Viagem Colômbia 2024 - Dia 13


Museu do Ouro

Ontem foi o nosso primeiro dia completo aqui em Bogotá e eu, Nina e Márcia optamos por explorar o centro da cidade, com o objetivo principal de conhecer o Museu do Ouro.

O equipamento cultural está no mesmo nível dos grandes museus de metrópoles europeias e norteamericana, mas com um acervo muito particular já antecipado pelo próprio nome da instituição e constituído de milhares de exemplares de objetos oriundos da ourivesaria e metalurgia da América pré-hispânica - sobretudo colombiana e/ou andina.


Entorno do museu

Após algumas horas no museu, já perto do fim da tarde, resolvemos caminhar pelo entorno e acabamos chegando num quarteirão do Centro da cidade que abriga dezenas de livrarias e sebos, muitos dos quais especializados em conteúdo jurídico.


Museu de Arte Moderna de Bogotá

Seguimos andando a pés em direção ao apartamento onde estamos hospedados e acabamos chegando por acaso ao Parque de la Independência, que abriga o MAMBO, o Museu de Arte Moderna de Bogotá. Pelo avançar da hora, adicionamos adicionamos aquele equipamento cultural à lista de lugares a conhecer por aqui e tentaremos voltar nos próximos dias.

Primeiras impressões sobre o transporte em Bogotá

A despeito de a população da capital colombiana beirar os 8 milhões de habitantes, a cidade não dispõe de metrô. O transporte coletivo bogotano é baseado num amplo sistema de ônibus e BRTs e ontem tivemos a primeira experiência.

O apartamento onde estamos hospedados fica a cerca 200 m de uma estação de e usamos o sistema na ida e na volta do nosso deslocamento até o Centro. Pelo que deu para entender, as avenidas maiores funcionam como corredores para os BRTs. Outros ônibus de menor porte circulam por ruas menores. Todas as linhas e tempo de espera são acessíveis por um aplicativo específico da administração pública bem como através do Google Maps. Apesar disso foi um pouco complicado para nós descobrir sozinhos em que porta da estação cada ônibus parava, mas havia muitos funcionários com a informação na ponta da língua e muito solícitos.

Ainda sobre os BRTs, a área utilizada pelos veículos e aquela destinada às estações, deve ocupar pelo menos 3 faixas da via pública, o que denota o grau de prioridade que o sistema de transporte coletivo tem aqui em Bogotá. Lembro do burburinho que aconteceu em Natal quando, há uns 10 anos, começou a se implantar na cidade corredores exclusivos para ônibus em vias como a Salgado Filho, Prudente de Morais e Hermes da Fonseca.

Algumas estatísticas do dia:

  • Temperatura mínima: 10º
  • Temperatura máxima: 21º
  • Passos dados: 15809
  • Distância percorrida caminhando: 10,6 km

Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 12, dia 11, dia 10, dia 09, dia 08, dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.

Todos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.

Viagem Colômbia 2024 - Dia 12

Escrevo já de Bogotá. Ontem, nosso último dia em San Andrés, tínhamos apenas a manhã para aproveitar a ilha, visto que o vôo que nos traria à capital colombiana sairia às 17h30.

Por já estarmos familiarizados com os tempos de deslocamento entre o albergue e a Praia Spratt Bigth, acabamos aproveitando os nossos últimos momentos no Caribe colombiano naquela praia próxima ao centro da ilha. Logo eu, que já escrevi uma canção meio autobiográfica sobre a minha falta de apreço por praias, vou sentir saudades dessa experiência nas praias de San Andrés. Tem sido realmente legal essa experiência de sentar protegido pela sombra de uns coqueiros, entrar no mar, beber uns drinques e continuar nesse movimento por algumas horas.

Anteontem à noite, quando eu e Nina saímos para comer no Centro de San Andrés, tínhamos como plano voltar de ônibus, mas como ficou um pouco tarde e a condução demorava para passar, acabamos retornando de táxi. Chegando ao hostel, o taxista não tinha troco. Combinamos de ele ficar com o todo o dinheiro na condição de nos levar para o aeroporto quando fóssemos deixar a ilha no dia seguinte. Fiz esse combinado já considerando que ele podia não honrar a palavra, mas com um atraso de apenas 5 minutos, ele veio nos buscar e chegamos com bastante tranquilidade e antecedência para seguir viagem.

O vôo que nos trouxe até Bogotá durou pouco mais de duas horas e comemoramos em silêncio quando o app do Uber indicava que o apartamento que ficaríamos hospedados estava a pouco mais de 20 minutos de carro do aeroporto. Nas duas primeiras pernas dessa viagem, em Belo Horizonte e Meddelin, precisamos passar cerca de 1h nos transportes entre os aeroportos e as hospedagens. Essas horas perdidas em deslocamentos são preciosas mesmo quando servem apenas como alguns momentos a mais para descanso.

Chegamos ao Airbnb perto das 21h e decidimos explorar a vizinhança. Além de uma estação de locação de bicicletas da Tembici, aqui pelas redondezas há alguns restaurantes, lanchonetes e um supermercado 24h bem grande e sortido. Hoje é dia de sair para explorar melhor o bairro em que estamos e o Centro de Bogotá, onde pretendemos visitar o Museu do Ouro.

Algumas estatísticas do dia

  • Temperatura mínima: 26º
  • Temperatura máxima: 32º
  • Passos dados: 7470
  • Distância percorrida caminhando: 5 km

Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 11, dia 10, dia 09, dia 08, dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.

Todos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.

