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Putas novas

Depois de um recesso para definir o meu futuro acadêmico, o Cabaret está reabrindo.

Antes de mostrar as novas putas e postar as idéias e percepções recentes, aí vai um upload do cafetão.

História

Estava nos meus planos concluir o curso ainda em 2005, mas deixei algumas leituras para muito perto do prazo final e a minha monografia não ficaria do jeito que eu quero. Assim, somente no meio de 2006 estarei entregando o meu trabalho de conclusão. A boa é que já me livrei das aulas. Só piso na UFRN para orientação, para pegar algum livro ou para conversar miolo de pote na cantina do setor II.

Não me recordo se já havia comentado em algum dos meus finados blogs sobre o fato de eu ter diminuído drasticamente a minha carga de leitura após entrar no curso de História, o que, à primeira vista, é meio estranho. Coincidência ou não, exatamente na iminência de receber o canudo e estar completamente desligado da universidade, estou bem empolgado com algumas leituras que tenho feito.

Música

Nos últimos meses tenho me envolvido muito com os meus projetos musicais.

O SeuZé está caminhando bem e a repercussão do primeiro CD está sendo muito bacana. Em breve começaremos a divulgação em massa fora do Rio Grande do Norte. Estamos trabalhando em canções novas que estarão nos shows em breve. Só voltaremos ao palco em 2006. Confira a agenda em www.seuze.net.

Há uns três meses, voltei para a Experiência Ápyus, banda da qual havia me desligado por compromissos – não honrados – com a UFRN. De lá para cá fizemos poucas apresentações, já que estamos mais concentrados e empolgados com a gravação do segundo trabalho. O projeto é bem ousado para uma banda independente. Estamos gravando um disco duplo e fazendo um vídeo release a partir de imagens capturadas nas sessões de gravação.

Também estou ensaiando com um projeto que em breve estará tocando blues de diversos períodos e artistas nos pubs de Natal. A banda é composta por músicos que são conhecidos pelos seus trabalhos com outras bandas. Segue a formação: Glay Anderson (Moby Dick) no vocal, Felipe Rebouças (Os Grogs) na guitarra, Cleo Lima (Revolver) na guitarra e voz, Lipe Tavares (SeuZé/Experiência Ápyus) no baixo e voz e Roosevelt (Boca de Sino) na bateria. O lançamento do projeto será na primeira metade de janeiro de 2006, no Budda Pub.

O Cabaret de Luxo não tem promoções de fim de ano, mas as putas são novas e o serviço está de volta. Aumente o volume do tango, tire a roupa e volte sempre.

Mais ouvidas em 2004

RETROSPECTIVA MUSICAL 2004

Vamos tentar resumir o que as minhas orelhas possantes melhor captaram nesse ano que se encerra.

Top 10 álbuns (CD’s e LP’s).

The Beatles (White Album) – The Beatles. (LP) Durante muito tempo o famoso disco branco dos Beatles foi literalmente branco para mim. O vinil está na minha casa desde os anos 80, mas só em 2004 fui descobrir o seu real valor. Pelo fato de ser um disco duplo, a cada dia me apaixono por uma música nova. Hoje não parei de ouvir Rocky Racoon. Acho que todo ser vivo deveria ter esse álbum em sua discografia básica. 

The Queen is Dead – The Smiths. (MP3)

Não lembro de ter ouvido a banda antes desse ano. Meu primeiro contato com o The Smiths se deu numa festa no setor II da UFRN, a festa da vitrola. Entre vinis de Chico Buarque, Beatles e Geraldo Vandré, os da banda inglesa me chamaram a atenção. Baixei todo o álbum The Queen is Dead pela internet e me identifiquei muito com o som do grupo. Hoje em dia, no release do SeuZé, cito o som do The Smiths como uma das minhas influências. 

