Ultimamente, conversando com alguns conhecidos e amigos médicos, pessoalmente ou aqui no Facebook, é fácil perceber uma guinada à direita, de pessoas que não costumavam se expressar em termos de política. Tentando não ser generalizador, é difícil outra interpretação para isso que não seja pensar num corporativismo egoísta e cego depois do programa Mais Médicos. A simpatia de muitos por Lula e Dilma, ou simplesmente a neutralidade foram embora quando os profissionais da medicina se sentiram ameaçados no momento em que o governo federal tentou democratizar o acesso a serviços básicos de saúde para pessoas que não eram contempladas.
Obviamente não estou questionando o direcionamento político ninguém, ou defendendo que quem critique o governo federal esteja errado. Longe disso. Mas esse tipo de posicionamento, nas circunstâncias descritas, me soam oportunistas e descabidos.