Viagem Colômbia 2024 - Dia 11

Em um lugar relativamente pequeno como a Ilha de San Andrés, com uma quantidade bem limitada de lugares para visitar, passamos a reconhecer uma série de pessoas que tínhamos visto em dias anteriores, ainda que não tenhamos trocado uma palavra sequer. Ontem isso aconteceu bastante, quando finalmente conseguimos fazer o passeio de barco que levava a outras duas ilhas menores, Johnny Cay e Rose Cay.

As embarcações que fazem esse roteiro saem de um cais localizado no Centro da ilha principal e, no nosso caso, levava cerca de 20 passageiros. Não sei se pela maré cheia ou por pura iniciativa do capitão do barco, o deslocamento até Johnny Cay foi “com emoção”, tal qual a modalidade ofertada pelos bugueiros de Genipabu. Durante todo o deslocamento, mais uma vez fiquei impressionado com a cor da água. Não chegamos exatamente a estar em alto mar, cuja referência de cor - aquele azul marinho super escuro - eu passei a ter após participar, como observador, de uma atividade de pesquisa do Projetos Mamíferos Marinhos do Rio Grande do Norte, que monitora as baleias Jubarte no litoral potiguar. Entretanto a distância da terra firme já era suficiente para trazer à superfície os meus instintos mais medrosos.


*Praia na Ilha de Johnny Cay. No horizonte, à esquerda, se vê a Ilha de San Andrés.

Ao chegar a esse primeiro destino do dia, teríamos duas horas horas para explorar. Toda a areia dessa e da outra ilha para a qual iríamos mais tarde era coberta por pedras e partes soltas dos corais próximos, de maneira que se recomendava ir com algum calçado para diminuir as chances de cortes nos pés. Nina e Márcia usaram as Melissas que já tinham e eu precisei comprar um tênis com um solado de borracha, que provavelmente nunca mais voltarei a usar, mas que pelo menos custou pouco - algo em torno de uns R$ 30.

A dita praia principal, provavelmente por estar em maré alta, estava com águas bem agitadas, o que fez do banho uma brincadeira divertida com Nina. Impossível não pensar no imaginário sobre ilhas remotas e pequenas construído pela literatura e cinema desde pelo menos o Século XVIII, com Robinson Crusoe e passando pelo Naufrágo de Tom Hanks ou por Lagoa Azul, filme que marcou bastante a minha geração, seja pela premissa do roteiro ou pela presença magnética de Brooke Shields.

Tentamos explorar o restante de Johnny Cay, que deve ter cerca de 2 Km², com a maré alta uma parte da ilha estava inacessível pela praia.

Perto do horário de saída para a continuação do passeio, decidimos almoçar por lá. A minha impressão geral sobre a comida na Colômbia até agora, é que os pratos, sobretudo as carnes, são muito pouco temperados para o meu paladar e sensibilidade brasileiros. Com exceção dos ceviches, que pelos próprios ingredientes utilizados trata-se de um prato com muitos condimentos e sabores, os preparos baseados e pescados ou frango têm sido bem sem graça por aqui.

Continuamos no barco em direção ao Aquário Haynes Cay, que é mais ou menos como os parrachos do litoral do Rio Grande do Norte, e de onde se pode ir “caminhando” até a Ilha Rose Cay. O local serve principalmente à observação do bioma dos corais, peixes como arraias e enguias.

No intuito de fazer fotos e vídeos e, principalmente, para usar o pagamento com os cartões virtuais, já embarcamos pela manhã com uma daquelas capas plásticas protetoras que servem para usar telefones na água. A nossa deu conta do recado até essa última etapa do passeio, quando Márcia, empolgada ao ouvir que uma arraia nadava por perto de onde ela estava, mergulhou para observar o peixe. O movimento fez com que entrasse água na capa e, provavelmente pelos altofalantes, o telefone também tenha recebido líquido, o que fez a tela ficar manchada e a o funcinamento do touch ficar estranho. Por um momento fiquei preocupado, pois vinha usando o aparelho para mapas, como meio de pagamento e outras formas mais óbvias de comunicação, mas logo desencanei e me dediquei a aproveitar os últimos momentos do passeio.

Amanhã será o nosso último dia aqui em San Andrés. As 17h voaremos rumo a Bogotá.

Algumas estatísticas do dia

  • Temperatura mínima: 25º
  • Temperatura máxima: 31º
  • Passos dados: 12679
    • Distância percorrida caminhando: 7,8 km

Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 10, dia 09, dia 08, dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.

Todos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.

Viagem Colômbia 2024 - Dia 10

Ontem tínhamos como planos aqui em San Andres fazer um passeio até Johnny Cay, uma ilha menor que fica a cerca de 1,5 km da principal e aonde passaríamos o dia, mas com a maré alta, as idas de barco até lá estavam suspensas.

Acabamos antecipando uma programação que faríamos em outro dia e fomos conhecer o vilarejo de San Luis, que fica na parte leste da ilha e tem praias menos movimentadas que as do Centro.

Depois de anos veraneando em Tabatinga - durante a infância, na casa de tios; e desde 2007, na casa dos pais de Márcia - a praia do Litoral Sul potiguar é a minha régua quando preciso emitir opinão sobre outras. Coincidentemente, a praia em que passamos o dia ontem tem uma geografia que lembra bastante algumas enseadas de Tabatinga, mas com a cor do mar em diferentes tons de verde e azul, sobre a qual comentei ontem, e que é realmente uma coisa impressionante de se ver ao vivo.