Madredeus – Antologia. (CD)

Conheci Madredeus há uns 5 anos, meio que por acaso. Fui deixar um tio no aeroporto e quando voltava no carro dele, encontrei o CD Antologia no meio de uma pilha de tantos outros. Pouco depois consegui achar para vender em uma loja, hoje extinta, no Natal Shopping. Somente nesse ano que se encerra pude entender melhor a música dessa execelente banda portuguesa liderada pela linda Teresa Salgueiro. A mistura de fado com arranjos de música clássica é muito linda. Sugiro as canções O Tejo e Haja o que Houver

Tropicália ou Panis et Circencis. (LP) Sem dúvidas um dos discos mais importantes da minha vida. Acho que nunca estive tão “preparado” para ouvir um álbum como foi com o manifesto do Tropicalismo. Antes de iniciar a audição, li biografias dos principais integrantes, além de um ótimo livro sobre o movimento. Quando ouvi as primeiras canções, sabia os porquês de ela estarem ali. Costumo dizer que esse vinil teve um dos melhores “Lado A” da história da música. As 6 músicas são simplesmente fenomenais. Pude comprovar também a genialidade dos arranjos de Rogério Duprat, o maestro que arranjava as músicas da maioria dos tropicalistas, sobretudo os Mutantes. Sinto-me obrigado a indicar o disco inteiro ao invés de uma ou duas canções. 

Secos & Molhados – 73/74 – Série Dois Momentos. (CD) Este CD que ganhei do meu amigo Hommer está entre os melhores presentes que recebi no ano. Os dois primeiros álbuns dos Secos & Molhados estão compilados em um único disco. O áudio foi remixado e remasterizado por Charles Gavin, dos Titãs. Inclusive outros discos clássicos como os primeiros do Barão Vermelho, podem ser encontrados nessa coleção. Além de um som bem inteligível o trabalho gráfico também compensa a aquisição. A arte dos encartes originais foi rediagramada para o CD. 

Hail to the Thief – Radiohead. (CD) Radiohead está sem dúvidas naquela seleta lista de bandas que eu faço questão de comprar tudo que vir, se estiver com grana na hora. Antes de pegar o disco eu já havia lido algumas resenhas. Quando finalmente comprei, pude constatar que estava diante de mais uma obra de arte da trupe do sir Tom York. O abuso de experimentalismo dos anteriores Kid A e Amnesiac parece mais contido. A presença de guitarras, apesar de não remeter ao Pablo Honey e ao The Bends, está mais evidente. Destaco as canções Sail to the MoonI WillThere There e Sit Down, Stand Up

Room of Fire – The Strokes. (CD) Apesar de não ser tão bom quanto o disco de estréia Is This ItRoom of Fire é trabalho acima da média e fez a banda nova-iorquina passar no teste do segundo disco. Cada vez que ouço The Strokes me surpreendo com a qualidade dos arranjos do guitarrista Nick Valensi. Indico as canções Reptilia e The End Has no End

Quem Viver Chorará – Fagner. (LP) Para quem pensa que Fagner sempre foi limitado a músicas piegas com temáticas que não iam além de dor de cotovelo, está muito enganado. O cearense tem um trabalho conceitual e músicas extremamente originais. Os arranjos de cordas desse disco, assinados pelo próprio Fagner e pelo guitarrista Robertinho de Recife, são excelentes. Os discos dos músicos nordestinos que foram produzidos até o começo dos anos 80 são todos muito bem arranjados e esse álbum é uma prova disso. Para se iniciar na parte mais desconhecida do trabalho de Fagner, sugiro: Revelação (apesar de ser composição de Clodo e Clésio) e Conflito

Saltimbancos Trapalhões (trilha sonora do filme) – Chico Buarque, Sérgio Bardotti e L. Enquiquez Bacalov. (LP) Essa obra-prima foi adquirida por mim meio que sem querer. Em algum dia do 1º semestre desse ano, saí ao Centro e ao Alecrim destinado a comprar alguns vinis. Eu tinha saído de casa alertado sobre um bom sebo que existia no bairro da feira da 9. Parecia que todas as pessoas que tentavam me explicar onde ficava o tal sebo, acabavam por me levar para mais longe. Parei numa banca para tomar uma água quando percebi que apesar de não ser o lugar que eu procurava, ali era um sebo de vinis. A primeira visão que tive foi a capa desse LP. Comprei só por curiosidade e acertei em cheio. Até então, eu nunca havia parado para observar a qualidade das canções infantis, bem como dos seus arranjos. Destaco as canções Meu Caro Barão e Todos Juntos. Só para constar, Chico Buarque assina as composições e canta grande parte delas.

