, a UnP da Nascimento de Castro. O processo eleitoral para mim, portanto, é muito importante, pois, através do exercício da cidadania, estou me prevenindo de inúmeras doenças e proporcionando o aumento da minha espectatica de vida. Estou certo que se o meu porte físico não fosse tão acanhado, eu conseguiria ir além.\n",
    "dateiso": "2004-10-03 15:01:00 -0300",
    "date": "3:01 p.m. on Oct 3, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/10/03/exerccio-da-cidadania.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F10%2F03%2Fexerccio-da-cidadania.html"
  },
  {
    "id": 340,
    "type": "post",
    "title": "Reconciliação",
    "text": "Fiz as pazes com o coração, com a música, com a universidade. Por que não fazer as pazes com o blog? Agora sim. Voltei cheio de vontade para postar. Acho que a melhor coisa que fiz foi ter dado um tempo. Não consigo escrever por escrever, como por compromisso. Se é para deixar o blog atualizado, sem pensar na natureza dos textos, prefiro não redigir nada. Prezo muito pela paciência de quem visita esse espaço. Quem entra aqui já não deve ter o que fazer mesmo, então é mais que minha obrigação, por retribuição, escrever com carinho. Estou de volta e farei o possível pra postar sempre coisas interessantes. Seja bem vindo de volta, e vamos até onde a nossa paciência durar.\n",
    "dateiso": "2004-06-16 17:43:00 -0300",
    "date": "5:43 p.m. on Jun 16, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/06/16/reconciliao.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F06%2F16%2Freconciliao.html"
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  {
    "id": 341,
    "type": "post",
    "title": "Papo Passado em reforma",
    "text": "Isso aqui não está do jeito que eu gosto. Poucos textos, poucas visitas, layout fraco e obrigado pelo servidor. Não quero postar nada nessa situação. Prometo em breve pôr ordem na casa e voltar com tudo. Brigadão pelos fiéis visitantes. Volto em breve. ",
    "dateiso": "2004-06-04 16:18:00 -0300",
    "date": "4:18 p.m. on Jun 4, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/06/04/papo-passado-em.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F06%2F04%2Fpapo-passado-em.html"
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  {
    "id": 342,
    "type": "post",
    "title": "MADA, gravação do SeuZé e cinema em casa",
    "text": "Mada\nEstou com preguiça de fazer uma resenha completa, mas resumindo, achei que as bandas locais deram um show de profissionalismo quando comparadas às de fora. The Walkmen não me convenceu, mas o Gram sim. Jorge Bem está velho demais, e show nem de longe foi o mesmo do MADA 2002. Se é pra levantar os destaques, fico com Jane Fonda, Allface, Bugs, China e a jam Sepultura/Rappa. Música\nOntem à noite fui ao Estúdio Promídia para iniciar a gravação dos baixos do 1° CD do Seu Zé. Prevenido, como geralmente não sou, levei comigo dois contrabaixos para fugir de algum possível imprevisto.\u0026nbsp;\nAzarado, como geralmente sou, os dois instrumentos apresentaram problemas, e a gravação foi adiada para a próxima quinta. Pra consolo, aí vai uma foto da maré baixa.\u0026nbsp;\nCinema Comunitário\nEm decorrência do cansaço gerado pelo MADA (leia-se ressaca, mesmo), e o fato de eu e alguns dos costumeiros telespectadores dos filmes exibidos conseguirmos chegar em nossos lares por volta das 9 da manhã, a seção do domingo passado foi adiada para o próximo. O filme ainda atende à proposta Stanley Kubrick: “Nascido Para Matar”. A seção é às 18h. Chegue cedo, e esteja preparada (o) para flatulências dos mais diversos odores e sons.\n",
    "dateiso": "2004-05-25 13:42:00 -0300",