Praia em San Luís, num dos vilarejos de San Andrés

Desde a nossa chegada no domingo à noite, a impressão que tenho é que ainda que seja um destino relativamente procurado por turistas estranjeiros, San Andrés é muito visitada por colombianos que vivem na parte continetal do país. Conversei com um senhor de Bogotá quando estive na praia Splat Bright e aqui no albergue há um grande movimento de famílias colombianas fazendo entrando e saindo desta hospedagem.

Saímos de San Luís por volta das 16h, no intuito de voltar ao hostel, trocar de roupa e irmos a outra parte da ilha para ver o por do sol. Mas já bem perto do albergue havia um cachorro enorme solto no meio da única rua de acesso, o que nos fez dar meia volta e após três tentativas de enfrentar a fera, reunimos coragem para seguir caminho, com o detalhe de que assim que passamos por ele, o perro entrou em casa. Desse modo, perdemos a hora de ir ao por do sol no lugar em que havíamos planejado e acabamos vendo na rua principal, perto de onde estamos.


Por do sol em Cabañas Altamar, bairro em que estamos hospedados em San Andrés

À noite decidimos, cansados de mais um dia com surra de praia, fizemos um macarrão no hostel e decidimos ficar por aqui mesmo.

Hoje, mais tarde, tentaremos fazer o passeio à ilha Jonny Cay, que ontem estava inacessível.

Algumas estatísticas do dias

  • Temperatura mínima: 26º
  • Temperatura máxima: 31º
  • Passos dados: 8659
  • Distância percorrida caminhando: 5,1 km

Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 09, dia 08, dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.

Todos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.

Viagem Colômbia 2024 - Dia 09

Ontem foi o nosso primeiro dia inteiro aqui em San Andrés. A ilha fica a menos de 200 km da Nicarágua, mas pertence à Colômbia, de quem está a quase 800 km distância. Em relação ao tamanho, tem praticamente as mesmas dimensões de Fernando de Noronha, com 27 km2.

Nosso plano era conhecer a praia principal, da qual estamos a uns 2,5 km de distância, e passar o dia por lá. A ilha tem ônibus e táxis como principais meios de transporte. Também se alugam uns quadriciclos que lembram carrinhos de golfe, mas achamos caros (cerca de R$ 250 por diária) e estamos nos deslocando basicamente a pés e de busão.

No geral, as paisagens da ilha têm sido bastante familiares, com alguns dos seus trechos lembrando bastante praias do Litoral Sul do Rio Grande do Norte como Búzios.

O caminho entre Cabañas Altamar - bairro onde fica o nosso hostel - e a Praia Splatt Bight, leva uns 25 minutos de caminhada. Mas o calor já estava intenso pouco após as 9 horas da manhã, de maneira que eu já fiquei bem incomodado no começo do passeio e me pus a pensar se o o clima por aqui seria sempre assim. Bastou chegarmos à praia e estendermos a canga numa faixa de areia sombreada por vários coqueiros para ficar tudo bem.


Praia Splatt Bight, no centro de San Andrés. A ilha ao fundo é a Johhny Cay, aonde pretendemos ir nos próximos dias.

Apesar de aparentemente ser um destino menos conhecido que Cancún, Punta Cana e Aruba, a Ilha de San Andres também fica no Caribe e o mar por aqui realmente tem aquela paleta de cores em diferentes tons de verde e azul que passamos a associar às aguas caribenhas, seja através do cinema ou por meio das propagandas turísticas.

Acabou que passamos boa parte do dia na Praia Splatt Bright, num tipo de programação que sempre quero fazer quando em Natal, mas raramente consigo: chegar relativamente cedo à praia, entrar no mar, voltar para a cadeira pra ficar contemplando a paisagem, ler um pouco (por aqui estou lendo Cozinha Confidencial, de Anthony Bourdain), pedir um petisco e uma bebida, entrar no mar novamente e continuar nesse movimento até o fim da tarde.

Uma coisa que me chamou a atenção foi a diversidade de vestimentas entre os que estavam na praia, incluindo uma família que permaneceu com calça jeans, tênis e camisa/blusas durante as 5 ou 6 horas em que estivemos por lá.

Perto das 17h decidimos voltar para o hostel, mas antes passando em um supermercado para comprar algumas frutas e outros alimentos. Entretanto, quando chegamos ao que encontramos no Google Maps, o mesmo estava fechado. Também estranhamos o fato de o ônibus que esperávamos demorar mais que os 10 minutos em média que nos foram comunicados pelo nosso anfitrião, estarem demorando mais.

Mais tarde descobriríamos através de Dona Luz, proprietária do hostel e uma mulher gentil e agradabilíssima, que ontem, dia 08 de janeiro, a cidade estava comemorando o feriado de Reis, que acontecera no dia 06, sábado. Ela nos explicou que na Colômbia, quando os feriados caem em fins de semana, são empurrados para o próximo dia útil, para que possams ser efetivamente desfrutados.

Depois de umas duas horas de descanso no albergue, à noite voltamos ao Centro da ilha para flanar um pouco e procurar um lugar para jantar.

Algumas estatísticas do dia

  • Temperatura mínima: 27º
  • Temperatura máxima: 31º
  • Passos dados: 20333
  • Distância percorrida caminhando: 12,5 km

Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 08, dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.

Todos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.

Viagem Colômbia 2024 - Dia 08

Escrevo já de San Andrés, nosso segundo destino na Colômbia.

Ontem, nosso último dia em Medelín, tínhamos apenas a manhã para explorar a cidade, visto que precisávamos sair para o aeroporto por volta das 14h. Desse modo, optamos ficar caminhando a esmo por outra parte do bairro de Laurelles que ainda não havíamos explorado.