Collection – Nat King Cole. (CD) Esse foi o último a entrar nessa lista. Esse CD está em minha casa há cerca de 8 anos e sempre passou despercebido. Há algumas semanas, quando então eu me encontrava em atividade furtiva no quarto dos meus pais, entre outros, achei esse ótimo trabalho. Nesse álbum, Cole interpreta 30 canções em espanhol. Pela natureza dos arranjos e letras, parecem que as composições são em sua maioria mexicanas. É engraçado atentar para o sotaque carregado do cara, um espanhol cantado com forte pitada de inglês do sul dos EUA. Mas não é o bastante para abonar o produto final.

2004: O ANO MAIS MUSICAL DA MINHA VIDA

No final de 2003, quando finalmente pude fazer um balanço anual por meio de auto-reflexão e em seguida comecei a traçar meus planos e principais objetivos para 2004, decidi que iria tentar me esforçar para me dedicar à universidade e conter um pouco os meus impulsos musicais. Pobre ilusão. Com o calendário maluco da UFRN, até fevereiro desse ano eu ainda estava tendo aulas. Intencionalmente, mas sem muitas dificuldades, comecei a fugir do proposto anteriormente. 

Por outro lado, também sem que eu deliberasse nada, aos poucos a música foi roubando a cena e se tornando a minha maior prioridade. Nesse ano que está se encerrando eu finalmente consegui aceitar a música como o meu meio de vida, como a única atividade que eu consigo fazer sem reclamar e sem enrolar. Dois mil e quatro vai ficar marcado para sempre por ter sido o ano em que decidi que irei viver da minha música, seja como for. Nesse ano que está se acabando eu me iniciei em novos projetos e experiências interessantes. Vou tentar listar as principais: 

Seu Zé Batalhamos bastante para que a banda se consolidasse como uma das mais ativas e comentadas do estado. O ritmo de apresentações foi muito bom. Tivemos ótimas experiências em estúdio com a gravação do nosso primeiro álbum. E talvez o mais importante tenha sido o fato de eu ter me desenvolvido muito como compositor. Definitivamente esse foi o ano que mais compus, com qualidade. 

Experiência Ápyus Quando vi no blog de Marlos um anúncio de procura por músicos para acompanhá-lo em sua banda, respondi prontamente. Já conhecia o trabalho do cara desde o Brigitte Beréu e sabia que fazer parte dessa banda seria importantíssimo para o meu enriquecimento musical. De fato foi o que aconteceu. A mistura de ritmos que a banda propõe exige de nós músicos uma musicalidade considerável, além de termos que estar ouvindo coisas de estilos extremamente distintos. 

Trilhas Uma coisa que eu queria já ter feito há muito tempo mas não tivera oportunidade antes: compor trilhas para teatro ou curtas-metragens. Quando recebi o convite, aceitei de primeira, mesmo sem saber se conseguiria dar conta. Paulo, diretor do curta em questão me encomendou uma canção que de alguma maneira evidenciasse sentimentos de tristeza e melancolia. Compus a música Vila Solidão. Se você quiser ouvi-la mande-me um e-mail que envio. 

Free-lance Foi nesse ano também que iniciei meus trabalhos como músico free-lancer. Dentre as experiências as que mais me tocaram, cito um Tributo a Jackson do Pandeiro e um projeto de blues intitulado Babylon Blues.

