Montagem automática gerada pelo Letterboxd com os pôsteres de todos os filmes que assisti em 2025
Em 2016 passei a registrar os filmes que assisto. Foi quando comecei a utilizar o Letterboxd, uma rede social/plataforma voltada para cinema. Além do fator social, de poder acompanhar o que as pessoas que você segue têm assistido e que impressões têm postado, o Letterboxd tem um sistema de estatísticas fantástico que gera dados a partir das películas que você registra por lá.
2025 foi um ano em que vi pouquíssimos filmes. O meu year in review de 2025 marca 26. Menos de uma película a cada duas semanas.
Seguem abaixo algumas estatísticas geradas pelo Letterboxd para os filmes que assisti ao longo do ano.
Resumo 2025
Distribuição anual e semanal de filmes assistidos
Primeiro e último filmes assistidos em 2025
Filmes assistidos por país
Gêneros, países e idiomas
Diretores mais assistidos em 2025
Atores e artrizes mais assistidos em 2025
Desde 2016 venho reunindo aqui no blog as estatísticas que o Letterboxd gera a cada ano. Veja como foi nos anos anteriores: 2024, 2023, 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016.
Todos esses compilados anuais estão reunidos aqui.
Desde 2016 venho listando as minhas leituras anuais. Veja que livros foram lidos por aqui em anos anteriores: 2024, 2023, 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016.
Todos esses compilados anuais estão reunidos aqui.
Mais um ano em que continei girando em torno dos mesmos discos e artistas. O destaque foi o Pique, de Dora Morelembaun, que junto das escolhas de Nina, monopolizou o som do carro nos trajetos da família, no dia a dia. Também voltei bastante ao The Best of Chet Baker Sings e ao Another One, de Mac DeMarco. Entre as descobertas do ano está Dr. Dog, cujo Shame, Shame esteve no repeat por algum tempo.
Segue o já tradicional resumo do que ouvi no ano passado:
Colagem com a capa dos 100 discos mais ouvidos em 2025
Desde 2016 venho listando aqui no blog as minhas estatísticas de músicas e discos ouvidos. Os anos anteriores ficaram assim: 2024, 2023, 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016
Poder ter pego um Nintendo Switch 2 no lançamento num preço acessível. Como tem sido legal jogar o Mario Kart World.
Conhecer a cidade do Porto em família e contando com a curadoria de luxo de Rosinha.
Ter inserido Sevilha na viagem de família. A despeito do calor frequente de mais de 40º, a cidade foi uma grata surpresa. Espero poder voltar no futuro em outra época do ano.
Tomar o ônibus errado na mesma Sevilha, aceitar sem maiores frustrações e ganhar um city tour inesperado que nos levou a lugares que não chegaríamos de outra forma, como às imediações do Estádio Benito Villamarín, do Bétis.
Estar na capital da Andaluzia no dia de Corpus Christi e ter testemunhado a imponência das procissões, bem como o seu impacto no cotidiano da cidade.
O mesmo vale para Sintra e o Palácio Nacional da Pena, que foram recomendados por diversos amigos que estiveram antes em terras lusitanas. Sem dúvidas, um dos pontos altos desta viagem.
Ainda em Lisboa, ter reservado uma tarde para visitar o Museu Bansky. Os adultos e Nina saímos impactados do equipamento.
Ter exagerado no consumo de pastel de belém nesses dias lisboetas. O sabor é incomparável ao dos que temos acesso em Natal.
Ter conseguido conciliar os horários de todos os envolvidos e poder encontrar com João e Sílvio, amigos da pelada, que estão em Portugal já há alguns anos. Ótima noite.
Após muito tempo, ter conseguido me encontrar com amigos da época do Colégio Salesiano. Dessa vez, Sérgio e Adriano. Acredito que não estive com os dois juntos pessoalmente desde os anos 1990.
Mais uma vez fazer o Especial Beatles com a Banda Café. Dias de ansiedade inofensiva.
Voltar mais rápido do que imaginava ao futebol semanal que jogo toda segunda-feira. Vim convivendo com dores nos joelhos desde o início do segundo semestre do ano. O diagnóstico: condromalácia patelar.
O Pilates, que comecei em setembro, certamente teve um papel importante na recuperação.
Ter descoberto, após um ano e meio de investigação, que as dores abdominais que eu vinha sentindo não eram nada além de disbiose e intestino irritável.
Assistir Agente Secreto no cinema, com Márcia. Junto de Alejandro Zambra, Murakami, Jorge Drexler e Sally Rooney, Kléber Mendonça é um artista que tem me feito ansiar por novos lançamentos seus.
Fim de semana em João Pessoa com a família. Muito bom ter ido com Márcia, Nina, pais e irmãs prestigiar Malu, a ginasta da família, que participou de uma competição no Ronaldão.
Fazer mais uma vez o show de fim de ano do SeuZé na Cervejaria Resistência. Já está virando uma tradição.