As impressões que tivemos logo na primeira noite por lá e foram se consolidando nos dias seguintes, mais uma vez se confirmaram. A paisagem baseada em prédios com fachada em tijolos de barro aparente aliada ao conforto térmico que as ruas arborizadas e o próprio clima da cidade proporcionam, fazem do caminhar sem rumo pelas ruas de Laurelles uma programação irresistível.

Acabamos por fazer um brunch num café argentino ao qual chegamos por acaso e acabamos, por volta do meio-dia, entrando num supermercado nas imediações para comprar alguns lanches pro vôo que nos traria até aqui em San Andrés. Aparentemente uma programação banal, ir a mercados em cidades de outros países é uma atividade que aprecio bastante. Por aqui temos nos surpreendido com a quantidade de frutas diferentes e deliciosas. Destaque para a granadilla, fruta bem parecida com o maracujá, mas com a polpa branca e dulcíssima.

Granadilla, o maracujá doce e uma das frutas mais saborosas desse mundão


Várias espécies de batata, milho e pitaia

Após desbravar a vizinhança pela última vez, voltamos ao apartamento e nos arrumamos para o próximo deslocamento de avião. O caminho entre Medellin e o aeroporto passa pelo Oriente, o maior túnel que já percorri na vida, com cerca de 8,2 km de extensão. Durante o percurso conversamos bastante com o motorista que nos levou. Entre os assuntos, a situação dos aplicativos de mobilidade urbana na Colômbia - especialmente o Uber -, que ao contrário do Brasil, ainda não são legalizados.

Desembarcamos em San Andrés por volta das 18h30 e viemos quase que imediatamente para o Hostel em que estamos hospedados. Compramos comida, cervejas e água e permanecemos na hospedagem pelo resto da noite.

Enquanto jantávamos na cozinha compartilhada conhecemos Julian, um inglês de Bristol que estará por aqui por dois dias e depois seguirá para uma estada de 10 dias em Providência, outra ilha colombiana relativamente próxima daqui.

Tive alguma dificuldade para me fazer compreender, mas o papo fluiu e, entre outras coisas, conversamos sobre as nossas impressões a respeito da Colômbia e as insatisfações mútuas com as guinadas à direita nas políticas dos nossos países. No caso dele, o Brexit. No meu, o desgoverno do Bozo.

Esses encontros que os ambientes de albergues proporcionam são impagáveis e gratificantes. Lembro agora de uma das primeiras e mais marcantes experiências que tive em hostels.

Trinta e um de dezembro de 2011, eu e Márcia estávamos em Roma e após um dia de flanagem pela cidade voltamos ao albergue no começo da noite, ainda sem planos concretos para a virada do ano. Ao passar por uma área comum da hospedaria, fomos convidados por um grupo de uns 8 franceses e francesas de Lille - talvez uns 5 anos mais novos que nós 2 - a nos juntar a eles. Nos comunicávamos nos fragmentos de francês, inglês e espanhol que o meu parco vocabulário abrigava, mas ainda assim tive uma das mais divertidas passagens de ano da vida.

Daqui a alguns minutos saio com Márcia e Nina para começar a explorar essa San Andrés.

Algumas estatísticas do dia:

  • Temperatura mínima: 15º
  • Temperatura máxima: 27º
  • Passos dados: 11404
  • Distância percorrida caminhando: 7,2 km

Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 07.2, dia 07, dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.

Todos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.

Viagem Colômbia 2024 - Dia 07

Ontem fizemos uma pequena viagem dentro da viagem. Fomos conhecer Guatapé, uma cidade localizada a pouco mais de 80 km de Medelín e que atrai milhares de turistas diários, em parte graças a duas atrações: o Peñol de Guatapé e a Represa de El Peñol.

O primeiro é uma formação rochosa que lembra bastante o Morro da Urca, e a cujo topo se chega através de uma escadaria com mais de 700 degraus, esculpida na rocha. Do mirante se pode contemplar a impressionante represa que alagou uma área com cerca de 74 Km² para a construção de uma usina hidrelétrica. Obviamente, tratou-se de uma obra que impactou milhares de pessoas do entorno, que vivam nas cidades e zonas rurais inundadas durante o processo, fato bem abordado pelos guias que acompanharam o nosso grupo.

Contratamos um passeio guiado que também incluiu o deslocamento por ônibus entre as duas cidades. Esse translado é uma atração à parte pois segue caminhos que cortam as montanhas da Antióquia e revelam algumas áreas menos urbanizadas e pequenas cidades belíssimas. A previsão era que o deslocamento durasse duas horas, mas levou pelo menos mais duas por causa de um acidente de na única rodovia que leva a Guatapé.

Chegando ao destino do dia, almoçamos em um restaurante previamente contratado pelos guias e em seguida fomos explorar a cidade, cujo centro lembra bastante o de alguns destinos litorâneos brasileiros, com um charme discreto que a combinação da gentrificação com a preservação arquitetônica proporciona.

Uma particularidade de Guatapé são os zocalos, espécies de murais erigidos em cimento na parte inferior das paredes externas das habitações e prédios comerciais. Inicialmente pensados como solução para evitar que as chuvas comprometessem a estrutura dessas construções, os zócalos passaram a representar uma parte da identidade visual de cada residência e do espaço de cada loja ou prestador de serviço, contendo pequenas esculturas embutidas na parede que visam informar algo sobre os habitantes/proprietários daqueles lugares.