Espero que em 2005 esse meu contato com a música se estreite mais ainda e que eu consiga sempre mais espaço e reconhecimento em meus projetos. Pelo menos lutarei por isso. 

Boas festas.

Constatações dos últimos dias

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tanley Kubrick foi mesmo um diretor diferenciado, para não dizer o melhor.</strong

No início desse ano decidi assistir filmes com uma metodologia. Procurei fazer, no meu lidar com o cinema, o mesmo que costumo fazer ao ouvir música. 
Quando cedi definitivamente aos benefícios da música digital e à possibilidade de conseguir discografias completas do mesmo artista sem desembolsar um vintém para tal, criei o hábito de só fazer o download de uma música se puder também baixar o restante do disco. Assim consigo situar a canção num contexto e não ouço de uma maneira alheia à idéia que os artistas se propõem a passar com os álbuns. Pelo menos penso que é assim. 
Por analogia, decidi que faria o mesmo com o cinema. Não assistiria só um filme, mas toda a filmografia dos diretores que mais me chamam a atenção. Foi assim que pude constatar de maneira prática a genialidade de Stanley Kubrick. Não é papo de fã incondicional. Todos os seus filmes são acima da média mesmo estando longe de serem conceituais. Não é nada fácil situar qualquer de suas obras em um único gênero. “O Iluminado” é somente um suspense? “2001, Uma Odisséia no Espaço” e “Inteligência Artificial” são somente filmes de ficção? 
Há duas semanas atrás consegui finalmente assistir a “Barry Lindon”. Era o que faltava para eu acreditar de uma vez por todas que Kubrick foi o diretor com o maior número de filmes excepcionais. 
Antes de começar a ver a filmografia completa de outro diretor (Quentin Tarantino ou Francis Ford Coppola), vou rever todos os filmes de Kubrick, agora em ordem de produção. 

Ter um home studio está entre os meus objetivos para o próximo ano.

A possibilidade de registrar as minhas canções na minha própria casa com uma qualidade apresentável sempre me seduziu. Desde que percebi que podia gravar o som do meu violão desafinado através do microfone do PC, me aventuro por essas praias. 
Entretanto, os limites que o meu computador impõe não me permitem ir muito longe. Ora, uma máquina com 64 MB de memória RAM, processador de 500 MHz e HD de 20 GB pedindo arrego, em dezembro de 2004, é uma vergonha tecnológica. 
Anteontem fui à casa de Marlos Ápyus para gravar o baixo da pré-produção do 2° disco da Experiência Ápyus. Foi mesmo uma experiência interessante. Em pouco mais de uma hora e meia, sem muita burocracia, concluímos o trabalho. O resultado está disponível para download em: [www.apyus.com/demo](http://www.apyus.com/demo). Saí de lá satisfeitíssimo e com muita vontade de ter um bom PC com uma placar de som legal. Se eu continuar no estágio ou com alguma fonte de renda fixa, no próximo ano pretendo fazer um upgrade no meu computador. 

The Beatles é realmente a maior banda de todos os tempos.

Acho que toda pessoa, em algum momento da sua vida morre de paixão pelos Beatles. Seja uma canção, um disco ou apenas os lindos rostos do “fab four” no início de carreira. 
Desde o ano passado, quando redescobri os vinis, estou tendo um maior contato com a música da banda. Tenho ouvido exaustivamente todos os álbuns e constatei que o impressionante é a quantidade de músicas excepcionais por álbum. No momento estou apaixonado pelo disco branco. Conhecido pelo público geral como “White Álbum”, na verdade o disco se chama “The Beatles”. Motivo: o conflito de ego entre os integrantes chegou a um ponto que não houve consenso nem para o nome nem para a arte da capa do álbum. O produtor foi categórico. Decidiu que o álbum se chamaria “The Beatles” e teria a capa completamente branca. Inclusive o caráter duplo do disco também foi resultante do conflito de ego entre os caras. Todos queriam que as suas canções entrassem no setlist. A solução foi gravar um duplo.