    "date": "1:42 p.m. on May 25, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/05/25/mada-gravao-do.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F05%2F25%2Fmada-gravao-do.html"
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  {
    "id": 343,
    "type": "post",
    "title": "\u003cstrong\u003eCINEMA COMUNITÁRIO AOS DOMINGOS\u003c/strong\u003e ",
    "text": "Quem me conhece bem, e quem não conhece também, sabe que há muito sou viciado e dependente da Internet para sobreviver. Houve mesmo a época em que todos os dias eu dormia durante o primeiro horário de aulas na faculdade por ter virado a noite anterior de frente para o PC. Disposto a fugir de um colapso, de estar irreversívelmente condicionado a tal hábito, resolvi ficar longe do computador, gradativamente. Faz um bom tempo que não acesso a rede depois das 22h. De fato, morfeu deve ter sorrido discretamente. Enfim, já pode contar com a minha latência bem antes do que no passado. Pela lógica, como Domingo é o éden dos netviciados, meu próximo passo seria cessar o uso nesse dia. Precisava eu de algo para ocupar o tempo que até então destinava a tão avassalador hábito. Ia eu à cozinha, em mais um Domingo de Internet, quando fitei o aparelho de DVD desolado no canto da sala. Estava sendo sub-utilizado. Notei que havia se viciado pelo ócio, por nunca ser usado, por ser consumido pelas teias de aranha e pelos arranjos de flores da minha mãe. Fizemos um pacto. Dali em diante, todos os domingos, ofereceríamos seção de cinema para alguns felizardos. Desde então, pontualmente às 18h, no referido dia, eu, os demais integrantes do Seu Zé e alguns amigos que por algum outro vício, ou pura falta de não ter o que fazer, nos reunimos em minha casa para assistir alguns filmes. A escolha dos filmes está sendo feita por diretores. Começamos por Stanley Kubrick e o último visto foi o impressionante “O Iluminado”. Confesso que após ver esse filme, tive que ir dormir com a minha irmã por medo de enfrentar a escuridão da noite sozinho. Próximo Domingo continuaremos a seção Kubrick. Sinta-se convidada (o). ____________________ Sugestões Filme: O Iluminado – Stanley Kubrick CD: The Beatles – 1 Música: Mutantes - Virgínia\n",
    "dateiso": "2004-05-19 15:33:00 -0300",
    "date": "3:33 p.m. on May 19, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/05/19/strongcinema-comunitrio-aos.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F05%2F19%2Fstrongcinema-comunitrio-aos.html"
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  {
    "id": 344,
    "type": "post",
    "title": "MINHA EGOÍSTA CARTA DE TESTAMENTO",
    "text": "(caso eu venha a falecer, veja se você está na lista, imprima esse texto, entregue aos meus pais, e requera o que lhe é de direito. Prazo de validade: dezembro/2004.) Meu contrabaixo – sob nenhuma hipótese poderá ser vendido ou dado a alguém. Deve ser eternizado, guardado em seu bag até o fim dos tempos.  Meu violão – assim como o meu contrabaixo, jamais poderá ser passado para frente. Deve ser eternizado ao relento e sob o sereno, visto que não tem bag.  Minha coleção de CD`s de música clássica – deve ser leiloada. O dinheiro arrecadado pode ser investido na compra de cestas básicas para famílias carentes. Uma parte do montante arrecadado pode ser destinado à compra de um bag para o meu violão, contribuindo assim para a sua eternização.  Meu computador – sob nenhuma hipótese pode ser preservado. Deve ser inteiramente destruído para que não venha a tirar o sossego de outros mortais entre uma travada e outra. Em último caso, pode ser vendido a uma sucata que se comprometa a jamais fazê-lo funcionar.  