Zocalo indicando que na loja se conserta ou vende calçados

Outra etapa inclusa no tour que contratamos foi um passeio de barco pela área alagada da Represa de El Peñol, área que mais tarde contemplaríamos do alto do Peñol.

Algumas estatísticas do dia:

  • Temperatura mínima: 14º
  • Temperatura máxima: 26º
  • Passos dados: 22659
  • Distância percorrida caminhando: 14 km

Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.

Todos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.

Olá! Até logo!

Em algum dos seus livros de humor Woody Allen brinca com a ideia de haver um rosto específico para cada uma das mais de 6 bilhões de pessoas que vivem na Terra.

Sempre que estou no metrô ou num cruzamento de ruas de uma grande cidade diante daquele sem-fim de pessoas, lembro da frase do cineasta norte-americano e penso nesses encontros interrompidos que estar em multidões suscitam. Pessoas com quem cruzamos na ruas e nunca mais veremos.


Num ônibus no meio das montanhas da Antióquia, a caminho da cidade de Guatapé

Trago esse tema agora pois ontem fomos conhecer a Comuna 13 aqui em Medellin e contratamos um guia que conduziu a nós e a outras pessoas num grupo com pessoas de diferentes nacionalidades, com quem estive por algumas horas e nunca mais verei na vida.

A lembrança mais remota que guardo dessa sensação vem de 2008, quando estive no Rio por um mês para dar conta de uma parte da minha pesquisa de mestrado. Em algum sábado de agosto daquele ano, quando eu e Márcia estávamos explorando o bairro de Santa Teresa acabamos passando a tarde com um casal de franceses que veio nos pedir informações sobre a cidade, e quando souberam que iríamos a Copacabana, perguntaram se poderiam se juntar a nós. Quando nos despedimos já no começo da noite, não encarei com naturalidade o fato de nunca mais voltar a ver aqueles dois, sem nem ao menos trocar endereços de e-mail ou contas na rede social da época (provavelmente o Orkut).

Escrevo isso num momento em que deparo com uma situação semelhante. Estou num ônibus à caminho de Guatapé, uma cidade que fica a cerca de 100 km de distância de Medellin. Eu, Márcia e Nina contratamos um tour para esse destino e estamos juntos de outras 20 e poucas pessoas de diferentes nacionalidades, entre eles colombianos, panamenhos, franceses holandeses e até um moldávio.

Mais uma vez a interação não vai ser muito diferente de “Olá! Até Logo!”

Algumas estatísticas do dia:

  • Temperatura mínima: 7º
  • Temperatura máxima: 22º
  • Passos dados: 8426
  • Distância percorrida caminhando: 5,7 km

Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores:dia 06, dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.

Todos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.

Viagem Colômbia 2024 - Dia 06

Quase todas as viagens que fiz na vida foram com companhia. No últimos 10 anos, especificamente, junto de Márcia e Nina. A despeito de estar muito bem acompanhado das duas, sinto falta de não ter experiência solo em destinos fora de Natal e do Brasil. Assim, em quase todas as viagens em família tento criar algumas situações para estar sozinho mesmo que por poucas horas.

Normalmente essas escapulidas envolvem meras caminhadas ou idas a jogos de futebol. Foi o que fiz quando estive em Santiago pela primeira vez, em 2016. Consegui ir à um jogo da Universidad de Chile, no Estádio Nacional. O mesmo quando estive em Montevidéu, em 2017, e pude ver um jogo do Penharol contra o Liverpool daquela cidade, num pequeno e charmoso estádio de bairro.


Jogo da Universidad de Chile. Estádio Nacional de Santiago, janeiro de 2016.

No estádio Belvedere para assistir a Liverpool x Penharol. Montevidéu, julho de 2017

Com o futebol em recesso na Colômbia até a última semana de janeiro, as minhas investidas solo por Medellin têm consistido em idas a padarias e mercados no início da manhã.

Ontem, por exemplo, fui pelo segundo dia seguido à Padaria Dona Aída, especialmente em busca de um croissant que Nina gostou e tem sido um dos poucos alimentos que ela tem comido por aqui em razão de de estar bem ansiosa e canalizar esses sentimentos para a alimentação. Tem sido difícil lidar com isso no meio da viagem e sem as referências que ela tem quando em casa, mas aos poucos a pequena tem demonstrado estar mais tranquila.


Batendo o ponto diariamente na Panadería Doña Ainda para comprar o croissant de Nina

Nossa programação no dia de ontem teve como ponto principal a ida à Comuna 13, uma comunidade localizada numa das montanhas da cidade e que até um passado recente convivia com as consequências da atuação do narcotráfico, bem como das políticas de repressão ao crime que, sob o pretexto de limpeza da bandidagem, assassinou milhares de pessoas. Impossível não traçar paralelos com a maneira como as forças de segurança atuam nas áreas periféricas de diferentes cidades do Brasil.

Assim como a maior parte de Medellin, a Comuna 13 também se livrou da violência e caos resultantes da atuação do crime organizado e hoje consegue capitalizar esse feito, transformando as histórias do lugar e dos seus habitantes em atração turística.

Confesso que quando eu e Márcia começamos a considerar os lugares que gostaríamos de conhecer em Medelin e a Comuna 13 apareceu na lista, me questionei se essa pegada de ponto turístico muito visitado me interessaria na prática. A despeito das milhares de pessoas que exploravam as ruas apertadas - a geografia de lá lembra bastante a de comunidades do Rio de Janeiro, com moradias improvisadas subindo o morro e ruas estreitíssimas - a experiência foi muito marcante.

