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Procrastinação e como falho miseravelmente nos hacks mentais

Lendo essa postagem recente de Federico Viticci, do Macstories, me lembrei de como não consigo fazer esses hacks mentais. No post ele fala que a demanda de trabalho que tem parece grande e intimidadora, mas que após concluída a recompensa será os jogos de videogame que o esperam, Starfield e a DLC de Pokémon.

Já tentei diversas vezes implementar essa estratégia de autorecompensa para ver se encaro mais objetivamente as demandas de trabalho diante das quais procrastino (incluindo aí me permitir separar na agenda momentos para compor sem sentimento de culpa) mas costumo antecipar o desfrute dos regalos a mim mesmo prometidos sem que a obrigação laboral tenha sido concluída.

Essa inclusive foi uma pauta frequente que debati com a minha ex-terapeuta, quando a mesma sugeria essa abordagem para lidar como a minha falta de foco resultado, provavelmente, de uma TDAH ainda não diagnosticada.

Reflito sobre isso nesse momento porque tenho lidado com uma situação semelhante. Preciso encarar duas demandas de trabalho que exigem uma dedicação maior, com etapas de pesquisa e estruturação de apresentações, mas a procastinação está forte como nunca. E as recompensas que eu tinha estabelecido para mim eram bem próximas das de Federico, incluindo o próprio Starfield e outros jogos. O que eu fiz? Assinei novamente o Gamepass para ter acesso aos videogames antes de ter concluído a minha demanda laboral. Entretanto, como geralmente acontece, o resultado é algo como uma paralisia que não me permite fazer nenhuma das coisas.

Como o prazo para uma das demandas se encerra na sexta desta semana, a saída que estou pensando é mesclar intervalos menores de recompensa, como a Técnica Pomodoro e, ao fim poder realmente escolher um jogo para explorar.

De volta à Florença renascentista

Imagem de divulgação do jogo Assassins Creed II (Ubisoft)

No último domingo voltei a jogar Assassin’s Creed II. Eu havia comprado uma cópia digital do jogo pouco depois de pegar o meu Xbox One, em 2016.

Antes de recomeçar o game da Ubisoft, procurei as estatísticas da primeira tentativa e vi que eu já tinha pouco mais de 7 horas de gameplay. Mesmo assim, optei por começar do zero mais uma vez. Além de não lembrar dos comandos, já estava esquecido dos principais elementos da narrativa.

Na realidade, a motivação para voltar ao jogo veio após ouvir, num Braincast, as impressões de Carlos Merigo sobre o Assassin’s Creed Origins, e sobre como o debute de Ézio na franquia continuava convincente. Fiquei realmente bastante empolgado após recomeçar. Mesmo considerando que os gráficos parecem ter envelhecido muito rápido após cerca de 9 anos de lançamento e constatando que algumas mecânicas são bem repetitivas, a narrativa do jogo é muito cativante.

Acredito que desisti durante a primeira tentativa por ainda não estar tão acostumado aos controles analógicos de jogos em terceira pessoa. À época eu havia recém comprado meu Xbox One e quando tive o 360, joguei muito pouco. Dessa forma, faltava-me habilidade e segurança para encarar os controles dos videogames modernos. Esses dois anos de imersão nos game trouxeram-me mais segurança e destreza, de modo a ter bem mais facilidade para encarar desafios que o jogo propõe, nessa nova investida.

Também penso que a ansiedade para jogar o máximo de títulos possíveis num curto intervalo de tempo tenha me feito pular de um jogo para outro, me levando a abandonar vários gameplays iniciados. Penso que controlei melhor essa ansiedade. Tenho comprado menos jogos e aceitado olhar com mais atenção para a grande biblioteca que acumulo no console da Microsoft. Inclusive outros títulos da série da Ubi: Assassin’s Creed III e Brotherhood.

Tenho constatado que os jogos em terceira pessoa costumam me cativar mais. Desde que voltei a ter uma rotina gamer, a partir do segundo semestre de 2016, os games que têm me dado vontade de continuar e me prendido pela imersão, têm essa premissa.: Watch Dogs, GTA V, Zelda Breath of The Wild e o próprio ACII.

Cheguei a tentar jogar novamente Fallout 4, mas a experiência em primeira pessoa não tem me atraído tanto.

Livros lidos em 2017

Com um Xbox One e um Nintendo Switch em casa, em 2017 a leitura comeu poeira para os videogames. Mas, para manter a tradição por aqui, segue a relação de livros lidos ao longo do ano.

Rita Lee: uma autobiografia
Rita Lee

Escrevi um pouco sobre a autobiografia de Rita Lee, aqui.

* * *

Desde 2016 venho listando as minhas leituras anuais. Veja que livros foram lidos por aqui em anos anteriores: 2016.

Todos esses compilados anuais estão reunidos aqui.

Pendências resolvidas

Do ano passado para cá venho numa jornada quase arqueológica revisitando e jogando pela primeira vez alguns jogos das gerações de 8 e 16 bits que eu nunca havia terminado.
Super Mario Bros (1985) do Nintendinho devidamente zerado.

Continuo jogando os lançamentos do Xbox One e outros jogos mais modernos, mas a Nintendo conseguia (e ainda consegue) criar experiências ideais para a minha rotina de gamer-pai-músico-professor. Recompensas em intervalos de tempo mais curtos e mecânicas simples, mas desafiadoras.

Muito massa ter chegado ao fim de um clássico que não joguei na “época certa” dado a minha infância seguista.
A estreia do bigodudo nos 8-bits da Big N envelheceu muito bem.