Minha cama – deve ser desmontada, lixada e transformada em fogueira de São João no ano seguinte (além de sempre me censurarem a brincar com fogos de artifício, meus pais nunca fizeram fogueira de São João em casa). Meus livros – podem ser queimados para ajudar a acender a fogueira. Afinal, eu nunca consigo lê-los todos. Em último caso podem ser doados às famílias que receberão as cestas básicas adquiridas com o leilão da coleção de CD`s de música clássica. Para tal, cada família beneficiada deve ceder uma cama. A fogueira precisa queimar!  Meu ventilador – jamais pode ser tirado do meu quarto, para a tranqüilidade dos mortais sobreviventes que pensam em algum dia visitar o nada frio lugar que me abrigou durante tanto tempo. Meu pré-histórico aparelho de som 3 em 1 – quem se dispuser a consertar a saída de som, e gostar de ouvir vinis, pode se candidatar a uma prova de conhecimentos sobre pintura de pratos aplicada pela minha avó Iraci. Quem for aprovado com a melhor média, realmente se mostrará merecedor de tão valioso prêmio.  Meus outros CD`s – devem ser doados todos aos meus companheiros do Seu Zé. Vai ser se assim , em minha memória, eles resolvem tirar as músicas que pedi a tanto tempo. Minhas roupas – devem ser doadas aos presos da Penitenciária João Chaves. Assim eles poderão improvisar uma enorme corda que possibilitará uma fuga em massa (sempre tive vontade de ver no RN TV uma notícia que dissesse: “Fuga em massa! Todos os presos da João Chaves fugiram”). Seria tão bom me esconder debaixo da cama. Eu sou magro, acho que ainda caibo.  Minhas composições – devem ser vetadas a qualquer intenção maldosa de serem transformadas em versões de forró, pagode ou axé.  Meu blog – deve ser redigido e transformado em biografia autorizada. Os lucros provenientes da venda dos livros devem ser revertidos em um processo de mumificação. Assim serei eternizado ao lado dos meus amados contrabaixo e violão. Tente vender muitos livros, porque mumificar um corpo com orelhas tão distintas é por natureza um projeto superfaturado.  Minha conta bancária – quem se interessar em ficar com essa, deve primeiro quitar o cheque especial.  ",
    "dateiso": "2004-05-14 16:07:00 -0300",
    "date": "4:07 p.m. on May 14, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/05/14/minha-egosta-carta.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F05%2F14%2Fminha-egosta-carta.html"
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  {
    "id": 345,
    "type": "post",
    "title": "CASA NOVA, VIDA NOVA",
    "text": "Já fomos blogger.com.br, já fomos blig.com.br, mas agora somos www.papopassado.weblogger.com.br. A partir de agora, esse será o local dos meus devaneios, das mesmas besteiras de sempre. A construção ainda não foi concluída, mas já tem parede que dê para armar pelo menos uma rede. Enquanto o acabamento não vem, pode trazer seu pinico, e dormir no chão mesmo, que a gente vai se ajeitando. Estou esperando um layout novo, que em breve estará no ar. mas enquanto isso, vamos assim, no improviso mesmo. Seja bem vinda(o) à nossa nova casa. Estou pensando em fazer um churrasco de inauguração. Quem cede o espaço? ____________________ P.S: Não consegui trazer os posts antigos para cá. Se alguém souber se tem como fazer isso, por favor me avisa. Mas para quem quer ter acesso aos papos passados de outras paragens, aí vão os links: www.papopassado.blogger.com.br www.papopassado.blig.com.br Divirta-se! ",
    "dateiso": "2004-05-11 16:13:00 -0300",
    "date": "4:13 p.m. on May 11, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/05/11/casa-nova-vida.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F05%2F11%2Fcasa-nova-vida.html"
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  {
    "id": 346,
    "type": "post",
    "title": "Aconteceu em Macau",