Contratamos um tour guiado no Get Your Guide, e aleatoriamente chegamos a Sebastian, um norteamericano com cerca de 30 anos, radicado em Medelin desde a infância, e que nos ofereceu uma visão bastante particular dessa área da cidade. A explicação que ele deu sobre as operações para pacificação da comuna foram um dos momentos mais marcantes da cidade até agora.


Vista de um dos mirantes da Comuna 13

À noite fomos conhecer o Lleras Park, uma área do bairro El Poblado que concentra inúmeros bares, cafés, boates e albergues. É uma região que claramente passou por um intenso processo de gentrificação e me fez lembrar bastante as ruas mais movimentadas de Pipa, numa proporção bem maior e sem o charme da praia do litoral Sul do Rio Grande do Norte. Quase optamos por nos hospedar nessa área da cidade, mas agora comemoro em silêncio por termos optado por Laurelles, uma região com bastante movimento, mas numa pegada mais residencial e aparentemente menos moldada para turista ver.

Algumas estatísticas do dia:

  • Temperatura mínima: 24º
  • Temperatura máxima: 25º
  • Passos dados: 21568
  • Distância percorrida caminhando: 13,5 km

Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 05, dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.

Todos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.

Viagem Colômbia 2024 - Dia 05

Relativamente familiarizados com o Laurelles, nosso bairro, ontem foi dia de visitarmos o centro de Medellin. Saímos da nossa hospedagem com alguns pontos de interesse em mente, mas também acabamos por flanar sem muito rigor por essa região da cidade.

Pelo segundo dia seguido fizemos a maior parte dos deslocamentos mais longos através do metrô, que por aqui é de superfície e custa 3650 pesos colombianos, ou cerca de R$ 4,60 por passage, como eles chamam por aqui, diferentemente de Santiago e Buenos Aires, onde se referem a cada passagem como viaje.

Até agora tivemos a experiência de usar o metrô de Medellin em momentos com menos movimento e em outros perto dos horários de pico. Não sei se é em função de estarmos nos primeiros dias do ano, período de férias escolares e em que provavelmente muitos medellinenses devam sair da cidade, ou uma situação exclusiva das linhas A e B que temos usado, mas comparado com outras cidades que têm estrutura de trens urbanos que já visitei, achei o movimento deste meio de transporte relativamente tranquilo por aqui. Do apartamento onde estamos hospedados até uma das duas estações mais próximas - floresta e estádio - temos levado cerca de 25 minutos de caminhada. A Estação Estádio, como o nome sugere, leva ao Estadio Atanasio Girardot, o maior da cidade, onde jogam os dois clubes grandes daqui: o Atlético Nacional - aquele mesmo que jogaria a final da Sulamericana com a Chapecoense, quando o time brasileiro sofreu o acidente aéreo - e o Independiente. Pena que o futebol aqui na Colômbia esteja em recesso e eu não possa assistir a uma partida estando tão próximo a esta cancha, mas vou tentar fazer pelo menos a visita guiada ao museu.

Como eu vinha falando antes, o dia de ontem foi dedicado a explorar pontos de interesse do centro.

Começamos no Parque de los Pies Descalzos, um equipamento construído com o objetivo de servir como espaço destinado a momentos de desconexão para os funcionários públicos e outros trabalhadores da região nos intervalos dos seus trabalhos. Lá as pessoas são convidadas a ficarem literalmente descalças e caminharem pelo parque cujo chão é composto por pequenas pedras que, hora massageiam os pés, hora causam pequenas dores e, pouco além, molhar os membros inferiores na fonte que jorra direto do chão. Algumas pessoas, especialmente crianças - e dentre essas, Nina - vão além e molham todo o corpo.


Fachada externa da Biblioteca EPM

Continuando caminhando pelo Centro em direção ao Museu Antióquia, acabamos por parar na Biblioteca EPM, que naquele momento pensávamos se tratar da Espanã, a mais conhecida da cidade, mas enquanto escrevo esta postagem descubro que era uma voltada para ciências, indústria, tecnologia e meio ambiente. Explorei bem pouco o acervo, mas me chamou a atenção o quanto se trata de um espaço convidativo para quem passa pela rua e, sobretudo, como é um lugar que chama os seus usuários a permanecerem por lá. A biblioteca é repleta de sofares e cadeiras confortáveis e no tempo em que estive por lá foi possível observar vários medellinenses lendo jornais, usando as dezenas de computadores espalhados pelo prédio, ou simplesmente usando o espaço para descansar e cochilar, expandindo a noção de biblioteca para além de um repositório de livros.


Interior da biblioteca

Na sequência seguimos em direção ao Museu Antióquia e à Praça Botero. Esse caminho revelou um centro caótico com muito comércio de rua tomando as calçadas, não muito diferente das áreas centrais de muitas cidades brasileiras.

O Museu Antióquia foi uma grata surpresa desta viagem. Nas pesquisas que fiz sobre a cidade ao longo dos últimos meses, sabia que o equipamento abrigava um acervo considerável de artistas colombianos, sobretudo de Botero. Mas eu não tinha a dimensão de quanto do acervo do escultor estava exposto lá. São dezenas de pinturas, além das mais conhecidas esculturas em bronze, que estão disponíveis tanto no museu em questão, quanto na praça localizada em frente, e que leva o nome do mais notável artista plástico colombiano.


Mural pintado por Botero em 1960 para um banco de Medellin. Hoje está no Museu Antióquia.

Essa surra de Botero causou em mim um impacto em mim como poucas vezes experimentei, me remetendo aos momentos em que vi originais de Van Gogh, no Met, no Museu d’Orsay e no MASP.

