
Público chegando ao Frasqueirão. Dia de ABC X América.
Comecei a frequentar estádios assiduamente no fim dos anos 1980. De acordo com uma rápida conta que fiz, devo ter assistido mais de 50 clássicos.
Pra cima delas, Mais Querido!

Público chegando ao Frasqueirão. Dia de ABC X América.
Comecei a frequentar estádios assiduamente no fim dos anos 1980. De acordo com uma rápida conta que fiz, devo ter assistido mais de 50 clássicos.
Pra cima delas, Mais Querido!
Torcida do Liverpool cantando Beatles em Anfield Road, em 1964. Reportagem histórica da BBC.
Pude assistir ao 1º jogo do Peñarol no ano, janeiro, em Colônia de Sacramento. A peleja contra o Velez tá imoral de emocionante!
De cama em casa com a virose que não poupa ninguém. Pra compensar, vou ver a Champions League.
Um dos grandes problemas com o qual sempre tive que lidar para manter os meus blogs é o fato de eu ter uma dificuldade enorme de síntese. Não me contento em escrever poucas linhas sobre determinado assunto, sabendo que poderia ir além não fossem as circunstâncias de sempre, tais quais falta de tempo e preguiça. Na maioria das vezes ocorre de eu abandonar projetos de posts pela metade. Portanto, sempre que me aparecerem fatos que mereçam destaque aqui no blog, mas não necessitem de um texto muito extenso, estarei me valendo do velho artifício das notinhas. Aí vão as primeiras. Espero que funcione.
Há um bom tempo venho refletindo sobre a atuação dos políticos com cargos majoritários no nosso estado. Uma conclusão a que cheguei sem muito esforço é a inexpressão do nosso atual prefeito. Quem acompanhou a última campanha, deve ter percebido que a sua eleição só foi possível graças à habilidade da governadora Wilma de Faria de criar alianças fortes.
De fato, Dona Wilma não perde uma eleição – seja concorrendo ao pleito ou apoiando alguém – desde que saiu vencedora das eleições de 1988, assumindo a prefeitura de Natal. De lá para cá, elegeu prefeito Aldo Tinoco em 1992. Foi eleita prefeita pela segunda vez em 1996 e reeleita em 2000. Em 2002 renunciou ao cargo em nome do vice, Carlos Eduardo, para se candidatar e eleger governadora. Finalmente, nas eleições de 2004, apoiou e foi a maior responsável pela reeleição de Carlos Eduardo Alves à prefeitura da cidade.
Seguindo uma das premissas básicas da política, tem uma máquina de propaganda eficiente coordenada pelo competente marketeiro Alexandre Macedo. Entretanto, parece não ter passado tais conhecimentos para o atual prefeito. O que menos se vê na gestão de Carlos Eduardo são propagandas dos seus feitos. Não se sabe, porém, se a explicação está na ineficiência da sua assessoria de imprensa, ou na insuficiência de ações que mereçam repercussão na mídia.
O fato é que com toda a sua apatia e timidez, o atual prefeito segue governando meio que à surdina, na sombra da governadora. Não deve ser raro que uns muitos natalenses mais desavisados não saibam nem o seu nome. O cara consegue ser tão inexpressivo que não serve nem para se falar mal. É fato que a vice-prefeita, Micarla de Souza, consegue ter mais notoriedade do que ele. Se bem que, em pouco tempo, é bem provável que tal visibilidade possa se dar de maneira independente, visto que a relação entre os dois não está lá tão boa.
O prefeito aparece tão pouco que nem a oposição – atualmente configurada nos seus desafetos políticos de família (isso mesmo! A sua trajetória política é tão peculiar que ele tem a própria família, os Alves, como adversários políticos) e na pessoa de Luiz Almir – tem matéria-prima para se opor à gestão da atual prefeitura.
Meio que atestando o que foi escrito até aqui (e esse exemplo vai além da opção de torcedor deste com vos escreve), Carlos Eduardo Alves, ao contrário da governadora Wilma de Faria, do presidente da Câmara dos Deputados – Robinson Farias e de muitas outras autoridades, não esteve presente na inauguração do Frasqueirão, estádio do ABC Futebol Clube. Em seu lugar, Rogério Marinho, presidente da Câmara dos Vereadores, foi enviado como representante.
Que a torcida do ABC é grande, todos sabemos. Mas, é preciso mais que patrocinar iluminação de estádio e encontrar com as câmeras de vez em quando, para se firmar na política.
Se o prefeito pretende concorrer às eleições de 2006, que trate, urgentemente, de rever a propaganda da sua gestão, ou, quem sabe, reformar o Machadão.
Há um tempo, quando eu devia ter uns 15 anos e ainda sonhava em ser jogador profissional de futebol, tive a chance que esperava para chegar ao estrelato.
Não importava se até então eu havia reprovado em todos os exames para a equipe de futebol do colégio, ou se eu era reserva do time de futsal da minha rua, mesmo levando em consideração que o meu pai era o técnico. Eu estava decidido participar do “peneirão” do Vitória da Bahia, naquela manhã de domingo.
Se não me falha a memória, fiquei sabendo da notícia através do globo esporte do sábado anterior. Corri e pedi o aval do meu pai para tal empreitada.
No dia anterior, mal consegui dormir. Passei a noite pensando como seria a minha nova vida em Salvador. Já tinha até traçado o meu caminho: após passar no peneirão do vitória, ficaria naquela equipe por mais 3 anos; aos 18 seria contratado pelo Corinthians, e dois anos depois pelo Vasco; aos 20 anos, começaria a receber propostas dos maiores clubes da Europa, mas só aceitaria a milionária que o Real Madrid faria; participaria da copa de 2002, sendo eleito o melhor jogador e no ano seguinte abandonaria o futebol para trabalhar como garoto propaganda das maiores marcas do planeta.
A reação da minha mãe, ao receber a notícia que eu participaria do teste, foi bem interessante. Não esperou muito e foi falar com o meu pai:
- Luis, não deixe esse menino ir fazer esse teste. Imagina se ele passa e vai ter que morar fora. Ele não vai se acostumar, eu não vou me acostumar...
- Calma, mulher. Não se preocupe! Eu assino embaixo. Não é dessa vez que ele vai morar fora de casa.
De fato, as expectativas do meu pai se confirmaram. Já no “peneirão”, joguei exatos 10 minutos, pois assim com eu, cerca de 100 garotos foram ao campo de futebol da UFRN com o estrelato como objetivo.
Voltei para casa cabisbaixo, mas já possuía um violão para o meu consolo.
Hoje em dia ataco como peladeiro profissional, apesar de não agüentar jogar mais que 30 minutos seguidos.