    "text": "Eu, Yvan e Ramon, meus companheiros de farra em Macau, estávamos voltando de mais uma noite de festas, quando no sentido oposto caminhavam três garotas. Despretecenciosamente, falei: - Hummmmm, três à três. Uma delas respondeu: - Três à três não. Quatro à três. Eu estou grávida. ____________________ (Carnaval de Macau-2004) ",
    "dateiso": "2004-02-26 00:47:00 -0300",
    "date": "12:47 p.m. on Feb 26, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/02/26/aconteceu-em-macau.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F02%2F26%2Faconteceu-em-macau.html"
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  {
    "id": 347,
    "type": "post",
    "title": "História musical de um jovem orelhudo e olherudo - Parte 3",
    "text": "Eu dizia: “Que porra é essa?” Fonseca, que na época devia estar rompendo a barreira dos 40, era meu vizinho há um bom tempo e do seu violão só saía coisas estranhas e chatas que eu ainda não era capaz de compreender. Depois de muito tentar sozinho e relutar, resolvi perturbá-lo. - Seu Fonseca, afina meu violão, vai. Eu não estou conseguindo tocar. Ele sorriu cinicamente, com certeza pensou: “como se você fosse conseguisse tocar mesmo o com violão afinado” e em seguida respondeu: - Claro. É para já. Voltei para casa feliz da vida. Agora, nada mais poderia me impedir. Mas o pensamento de Fonseca se concretizou. Eu não consegui tocar nada. E o pior, o violão estava novamente desafinado. Eu, ingenuamente, pensava que uma vez afinado, o violão mantinha esse estado para sempre. Nem pensei na possibilidade de voltar ao vizinho para ele reafinar o instrumento. Com esse quê de “A menina de lá”, vai que ele pensava que eu era gay. Aí já viu, né... De fato, eu percebi que precisava urgentemente aprender como se afinava aquilo. Tanto tentei, que consegui. Já tocava algumas canções com a ajuda de revistinhas, e incrivelmente já afinava meu instrumento por conta própria. (Fonseca suspirou aliviado) Meu pai queria que eu começasse a estudar música. Disse que iria contratar um professor particular para mim. Não sei porque, ou se inconscientemente eu já tinha um espírito autodidata, mas falei para ele que não queria. Eu estava satisfeito com a velocidade da minha evolução, e com o auxílio incondicional das minhas revistinhas. Aos poucos a minha família estava se acostumando e cada vez mais eu ouvia menos coisas do tipo: “Luis Felipe! Pare esse violão. Estou vendo a novela” “Luis Felipe! Pare esse violão. Estou dormindo” (nunca entendi como meu pai reclama das coisas e diz estar dormindo) “Luis Felipe! Pare esse violão. Estou estudando” (nunca entendi como minha irmã pensava que eu pensava que ela realmente estudava algo) Não era muita coisa, mas eu já conseguia tocar coisas inteligíveis. Já pediam até que eu levasse o violão para a escola. Mas, a guitarra já tinha entrado nas listas de desejos desse jovem orelhudo e olherudo potencialmente capitalista. Para tal, eu não poderia ficar em recuperação na escola. Esse era o problema... ",
    "dateiso": "2004-02-19 17:08:00 -0300",
    "date": "5:08 p.m. on Feb 19, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/02/19/histria-musical-de.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F02%2F19%2Fhistria-musical-de.html"
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  {
    "id": 348,
    "type": "post",
    "title": "Tô me guardando pra quando o Carnaval chegar",
    "text": "Vai ser foda. Há 3 anos não curto um carnaval. Se eu chegar vivo, conto como foi. MACAU - 20/02. ",
    "dateiso": "2004-02-11 21:45:00 -0300",
    "date": "9:45 p.m. on Feb 11, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/02/11/t-me-guardando.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F02%2F11%2Ft-me-guardando.html"
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  {
    "id": 349,
    "type": "post",