Felipe Tavares
Kave Casa Café ☕
Felipe Tavares
Muitas pessoas hoje em dia vivem numa série de ambientes internos - o lar, o carro, a academia, o escritório, lojas - e divorciados uns dos outros. A pé tudo permanece conectado, pois, andando-se, os espaços entre esses ambientes internos são ocupados da mesma maneira que eles mesmos. Vive-se no mundo inteiro, e não nos ambientes internos erigidos para deixar-lo de fora.
E Sergio Pitol, de quem extraí a citação de Faulkner (a cultura é o palimpsesto e todos escrevemos sobre o que os outros já escreveram), acrescenta: Um romancista é um homem que ouve vozes, coisa que o assemelha a um demente." (…) creio que na verdade essa imaginação desenfreada nos torna mais parecidos com as crianças que com os lunáticos. Acho que todos os seres humanos entram na existência sem saber distinguir direito entre o real e o que é sonhado; de fato, a vida infantil é em boa parte imaginária. O processo de socialização, o que chamamos de educar, ou amadurecer, ou crescer, consiste precisamente em podar as florescências fantasiosas, fechar as portas do delírio, amputar nossa capacidade de sonhar acordados; e ai de quem não souber selar essa fissura com o outro lado, porque provavelmente será considerado um pobre doido.
Pois bem, o romancista tem o privilégio de continuar sendo criança, de poder ser um doido, de manter contato com o informe.“O escritor é um ser que nunca chega a ficar adulto”, , diz Martin Amis em seu belo livro autobiográfico Experiência, e ele deve saber disso muito bem, porque tem todo o aspecto de um Peter Pan um tanto murcho que se nega teimosamente a envelhecer.
Após alguns meses de acompanhamento discreto do mercado de usados e de pesquisas sobre características e funcionalidades do portátil, dei o passo à frente após encontrar um que estava bem conservado e num preço atrativo.
Como normalmente acontece quando compro um novo gadget, estou no modo hiperfoco. Já não consigo mensurar quantos vídeos, textos e discussões no Reddit eu já consumi entre ontem e hoje.
A minha intenção com o Steam Deck é jogar muita coisa de PC que deixei passar ao longo desses anos, jogos de Playstation como Spiderman, Uncharted Lost Legacy, Last of Us 2, Days of Gone e God of War. Além de experimentar, num portátil, os jogos que tenho acesso como assinante do GamePass.
Ouvindo um episódio do Into The Aether, de setembro de 2022, em que Brendon Bigley e Stephen Hilger comentaram as suas primeiras impressões sobre o portátil da Valve, me senti representado quando Brendon afirmou que estava lutando contra a tentação de moddar imediatamente o novo console — o Steam Deck funciona muito bem como máquina de emulação, rodando desde jogos de consoles mais antigos como o Nintendo, Super Nintendo e Playstation, e até mais recentes como o Switch —, e que tinha feito uma promessa diante do espelho de, nas duas primeiras semanas, experimentar o SD exclusivamente com os jogos lançados oficialmente para ele.
Esse é um dilema que tenho enfrentado, pois sou adepto da ideia de que fazer jogos funcionarem via emulação é tão divertido quanto jogá-los. Nos últimos anos passei por processos semelhantes, seja montando uma máquina de emulação num Raspberry Pi ou desbloqueando consoles como o Wii U e o 3DS. Ver tudo funcionando após seguir tutoriais por algumas horas traz alguma injeção de dopamina momentânea.
Mas o fato é que quanto mais consoles e jogos tenho à disposição, mais o paradoxo da escolha me afeta e menos coisas jogo.
Enquanto tenho sérias dúvidas se resistirei à tentação de moddar o brinquedo novo, pretendo inaugurá-lo com Dave The Diver e The Stanley Parable: Ultra Deluxe, quie já estavam no meu radar há algum tempo.
Coincidência temática nos dois textos que apareceram agora no agregador de feeds RSS que uso.
Primeiro Manuel Moreale comentandouma postagem sobre uma das marcas de textos produzidos por IAs ser o uso exagerado de travessão e o receio da escritora de os seus textos serem confundidos como escritos por inteligência artificial.
No you can’t have them. Yes, we can still use em dashes. And no, I’m not going to stop using them because fucking chatgpt is abusing them. What if they tweak the instructions next week and tell it to use more full stops or commas? What are we gonna do then? Stop using those as well? Hell no. I’ll keep writing however I want, and if someone decides to stop reading what I write because they suspect it’s AI-generated because I use too many em dashes, or parentheses, or any other punctuation or word or whatever, well, good riddance. I’m not gonna miss you.
Na sequência, Marco Arment refletindo sobre a cor laranja do recém-anunciado novo modelo do iPhone Pro e a sua associação quase automática com Trump, a quem Tim Cook vem apoiando publicamente a exemplo de outros CEOs de big techs.
I’ve seen this theory floated a few times — but no.
With the timescale of iPhone-production planning, these colors were probably selected before the 2024 US presidential election.
Trump would hate any association with orange. That’s something his haters say, not him or his fans. (Gold or red would appeal to him more.)
Don’t let him own this color association! Orange was cool long before these assholes were alive, and it’ll be cool long after they’re dead.