O Museu Antióquia também traz um uma série de obras mais recentes, sobretudo de fotografia, que lidam com o passado recente e doloroso da cidade e do país, marcardo pelo poder do narcotráfico, personalizado na figura de Pablo Escóbar. Nos dias anteriores, fiquei atento ao comércio de rua e a espaços de memória espalhados pela cidade como bustos e outras esculturas, para ter uma noção de como os medellinenses tem representado o legado nefasto de Escóbar e lidado com a memória em torno dele. Observei que muitas camisetas, broches e outros suvinires que costumam fisgar os turistas trazem serigrafias com retratos do traficante junto de frases de efeito como “Pláta ó Plomo".

Não sei ao certo em que nível frases como essas estavam no imaginário popular antes da série Narcos e o quanto esse fênomemo pop contribuiu para relativizar a imagem do homem mais celébre de Medellin, como parte dessa tendência de normalização de vilões que a cultura pop vem construindo ao longo das últimas décadas: de Tony Soprano a Walter White; do Coringa de Batman: a piada mortal ao John Marston de Red Dead Redemption 2.

Também fui muito impactado durante a visita ao Palácio da Cultura Rafael Uribe, que foi construído para ser sede do governo da Antióquia, província da qual Medellin é capital e que hoje funciona como uma instituição de fomento a cultura, além de um museu com exposições ecléticas de artistas colombianos, mas também com muitas alas dedicadas a explicar um pouco da própria história, bem como a da cidade.

Algumas estatísticas do dia:

  • Temperatura mínima: 16º
  • Temperatura máxima: 26º
  • Passos dados: 26428
  • Distância percorrida caminhando: 5,7 km

Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 04, dia 03, dia 02, dia 01.

Todos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.

Viagem Colômbia 2024 - Dia 04

Vista externa do Parque Explora, em Medellin

Ontem começamos o dia buscando um local para sacar alguns pesos colombianos. Por aqui estamos usando um cartão de débito da Wise, que cobra menos IOF nas transações, mas queremos ter um pouco de dinheiro em espécie para algumas situações na rua.

Saímos em busca de um caixa eletrônico do Banco de Bogotá, que o Google Maps disse estar há cerca de 20 minutos de caminhada do apartamento em que estamos. O percurso até lá revelou uma parte da cidade com ares mais comerciais do que a parte de Laurelles em que nos hospedamos. Percorremos a maior parte do caminho numa rua que reunia dezenas de lojas especializadas em acessórios para motos e ao chegar ao destino, descobrimos que o caixa eletrônico estava dentro de um pequeno shoping.

Com alguns poucos pesos nos bolsos caminhamos por cerca de 25 minutos em direção à estação de metrô onde tomaríamos um trem para os destinos programados para o dia: o Parque Explora e o Jardim Botânico, espaços separados por uma rua.

O Parque Explora é um enorme espaço interativo, nos moldes do Museu Interativo Mirador de Santiago. Ambos espaços são divulgados em blogs de viagem e outros textos pela web como boas opções para entretenimento infantil, mas nos dois casos também entreteram bastante a mim e a Márcia.


Márcia e Nina na área externa do Parque Explora

No caso do Explora, em Medellin, além das salas e exposições mais voltadas para uma ciência prática, com brinquedos e experimentos que exploram noções de física e até de subáreas como a acústica, há também estações voltadas para a música. É o caso instrumentos digitais e telas de toque que, por exemplo, apresentam conceitos de mixagem e explicam o papel que diferentes instrumentos tem numa banda.

Além disso pude conhecer exposições mais estáticas como a que apresenta a história da música gravada, passando pelos fonógrafos e gramophones no século XIX e chegando aos atuais serviços de streaming.

Outra atração com que brinquei foi um tela tátil que captura a imagem de quem está interagindo com o dispositivo e permite que a pessoa faça capas para hipotéticos álbuns de música de sua autoria. Foi quando tive a ideia de criar uma capa para um pretenso disco meu que nomeei como Medellín e que traria canções com impressões minhas sobre esses dias em que estarei pela cidade.

Após terminar a brincadeira, passei a encarar com seriedade esse projeto de começar um pequeno disco pela capa e dessacralizar a ideia de que um álbum de música precise ter uma motivação especial ou significativa. Infelizmente ainda não recebi o .jpg da capinha no email que cadastrei ao final da brincadeira. De toda forma fica o insigth para pensar em motivações menos ortodoxas como pontos de partida para futuras produções musicais minhas.


Club Colômbia, uma ótima lager que me lembrou a pernambucana Ekäut

Por lá também espaços com uma pegada de museu natural, como o lindo aquário espalhado por várias salas e o vivário que expõe dezenas de répteis e anfíbios da América Latina.

Durante praticamente todo o dia (ficamos por lá do meio da manhã até o fim da tarde) havia muitas crianças e adolescentes colombianos visitando o Parque Explora. Tive a impressão de que alguns grupos eram turistas dentro do próprio país. Pelas dimensões do equipamento cultural e dada a quantidade e qualidade das atividades disponíveis, o Parque Explora parece ser um espaço importante a ponto de por si só atrair turistas para a cidade, exercendo um papel semelhante ao que Inhotim e o Instituto Ricardo Brennand representam para os seus entornos.

É inevitável experimentar uma iniciativa desse porte e não ficar desejando que Natal e outras cidades do porte da capital potiguar pudessem dispor de estruturas semelhantes. Mas, tendo visitado algumas cidades maiores da América do Sul e mais espeficiamente do país, cada vez mais se consolida a impressão de que, na América Latina projetos da natureza do Parque Explora só parecem exequíveis do ponto de vista financeiro em cidades grandes como Medellin, São Paulo, Rio de Janeiro, ou nas capitais dos países dessa parte do continente americano.