    "title": "\u003cstrong\u003eCONSTATAÇÕES DOS ÚLTIMOS DIAS\u003c/strong\u003e",
    "text": "Há alguns dias estou sozinho em casa. Minha família viajou e eu fiquei botando (des)ordem em tudo. Apesar de dar medo à noite, é bem legal. Dá para a gente pensar a respeito de muita coisa, ouvir música no volume máximo e comer bagana o dia todo. Em meio a tudo isso, posso dizer que estou passando por um momento de autoreflexão e interiorização de boas energias. Em seguida estão algumas conclusões relevantes. - Coca-cola e skol gelada são as bebidas mais saborosas do mundo;\u0026nbsp;\n- Arnaldo Baptista, Bach e Paul McCartney são os maiores compositores de todos os tempos;\u0026nbsp;\n- Minha memória é uma bosta;\u0026nbsp;\n- A música é a maior invenção da humanidade;\u0026nbsp;\n- Dinheiro é tão importante quanto saúde;\u0026nbsp;\n- Todo flamenguista é fresco;\u0026nbsp;\n- E os americanos, também;\u0026nbsp;\n- Os reality shows são a segunda pior invenção da humanidade;\u0026nbsp;\n- Usar feijão como alimento, a primeira;\u0026nbsp;\n- Assistir Fórmula 1 hoje em dia, é impossível;\u0026nbsp;\n- Futebol, também;\u0026nbsp;\n- Bervelly Hills 90210 (Barrados no Baile) foi a melhor série de TV de todos os tempos;\u0026nbsp;\n",
    "dateiso": "2004-01-26 16:00:00 -0300",
    "date": "4:00 p.m. on Jan 26, 2004",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2004/01/26/strongconstataes-dos-ltimos.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2004%2F01%2F26%2Fstrongconstataes-dos-ltimos.html"
  },
  {
    "id": 350,
    "type": "post",
    "title": "Novidades SeuZé ",
    "text": "Como eu havia prometido, estou trazendo mais novidades sobre a banda. Na próxima Quinta estaremos tocando no Colégio Salesiano. Vai rolar uma feira de arte, a entrada é franca e tem tudo para ser bem legal. O Seu Zé deve tocar por volta das 18h30.\u0026nbsp;\nOutra notícia legal é que provavelmente até o fim desse ano estaremos lançando nosso primeiro CD DEMO. A previsão inicial é que 4 músicas componham o trabalho. Uma já está finalizada e disponível na Internet. Entre no canal do IRC #SeuZe e peça o mp3 de Antônio Conselheiro a algum OP.\u0026nbsp;\nNo inicio de outubro entraremos em estúdio para gravar mais 3 músicas. As pré-selecionadas são as já conhecidas “Sai Galada”e “Plantando no Céu e Colhendo no Inferno”. A terceira provavelmente será a novíssima “Saudades do Sertão”. Essa música tem saído muito bem nos ensaios, e iremos estreá-la ao vivo no show de quinta-feira.\u0026nbsp;\nPra fazer a pré-produção da gravação, entraremos em retiro esse fim de semana. Na Sexta à noite nos isolaremos, e só daremos notícias ao mundo Domingo à noite. Iremos provavelmente para a praia de cotuvelo ou para uma granja na cidade de Macaíba. Levaremos todos os instrumentos e parafernália de som para finalizar os últimos arranjos e detalhes das músicas a serem gravadas.\u0026nbsp;\nPara quem está cobrando fotos aqui no Blog...vou levar uma máquina fotográfica e prometo depois colocar algumas fotos do retiro.\u0026nbsp;\nOutros shows estão sendo agendados. Em breve trago mais notícias.\u0026nbsp;\nDICA DO DIA\u0026nbsp;\nApesar de não ser nada musical, a dica de hoje não podia deixar de ser dada. TANAKA!!\u0026nbsp;\nBixo, que lanche bom da porra! Ontem fui lá com a minha namorada e dei uma de animal. Quem já foi lá, sabe qual o tamanho do sanduba. Pois é...comi o meu e o de Lauren. Hehehe. Mas tem um detalhe...vá ao Tanaka da Bernardo Vieira. O rango de lá dá de 10 a 0 no Tanaka da Praça Cívica. Não tem PittsBurg, McDonalds ou Bobs que chegue perto. Acho que agora vou ganhar uns gramas a mais...\u0026nbsp;\n",
    "dateiso": "2003-09-16 17:55:00 -0300",