Felipe Tavares
De ontem. Show de 20 anos da Banda Café. Noite memorável.
Felipe Tavares
Extasiado após visitar a Casa dos Bicos (Fundação José Saramago).
Felipe Tavares
Desde que chegamos a Sevilha e vimos o Sevici, eu e Márcia estávamos na espera de uma chance de explorar a cidade em bicicletas. Hoje conseguimos. Saímos de Macarena, bairro onde estamos hospedados, e fomos até Triana, no outro lado do Rio Guadalquivir.
Escrevo do Porto, em Portugal. Cheguei na tarde de hoje para uma viagem em família de duas semanas entre esta cidade, Lisboa e Sevilha.
Não me orgulho do que vou admitir agora: a primeira coisa que fizemos na cidade após o checkin em nossa hospedagem foi uma ida a um shopping, mais especificamente o Alameda.
O motivo desse impulso consumista é que, sabendo previamente da viagem, comprei um Nintendo Switch 2 na pré-venda da FNAC Portugal. Esta compra antecipada tem como particularidade o prazo de 30 dias para a retirada da encomenda. Após isso o produto volta para o estoque e é feito o ressarcimento. E era justamente hoje que esse prazo se encerraria. Sendo essa uma compra que eu faria de toda forma no Brasil, corri para não perder a isenção de impostos e o preço consideravelmente menor praticado deste lado do Atlântico.
Uma grata supresa desse deslocamento foi descobrir que o Estádio do Dragão, do Porto FC, se localiza na mesma avenida em que o shopping está. Quando em viagem, costumo me interessar por assistir alguma partida das equipes locais, conhecer estádios e outros espaços alusivos ao futebol. Com os times do ludopédio português em pré-temporada, poder ver o estádio, ainda que do lado de fora, já teve algum valor para mim. Desde que passamos a ter TV à cabo na casa dos meus pais, no fim dos anos 1990, fui público assíduo da exibição de campeonatos europeus como a Champions League, que eventualmente teve partidas acontecendo no estádio que vi hoje. Os pontos de vista que vêm das transmissões de TV de jogos realizados nessa cancha me deram a impressão de que ele ficava mais afastado da aglomeração urbana. Foi revelador perceber o quão imbricado na cidade o estádio está.
Na realidade o motivo desse texto é uma queixa no estilo white people problem.
Na tentativa de configurar o videogame, me dei conta de como esse processo parece desnecessariamente complicado, sobretudo para quem já tinha o primeiro Switch, o meu caso.
Para que eu tenha acesso à minha biblioteca de jogos digitais sem correr o risco de perder saves e outras configurações, seria necessário estar com o console antigo. Algo inadmissível em tempos de saves na nuvem e considerando como outras empresas lidam com essas configurações. Quando configurei o meu Xbox Series S, em outubro de 2023, bastou que eu fizesse login na minha conta da Microsoft e todos os meus jogos, saves e configurações já estavam prontos.
Estou pensando em manter um diário de viagem ao longos desses dias aqui na Europa, nos moldes do que fiz durante a minha estada na Colômbia, no ano passado. Vamos ver como estará a disposição a cada dia.
Uma das coisas que me fazem falta diante da baixa frequência de apresentações do SeuZé é uma ansiedade controlada/sensação diferente que costumo sentir em dias de show, sobretudo em dias de sábado. A iminência do show traz uma percepção diferente sobre o dia. É um certo estado de suspensão/marasmo em que as coisas ao redor parecem mais leves e desimportantes, sendo meras coadjuvantes para o momento mais importante do dia, mais tarde, quando chega a hora de subir ao palco. Lembro de uma vez em que Anderson Foca se referiu aos dias de shows com as suas bandas como dias sagrados. Gosto dessa definição.
Escrevo sobre isso porque justamente hoje tenho experimentado essas sensações, mas com a Banda Café. Daqui a uma hora e meia faremos o nosso Especial Beatles, no Agaricus, em Petrópolis. Desde que acordei venho pensando sobre o show que faremos mais tarde e projetando como será a noite. Acolhendo e tentando entender esse sentimento, penso que uma definição possível seria a de ansiedade inofensiva.
Essas sensações não costumam vir nos dias de apresentações da Banda Café. Acredito que isso se explica pelo fato de termos nos apresentado semanalmente de maneira quase ininterrupta ao longo de 20 anos de carreira. Penso que essa recorrência de apresentações dá um caráter de ofício à música que fazemos. Aliado a isso, há também o fato de o tipo de apresentação que fazemos na maior parte das vezes se situar num limbo entre show e música ao vivo. Ainda que a apresentação de hoje vá acontecer num restaurante e tenhamos que tocar de uma forma que o público presente possa conversar enquanto tocamos, a participação da Banda Café foi divulgada mais como show. Também acho que pesa bastante o show ser o “Especial Beatles”, que fizemos poucas vezes como um momento específico, a despeito de termos várias músicas do quarteto mais famoso de Liverpool diluídas no repertório das nossas apresentações mais corriqueiras.