Amanhã pretendemos visitar uma parte mais central de Medellin, onde fica o Museu da Antióquia e o Palácio da Cultura Rafael Uribe.

Algumas estatísticas do dia

  • Temperatura mínima: 20º
  • Temperatura máxima: 30º
  • Passos dados: 18457
  • Distância percorrida caminhando: 12,6 km

Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 03, dia 02, dia 01.

Todos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.

Viagem Colômbia 2024 - Dia 03


Vista da minha janela pelos próximos cinco dias.

Escrevo já de Medellin, o nosso primeiro destino aqui na Colômbia. A chegada até aqui foi bem cansativa e envolveu um vôo de 6h entre BH e Bogotá, 4h de espera pela conexão que nos trouxe até aqui, além de uma diferença de fuso de 2h, que por menor que pareça, cobrou a conta no meio da noite.

Ainda conseguimos dar uma pequena explorada em Laurelles, bairro onde ficaremos pelos próximos 5 dias. A primeira impressão é se que parece ser relativamente movimentado para uma vizinhança predominantemente residencial, além de passar uma boa sensação de segurança. Fomos a um restaurante de massas aqui nas imediações e passamos em um supermercado também próximo.

Algumas estatísticas do dia:

  • Temperatura mínima: 7º
  • Temperatura máxima: 22º
  • Passos dados: 10412
  • Distância percorrida caminhando: 6,7 km

Tentei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi nos dias anteriores: dia 02, dia 01.

Todos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.

Viagem Colômbia 2024 - Dia 02

Acabamos reféns da chuva e da preguiça e viramos o ano no quarto de um hotel assistindo De Volta Para o Futuro III, cuja trilogia eu e Márcia revimos ao longo do último mês para apresentar a Nina.


Savassi só nossa na manhã chuvosa de 1º de janeiro de 2024.

O dia amanheceu chuvoso mais uma vez e decidimos flanar pela Savassi, bairro em que nos hospedamos quando estivemos por aqui no ano passado. Acho que já comentei aqui neste blog sobre o gosto que tenho por revisitar lugares. O desejo de conhecer novos lugares em viagens é, como era de se esperar, bem forte, mas voltar aos cantos em que já estive antes traz uma sensação de familiaridade e, ao mesmo tempo, de possibilidade de lançar novos olhares sobre o que eu já tinha visto.

Um pouco mais tarde, rumamos ao zoológico da cidade, na Pampulha, na tentativa de entreter Nina, mas logo nos primeiros minutos começou um toró gigante que, mesmo temos encontrado algumas capas de chuvas daquelas descartáveis, nos encharcado os pés, tênis e calças. No momento em que escrevo estas linhas (18h), a preocupação é se os nossos calçados secarão a tempo do nosso vôo para Bogotá, já que às 4h30 da madrugada rumaremos em direção ao aeroporto de Confins.

Sobre o zoológico, do pouco que conseguimos ver dada a correria decorrente da chuvarada, pude ver pela primeira vez uma arara azul.

Algumas estatísticas do dia:

  • Temperatura mínima: 7º
  • Temperatura máxima: 22º
  • Passos dados: 10412
  • Distância percorrida caminhando: 6,7 km

Estou tentando registrar algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público. Segue o que escrevi ontem: dia 01.

Todos esses pequenos relatos estarão reunidos nessa página.

Viagem Colômbia 2024 - Dia 01

Na sala de embarque do Aeroporto de Natal. Em breve embarcarei com Márcia e Nina rumo à Colômbia. Visitaremos Bogotá, Medellin e San André entre os dias 2 e 17 de janeiro. Antes passaremos dois dias em Belo Horizonte.

Ainda não definimos onde passaremos a virada do ano. Considerando a previsão de chuva de hoje para a capital mineira, é possível que fiquemos no quarto do hotel.


Tentarei registrar as algumas das minhas impressões sobre essa viagem à Colômbia numa espécie de diário público.

Todos esses pequenos relatos estão reunidos nessa página.

Aplicativos-padrão 2023

Recentemente vários blogs gringos que acompanho, como os de Carl Barenbrug e Manuel Moreale, tiveram posts com os aplicativos padrões dos seus escribas. Decidi entrar na brincadeira também.

  • 📧 Cliente de e-mail: Apple Mail
  • 📧 Servidor de e-mail: Google
  • 🗒 Notas: Apples Notes
  • 📝 Lista de tarefas: Things
  • 📷 Câmera: Apple Camera
  • 🏞 Gerenciamento de fotos: Apple Photos
  • 📅 Calendário: Apple Calendar
  • 💾 Armazenamento na nuvem: iCloud e One Drive
  • 🌐 RSS: NetNewsWire e Feedly
  • 📞 Contatos: Apple Contacts
  • 🌐 Navegador: Safari
  • 💬 Chat: WhatsApp e Telegram
  • 📖 Read It Later: Pocket
  • Processador de texto: Word e Google Docs
  • 💻 Planilhas: Numbers
  • 💻 Apresentações: Keynote e Canva
  • 🛒 Lista de compras: Bring!
  • 🧮 Orçamento e finanças pessoais: MoneyWiz
  • 🎧 Music: Apple Music e Marvis Pro
  • 🎙️Podcasts: Overcast
  • 🔐 Gerenciamento de senhas: Apple Passwords