    "date": "5:55 p.m. on Sep 16, 2003",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2003/09/16/novidades-seuz.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2003%2F09%2F16%2Fnovidades-seuz.html"
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  {
    "id": 351,
    "type": "post",
    "title": "Notícias musicais",
    "text": "Bem, finalmente trago notícias musicais.\u0026nbsp;\nPara quem ainda não sabe vou dar uma recapitulada.\u0026nbsp;\nDe janeiro de 2000 à janeiro de 2003, passei um período muito legal da minha vida tocando com o República 5. Infelizmente por problemas de desentendimento escolhi sair da banda. Esse assunto parece ainda não ter sido esclarecido. Muita gente ainda pergunta o porque, ou os porques. Bem, vou dar a minha versão. Sintam-se livres para ouvir “o outro lado”.\u0026nbsp;\nDia 31 de janeiro de 2003, o República 5 fez seu último show com a antiga formação (Fellipe, Lipe, Gustavo e Carlinhos). Depois daí passamos mais de um mês sem ensaiar, sem tocar, nos falando muito pouco. Já fazia algum tempo que eu e Fellipe vínhamos insatisfeitos com algumas atitudes e opiniões de Carlinhos. Depois do show do dia 31, o clima estava tão chato a ponto de não mais telefonarmos para ele, e ele não telefonar para a gente. A coisa foi morgando, morgando...\u0026nbsp;\nEu e Fellipe pensamos em conversar com Gustavo para saber qual a posição dele, se ele estava satisfeito ou não, mas achamos melhor deixar que ele falasse o que tava achando de maneira livre, sem pressão. Então decidimos sair da banda. Não estávamos satisfeitos em estar tocando com Carlinhos. Ao contrário de alguns boatos que ainda estão correndo por aí (que eu nem sei se foi mesmo Carlinhos que falou), que dizem que saímos por que tínhamos sidos postos para fora da banda, nós saímos por iniciativa própria. Preferimos sair da banda, começar do zero, para não precisar chegar pro cara e dizer: “Ei, você tá fora da banda. Vamos tocar com outro batera”. Abrimos mão de um nome relativamente conhecido, de um trabalho de três anos. Estávamos prestes a gravar nosso primeiro CD. Nossa agenda estava boa, estávamos tocando com uma boa frequência. Mas não estávamos felizes. Caímos fora. Gustavo continuou com Carlinhos, mas saiu pouco tempo depois.\u0026nbsp;\nLogo ao sair da banda eu Fellipe encabeçamos outro projeto e chamamos Xandi e Augusto (os dois ex-Garagem S/A) para compor a formação. Era o Ghandaia. Pouco mais de 1 mês de ensaios, estávamos tocando pela noite da cidade. Nesse intervalo de tempo, decidimos como essencial a presença de um percussionista. Depois de alguns testes, Cyro entrou e fechou a formação da banda. Mas, a dois meses atrás fomos pegos de surpresa com um e-mail. Havia outra banda com nome Ghandaia, nos EUA. Nos descobriram em alguns sites de bandas independentes, e como eles tinham o registro da marca Ghandaia, fomos forçados a mudar de nome.\u0026nbsp;\nO nome escolhido foi Seu Zé. Faz mais ou menos 2 meses que estamos só ensaiando, compondo e pensando no nosso som. O Seu Zé está pronto, de repertório novo e muito motivado.\u0026nbsp;\nAGENDA\u0026nbsp;\nQuinta-feira, 18/09, será o primeiro show dessa nova fase. O Seu Zé vai tocar no Fest Art do Colégio Salesiano. A entrada é franca e a festa começa por volta das 18h.\u0026nbsp;\nTenho mais novidades sobre a banda, mas o trabalho me chama. Assim que eu tiver um tempinho, posto mais.\u0026nbsp;\nValeu.\u0026nbsp;\n",
    "dateiso": "2003-09-15 17:10:00 -0300",
    "date": "5:10 p.m. on Sep 15, 2003",
    "permalink": "https://felipetavares.me/2003/09/15/notcias-musicais.html",
    "timelinelink": "https://micro.blog/conversation.js?format=jsonfeed\u0026url=https%3A%2F%2Ffelipetavares.me%2F2003%2F09%2F15%2Fnotcias-musicais.html"
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